sábado, 4 de abril de 2026

Não se preocupe com o envelhecer



Terceira Idade Mitos e Verdades

Ficar estagnado em atitudes e propósitos.

Envelhecer, expressa uma vida bem vívida, cheia de emoções, amores e risadas é uma das melhores dádivas do universo.

Apenas com o passar do anos somos capaz de perceber as delicadezas da existência humana e contemplar com admiração cada milagre da vida vivido.

Envelhecer é um constante aprendizado quanto mais o tempo passa mais eu penso que sei.

As conexões ficam mais claras que guia o caminho em tempos turbulentos
.
Quando jovem, temíamos tudo, hoje vemos como a vida é preciosa de qualquer distancia.

Na Terceira Idade, nosso maior equivoco é se acostumar com a maneira errada que pessoas nos tratam e ficar se convencendo que esse é o "jeito dela".

Envelhecer não é perder a juventude, é apenas uma nova etapa de oportunidades e liberdade.

Os anos imprimem em nossa face, em nosso corpo, tudo aquilo que vivemos. 

Tenho orgulho disso!

sexta-feira, 3 de abril de 2026

O tempo é a única moeda que você gasta sem nunca saber do saldo.


Terceira idade: Mitos e Verdades

Use-o com sabedoria!

Hoje sei que dá para renascer varias vezes na mesma Idade!

Quando a gente de 60+ entende que podemos ser quem somos sem medo de ninguém, somos taxados de Rebeldes.

Rebeldia é quando você olha a sociedade de frente e diz: " Eu entendo a velha(o) que você quer que eu seja, mas em vez disso vou te mostrar a pessoa que realmente sou.

Envelhecer é um processo extraordinário em que você se torna a pessoa que sempre deveria ter sido.

Na maturidade, descobrimos que o grande prazer da vida está nas pequenas coisas. Trocar a balada por um jantar tranquilo, as preocupações por sorrisos amigáveis.

Amar todas as nossas versões é reconhecer e abraçar cada faceta de quem somos. 
É entender que somos feitos de momentos, escolhas, e aprendizados que nos moldam de maneiras únicas.

Quando você coloca sua felicidade em primeiro lugar, entende que é importante dizer “não” para o que não lhe traz alegria e “sim” para o que o faz sentir-se bem.

Isso não é egoísmo, é se proteger e cuidar de você. 

O tempo é a única moeda que você gasta sem nunca saber do saldo.

Use-o com sabedoria!

O que é etarismo


19 de dezembro de 2025

Etarismo (ou idadismo /ageísmo) é o preconceito, estereótipo ou discriminação contra pessoas com base em sua idade, afetando principalmente os mais velhos, mas também os jovens, manifestando-se em atitudes negativas, exclusão social, restrições no trabalho e na saúde, sendo um desafio global para a Organização Mundial da Saúde (OMS) e ONU.

Como se manifesta:

Estereótipos: 
Achar que idosos são frágeis, incapazes ou desatualizados, e jovens são inexperientes e irresponsáveis.

Preconceito:
Sentimentos negativos sobre a idade, como a ideia de que "já passou da idade" para estudar, trabalhar ou se divertir, conforme discute a Natural Brasil
.
Discriminação: 
Ações concretas, como excluir idosos de estudos clínicos, negar emprego ou subestimar seus sintomas em consultas médicas, como abordado pela SBGG e Unimed Campinas
.
Impactos do Etarismo:

Saúde: 
Problemas psicológicos, comportamentais e físicos, diagnósticos tardios e tratamentos inadequados.

Empregabilidade: 
Redução de oportunidades e exclusão do mercado de trabalho.

Qualidade de Vida: 
Diminuição do bem-estar e exclusão social, como destacado pela Prefeitura de Santos.

Como Combater:

Educação e Conscientização: 
processo natural de envelhecer e desmistificar preconceitos.

Interação Intergeracional: 
Promover o contato e troca de experiências entre jovens e idosos para quebrar barreiras, sugerido pelo You Tube
.
Legislação e Políticas Públicas: 

Criar leis que proíbam a discriminação por idade.

Representação Equilibrada na Mídia: 
Apresentar uma visão mais realista e positiva do envelhecimento.

Pouca gente sabe,


Pensar e Viver


, mas entre dois dos nomes mais emblemáticos da história recente do Brasil, Luís Inácio, Lula da Silva e Roberto Carlos, existe um elo profundo que vai muito além da política e da música. 

Um elo construído na base da vivência, da dor e da memória afetiva.

São homens que, apesar de trilharem caminhos distintos, sempre carregaram nas palavras e na arte um mesmo compromisso.

Falar com o coração do povo.

Tudo começou de forma silenciosa, quase como um desabafo ínti

Lula, em um momento de profunda reflexão após a perda de uma pessoa muito especial da sua infância, decidiu fazer algo raro para alguém com a rotina de um presidente. 

Escrever uma carta à mão. Não havia assessores, não havia mídia, não havia qualquer intenção de tornar aquilo público.

Havia apenas um homem, uma folha em branco e uma gratidão que não cabia no peito. 

Aquela carta, Lula agradecia por algo que nenhuma política pública, nenhuma vitória nas urnas ou cargo poderia proporcionar consolo emocional. 

Ele citava uma música em especial, caminhoneiro, que, segundo ele, foi uma espécie de oração durante os dias mais difíceis da sua juventude.

A canção lhe trazia lembranças do Pai, das viagens longas, do silêncio da estrada, da ausência e da saudade. 

Era como se a voz de Roberto, ao cantar aquelas palavras, dissesse: "Você não está sozinho". 

E ali naquela carta singela, Lula contou o que nunca havia dito em público, que em noites frias no ABC paulista, quando voltava do trabalho exausto e com as mãos calejadas, era a música que o mantinha em pé.

Como Maria e José, pais de Jesus, se tornaram um casal?


História e Cultura

Veja o que dizem os estudiosos da Bíblia~

A história do nascimento de Jesus é frequentemente contada, mas o namoro pouco convencional entre Maria e José também pode ser encontrado na história da Judeia.

"O Nascimento à Noite", obra de Guido Reni, pintor barroco italiano.
Foto de Painting via Art Images, Getty Imagens

Por Daniel S.Levy

Publicado 18 de dez. de 2025, 15:4

No Novo Testamento da Bíblia, os Evangelhos narram a história do nascimento de Jesus — o primeiro Natal. Ambientada durante a ascensão do Império Romano, a narrativa bíblica cria uma imagem radiante de um jovem casal dando à luz o filho de Deus em Belém.

O mundo cristão abraçou a história de fé de Maria, José e o menino Jesus por séculos. Contudo, naquela época — mesmo sem considerar a plausibilidade de um nascimento virginal — a situação deles teria sido considerada escandalosa. Engravidar fora do casamento era um crime punível com a morte.

Então, como essa situação vergonhosa se transformou em um pilar do cristianismo celebrado com mensagens de conforto e alegria até os dias de hoje? Essa é uma pergunta que vem sendo feita há mais de 2 mil anos. Eis o que alguns estudiosos bíblicos afirmam.



Os fiéis peregrinam ao Monte das Aparições em Medjugorje, na Bósnia, onde se diz que Maria apareceu em 1981.Foto de Diana Markosian,Nat Geo Image Collection

O noivado de Maria e José

A documentação histórica sobre Maria provém dos Evangelhos de Mateus e Lucas, escritos aproximadamente entre 70 e 110 d.C. Acredita-se que Maria, de grande beleza, nasceu em Nazaré, filha de Ana e Joaquim. Ela teria traços do Oriente Médio, com cabelos e olhos escuros, e falaria um dialeto aramaico.

Ela teria se casado jovem, como era comum entre as moças da época, já que a maioria das pessoas não vivia mais do que algumas décadas.

“Não existe o luxo da adolescência naquele mundo”, observou Byron McCane, historiador da Universidade Atlântica da Flórida, nos Estados Unidos. “Assim que os jovens demonstram capacidade reprodutiva, casam-se e começam a ter filhos.”

Essas uniões eram arranjadas pelas famílias, e é possível que, em um lugar como Nazaré, com apenas algumas centenas de habitantes, Maria tenha conhecido José. Segundo a tradição judaica antiga , Maria e José ficaram noivos, a primeira parte de uma cerimônia de casamento judaica em duas etapas.

Na primeira parte, chamada erusin, José daria um mohar, um dote, à família de Maria. Nesse momento, ele e Maria estariam legalmente casados. Contudo, por tradição, enquanto estivessem casados, a esposa continuava a viver com os pais por cerca de um ano após o noivado. Durante esse tempo, Maria e José aguardavam o missuin, a cerimônia de casamento, após a qual ela se mudaria da casa dos pais.



A interpretação do pintor Rafael, no quadro “Alto Renascimento” de 1504, sobre o noivado de Maria e José.Foto de Painting by Raphael (Raffaello Sanzio of Urbino, 1483-1520), Pinacoteca di Brera, Milan, Italy, Bridgeman Images

A Anunciação

Mas, após o casamento, enquanto ainda morava com seus pais, Maria engravidou. Não há provas concretas de como isso aconteceu, mas, segundo o Evangelho de Lucas , um dos dois Evangelhos que descrevem o nascimento de Jesus no Novo Testamento, o anjo Gabriel apareceu à jovem, informando-a de que ela havia sido escolhida por Deus: “E, aproximando-se dela, disse: ‘Salve, agraciada! Agora, pois, conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás Jesus’” (Lucas 1:28).

De acordo com os escritos, a notícia deixou a jovem confusa, pois não fazia ideia de como isso poderia ser, já que não havia tido relações com José. Segundo Lucas, Gabriel explicou que, embora ela ainda fosse virgem, um evento transcendental ocorreria. “O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra”, disse ele, “e por isso o que há de nascer será chamado santo, [...] Filho de Deus” (Lucas 1:35).

Segundo o Evangelho de Mateus, quando José soube da gravidez de sua noiva, não ficou contente. Observando os mandamentos bíblicos e, na esperança de não causar constrangimento a Maria, procurou pôr fim ao matrimônio discretamente. Porém, enquanto pensava em como faria isso, adormeceu.

De acordo com o Evangelho de Mateus, um anjo apareceu em seu sonho, dizendo-lhe: “Não tenha medo de receber Maria como sua esposa, pois o que nela foi gerado procede do Espírito Santo ” (Mateus 1:20). Quando José acordou, compreendeu que Maria havia sido fiel e eles prosseguiram com o matrimônio, levando “sua esposa para sua casa”.


O anjo Gabriel aparecendo a Maria e a saudando como a "favorecida!", em obra do pintor italiano Filippo Lippi (c. 1406-69).Foto de Painting by Filippo Lippi via Bridgeman Images

Implicações da gravidez de Maria

Visão angelical ou não, engravidar fora do casamento pode ser perigoso. "Uma vez que você esteja noiva, é considerado adultério", disse Carol Meyers, professora de religião na Universidade Duke, nos Estados Unidos. Apesar do preceito biblico que determina que, quando "um homem comete adultério com a mulher do seu próximo, tanto o adúltero quanto a adúltera devem ser mortos", o apedrejamento nem sempre era aplicado.

Mesmo assim, a gravidez de Maria seria mal vista pela comunidade e poderia trazer vergonha para sua família. Nazaré era uma cidade pequena, e os vizinhos não só conheciam a vida uns dos outros, como também tinham longas memórias em comum.

Havia também importantes implicações sociais e familiares para Maria e José. A sociedade deles era baseada no parentesco, e a identidade de uma pessoa era estabelecida pela linhagem paterna, como descrito no primeiro capítulo do Evangelho de Mateus, que detalha a linhagem masculina da família de Jesus, começando com o patriarca Abraão.

“Eles queriam ter certeza de que todos aqueles filhos eram daquele pai”, observou McCane, “porque ele tinha que sustentá-los.”

Carga tributária na época

A antiga população judaica era obrigada a pagar impostos ao Império Romano  e ao rei Herodes, bem como o dízimo de suas colheitas ao Templo. Como era ano de recenseamento, o “casal grávido”, segundo os livros de Mateus e Lucas, dirigiu-se a Belém para pagar o que havia sido determinado por César Augusto.

A viagem de Maria e José, partindo de Nazaré rumo à cidade de Belém, levaria cerca de uma semana, e provavelmente seguiram para o sul por uma rota onde podiam parar em fontes para descansar e encontrar abrigo em pequenas cidades.


Um tríptico do século 14, da autoria de Duccio di Buoninsegna,que mostra Jesus em repouso na manjedoura.Foto de Painting by Duccio di Buoninsegna via Pantheon Studios, Inc.

O nascimento de Jesus

Quando o casal chegou a Belém , os Evangelhos contam que Maria entrou em trabalho de parto. Precisavam de um lugar para ela dar à luz, mas não havia lugar para eles na hospedaria local, então podem ter se refugiado em uma caverna de calcário usada para abrigar animais domésticos.

O espaço seria escuro, úmido e cheiraria a esterco e feno. O pequeno menino Jesus teria sido envolto em faixas e colocado em uma manjedoura, um cocho aberto usado para alimentar os animais. Maria deu à luz Jesus em Belém, marcando o que seria celebrado por milhares de anos como o Natal – até os dias atuais.

Partes deste trabalho foram publicadas anteriormente no livro “A História de Maria”, de Daniel S. Levy. copyright © 2018 National Geographic Partners, LLC.

Não é obrigatório passar estas datas rodeado de multidões


cantinho da Kátia

Não é obrigatório passar estas datas rodeado de multidões, nem embrulhado em abraços familiares que nem sempre são sinceros. 

Não é necessário se encaixar no estereótipo da felicidade natalina; aquela imagem perfeita que tantas vezes dói mais do que conforta. 

Você também não tem que cumprir obrigações ou visitas de compromisso, nem manter rituais que já não significam nada para você. 

Estar em paz também é uma forma de celebrar.

Escolher o silêncio também é presença. 

Cuidar de você é tão válido quanto brindar. 

Há quem termine o ano entre risos e festa, e há aqueles que o fazem com uma xícara de chocolate quente, um livro e sua própria companhia. 

Ambas as formas são válidas. 

Ambas são humanas. 

Não exija de si mesmo pertencer a um palco que não ressoa com você. 

A verdadeira celebração é habitar-se honestamente, mesmo que isso signifique não se encaixar na foto de família. 

Este ano, permita-se escolher o seu próprio jeito de ser, porque o seu bem-estar também conta como tradição.

Que o sol desta manhã encontre teu coração em paz,



Associação Cultural Poetas Patativa do Assaré

mesmo que a vida ande pesada e o caminho nem sempre seja fácil.
Cada novo dia nasce como um recomeço silencioso,
trazendo consigo a chance de fazer diferente,
de acreditar mais uma vez
No sertão da vida, ninguém vence sem lutar.

Há dias de cansaço, dias de aperreio,
dias em que a esperança parece pequena.
Mas também há manhãs como esta,
em que o céu se abre bonito
e lembra que todo esforço vale a pena.

A força do povo simples não faz barulho,
ela vive nas mãos que trabalham cedo,
no olhar firme de quem nunca desistiu,
na coragem de quem levanta todo dia
mesmo sem saber como será o amanhã.

Porque quem carrega fé no peito
sempre encontra motivo pra continuar.

Que hoje não falte ânimo pra tua caminhada,
nem coragem pra enfrentar o que vier.

Que a paz visite tua casa,
que a saúde permaneça firme
e que a esperança nunca se afaste do teu coração.

Valorize as pequenas conquistas,
os gestos simples, os momentos de sossego.

É neles que mora a verdadeira riqueza da vida.

Se ontem foi difícil, hoje é nova chance.

Se a luta é grande, maior é tua força.

E enquanto houver um novo amanhecer,
sempre haverá também um novo motivo
pra acreditar, agradecer e seguir.

Que teu dia seja leve, produtivo e abençoado.

Que a luz desta manhã ilumine teus passos
e fortaleça tua caminhada.

Porque a vida segue,
e quem não desiste dela
sempre encontra um jeito bonito de vencer.

Eu era capaz de fazer tudo num dia



Poetas Teimosos

“Resolvia, corria, resolvia mais um pouco.

Era como se o tempo me desse asas e, entre um compromisso e outro, eu acreditava que o mundo esperava por mim. 

E ele esperava, ou assim eu pensava.

Agora, a vida mudou. Demoro uma semana pra não fazer nada,

e talvez eu tenha aprendido que o ‘nada’ também tem seu valor.

A pressa que me empurrava

já não faz tanto sentido.

Porque, no fim das contas, de que adianta correr tanto se o que realmente importa muitas vezes passa despercebido?

Hoje, observo mais, sinto mais,

vivo mais devagar.

E nesse ‘não fazer nada’ eu percebo

que o tempo não é inimigo,

mas um companheiro silencioso,

que me ensina que nem tudo precisa

ser corrido, que nem tudo precisa ser feito. Às vezes, só precisamos ser.

Talvez seja isso... viver não é sobre fazer tudo, mas sobre sentir o que realmente

vale a pena…”

(Angela Fernandes)


Lula O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói




Mais Brasil

Não mentiram, né?

O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval 2026, ganhou repercussão internacional e foi destaque no jornal britânico The Guardian.

A apresentação ocorreu na noite de domingo (15), na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, e integrou a primeira noite de desfiles do Grupo Especial.

Na manchete, o periódico classificou o presidente como “o maior brasileiro de todos os tempos”. 

A reportagem foi assinada pelo jornalista Tom Phillips, que destacou a trajetória política de Lula e a escolha da escola em transformar essa história em enredo carnavalesco. 

O texto ressaltou que o desfile marca um momento inédito ao levar para a avenida a homenagem a um presidente brasileiro em exercício.

Na análise publicada pelo jornal britânico, Lula é descrito como uma figura central da política brasileira que, agora, também se transforma em personagem simbólico do Carnaval. 

O jornalista faz referência a um dos carros alegóricos do desfile, que apresentou uma imagem ampliada do presidente, associando a grandiosidade política à dimensãoGCMAIStica da festa.
Via gcmais

Dizem que o tempo cura tudo

Um vento na ilha

Mas será que cura mesmo? Ou apenas ensina a conviver com o que doeu?

A mágoa não desaparece de um dia para o outro. 

Ela instala-se devagar, às vezes silenciosa, outras vezes pesada como uma pedra no peito. 

Pode nascer de uma palavra dita sem cuidado, de uma promessa quebrada ou de um silêncio que magoou mais do que qualquer grito. 

No início, arde. Depois, parece adormecer. Mas esquecer… esquecer é outra história.

Com o tempo, aprendemos a olhar para a mágoa de forma diferente.

Já não dói com a mesma intensidade, já não nos tira o sono como antes. 

Contudo, ela deixa marcas. 

E talvez não seja para ser esquecida totalmente. 

Talvez a mágoa exista para nos ensinar algo — sobre limites, sobre amor-próprio, sobre quem merece permanecer na nossa vida.

Esquecer pode não ser possível, mas perdoar — aos outros ou a nós mesmos — pode ser libertador. 

Não porque o que aconteceu deixou de importar, mas porque escolhemos não carregar o peso todos os dias.

A mágoa pode não se apagar da memória, mas pode perder a força. 

E quando isso acontece, já não é uma ferida aberta — é apenas uma cicatriz. 

E as cicatrizes contam histórias de dor, mas também de superação.

Helena Sacadura Cabral.

Tempo simples

ranilsonclebson 


Tempo simples, felicidade gigante.

Naquele tempo a gente não precisava de internet, celular ou videogame… 

bastava um pedaço de madeira, algumas rodinhas e a imaginação correndo solta pela rua. 

Era assim que nasciam as melhores aventuras e as lembranças que a gente leva pra vida inteira.

A gente descobre ao longo da Vida


Flores da minha vida


que seguir em frente é, muitas vezes, um exercício de Coragem,

quando continuar exige mais força do que

os passos tem pra dar;

que algumas partidas dão imunidade ao Coração,

coisa que só o Tempo vacina;

que Saudade é casa das lembranças,

lá onde lágrimas doces moram;

que o que frutifica Felicidade é cuidar do nosso solo,

ao invés de reclamar da semente;

que Esperança é uma cortina do tempo

onde o "nunca" acontece,

de repente!

Com a idade…



Mistura fina


Você começa a não enxergar tão bem

de perto e a não ouvir tão bem de longe.

Os sonhos ficam mais curtos,

assim como as noites, e os passos,

um pouco mais lentos.

Mas também começa a amar-se mais.

Os arrependimentos diminuem,

e a busca pela sua felicidade torna-se prioridade, sem culpa ou explicação.

Com o tempo, você escolhe seus

amigos com precisão:

apenas os verdadeiros permanecem.

Deixa de buscar respostas e dispensar conselhos não pedidos.

Não desperdiça energia com

quem não te cumprimenta

ou com quem fala sem saber fazer.

Você entende, finalmente,

que só existe uma vida,

e ela não pode ser vivida com medo.

Com a idade, aprende-se a desacelerar,
a saborear o momento,

a aceitar as marcas do tempo no rosto

e a dar menos poder ao reflexo no espelho.

Porque, com o passar dos anos,

o que importa não é como você parece,

mas como você viveu.

(Fernando Garcia)

Ainda Há Horizontes


Terceira Idade: Mitos e Verdades


Existe uma ideia equivocada de que, na terceira idade, tudo já foi vivido.

Mas a maturidade mostra exatamente o contrário.

Ainda há horizontes a serem vistos.

Horizontes não apenas de lugares,

mas de pensamentos, experiências e novas formas de viver o tempo.

Na terceira idade, o olhar muda.

Deixa de buscar quantidade

e passa a valorizar qualidade.

O que antes era pressa, hoje pode ser escolha.

O que antes era obrigação, hoje pode ser sentido.

Ainda existem caminhos, descobertas e decisões a serem feitas.

Porque enquanto há consciência, há possibilidade.

E talvez essa seja uma das maiores verdades dessa fase:

a vida não se encerra na idade — ela se amplia na forma de enxergar.


Sabias que viver sozinho na terceira idade nem sempre significa solidão?


Felicidade pura

Às vezes, é uma forma suave de liberdade .

Esta é a história de Margarida, 81 anos, que vive calmamente numa pequena cidade nos Estados Unidos.

O meu nome é Margarida.

Tenho 81 anos.

Vivo sozinha.

E digo isto suavemente, sem que a tristeza acompanhe as minhas palavras.

Quando as pessoas ouvem, algo muda nas suas faces.

Os seus olhos enchem-se de preocupação.

A voz baixa, cuidadosa, como se pudessem magoar-me.

— Não te sentes sozinha?

— As noites não te assustam?

— Não seria melhor se alguém estivesse contigo?

A preocupação deles vem do amor, e eu acolho-a com delicadeza.

Mas há uma verdade que raramente surge numa conversa.

Não vivo apenas sozinha.

Vivo em paz .

Durante grande parte da minha vida, a minha casa esteve cheia de sons.


A azáfama da manhã.

Passos a correr pelos corredores.

Risos que se misturavam com discussões.

Portas a abrir, portas a fechar, corações a preocupar-se.

Criei filhos.

Acalmei febres.

Preparei almoços, dobrei roupa, carreguei responsabilidades que nunca descansavam.

Trabalhei muitas horas e fiquei acordada à noite, ouvindo se todos chegavam a casa em segurança.

A minha vida era rica.

Exigente.

Cheia de amor .

E agora… tornou-se silêncio.

No início, o silêncio parecia estranho — quase demasiado alto.

A casa ecoava de uma forma nova.

Cada ranger, cada tique-taque do relógio pertencia apenas a mim.

Perguntava-me se a quietude significava vazio.

Outros estavam certos de que sim.

— Não deverias estar sozinha.

— Sentes falta deles a cada momento.

— Precisas de alguém aqui.

Durante algum tempo, as palavras deles ficaram dentro de mim.

Comecei a questionar coisas que nunca duvidei.

É errado desfrutar do meu próprio espaço?

É egoísta respirar sem obrigações?

É estranho sentir-me completa e não sozinha?

Então, numa manhã, quando a luz do sol entrou suavemente na cozinha,

segurei uma chávena velha — lascada, familiar, fiel — e algo profundo em mim suspirou.

Percebi, silenciosa e claramente:

Não estou abandonada.

Não sou invisível.

Não estou incompleta.

Ainda estou aqui .

Ainda acordo com os meus próprios pensamentos.

Ainda cuido da minha casa.

Ainda escolho como passam as minhas horas.

Os meus dias são agora mais lentos — e eu valorizo-os.

Como quando o meu corpo pede.

Leio sem contar páginas.

Vejo os meus programas favoritos sem partilhar o comando.

Cuido das minhas plantas e falo com elas suavemente, como se me escutassem.

Caminho quando posso, descanso quando preciso, e respeito o que o meu corpo me diz.

Os meus filhos cresceram e têm vidas próprias.

Isso enche-me de orgulho, não de dor.

Ligam.

Visitam.

Amam-me .

Mas não é dever deles salvar-me do silêncio.

Esta vida ainda é minha.

Viver sozinho não significa ser não amado.

Significa confiança.

Confiança na minha resiliência.

Confiança na minha clareza.

Confiança em saber quando realmente preciso de ajuda — e pedi-la sem vergonha.

E quando peço, não é fraqueza.

É sabedoria conquistada ao longo de anos .

Sou apoiada de formas silenciosas e belas.

Um vizinho que sorri e acena todas as manhãs.

Um entregador que pergunta como estou.

Uma caixa que lembra que gosto do pão macio e da fruta quase madura.

Nos dias em que o corpo dói, assisto à igreja online e oro da minha poltrona favorita.

Amigos da minha idade ligam e brincam:

— Ainda a dar tudo?

Rimo-nos — lentamente, com uma risada trêmula que sabe a sobrevivência.

Sinto-me triste às vezes?

Sim.

A tristeza visita todos — jovens e idosos, rodeados ou sozinhos.

Mas o que mais permanece comigo é a paz.

Paz na cadeira junto à janela quando a luz da tarde desaparece.

Paz em rotinas que não me apressam.

Paz depois de uma vida dedicada aos outros.

E agora…ganhei o direito de cuidar de mim mesma — delicadamente, plenamente,e sem desculpas .