sexta-feira, 25 de março de 2016

Benedito Ruy Barbosa

'Novelões'

Benedito Ruy Barbosa
De Patanal a Velho Chico, o autor tem a receita para uma boa trama: regionalismo, imigração e muita paixão

Rodrigo Santoro em Velho Chico 
Se as coisas não estão boas, o melhor a fazer é repetir fórmulas que já deram certo. E é exatamente isso que a Globo pretende com a nova novela das 21 h, Velho Chico. Ao trazer de volta Benedito Ruy Barbosa para o horário nobre - sua última novela das 21h foi Esperança (2002) - a emissora aposta ainda em uma mistura certeira: regionalismo, conflitos entre famílias, vida rural e paixões. Lembrado pelos seus 'novelões', o autor sempre demonstrou essa preferência em seus enredos. O novo folhetim se passará na fictícia Grota de São Francisco e será cheio de romances proibidos, duelos e confrontos entre clãs rivais.

Pantanal (1990)

Marcos Winter e Cristiana Oliveira 
Exibida em 1990 pela TV Manchete, a trama marcou época com a história de Juma (Cristiana Oliveira), moça que transformava-se em onça pintada. Com cenas quentes, Pantanal foi a primeira trama que bateu a Globo na história da televisão. Logo depois, Benedito voltou para a Globo.

Renascer (1993)

 Antonio Fagundes e Adriana Esteves
Após a morte da esposa, José Inocêncio se apaixonou por Mariana (Adriana Esteves).
Entre lendas e mitologias, a trama contou a história de José Inocêncio (Antônio Fagundes) - 'imperador' do cacau, em Ilhéus - e de seu filho João Pedro (Marcos Palmeira). Quando chegou à Bahia, José fincou seu facão em um pé de Jequitibá e prometeu que não morreria enquanto o mesmo estivesse fincado ali. Seu corpo estaria 'fechado', livre de "morte morrida ou matada", como dizia. Apaixonado por Santa Maria (Patrícia França), teve com ela quatro filhos, mas a moça morreu ao dar à luz João Pedro e, desde então, o fazendeiro passou a rejeitá-lo. A mágoa só foi superada no final, quando José sofreu um acidente e não quis se medicar. Vendo o pai sofrer, João retirou o facão para libertá-lo, e  no lugar, cravou outro, repetindo o mesmo gesto paterno.

O Rei do Gado - (1996)

Patrícia Pilar
Novamente com Antônio Fagundes como protagonista (e Patrícia Pilar como seu par romântico), o folhetim abordou a luta pela terra e a reforma agrária. O latifundiário Bruno Mezenga (Antônio Fagundes) se apaixonou pela boia-fria Luana(Patricia Pilar). Sobrevivente de um acidente, ela desconhecia suas origens e após invadir suas terras e cruzar com Bruno, as intrigas começaram. Só isso já ganharia o público, mas teve mais: ambos descobriram que eram descendentes de famílias rivais -os Mezenga e os Berdinazzi  -, que fizeram fortuna no Brasil com a plantação de café e a criação de gado.

Terra Nostra (2000)

Ana Paula Arósio e Thiago Lacerda
A novela do 'amore mio' falou da imigração italiana na formação da sociedade brasileira, contando a saga de Giuliana (Ana Paula Arósio) e Matteo (Thiago Lacerda), que se apaixonaram em um navio durante o trajeto Itália - Brasil. Depois que perdeu os pais, a moça foi acolhida por Francisco (Raul Cortez), e Matteo (Thiago Lacerda) seguiu para a fazenda de Gumercindo (Antônio Fagundes). Lá, tornou-se porta-voz dos italianos e passou a reivindicar melhores condições de trabalho. Entre encontros e desencontros, se casaram com outros personagens para, só no final, viverem felizes de verdade.

Esperança - (2002)


Reynaldo Gianecchinni

A novela contou a história de amor entre os italianos Toni (Reynaldo Gianecchinni) e Maria (Pricila Frantin), e ficou conhecida pelo fato de Walcyr Carrasco ter substituído Benedito Ruy Barbosa (doente) no meio da trama. Por ter retratado a imigração italiana, Esperança foi tida por alguns como uma continuação de Terra Nostra. O sucesso destacou o movimento operário, a industrialização e a Revolução de 1932 na cidade de São Paulo dos anos 30.




Texto: Luana Rodriguez



Publicado na revista TV Brasil n/n 833

'Novelões'

Nenhum comentário:

Postar um comentário