O riso, tal qual o choro, é um ato involuntário para a maioria das pessoas. É um processo que ativa, além do sistema respiratório, outros sistemas do organismo, como o neurológico e o cardiovascular. O efeito do riso no sistema cardiovascular é de vasodilatação, determinada pela geração de várias substâncias, à exemplo das endorfinas que produzem bem-estar psicológico.
Quando rimos o endotélio (revestimento interior dos vasos sanguíneos) relaxa, melhora a circulação do sangue e diminui a pressão arterial.Por seu turno, o estresse permanente leva a formação de hormônios vasoconstrictores que afetam o endotélio, os quais, por sua vez, fazem com que substâncias que estão no sangue, como o colesterol, penetrem na parede interna dos vasos, provocando distintas doenças cardiovasculares, a exemplo da aterosclerose.
Rir também ajuda a aumentar o bom colesterol (Colesterol HDL), a reduzir o nível de hormônios associados ao estresse e a aumentar o óxido nítrico, substância que melhora a circulação. Junto a esses efeitos, reduz a inflamação dos vasos sanguíneos e previne a formação de placas de colesterol. Estudos anteriores já mostravam que pessoas que sofreram infarto do miocárdio riam até 40% menos do que as não infartadas.
Assim, conforme a sabedoria popular, rir pode ser o melhor remédio tanto para o estresse como para o relaxamento. Estar em paz consigo mesmo e com os que o cercam, ter uma atitude positiva frente a vida e ver os aspectos benéficos da existência, ajudam a prevenir doenças cardiovasculares.
João Modesto Filho
Médico
Publicado no Jornal da Paraíba
27/01/2013

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