quarta-feira, 1 de abril de 2026

Na prateleira simples da casa antiga,



Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré

Na prateleira simples da casa antiga,

mora um pedaço vivo da lembrança,

cada peça guarda uma história bonita

de um tempo de luta, fé e esperança.

O alumínio gasto não é só objeto,

é testemunha calada de quem já viveu,

do café passado ainda bem cedo,

do cheiro que a casa inteira encheu.

O pilão, o bule, a chaleira alinhada,

cada um com seu valor guardado,

foi mão calejada que usou com cuidado,

foi amor simples que ali foi deixado.

E assim, no silêncio dessa parede,

a vida antiga continua a falar:

que a riqueza do povo nordestino

não tá nas coisas…

tá no jeito de amar.

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