Folha de São Paulo / AgNews
Desfile na Sapucaí: Escola Acadêmicos de Niterói exalta Lula do Grupo Especial a desfilar na Marquês de Sapucaí, neste domingo (15/2)
BrasilCarnaval 2026
15/02/2026 às 23h30Atualizada em 16/02/2026 às 19h15
Por: Felipe VilarFonte: Metrópoles
A escola de samba Acadêmicos de Niterói, primeira agremiação do Grupo Especial a desfilar na Marquês de Sapucaí, neste domingo (15/2), homenageou o presidente Luiz Inácio da Silva (pt) com o samba enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
A agremiação destacou a trajetória do mandatário, iniciando em 1952. Paulo Vieira, ator e humorista, foi responsável por dar vida ao presidente na apresentação. O presidente assistiu ao desfile em sua homenagem no camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro e chegou a descer para a avenida.
A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, não desfilou na homenagem da Acadêmicos de Niterói . Ela era aguadada no último carro alegórico da afgremiação mas foi Cafá de Belem quem entrou mno lugar da esposa de Lula.
Segundo pessoas que acompanharam o desfile ao lado de Lula, a primeira-dama chegou a passar pela Marquês de Sapucaí, mas, pouco depois, retornou ao camarote no qual o petista acompanhou a passagem da escola de Niterói.
O samba-enredo da agremiação teve referências diretas ao universo do PT. A letra reproduziu um dos gritos de guerra entoados pela militância (“Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”) e mencionou, em duas passagens, o número de urna do partido. Janja também é citada, assim como o filme Ainda Estou Aqui.
Na letra do samba, Eurídice Ferreira de Mello, mãe de oito filhos, narrou a viagem de “13 noites e 13 dias” com a família, em um caminhão “pau-de-arara”, entre Garanhuns, no interior de Pernambuco, e a periferia de Guarujá, no litoral paulista, em alusão à trajetória do chefe do Executivo.
Alusão a Bolsonaro
A agremiação também conta com alusão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que aparece em uma das alegorias na figura de um palhaço na prisão.
Com feição triste e espantada, a alusão a Bolsonaro o apresenta como um preso vestindo trajes listrados, comumente utilizados para representar presidiários na dramaturgia.
O palhaço também utilizou uma tornozeleira eletrônica com sinais de violação , assim como ocorreu no episódio que levou à revogação da prisão domiciliar do ex-presidente, em novembro do ano passado.
Reação da oposição
A participação de Lula gerou repercussão, em especial entre políticos de direita, que o acusaram de fazer propaganda eleitoral antecipada e usar dinheiro público para se promover. Eles chegaram a acionar a Justiça contra a participação de Lula no desfile.
Neste ano, o Governo Federal destinou R$ 12 milhões em verba pública para escolas do grupo especial do carnaval do Rio de Janeiro. A Acadêmicos de Niterói deve receber R$ 1 milhão pela participação no desfile.
Fonte: Metrópoles
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Estudos de Espiritiemo
O desafio que a Globo não mostrou
*Angela Carrato
Lindo, emocionante e impactante. Assim pode ser definida a apresentação da Escola de Samba AcadêmicodeNiterói, que abriu o desfile do grupo especial nesta noite de domingo (15/2).
Em pouco mais de uma hora, foi contada a história de Lula,, o menino pobre nordestino, que , escapou da seca de pobreza e da fome e se tornou o melhor presidente do Brasil e um dos líderes políticos mais respeitados no mundo.
Antes mesmo do começo do desfile as arquibancadas do sambódromo já cantavam sem parar o lindo samba enredo e o refrão Lu-la, Lu-la, ressoava por toda a avenida.
A chegada de Lula foi simplesmente maravilhosa. Todo vestido de branco e com o inseparável chapéu, esbanjava carisma e alegria.
Claro que a TVGlobo não mostrou nada disso.
Detentora exclusiva dos direitos de transmissão sobre o desfile carioca, a emissora da familia Marinho fez de tudo para jogar o evento para baixo.
Começou a transmissão atrasada, deu voz a uma turma de repórteres e comentaristas que se fixaram no óbvio e ingoraram o importante.
Nada disso foi por acaso.
Nos últimos dias a direção da Globo chegou a pensar em nem transmitir o desfile, a partir da falsa alegação dos setores de oposição de que o evento se constituiria em campanha eleitoral antecipada.
Como ficaria óbvia a censura patronal ao desfile, foi elaborado um protocolo para a cobertura, que toda a equipe da Globo devia seguir.
Potocolo, as referências a Lula seriam as menores possíveis, o mesmo se dando em relação à sua presença.
Tanto que ele foi mostrado uma única vez e en passant. Algo no mínimo inusitado em se tratando de uma homenagem.
O barulho da oposição foi tamanho que a esquerdacaviar também chegou a embarcar na conversa de que o "mais prudente" seria ele nem comparecer ao desfile.
Foi feito todo tipo de terrorismo : se Lula for, corre o risco de ser vaiado ou ficar inelegível.
Nada mais distante da realidade.
Os Acadêmicos de Niterói desfilaram e, além da história do Lula, contaram também a história recente do Brasil, que a mídia golpista, Globo à frente, tenta escamotiar.
O carro da comissão de frente, o abre-alas, por exemplo, sintetizou muito bem o golpe contra a predidente Dilma Rousseff, os governos gospistas de Michel Temer e Jair Bolsonaro , sem falar no próprio bolsonario condenado e pagando pelo que fez atrás das grades.
Não faltou, neste carro, nem a cena do Jair com tornozeleira tentando fugir.
Claro que a Globo corre destas imagens como o diabo da cruz.
Para a cena golpista ficar perfeita, faltou apenas incluir a própria TV da família Marinho nela.
Ao contrário de outras coberturas, a Globo preferiu planos muito abertos feitos do alto por drones ou closes ultra rápidos.
Agindo assim evitou mostrar a euforia que tomou conta do sambódromo e também as imagens incríveis que a escola trouxe sobre Lula, sua vida e a própria vida brasileira.
Por tudo isso adorei o desfile e detestei a transmissão da Globo.
A Acadêmicos de Niterói nos proporcionou um espetáculo de cultura popular, de música, de dança e sobretudo de historia de um país que voltou a dar certo.
Um Brasil que venceu o medo.
Daí o ódio que a classe dominante - da qual a familia Marinho é parte - nutre contra Lula. Daí esta cobertura torta e enviesada de um desfile tão importante e significativo.
Cobertura tão enviesada que suprimiu até o seu final apoteótico, com as arquibancadas gritando "sem anistia para golpistas".
Não faltarão, nos próximos dias, os urubus de sempre, na mídia e fora dela, falando que o desfile foi um "absurdo", "campanha eleitoral antecipada".
Para esses velhos e novos corvos só tenho a dizer que a campanha começa apenas em agosto e que Lula sequer ainda é candidato.
Parabéns Acadêmicos de Niterói!
Parabéns Lula pela merecidíssima homenagem!
Carnaval é cultura, é história, é o povo na avenida!
Do batuque que ecoa nas comunidades à força que move o Brasil, o Carnaval representa a alma popular do nosso país — resistência, alegria e identidade.
A trajetória do presidente Lula também nasce dessa força do povo.
Filho de Dona Lindu, mulher nordestina, guerreira e símbolo de dignidade, ele saiu do sertão para se tornar operário, líder sindical e presidente da República. Uma história construída com trabalho, coragem e compromisso com quem mais precisa.
Assim como o samba que atravessa gerações, essa caminhada é marcada pela luta, pela esperança e pela certeza de que o Brasil é mais forte quando olha para o seu povo.
Que a energia do Carnaval nos lembre das nossas raízes, da nossa cultura e da importância de continuar construindo um país mais justo e feliz para todos. 



VNS News Brasil
Ausência estratégica de Janja na Sapucaí impede manobra jurídica de Flávio Bolsonaro.
A decisão acertada da primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a nossa Janja, de não desfilar no carro alegórico da Acadêmicos de Niterói, foi um balde de água fria nos planos da oposição. Ao se ausentar da homenagem feita ao presidente Lula na Marquês de Sapucaí, ela agiu com inteligência política, neutralizando qualquer tentativa de bolsonaristas raivosos de emplacarem críticas vazias ou questionamentos jurídicos descabidos.
Embora a presença de Janja fosse esperada no último carro da escola, ela optou por chegar ao sambódromo de forma separada do presidente. A confirmação de que ela não participaria da exibição só veio no momento em que a alegoria pisou na avenida. Essa movimentação estratégica foi fundamental para evitar que o brilho da festa popular fosse ofuscado por ataques de setores que sempre tentaram criminalizar a cultura brasileira.
Dentro do governo, a avaliação predominante foi a de que a exposição da primeira-dama, neste momento, poderia dar munição desnecessária aos adversários sem trazer ganhos políticos imediatos. Mais do que isso, havia um cuidado técnico para proteger o presidente: evitar que uma homenagem cultural legítima fosse distorcida pela Justiça Eleitoral como suposta propaganda antecipada, uma preocupação constante diante da vigilância seletiva da extrema-direita.
Enquanto a gestão Lula agia com cautela e responsabilidade, o submundo do bolsonarismo seguia seu roteiro de baixarias. Horas antes do evento, o senador Flávio Bolsonaro, herdeiro de um legado de retrocessos, utilizou inteligência artificial para divulgar um vídeo ofensivo contra o presidente. A atitude demonstra, mais uma vez, o desespero de uma prole que não aceita o retorno da democracia e a reconstrução do país.
Em resposta à altura, a Secretaria de Comunicação da Presidência também utilizou ferramentas tecnológicas para celebrar o Brasil. Um vídeo divulgado nas redes oficiais mostrou Lula, de forma lúdica, percorrendo as principais capitais carnavalescas do país, como Rio e Salvador. A peça reforçou a mensagem de que a alegria voltou e que o presidente é o símbolo máximo dessa recuperação nacional, contrastando com o clima de ódio pregado por seus opositores.
O episódio na Sapucaí reafirma a maturidade do atual governo em não cair em provocações baratas. Ao priorizar a blindagem institucional e jurídica, Janja e a equipe de comunicação garantiram que o Carnaval de 2026 seguisse como uma festa de celebração da identidade brasileira, deixando os ataques rasteiros do bolsonarismo confinados ao isolamento digital que lhes é de direito.
Acadêmicos de Niterói é rebaixada no Carnaval do Rio com homenagem a Lula
Por Camila Abrão
18/02/2026

Com homenagem a Lula, Acadêmicos de Niterói é rebaixada no Carnaval do Rio. (Foto: EFE/Antonio Lacerda)
787 felizes
A Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi rebaixada nesta quarta-feira (18) do Grupo Especial para a Série Ouro no Carnaval do Rio de Janeiro. A escola de samba ficou em último lugar, com 264,6 pontos, e recebeu apenas duas notas 10, de dois dos jurados, no quesito samba-enredo.
Após cair para o grupo de acesso, a Acadêmicos de Niterói divulgou uma imagem do desfile nas redes sociais. "A arte não é para covardes. Comunidade, vocês foram gigantes. Quanto vale entrar para a história?", diz a publicação.
Em sua estreia no Grupo Especial, a agremiação apresentou o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil” para contar a história do petista. Lula acompanhou o desfile do camarote da Prefeitura do Rio no último domingo (15).
A primeira-dama Rosângela Silva, a Janja, desistiu de sair como destaque de um dos carros alegóricos diante das inúmeras ações apresentadas na Justiça Eleitoral contra o desfile.
Antes do Carnaval, a oposição acionou a Justiça Federal e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apontando suposta propaganda eleitoral antecipada, mas todas as ações foram rejeitadas . O partido Novo pedirá a inelegibilidade do presidente ao TSE.
A Acadêmicos de Niterói fez menções ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como palhaço e presidiário durante o desfile.
Após desfile sobre Lula, Acadêmicos de Niterói disse sofrer “perseguição”
Um dia depois de homenagear Lula na Sapucaí, a Acadêmicos de Niterói disse ter enfrentado perseguição política e "ataques de setores conservadores e, de forma ainda mais grave, de gestores do Carnaval carioca".
“Houve tentativa de interferência direta na nossa autonomia artística, com pedidos de mudança de enredo, questionamentos sobre a letra do samba e outras ações que buscaram nos enquadrar e nos silenciar", afirmou a escola, em nota.
A agremiação recebeu R$ 1 milhão após o Ministério da Cultura e a Embratur firmarem um Termo de Cooperação Técnica firmado com a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). O acordo, no valor total de R$ 12 milhões, atendeu as 12 escolas do Grupo Especial, com R$ 1 milhão cada.
"Família em Conserva"
A agremiação foi alvo de críticas após apresentar o carro alegórico “Conservadores em Conserva”, que trazia componentes fantasiados de latas e xícaras ridicularizando a Bíblia, os evangélicos e o agronegócio.
Em resposta, representantes da direita lançaram a trend "família em consera", postando fotos de família em latas de conserva. O deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) classificou o desfile como um "desastre Total"
“Um ataque deliberado às famílias. É um desastre total. Fica muito difícil de o povo não acreditar que Lula não soubesse que haveria essa ala”, afirmou em entrevista ao SBT News nesta quarta (18).
Para o presidente do PT, Edinho Silva, a reação é "ridícula" e uma tentativa de desviar o foco de discussões relevantes para o país. Ele minimizou uma possível nova crise com os evangélicos.
“Tentar desgastar o presidente politicamente por conta das escolhas de alegorias da Acadêmicos de Niterói chega às raias do ridículo. O povo brasileiro merece um debate político mais qualificado”, afirmou em entrevista à CNN Brasil.
Senadores da oposição apresentaram uma queixa-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR) pela forma como os evangélicos foram representados pela agremiação. O grupo acusa a escola por suposto crime de preconceito equiparado ao racismo.
Fragmentos de nós
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Quando me chamam de cachaceiro, eu não fico com raiva não. Eu sorrio.
Porque quem conhece a minha história sabe que nenhuma palavra dita com desprezo consegue apagar a caminhada de um homem que veio do nada e chegou onde muitos achavam que era impossível.
Eu não me envergonho de nada do que vivi.
Pelo contrário, cada passo que dei, cada pedra no caminho, cada lágrima que minha mãe derramou enquanto dividiu o pouco que tínhamos, tudo isso mudou o homem que eu sou.
E sabe de uma coisa?
Tem gente que nunca passou fome, nunca pegou ônibus lotado, nunca precisou pedir fiado na venda e acha que pode me julgar com palavras vazias.
O que essas pessoas não entendem é que o povo brasileiro já aprendeu a diferenciar quem fala de quem faz, já entendeu quem está do lado do trabalhador e quem só aparece em época de palanque.
Eu não preciso levantar o tom para responder ninguém.
Minha resposta tá no resultado.
Tá no Brasil que saiu do mapa da fome.
Tá na casa própria que o povo conquistou.
Tá na comida na mesa.
Tá no sorriso da dona Maria quando o neto volta da escola com merenda e livro.
Então podem até me chamar do que quiserem.
Podem gritar, podem espernear, podem me acusar de tudo, mas não vão conseguir apagar o que já foi feito com muito amor, suor e luta.
Quando alguém me ataca, eu prefiro responder com trabalho.
Prefiro responder com paz.
Porque quem tem consciência tranquila e coração sereno não perde tempo com ofensa.
E eu digo com toda humildade, respeita a minha história, porque ela não foi comprada nem decorada, foi vivida com a bção de Deus e a força do povo.
E quem é guiado por amor nunca precisa levantar a voz para ser ouvido.
Pensar e viver
Lula da Silva e Roberto Carlos
Pouca gente sabe, mas entre dois dos nomes mais emblemáticos da história recente do Brasil, Luís Inácio, Lula da Silva e Roberto Carlos, existe um elo profundo que vai muito além da política e da música. Um elo construído na base da vivência, da dor e da memória afetiva. São homens que, apesar de trilharem caminhos distintos, sempre carregaram nas palavras e na arte um mesmo compromisso.
Falar com o coração do povo.
Tudo começou de forma silenciosa, quase como um desabafo íntimo. Lula, em um momento de profunda reflexão após a perda de uma pessoa muito especial da sua infância, decidiu fazer algo raro para alguém com a rotina de um presidente. Escrever uma carta à mão. Não havia assessores, não havia mídia, não havia qualquer intenção de tornar aquilo público.
Havia apenas um homem, uma folha em branco e uma gratidão que não cabia no peito. Aquela carta, Lula agradecia por algo que nenhuma política pública, nenhuma vitória nas urnas ou cargo poderia proporcionar consolo emocional. Ele citava uma música em especial, caminhoneiro, que, segundo ele, foi uma espécie de oração durante os dias mais difíceis da sua juventude.
A canção lhe trazia lembranças do Pai, das viagens longas, do silêncio da estrada, da ausência e da saudade. Era como se a voz de Roberto, ao cantar aquelas palavras, dissesse: "Você não está sozinho". E ali naquela carta singela, Lula contou o que nunca havia dito em público, que em noites frias no ABC paulista, quando voltava do trabalho exausto e com as mãos calejadas, era a música que o mantinha em pé.
Presidente Lula e presidente dos Estados Unidos Donald Trump
Voz da consciência
Ele podia ter ficado em silêncio, podia ter mandado um recado protocolar ou simplesmente ignorado a tensão que se formava entre Brasil e Estados Unidos.
Mas ele fez diferente.
Com coragem, elegância e firmeza, Lula decidiu encarar um dos homens mais difíceis da política mundial. E o que aconteceu depois? Ninguém esperava.
Bem-vindos aos bastidores ficcionais.
Você vai ouvir agora os detalhes de uma conversa inédita onde Lula sozinho foi até Donald Trump, enfrentou rumores de sanções, defendeu a democracia brasileira e, com palavras certeiras mudou o rumo de toda uma crise diplomática.
Mas o mais impressionante é como ele fez isso sem levantar a voz, sem ceder, e ainda saiu de lá mais respeitado do que nunca.
Fique até o final. Porque o que foi dito nessa reunião secreta vai te surpreender.
Nos bastidores da política internacional, algo inquietava Brasília.
As conversas em corredores diplomáticos ganhavam tons de preocupação e nos gabinetes do Itamarati, o clima era de cautela absoluta.
Não era apenas mais uma turbulência, era algo maior, algo que podia afetar diretamente o povo brasileiro.
Lula e Silvio Santos
Chamam Lula de analfabeto como xingamento.
Mas quem diz isso entende mesmo de inteligência?
Luiz Inácio Lula da Silva não concluiu o ensino formal. Isso é um fato. Ele nunca escondeu. Veio da pobreza, trabalhou desde criança, foi metalúrgico e líder sindical. O erro comum — e muitas vezes conveniente — é confundir escolaridade com inteligência.
Lula não é analfabeto. Ele lê, escreve, articula ideias, negocia e discursa por horas sem teleprompter.
Foi presidente três vezes, participou de reuniões internacionais, debates complexos e discursos na ONU.
Nada disso acontece sem domínio da linguagem e capacidade de raciocínio.
Depois de deixar a Presidência, Lula deu palestras no Brasil e no exterior, contratado por empresas e eventos. Isso é público e amplamente noticiado por veículos de imprensa ao longo dos anos. Ninguém contrata “analfabeto” para palestra paga. Contrata quem sabe comunicar, convencer e se fazer entender.
Outro exemplo claro é Silvio Santos.
Não teve ensino superior. Começou como camelô, vendedor de rua. Construiu um império de comunicação, criou programas, negociou concessões e liderou empresas por décadas. Inteligência prática, visão de negócio e leitura de público.
O ponto é simples: estudo formal ajuda, mas não define inteligência. Diploma não mede capacidade política, liderança ou comunicação. E não ter faculdade não transforma ninguém em incapaz.
TV Brasil
#7deSetembro
| Em Brasília, presidente Lula dá início ao desfile cívico-militar e cerimônia de Dia da Independência, que celebra a soberania do país.Nacional Notícias
07/09/2025 - 10:15
Brasília
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Desfile em Brasília
O presidente Lula chegou à área de desfile em carro aberto acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva. 



Lula foi recebido pelo ministro da Defesa, José Múcio e os chefes da Marinha, Aeronáutica e Exército.
Em seguida foi executado o hino nacional.
Dentro do rito, o comandante Militar do Planalto, general Ricardo Carmona, pediu ao presidente autorização para o início do desfile cívico-militar de 7 de setembro.
Até agora, desfilaram atletas olímpicos, alunos de colégios militares e estudantes de escolas públicas do Distrito Federal. Entre os temas das homenagens, os trabalhadores rurais, os pioneiros de Brasília e a fauna e a flora. Desfilaram também orquestras de estudantes, trazendo no repertório a nossa MPB.
A banda sinfônica Neojibá, formada por 50 jovens músicos de Salvador, na Bahia, está agora em destaque.
Como antecipei, um bandeirão do Brasil e outra com a frase Brasil Soberano tiveram lugar de destaque agora há pouco nesse desfile do 7 de setembro
O desfile conta também com símbolos ligados à saída do Brasil do Mapa da Fome e à mobilização do global pelo clima, em referência à COP30.
Desfile no Rio de Janeiro
Começou há pouco no Rio de Janeiro o desfile da Independência na Avenida Presidente Vargas, na região central da capital.
As atividades tiveram início com a revista da tropa e o acendimento da pira com o Fogo Simbólico da Pátria, seguido do canto do Hino da Independência e Salva de Gala.
Participam do desfile cerca de cinco mil integrantes entre militares do Exército, Marinha e Aeronáutica, das Polícias Militar e Civil do Estado do Rio, do Corpo de Bombeiros Militar, da Secretaria de Administração Penitenciária, da Guarda Municipal, além de escolas públicas, privadas e entidades civis.
Além disso haverá a apresentação de 250 veículos, entre blindados, viaturas e motocicletas, cavalaria e aeronaves que vão sobrevoar a região central da cidade. As atividades devem ser encerradas às 11h30.
Em outro ponto do centro do Rio, manifestantes de movimentos sociais, comunidades e grupos populares se concentram na trigésima primeira edição do Grito dos Excluídos e das Excluídas, que traz como lema: “Cuidar da Casa Comum e da Democracia é luta de todo dia” e para o ato “Quem manda no Brasil é o povo Brasileiro”
Edição:
Ana Lúcia Caldas / Rafael Gasparotto / Marizete Cardoso
Lula participa de desfile esvaziado em Brasília e aposta em slogans para alavancar popularidade
Por Jocelaine Santos
07/09/2025 às 11:21139

Lula e Janja na abertura do desfile de 7 de Setembro em Brasília. (Foto: Reprodução/TV Brasil)
O presidente Luiz Inácio da Silva (PT) abriu o desfile cívico-militar do 7 de Setembro em Brasília, neste domingo (7), ao lado da primeira-dama, Janja Maria Anja de Silva, no Rolls-Royce presidencial conversível. Com forte esquema de segurança, o evento teve público esvaziado e tentou reforçar a nova estratégia do governo de usar o apelo à soberania nacional e ao patriotismo, que devem ser explorados na campanha para a reeleição de Lula em 2026.
A aposta do Planalto é no uso de peças publicitárias e slogans – como “Governo do Brasil do lado do povo brasileiro” – para capitalizar eleitoralmente o Dia da Independência. Em sintonia com o novo slogan, militantes posicionados estrategicamente próximos ao palanque oficial e aos microfones da transmissão da televisão estatal gritavam a frase “Lula, guerreiro do povo brasileiro” quando o presidente se aproximou do local. Na tribuna, Lula e Janja ficaram ao lado do vice-presidente Geraldo Alckimin e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Malta, além de diversos ministros e membros do governo. Mesmo convidados, os ministros do Supremo Tribunal Federal (TF) não compareceram.
Alinhado à estratégia de usar o 7 de Setembro para melhorar a popularidade, o governo Lula lançou, neste domingo, um novo jingle: a canção “Coração Brasileiro”, gravada pela ministra da Cultura e cantora Margareth Menezes . Oficialmente, a nova música seria uma celebração das comemorações do Dia da Independência do Brasil.
Nas contas oficiais de Lula nas redes sociais, o novo material foi anunciado com destaque: “Neste 7 de Setembro, celebramos um Brasil que bate forte no coração de cada brasileiro e brasileira. Uma canção de orgulho e esperança, na voz potente de Margareth Menezes, que nos lembra: este é o governo do Brasil pelo povo brasileiro”, diz a postagem.
Lula participa de desfile de 7 de Setembro em Brasília com baixa adesão popular e ausência de ministros do STF
Por: Victor Fernando/Rádio Sampaio
/ Publicado em 07/09/2025

Chegada do presidente Lula em carro aberto para o desfile de 7 de Setembro — Foto: TV Brasil/Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou na manhã deste domingo (7) do desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Lula chegou por volta das 9h04 e desfilou em carro aberto ao lado da primeira-dama, Janja da Silva.
O evento contou com a presença de algumas autoridades, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e ministros como Rui Costa (Casa Civil), Ricardo Lewandowski (Justiça) e Marina Silva (Meio Ambiente). No entanto, nenhum dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) esteve presente, e a participação do público foi visivelmente menor do que em anos anteriores.
Entre os ministros que compareceram estavam Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte), ambos de partidos que recentemente anunciaram saída da base do governo. Sabino chegou a usar o boné “Brasil Soberano”, entregue pelo governo no evento, enquanto tenta se manter no cargo apesar da pressão do União Brasil para deixar o ministério.
O de desfile deste ano, marcado pela baixa adesão popular, destaca um contraste com celebrações anteriores e evidencia tanto a ausência de algumas autoridades quanto o clima de mobilização mais contido entre o público presente.

Presidente Lula e Janja desfilam em carro aberto durante o 7 de Setembro — Foto: Ton Molina /FotoArena/Estadão Conteúdo

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024
Lula explica queda que resultou em traumatismo craniano
Presidente recebeu alta hospitalar neste domingo (15) após passar por novos procedimentos
15/12/2024 às 16:30 •
Renato Melo Xavier

Presidente Lula (PT) recebeu alta hospitalar neste domingo (15)
Paulo Pinto/Agência Brasil
Ao receber alta hospitalar, neste domingo (15), o presidente Lula (PT) explicou como, de fato, teria ocorrido a queda no banheiro do Palácio da Alvorada, em outubro deste ano. No acidente, o presidente teve um traumatismo craniano que o fez ficar longe de suas atividades comuns.
E bati com a cabeça na hidromassagem. Fez um estrago razoável.
Lula foi internado na semana passada para tratar uma hemorragia intracraniana resultante de problemas ainda relacionados à queda. Apesar da liberação, os médicos pedem que o petista permaneça em São Paulo (SP) pelo menos até o fim da semana.
“Um agradecimento primeiro a Deus que tem tomado conta de mim de forma muito generosa. Cuidou de mim quando eu tive o câncer que eu tratei aqui nesse hospital em 2012. Cuidou de mim quando eu fiquei sobrevoando no Aeroporto da Cidade do México durante 5 horas para poder ter tempo de pousar e esvaziar o tanque do avião. Foi um momento muito delicado. Não apenas na minha vida, mas na vida de todas as pessoas que estavam no avião”, disse o presidente.
Segundo Lula, ele voltou a sentir dores de cabeça no domingo (8). ”Achei que estava curado, voltei a fazer esteira, fazer musculação, mas eu não estava totalmente liberado”, comentou o presidente.
Lula se emocionou ao lembrar do resultado da tomografia que fez depois das dores de cabeça “Quando os companheiros médicos viram a tomografia, eles ficaram assustados e pediram para eu vir urgente para São Paulo. Eu achava que estava curado e confesso para vocês que fiquei assustado”, disse o presidente.
Lula passou por uma tomografia de controle neste domingo e deve ser submetido a um novo exame do tipo na quinta-feira (19).
Lula deve manter repouso relativo por cerca de duas semanas. O presidente pode retomar rotina de trabalho, mas não deve fazer atividades físicas. O petista, de 79 anos, não pode fazer viagens internacionais neste momento.
Renato Melo Xavier
É jornalista formado pela Universidade de Brasília (UnB). Cearense criado na capital federal, tem passagens pelo Poder360, Metrópoles e O Globo. Em São Paulo, foi trainee de O Estado de S. Paulo, produtor do Jornal da Record, da TV Record, e repórter da Consultor Jurídico. Está na Itatiaia desde novembro de 2023.
Como era plano de militares para dar golpe e matar Lula, Alckmin e Moraes segundo a PF

Alckmin, Lula e Moraes
Crédito,Getty ImagesLegenda da foto,Alckmin, Lula e Moraes são citados em documentos sobre um possível plano para golpe de Estado
19 novembro 2024
Atualizado 22 novembro 2024
A Polícia Federal realizou uma operação na manhã de terça-feira para cumprir mandados de prisão e busca e apreensão contra suspeitos de planejar um golpe de Estado no final de 2022
para impedir a posse do presidente Luiz Inácio da Silva (PT)
Cinco pessoas foram presas com autorização do Suplemo Tribunal Federal (STF). Quatro são militares do Exército, integram forças de operações especiais e são conhecidos como "Kids pretos".
Foram presos o general de brigada da reserva Mario Fernandes, o tenente-coronel Helio Ferreira Lima, o major Rodrigo Bezerra Azevedo e o major Rafael Martins de Oliveira.
O quinto indivíduo que teve a prisão decretada foi o policial federal Wladimir Matos Soares.
Dessa lista, o nome de Mario Fernandes é um dos mais conhecidos. Ele atuou como secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência no governo de Jair Bolsonário e também exerceu a função de assessor do deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ), mas foi afastado do posto por determinação do STF.

O que fizeram 37 indiciados oor tentativa de golpe , segundo a PF

Por que golpe não deu certo, segundo a Polícia FGederal.
Nos documentos da PF e do STF que embasam a decisão divulgada nas últimas horas, estão detalhadas todas as evidências — trocas de mensagens por diferentes aplicativos, documentos, fotos, áudios, entre outros — e o trabalho de investigação que relacionou esse material.
Mas alguns nomes de documentos ou operações clandestinas que foram descobertas pela PF chamaram a atenção.
Intitulados "Copa 2022" e "Punhal Verde Amarelo", os planos envolviam o monitoramento, a prisão ilegal e até uma possível execução de três personagens centrais nessa história: Alexandre de Morae , ministro do STF e então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE); Lula, à época presidente eleito; e Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente eleito.
Nesta quinta-feira (21/11), Lula falou pela primeira vez publicamente sobre o caso. "Eu sou um cara que tenho que agradecer agora, muito mais, porque eu tô vivo. A tentativa de envenenar eu e Alckmin não deu certo, nós estamos aqui", disse o presidente em um evento no Palácio do Planalto.
"E eu não quero envenenar ninguém", afirmou, depois, no mesmo discurso. "A única coisa que eu quero é, quando terminar o meu mandato que a gente desmoralize, com números, aqueles que governaram antes de nós."
Rafael Martins de Oliveira e Hélio Ferreira Lima teriam participado de uma reunião em 12 de novembro na casa do general Braga Netto, na companhia de Mauro Cid.
Braga Netto foi candidato à vice-presidência na chapa derrotada de Jair Bolsonaro em 2022.
Já Mauro Cid foi ajudante de ordens de Jair Bolsonaro durante a presidência e atualmente é delator.
Após o encontro em novembro, Oliveira teria enviado a Cid um documento em formato Word intitulado "Copa 2022" que detalhava as necessidades logísticas e financeiras para realizar a operação planejada para 15 de dezembro.
Um documento encontrado nos arquivos de Mário Fernandes planejava também instituir um "gabinete institucional de gestão da crise" que entraria em operação em 16 de dezembro de 2022, dia seguinte à operação "Copa 2022". Este gabinete, segundo a PF, seria chefiado pelo general Augusto Heleno e teria Braga Netto como coordenador-geral.
Mauro Cid prestou novo depoimento à PF na terça-feira (19/11). Segundo a CNN Brasil, ele negou que soubesse do plano para assassinar Lula, Alckmin e Moraes.
A PF apontou inconsistências no depoimento, e caberá a Alexandre de Moraes, do STF, avaliar se os benefícios ligados ao acordo de delação devem ser anulados por isso.
Confira a seguir os detalhes divulgados até o momento.
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A operação 'Copa 2022'
Segundo documento do STF citando a apuração da PF, os investigados tinham "a finalidade de impedir a posse do governo legitimamente eleito e restringir o livre exercício da Democracia e do Poder Judiciário brasileiro".
Para isso, eles colocaram em marcha uma operação que teve "auge a partir de novembro de 2022" e avançou até o mês de dezembro, "como parte de plano para a consumação de um golpe de Estado, em uma operação denominada pelos investigados de 'Copa 2022'".
Ainda de acordo com a investigação, tal operação tinha "elementos típicos de uma ação militar planejada detalhadamente, porém, no presente caso, de natureza clandestina e contaminada por finalidade absolutamente antidemocrática".
Em 15 de novembro de 2022, o major Rafael Martins de Oliveira encaminhou para Cid, via WhatsApp, um documento protegido por senha intitulado "Copa 2022".
"Pelo teor do diálogo, seria uma estimativa de gastos para subsidiar, possivelmente, as ações clandestinas, que seriam executadas durante os meses de novembro e dezembro de 2022", aponta a petição no STF.
Esse mesmo nome, "Copa 2022", foi usado posteriormente como título de um grupo criado no Signal, um aplicativo de mensagens.
Esse grupo era composto de seis usuários — e cada um deles recebeu um país como codinome "para não revelarem sua identidade", segundo a PF.
Os codinomes escolhidos foram: Alemanha, Áustria, Brasil, Argentina, Japão e Gana.
Vale destacar que os chips dos números de celulares que aparecem no grupo de mensagens estavam cadastrados em nomes de terceiros, os quais se encontravam em outras regiões do país.
O documento do STF aponta que "as mensagens trocadas entre os integrantes do grupo 'Copa 2022' demonstram que os investigados estavam em campo, divididos em locais específicos para, possivelmente, executar ações com o objetivo de prender o ministro Alexandre de Moraes".
Um exemplo: no dia 15 de dezembro de 2022 às 20h33, a pessoa associada ao codinome Brasil informa um dos locais em que estava atuando.
Ele diz: "Estacionamento em frente ao gibão carne de sol [um restaurante]. Estacionamento da troca da primeira vez".
Em seguida, a pessoa associada ao codinome Gana informa que já estava no local combinado: "Tô na posição".
A troca de mensagens continua até que, às 20h57min, a pessoa de codinome Áustria diz: "Tô perto da posição. Vai cancelar o jogo?".
Segundo a PF, ele possivelmente queria saber se a ação contra Moraes seria cancelada.
Cerca de dois minutos depois, Japão, o suposto líder do grupo, respondeu: "Abortar... Áustria... volta para local de desembarque... estamos aqui ainda..."
A investigação da PF cruzou as informações fornecidas pelos envolvidos e também dados de chips de celular, de aluguel de carros e outras fontes para concluir que o grupo monitorava Moraes.
"A análise [...] permite concluir que é plenamente plausível que a pessoa de codinome Gana estivesse próxima a residência funcional do ministro Alexandre de Moraes."
O uso de termos específicos do ambiente militar e o detalhamento das ações sugere, de acordo com a investigação, que os envolvidos tinham treinamento e especialização em operações especiais.
O trabalho da PF apontou que o major Rafael Martins de Oliveira seria o líder da operação "Copa 2022".

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