quinta-feira, 5 de março de 2026

Bom dia, Seu Gonçalo,


Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré

Bom dia, Seu Gonçalo, homem de fé e tradição, 83 anos de história escritos nas marcas da mão.

O sol nasce em Ipaporanga e encontra o senhor já de pé, chapéu de palha na cabeça, confiança firme em Deus e na fé.

Bom dia para quem nunca fugiu da lida, para quem aprendeu com a terra a resistir, para quem cuida da sua criação como quem cuida do próprio existir.

Entre cercas simples e chão batido, o senhor segue ensinando, sem falar alto, que riqueza de verdade é ter raiz, respeito e caráter no salto.

Tive o prazer de conhecê-lo caminhando pelo sertão aberto, e vi que grandeza mesmo é viver simples e viver certo.

Bom dia, Seu Gonçalo.

Que o céu cubra sua jornada de luz, e que sua história continue firme como quem nunca solta a cruz.

Não é a pele que me denuncia




Um vento na ilha

Não é a pele que me denuncia, mas antes o tempo que me devolve um espelho mais honesto.

Envelheço nos gestos lentos, na necessidade de escolher melhor as batalhas, na recusa de correr atrás do que já não me chama. 

Envelheço na precisão: digo menos, falho menos, perco menos tempo com o ruído que me cansa. 

Mas, ao mesmo tempo, há uma juventude nova que se abre por dentro, uma espécie de claridade que não pede aprovação. 

Sinto-me mais jovem agora que desaprendi a impressionar; o corpo, mesmo com os seus avisos, voltou a ser casa e não vitrina. 

Há dias em que acordo com uma alegria sem causa — não a euforia dos começos, mas a serenidade dos que já não precisam de começar para existir. 

A juventude que me visita não é feita de velocidade, mas de espaço. 

É poder ficar. É escolher ficar. 

Antes, eu queria ser visto. 

Hoje, quero ver. 

Antes, eu acumulava promessas. 

Hoje, reconheço limites e isso alarga-me. 

O paradoxo é este: quanto mais o calendário pesa, mais leve se torna a forma como habito as horas. que não faz espetáculo, mas aquece. 

A verdade é que envelheço por fora, sim, mas por dentro estou finalmente a aprender a viver em paz comigo mesmo.

José Micard Teixeira.

Como soa injusta aquela frase


A Terceira Idade

Como soa injusta aquela frase: A idade de uma mulher vê-se nas suas mãos.

E se não forem as mãos será o pescoço.

Se não for o pescoço o decote.

Talvez as pequenas rugas ao redor dos olhos.

Na verdade, não importa onde, o importante é que algo a denuncie.

Que venha à tona esse suposto segredo assustador, um segredo que o mundo parece achar que deve ser escondido.

E eu pergunto a mim mesma: por que devemos esconder a nossa idade como se fosse motivo de vergonha?

Porque a pele lisa é mais valorizada do que a bondade?

Por que as rugas assustam mais do que a ignorância?

Por que os cabelos brancos são considerados piores do que a crueldade?

Cada linha no meu rosto é marca de uma emoção vivida.

Eu ri até chorar.

Chorei em silêncio.

Passei noites inteiras sem dormir, por amor, pelos meus filhos, ou mergulhada num livro que não conseguia largar.

Tudo isso sou eu.

Curioso, não é?

Um homem com as têmporas grisalhas é chamado de “distinto”, “encantador”.

Uma mulher da mesma idade?

Muitas vezes é rotulada como “desleixada”.

As mãos trémulas de um avô comovem.

As mãos de uma mulher?

Dizem que revelam os seus anos.

Pois não.

Não tenho vergonha.

Não quero ser “eternamente jovem”.

Quero ser verdadeira.

Viva.

Uma mulher que teve a sua juventude, os seus erros, os seus amores e os seus medos.

Uma mulher cuja história não precisa ser desmascarada, porque é ela mesma que a conta, com dignidade.

a autoria
Foto da Web para ilustrar o texto

Quando olhamos para a geração dos nossos avós,



Terceira Idade ~Mitos e Verdades

Quando olhamos para a geração dos nossos avós, percebemos o quanto os gestos tinham outro peso.

Um beijo quase significava compromisso.

Andar de mãos dadas era declaração pública.

Hoje, muitas vezes, perguntar o nome vem depois — se vier.

Não faço a linha do romântico nostálgico.

Eu sei que tudo mudou.

Os tempos são outros. As relações também.

Ainda assim, é impossível não notar: andar de mãos dadas virou quase artigo de luxo.

O cafuné gratuito ficou raro.

A ligação inesperada no meio do dia virou invasão.

O “passei aqui só para te dar um beijo” parece exagero.

Somos talvez uma geração emocionalmente exausta.

Carregamos bagagens.

Histórias mal resolvidas.

Relacionamentos abusivos.

Convívios turbulentos.

Quebras de confiança.

Mas amar não deveria significar perder liberdade.

O problema não é o amor.

É o trauma não resolvido.

E enquanto não encararmos isso, continuaremos achando que proteção é maturidade —

quando, muitas vezes, é apenas medo disfarçado.

A coisa mais moderna que existe nesta vida é envelhecer.



Mistura Fina

A coisa mais moderna que existe nesta vida é envelhecer.

E não estamos falando só de tempo.

Estamos falando de coragem.

De quem segue se reinventando quando dizem que já não precisa mais.

De quem descobre novos jeitos de se amar, mesmo com rugas, marcas e histórias.

De quem veste a própria pele como a melhor roupa já feita.

Porque envelhecer, de verdade, é ultrapassar modas, padrões e expectativas.

É continuar dançando quando a música muda.

É viver com propósito — e não com pressa.

Não tem nada mais ousado, mais atual, mais autêntico.

Web


Dentro da casa de barro



AssoiciaçãoCultural Poeta Patativa do Assaré

Dentro da casa de barro o tempo não corre —ele repousa.

Repousa nas paredes marcadas, nas vigas do teto escurecidas de história, na rede estendida como abraço
esperando o fim da tarde.

Ela senta na cadeira simples,
mas carrega um trono invisível: o trono de quem já venceu dias difíceis em silêncio.

Sobre a mesa, as flores coloridas enfrentam a rusticidade do chão batidocomo quem diz:a vida pode ser dura, mas ainda assim floresce.

Os retratos na paredesão pedaços de eternidade pendurados, rostos que vigiam com carinho cada respiração daquele lar.

A porta aberta deixa entrar a luz e junto dela o mundo — mas ali dentro mora algo maior: memória, fé e resistência.

Porque há casas que não são feitas só de barro.

São feitas de coragem.

E há mulheres que não envelhecem, apenas acumulam sabedoria no olhar.

Denni Carvalho


Thiago Fragoso
está com Carvalho 5028 em Brasil

Eu tenho uma dívida de gratidão imensa com o Dennis.

Quando eu sofri um acidente em 2012 e fiquei meses precisando de cuidados intensivos eu estava escalado pra novela Lado a Lado. 

Na minha cabeça eu tinha acabado de perder o personagem… Que produção iria arriscar manter um ator ainda em recuperação de um evento tão sério?

Nessas horas as pessoas mostram o tamanho de sua generosidade, a fortaleza do seu caráter.

O nosso querido Dennis ligava todos os dias pra Mariana, perguntava como eu estava e dizia: “avisa que vamos esperar por ele”…

Essa confiança tão grande me deu força suficiente pra atravessar os momentos difíceis e me recuperar a ponto de poder voltar a trabalhar, mesmo com dores e alguns cuidados necessários.

Nunca vou esquecer disso.

Vai com Deus, meu amigo.

Fica a saudade gigante.




Christiane Torloni faz homenagem para o ex-marido, Dennis Carvalho; eles viveram uma tragédia

Eles foram casados e tiveram os gêmeos Leonardo e Guilherme, que faleceu aos 12 anos em 1991

Na casa antiga onde morei, o tempo não passou



Na casa antiga onde morei, o tempo não passou — ele ficou guardado.

Cada parede ainda conhece meu nome, cada janela guarda o vento das manhãs em que a vida começava cedo.

Ali moravam meus avós, seu Antônio e dona Rosa, dois corações simples e fortes que fizeram daquela casa pequena um mundo inteiro de amor.

Foi ali que cresci, correndo pelo terreiro de pés descalços, rindo sem saber das dores do mundo, acreditando que a vida era só o cheiro do café e o abraço quente de quem me criou.

Hoje, vovó Rosa vive de saudade.

Saudade das manhãs barulhentas, do fogão aceso antes do sol nascer, do riso de seu Antônio chamando a família,das conversas na varanda que pareciam nunca ter fim.

Seu Antônio se foi como o vento manso que passa e deixa silêncio.

Mas deixou na casa antiga o eco da sua voz e da sua coragem.

Vovó senta na porta e olha o caminho, como se esperasse ver de novoa vida de antes chegando pela estrada.

Eu, Maria Clara, sou a neta que carrega essa história no peito.

Cresci vendo o esforço deles, aprendi que viver é lutar todos os dias sem perder a ternura.

A infância foi simples, mas cheia de verdade.

A luta diária nunca foi leve, mas me ensinou a ser forte como as raízes daquela casa.

Hoje, quando volto ali, sinto o coração apertar e aquecer ao mesmo tempo.

Vejo vovó Rosa olhando o horizonte, segurando lembranças como quem segura flores.

E eu entendo que a saudade é apenas o amor que ficou morando onde o tempo não consegue apagar.

A casa antiga ainda está de pé, guardando nossa história em silêncio.

E mesmo que os anos passem, ela continuará viva dentro de mim —como abrigo da minha infância, como símbolo da nossa luta, como prova de que o amor de avô e avó  nunca desaparece…
 
apenas vira saudade bonita morando para sempre no coração.

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Casa colorida no meio do verde





Asspociação Cultural Poeta Patativa do Assaré

Casa colorida no meio do verde, parece pintura feita pela própria natureza.

Entre o céu azul e a água mansa do açude, a vida segue simples, bonita e verdadeira.

A parede agora veste cor que chama atenção, rosa, azul e amarelo brilhando no coração do sertão.

Na varanda, o vento passa devagar, trazendo cheiro de mato e vontade de ficar.

Os patos caminham sem pressa pela beira da água, como quem conhece o tempo e não se apressa por nada.

Cada passo é um verso, cada canto é um abrigo. Ali não existe luxo, mas existe paz.

Não existe riqueza de dinheiro, mas sobra riqueza de vida e de chão que faz.

Essa casa não é só parede e telhado, é história guardada em cada cor pintada.

É sonho simples de quem planta, colhe e agradece, é morada onde a esperança nunca envelhece.

Quem olha de longe vê beleza, quem chega perto sente o coração aquietar.

Porque casa bonita de verdade é aquela que faz a alma descansar.

No terreiro de casa simples



Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré


No terreiro de casa simples a vida segue devagar, entre cercas de madeira e histórias no ar.

A casa antiga resiste ao tempo e ao sol do sertão, paredes marcadas de luta mas cheias de coração.

Cada degrau da entrada já viu passos de esperança, já viu sorriso cansado e criança correndo na infância.

O vento passa na cerca, leva lembrança e emoção, traz o cheiro da terra e a força de quem planta o chão.

Ali mora a verdade de um viver sem aparência, onde a riqueza maior é a paz da resistência.

Não é palácio nem luxo, é abrigo de emoção, um pedaço do Nordeste guardado dentro do coração.

Debaixo da sombra larga do juazeiro,



Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré

Debaixo da sombra larga do juazeiro, o tempo passa devagar como quem respeita o silêncio do sertão.

A casinha antiga ali no fundo, de barro marcado de histórias, parece guardar na parede cada riso e cada luta de quem nunca desistiu de viver.

O chão seco estala ao sol, mas debaixo da árvore sempre existe um frescor que abraça quem chega cansado.

Ali já teve  conversa boa, café quente no fim da tarde, e rede armada balançando com o vento manso do interior.

Essa árvore é mais que sombra, é testemunha de gerações, de menino que virou homem, de avó que virou lembrança, de fé que nunca se acabou.

O céu azul se abre inteiro como quem abençoa a terra, e mesmo na seca mais dura o sertanejo planta esperança dentro do próprio coração.

Porque a riqueza desse lugar não mora em luxo nem dinheiro: mora na casa simples de porta aberta, no terreiro cheio de memória  e na coragem de recomeçar todo dia.

No quintal nasce a esperança



Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré

No quintal nasce a esperança verde igual folha nova depois da chuva, e no sorriso dessa mulher mora a força da terra viva.

Ela caminha cedo entre as plantas, pisando leve no chão do sertão, carrega no braço a melancia e no peito um mundo de gratidão.

Cada semente que a mão dela planta vira promessa de dias melhores, vira alimento na mesa simples, vira perfume de novos amores.

O sol beija seu rosto marcado, história escrita pela lida, mas seus olhos brilham serenos como quem venceu a vida.

No silêncio da roça verde o vento canta devagar, e a alma nordestina responde: “Nasci pra lutar e pra plantar.”

Ali não falta riqueza, mesmo sem ouro nem papel, porque quem colhe do próprio chão conversa direto com o céu.

É paz no meio da plantação, é fé brotando em cada dia, é a certeza que no interior a vida floresce em poesia. 

A noite chega mansa no terreiro



Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré

A noite chega mansa no terreiro, o silêncio se deita sobre a casa e o tempo caminha devagar.

Sentado na cadeira simples, o velho homem olha pro horizonte como quem conversa com Deus sem precisar dizer palavra.

O dia foi longo, a lida foi pesada, mas o coração permanece firme, cheio de fé e resistência.

Lá dentro, a luz da casa ainda acesa vigia o descanso do mundo, enquanto o céu escurece e o vento passa calado pelo quintal.

Boa noite pra quem lutou hoje, pra quem não perdeu a esperança, pra quem acredita que amanhã pode ser melhor.

Que Deus visite sua casa nesta noite, traga descanso pro corpo e paz pra alma.


Que minhas cicatrizes




Um vento na ilha 


"Que minhas cicatrizes, desenhadas pela vida, sejam vistas com gratidão.

Que minhas rugas presenteadas pelo tempo, não me impeçam de sorrir grande.

Que meu choro mais dolorido, não me vista de amargura.

Que minhas vitórias, sejam comemoradas até a exaustão.

Que minhas escolhas erradas, não permitam que eu esqueça meu valor.

Que eu nunca me iluda com títulos, cargos, coisas materiais e gente de mentira. 

Meu caráter, meus valores, não suportariam.

Que eu aprenda a ser generosa comigo, relaxe e não me cobre tanto, a maioria das coisas e pessoas podem esperar.

Que nessa estrada chamada vida, eu perca o sono, a hora, o ônibus, a cabeça, a paciência. 

Mas que eu nunca me perca de mim."

Renata Fagundes.


Algumas pessoas vão querer


Cá Entre Nós

Algumas pessoas vão querer saber o motivo da sua alegria, do seu sorriso, de onde vêm esse luz, essa coragem, toda essa força, para seguir em frente, de onde vem tanta fé.

As pessoas vão querer saber, de onde você tira tanta gentileza, generosidade, palavras certas, que afagam a alma e confortam o coração.

De onde vem tanto amor. Vão querer saber como você consegue enfrentar os seus problemas com tanta
leveza, determinação, confiança, respeito e tranquilidade. 

E a resposta é apenas uma: 

Deus...eu tenho um Deus, que jamais abandona... 

Acredite, Deus, faz o seu jardim florescer sempre.

________Mery de Almeida

Sou abençoada


Mistura Fina


Sou abençoada por ter Vivido o suficiente para ver meu cabelo embranquecer e ainda querer tingi-los a meu belo prazer, e por ter os risos da juventude e da maturidade gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto.

Muitos nunca riram, muitos morreram antes que seus cabelos pudessem ficar prateados.

Conforme envelhecemos, fica mais fácil ser positivo.

E ligar menos para o que os outros pensam.

Eu não me questiono mais.

Conquistei o direito de estar errada e não ter que dar explicações.

“Eu gosto de ser velha”.

Libertei-me!

D/A

Sou mulher





Mistura Fina


Uma vez, me disseram que sou muitas, em uma só.

Te pergunto:

Qual mulher que não é?

Sou menina,Sou moleca...Sou mulher...

Faceira...moleca, pé descalço...Ando de salto nos asfalto...

Descalça, pulo e danço...Corro e brinco...

Deixo florir o lado criança, que há em mim...

Sou mulher, séria e sensata...Soluciono problemas, que pareciam sem soluções...Aconselho e ouço com atenção.

Sou mulher, me arrumo...Fico bonita e sensual...

Fazendo brilhar os olhos do amado,Nestas horas sou apenas "mulher".Sou mãe...sou filha...Sou menina...

Carrego dentro de mim, uma infinidade de possibilidades...

Me reinvento...Tem uma para cada di...

Uma para cada situação...as, todas elas ...são apenas uma...

Uma que se divide em uma multidão.

Sou mulher.Sou menina...Sou moleca...Filha e mãe.

D/A

Que os nossos passos,




Feliz com a vida

Que os nossos passos, ainda que incertos, sigam o caminho mais bonito, aquele que termina em frente ao mar, onde há brisa, calmaria e onda beijando a areia.

Que nada nos tire o brilho do olhar e a esperança no amanhã, e que, mesmo sofrendo, saibamos nos alegrar com a alegria de alguém.

Que as nossas angústias não nos parem, nem nos impeçam de ver a beleza das flores e o encanto das estações, e que, apesar dos nossos temporais, sejamos capazes de reconstruir nossa morada com serenidade no coração.

Que saibamos a hora certa de falar e calar, e que possamos descobrir a grandeza existente no escutar.

Que os nossos aprendizados sejam pontes por onde passam o servir, a generosidade e a doação.

E que consigamos entender que a felicidade é sempre o processo, os durantes, o caminho, o trajeto do trem da vida, nunca o ponto final.

Eunice Ramos

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Na frente da casa de barro


Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré

Na frente da casa de barro nasce um pedaço de esperança, horta verdinha brotando no suor de cada lembrança.

Essa mulher de mãos firmes não conhece desistência, planta fé em cada muda e colhe força na resistência.

Camisa vermelha no peito, olhar cheio de verdade, carrega verdura nas mãos e dignidade na simplicidade.

O sol pode até castigar, mas nunca vence o sertão, porque quem vive da terra vive também de oração.

Ali não falta riqueza, mesmo sem luxo nem dinheiro, pois a fartura verdadeira nasce no chão do terreiro.

Cada folha verde que cresce é vitória de todo dia, é Deus passando na roça abençoando a família.

Sertão é luta e coragem, é raiz que não se abala, onde uma mulher guerreira faz da horta sua sala.

E quem olha esse cenário sente logo no coração: o Nordeste é forte demais, é riqueza que vem do chão.