segunda-feira, 17 de abril de 2017

Glória Perez - Engajamento Social

Gloria Perez
As novelas de Gloria Perez prestam serviços à sociedade


Já é tradição! Sempre que uma trama da atora entra no ar, temas polêmicos e extremamente importantes passam a ser discutidos mais amplamente.Na contramão de seus colegas de profissão,que escrevem suas tramas em parcerias e co-autorias, a veterana prefere trabalhar sozinha e não tem medo de errar."Paixão não se divide" sentenciou. Abordando temas tão delicados, a global sente nas ruas a resposta de seu bom trabalho. "O povão fala que gosta das minhas novelas porque retrato a vida como ela é. Quando você pensar que teve uma ideia muito louca, a vida vem e te dá mil", contou Glória, que já discutiu inúmeros temas impactantes ao longo de sua trajetória na dramaturgia.

Carol Duarte
Carol Duarte será a responsável por interpretar a transexual na história

 Com a próxima atração, A Força do Querer, não será diferente e, entre outros assuntos, a escritora abordará a questão da transexualidade.Na história, Ivana (Carol Duarte) será uma jovem que não se identifica com o gênero que nasceu e, aos poucos, vai se descobrir um homem. "Escrever é uma maneira de conversar sobre o que acontece em torno de nós. Quero abordar a dificuldade que as pessoas têm de conviver com a diferença", ressaltou Glória. 

Confira, a seguir, as narrativas que mais se destacaram!  

Barriga de Aluguel (1990)
Barriga de aluguel

Cláudia Abreu
Protagonizada por Cláudia Abreu e Cássia Kiss, ainda na década de 90, Barriga de Aluguel (1990) causou frisson ao mostrar a história de um casal rico que paga para que uma mulher gere um filho para eles. Após seu nascimento, o bebê torna-se centro de uma disputa entre a mãe biológica e os pais que o 'encomendaram', trazendo à tona uma prática antiga e ilegal que se desenvolvia no Brasil de forma silenciosa. Vista como revolucionária por muitos, a novela obteve altos índices de audiência e deu início à tradição criada por Glória de abordar temas nebulosos e bem 'cabeludos'. Marcou época!

O Clone (2001)
Clonagem

Murilo Benicio
Murilo Benicio viveu os gêmeos Lucas e Diogo e o clone deles, Léo.

Um dos maiores sucessos da global, O Clone (2001) surpreendeu ao abordar a clonagem embrionária. Na obra, o cientista Albieri (Juca de Oliveira) utiliza material genético de seu afilhado Diogo (Murilo Benício) e acaba criando um clone do mesmo, abrindo os olhos do mundo para questões como a ética, ciência e religião. "Numa sociedade tão individualista como a nossa,  como seria a vida de um clone? Logo, cheguei à figura de Deus, porque foi ele quem criou o homem e porque o geneticista é uma espécie de representação de um deus moderno, O cientista é um deus que recria a vida dentro de um laboratório", explicou Glória. 

O Clone (2001)
Vício em drogas

Debora Falabella
O mesmo folhetim ainda mostrou casos de alcoolismo e dependência química, chocando o público com as dramáticas cenas de Mel (Debora Falabella). No decorrer de toda a história, a jovem se viciou e entrou em decadência, mas venceu o problema. "As drogas estão aí, ganhando espaço e destroçando vidas. Não dá mais para fazer de conta que o problema não existe. Estou fazendo a minha parte, espero que a imprensa e as instituições façam as suas. Falar de um assunto não é fazer a apologia dele!", declarou a autora na época de estreia de sua produção.

América (2005)
Imigração ilegal

Deboara Secco
A sofredora Sol (Debora Secco), de América, serviu de exemplo para um outro assunto importante. Almejando crescer na vida, a jovem entre ilegalmente nos Estados Unidos e sonha com o green card, que lhe daria acesso livre ao país. A ida da mocinha para  seu sonhado destino, no entanto, foi repleto de barbaridades e Glória denunciou todo o mescado ilegal existente ao longo da travessia e a ação dos chamados coiotes, que intermediavam a passagem. Isso gerou inúmeras reportagens na mídia e atuou como alerta pata milhares de pessoas que mantinham desejos semelhantes ao de Sol.

Salve Jorge (2012)
Tráfico de pessoas


Nanda Costa
Em Salve Jorge (2012), a escritora destacou a prostituição de brasileiras no exterior. Na história, Morena (Nanda Costa) era agenciada para se tornar uma modelo internacional, mas, ao chegar na Turquia, se deparava com sua nova realidade: seria garota de programa. "Me interessei pelo tema e fui atrás. É uma forma  de escravidão. A trama abordou o trafico para diferentes fins: sexual, trabalho doméstico e adoção ilegal. Teve uma companha de esclarecimento" definiu.A abordagem rendeu à Glória citações na imprensa internacional e o reconhecimento de ONGs que há anos combatiam a causa e lutavam contra o anonimato.

Texto: Luana Rodriguez

Publicado na revista TV Brasil n/n 888
Tema Quente
Fotos: Purepeople

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