sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Eliane Giardini

A dama da dramaturgia retornou à cena para ocupar seu lugar como uma das maiores estrelas da TV

 Eliane Giardini
A arte de atuar esteve presente na vida de Eliane Giardini desde a infância, quando participou de um grupo de teatro amador. "Para mim eram adultos brincando de criança de forma profissional e aquilo me deixava fascinada".Aos 17 anos, depois de sua primeira participação no cinema, a atriz entrou para um grupo de teatro em Sorocaba, certa de que havia nascido para brilhar nos palcos. Nessa época, conheceu seu primeiro marido, Paulo Betti. Juntos, ganharam um festival de teatro amador e, consequentemente, uma bolsa de estudos para a Escola de Artes Dramática da USP. Assim, os dois se mudaram para São Paulo. Após o casamento, Eliane teve duas filhas - Juliana e Mariana - e deu um tempo na carreira para se dedicar à família.

Volta à telinha
Eliane Giardini em Felicidade, como Isaura
Na década de 1980, a atriz fez pequenas participações na TV e foi só no início dos anos 90 que surgiu a oportunidade de voltar com tudo à dramaturgia, interpretando Isaura, de Felicidade (1991), personagem que era a melhor amiga da protagonista Helena (Maitê Proença).

Bonita e desejável


A reprimida Yolanda, de Renascer
Não demorou muito para um grande papel cair em suas mãos e alavancar de vez sua carreira. Em Renascer (1993), ela interpretou Yolanda, bastante reprimida pelo marido, Teodoro (Herson Capri). Dona Patroa era uma mulher sofrida que conseguiu dar a volta por cima ao longo da trama de Benedito Ruy Barbosa e, ao libertar-se do marido, tornou-se bonita e desejável.Na época, a atriz foi citada em diversas publicações como uma das mulheres mais belas do país. "Renascer foi uma experiência completa, uma experiência de vida mesmo, eu diria", analisou.

Eliane Giardini, Stela Freitas, Leandra Leal, Tereza Seiblitz e Laura Cardoso em Explode Coração.
Na novela Explode Coração (1995) interpretou a cigana Lola Sbano. Como toda cigana rica,  usa roupas caríssimas e muitas joias. Só veste os trajes típicos nas festas da comunidade ou na sexta-feira, dia que escolheu para ler a sorte, uma obrigação de toda mulher cigana

Em busca da felicidade

Condessa de Gouvarinho em Os Maias.
A partir daí, começaram a chegar outros trabalhos de peso, como na minissérie Os Maias (2001), em que deu vida à Condessa de Gouvarinho. 

No mesmo ano, Eliane arrasou na pele da muçulmana Nazira, de O Clone (2001). A mulher que, apesar de seguir os costumes da sua cultura, não se conformava em ser solteira naquela idade, arrancou muitas risadas do público com suas peripécias para encontrar um maridão. "A Nazira foi o papel mais agudo que eu alcancei. Gosto muito desse personagem porque também explodiu dentro de mim muitos limites".


Eliane Giardini e Werner Schunemann

Eliane interpretou Caetana em A Casa das Sete Mulheres (2003), casada com Bento Gonçalves (Werner Schuunemann). É obrigada a criar os filhos sozinha quando veio a guerra, e sofria  ao ver seus filhos indo para a guerra.

Viúva apaixonada

Murilo Rosa e Eliane Giardini
Outro grande ano para a dama da TV foi 2005,quando Eliane roubou a cena em América ( 2005, como a cobiçada viúva Neuta. A química com Murilo Rosa, o Dinho, foi tão perfeita que os personagens (que eram coadjuvantes) ganharam ares de protagonistas. "Isso foi surpreendente dentro dessa novela, porque esse romance não era para existir. Foi uma dedicação do Murilo, que começou a fazer esse personagem e a única referência que tinha era a de que ele ficava apaixonado por aquela viúva. E foi com tanta intensidade ali nessa história, que a Glória Perez não conseguiu mais separar os dois", contou a atriz, aos risos.

Parceria certa

Em 2007, a amizade com Glória Perez rendeu mais um sucesso na carreira dessa veterana. Como a mãe super-protetora Indira, de Caminho das Índias (2009), ela conquistou o público mais uma vez. "Uma das melhores coisas era ficar descaça o dia todo, como as indianas. Todo o cenário tinha tapete, então, era uma delícia".

Talento nato

A versatilidade da atriz foi vista mais uma vez em Avenida Brasil (2012). Na trama de João Emanuel Carneiro, Eliane brilhou como a popular Muricy, mãe de Tufão (Murilo Benício) e esposa de Leleco (Marcos Caruso). "Essas experiências ficam plenas, pois a gente não é burocrático. Queremos fazer e acontecer, romper padrões, fazer o que puder fazer de melhor", analisou.

Personagens intensos




Viveu Ordália na novela Amor à Vida (2013) , que teve um romance com Herbert (José Wilker) que ela supunha ser o  pai de Gina (Karolina Casting).


Atualmente, a atriz dá vida à Anastácia, em Eta Mundo Bom!
Na novela Eta Mundo Bom! (2016), a rica empresária vive uma saga para tentar reencontrar o filho Candinho (Sérgio Guizé), tirado de seus braços por seu pai após o parto. E a atriz está preparada para viver momentos dramáticos, porém, com determinação. "Como tenho uma história de fazer mulheres fortes e temperamentais, nem me dou ao trabalho de solicitar perfis assim. Já sei que nunca me chamariam para interpretar aquelas pessoinhas pacatas ou tristonhas", pontuou Eliane.  

Na telinha

1991 - Felicidade
Isaura
1993 -  Renascer
Yolanda
1995 - Explode Coração
Lola
2001 - Os Maias
Condessa de Gouvarinho
2001 - O Clone
Nazira Rachid
2003 - A Casa das Sete Mulheres
Caetana
2005 - América
Viúva Neuta
2009 - Caminho das Índias
Indira Ananda
2012 -  Avenida Brasil
Muricy Araújo
2013 - Amor à Vida
Ordália
2016 - Eta Mundo Bom!
Anastácia



Texto: Núcia Ferreira

Publicado na revista TV Brasil n/n 827
Trajetória

Fotos: Globo/Divulgação - www.purepeople.com.br - gshow.globo.com - extra.globo.com - memorialglobo.com.br -

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