A lavadeira e a Engomadeira
Até o meado do século passado era comum o transitar das lavadeiras de roupa de ganho, com uma "trouxa" de roupa de ganho na cabeça sem o uso da rodilha (peça suplementar feita em rosca de pano em que se assenta a carga na cabeça) em direção ao rio Jaguaribe, Mumbaba, Marés, Buraquinho, Mandacaru ou do Mindelo, sem considerar a Fonte de Santo Antônio ou na Bica.
Era um vai e vem da lavagem e da entrega. Na época, as mulheres usavam blusa e saia longa; as calças compridas não estavam em uso para mulheres, as que tivessem a ousadia de usar eram tidas como vadias ou "machão".
- A faina e a perícia no coradouro
Cada lavadeira tinha seu pedaço respeitado (como hoje os flanelinhas), inclusive, cada local tinha um pedaço de madeira preso a uma pedra de granito, cuja função era "bater a roupa". Após a lavagem com sabão marrom, a peça era ensaboada e colocada no coradouro (elas chamavam de corador ou quarador, na realidade era um local para expor a peça ao sol por algum tempo e podia ser sobre a grama ou pedaços de zinco) e logo após esfregar e bater enxaguando com um pouco de anil (um corante azul diluído em água que servia para alvejar), espremer e colocar a secar.São métodos ainda hoje utilizados no interior do Estado.
As lavadeiras levavam um pequeno lanche para enganar o estômago e retornavam à casa da "patroa" com a trouxa. Convém salientar que não existia água sanitária nem sabão em pó.
- As engomadeiras de roupa, o liforme, a goma e a vaselina
A engomadeira era uma profissional que atuava na pós-lavagem, cuja função consistia em passar a ferro. Era um trabalho mais elitizado, técnico e artístico.
O acessório primitivo era o "ferro em brasa", peça única que se esquentava na brasa e passava-se nas roupas.Posteriormente fabricaram o "ferro de brasa" que consistia em 4 peças: o braseiro onde colocava o carvão em brasa, o cinzeiro que ficava a retaguarda externa e finalmente o bueiro onde saía a fumaça e a fuligem.
- Técnica da goma e a parafina
Convém salientar que as roupas masculinas (ternos) chamavam-se Liforme, tecido em linho diagonal Yoirk Strit, Panamá ou o Poj. A técnica da goma para os liformes ou as camisas consistia em colocar para ferver água, um pouco de goma e parafina (na falta raspa de vela resolvia o problema), até atingir a fervura e formar um mingau. Com um trapo, molhava-se o tecido e o ferro em brasa, testado com a saliva no dedo, alisava o tecido. E o resultado era a roupa brilhanto e bem armada.
Os tecidos de tropical ou gabardine eram passados a ferro, sem goma.
Fonte: Arion Farias
- A faina e a perícia no coradouro
Cada lavadeira tinha seu pedaço respeitado (como hoje os flanelinhas), inclusive, cada local tinha um pedaço de madeira preso a uma pedra de granito, cuja função era "bater a roupa". Após a lavagem com sabão marrom, a peça era ensaboada e colocada no coradouro (elas chamavam de corador ou quarador, na realidade era um local para expor a peça ao sol por algum tempo e podia ser sobre a grama ou pedaços de zinco) e logo após esfregar e bater enxaguando com um pouco de anil (um corante azul diluído em água que servia para alvejar), espremer e colocar a secar.São métodos ainda hoje utilizados no interior do Estado.
As lavadeiras levavam um pequeno lanche para enganar o estômago e retornavam à casa da "patroa" com a trouxa. Convém salientar que não existia água sanitária nem sabão em pó.
- As engomadeiras de roupa, o liforme, a goma e a vaselina
A engomadeira era uma profissional que atuava na pós-lavagem, cuja função consistia em passar a ferro. Era um trabalho mais elitizado, técnico e artístico.
O acessório primitivo era o "ferro em brasa", peça única que se esquentava na brasa e passava-se nas roupas.Posteriormente fabricaram o "ferro de brasa" que consistia em 4 peças: o braseiro onde colocava o carvão em brasa, o cinzeiro que ficava a retaguarda externa e finalmente o bueiro onde saía a fumaça e a fuligem.
- Técnica da goma e a parafina
Convém salientar que as roupas masculinas (ternos) chamavam-se Liforme, tecido em linho diagonal Yoirk Strit, Panamá ou o Poj. A técnica da goma para os liformes ou as camisas consistia em colocar para ferver água, um pouco de goma e parafina (na falta raspa de vela resolvia o problema), até atingir a fervura e formar um mingau. Com um trapo, molhava-se o tecido e o ferro em brasa, testado com a saliva no dedo, alisava o tecido. E o resultado era a roupa brilhanto e bem armada.
Os tecidos de tropical ou gabardine eram passados a ferro, sem goma.
Fonte: Arion Farias
Historiador e professor universitário
Publicado no jornal O Norte
Resgate
Reconstruindo a história.

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