Clima e plantas da caatinga favorecem a criação de bodes de carne macia em Juazeiro
Os bodes mais saborosos são aqueles criados soltos e alimentados com plantas da caatinga, como as cactáceas, com boa carga proteica. Soma-se a isso o clima quente e seco do bioma, preferido do animal, e está explicado por que o bode da cidade baiana de Juazeiro é tão bom, diz o técnico agropecuário Laércio Vieira. “A caatinga influencia bastante no sabor da carne do bode.”
Antigamente, afirma a técnica agropecuária Edjane Passos, as cabras viviam soltas, sem tratamento adequado –diferentemente de hoje, em que há até acompanhamento de melhoria genética.
Por isso, no passado, era preciso esperar três anos para que os bodes chegassem ao peso ideal para o abate, de 15 quilos. Agora, bastam cinco ou seis meses. Como o animal é abatido mais jovem, sua carne está mais macia e costuma ser mais apreciada.
“No tempo dos meus pais, a mulher matava o bode, tirava o osso, salgava e estendia no varal para consumi-lo ao longo de semanas. Hoje, não. A gente pode saborear o pernil, a paleta, o carré, o filé e até a picanha do bode”, diz Laércio.
O bode também é bastante popular na Paraíba, onde a buchada é uma das receitas mais habituais dos sertanejos. Chef e dono do restaurante Casa de Cumpade, no distrito de Galante, a 20 quilômetros do centro de Campina Grande, João Barreto se vangloria da sua receita, que diz ser “uma das melhores da Paraíba, e até do Brasil”.
Como Fazer
“A buchada é feita limpando e esfregando o bucho com limão e deixando de molho em água fria por umas cinco horas.
Depois é só cortar e refogar as tripas, o fígado e os rins, com temperos.
Fora do fogo, mistura-se o sangue coagulado.
Para terminar é só rechear o bucho com as vísceras, costurar e cozinhar por umas três horas antes de servir”, diz.
2018-05-17
TopBuzz.com
Receitas de Comidas
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