Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré
Na prateleira simples da casa antiga,
mora um pedaço vivo da lembrança,
cada peça guarda uma história bonita
de um tempo de luta, fé e esperança.
O alumínio gasto não é só objeto,
é testemunha calada de quem já viveu,
do café passado ainda bem cedo,
do cheiro que a casa inteira encheu.
O pilão, o bule, a chaleira alinhada,
cada um com seu valor guardado,
foi mão calejada que usou com cuidado,
foi amor simples que ali foi deixado.
E assim, no silêncio dessa parede,
a vida antiga continua a falar:
que a riqueza do povo nordestino
não tá nas coisas…
tá no jeito de amar.
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