Povo do meu agrado
Tem casa que não é só parede e telhado,
é um pedaço da vida guardado no terreiro.
Debaixo da sombra, a senhora descansa,
as galinhas ciscam devagar,
o cachorro se ajeita no chão
e o tempo parece passar sem pressa.
A porta aberta conhece chegada,
despedida, conversa e café.
O telhado já viu muito sol, muita chuva,
e ainda continua ali, firme.
No sertão, riqueza também é isso:
ter sombra no quintal,
bicho por perto,
uma cadeira na porta
e paz para chamar de lar.
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