sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Vivo a minha vida colecionando pétalas






Guarda de mim


Vivo a minha vida colecionando pétalas de rosas que vou encontrando no meu caminho... e apanhando pedras que vou deitando para fora da minha estrada.

Ás vezes os meus braços doem porque as pedras são pesadas e, são tantas as pedras.


Mas aí, tento lembrar-me do perfume das rosas... e aí tento mais uma vez recomeçar...

Porque viver é começar e recomeçar.

Viver é cair e levantar.

Viver é amar e ver partir.

Viver é chorar...

e de novo encontrar motivos para sorrir.

Marisa Sousa
Imagem: WEB

Aos 71 anos, ela chegou a um sítio




Histórias do Bem

Aos 71 anos, ela chegou a um sítio desconhecido com duas malas e dois netos agarrados à sua roupa. “Se não puder ficar aqui, vamos dormir na rodoviária.” Ela achou que aquele era o fundo do poço, mas estava errada: dias depois, um bilhete no portão revelou que alguém sabia onde as crianças estavam.

— Se a senhora não aceitar ficar aqui hoje, eu vou dormir com meus netos debaixo da marquise da rodoviária.

Dona Alzira disse isso sem chorar. Aos setenta e um anos, segurava uma mala em cada mão, enquanto Lívia, de sete, e Caio, de cinco, se escondiam atrás de sua saia. Diante deles havia um portão gasto, a placa Sítio Boa Esperança e, além da cerca, as montanhas verdes da Chapada Diamantina, na Bahia.

Nair, que abrira o portão, ainda tinha farinha no avental. Olhou para as crianças e para os sapatos cobertos de poeira.

— Entre. A senhora me conta depois.

Na cozinha, Caio esperou o sinal da avó antes de tocar no bolo de milho. Quando ela assentiu, ele comeu depressa. Benedito entrou pelos fundos, chapéu de palha na mão, botas sujas de barro

.
Alzira contou tudo em pedaços. Dois anos antes, perdera o marido, Anselmo, depois de quarenta e seis anos de casamento. Dez meses atrás, seu único filho, Rafael, morrera quando a caminhonete derrapou numa estrada molhada perto de Seabra. A nora, Patrícia, ficou dois meses com as crianças e desapareceu, deixando apenas uma mensagem dizendo que não conseguia continuar.

Alzira levou os netos para o pequeno imóvel alugado onde morava e tentou sobreviver costurando, fazendo cocada, cuidando de uma idosa e vendendo pão na feira. O aluguel atrasou. O proprietário conseguiu ordem de despejo, e ela saiu antes que o oficial de justiça voltasse.

— Não vim pedir esmola — disse. — Sei cozinhar, plantar, limpar, fazer queijo, cuidar de galinha. Se eu trabalhar em troca de um canto para os meninos, já é mais do que tenho.

Nair e Benedito se olharam. Muitos anos antes, tinham perdido a única filha, ainda pequena, por uma infecção respiratória. Nunca tiveram outro filho.

— O quarto dos fundos está vazio — disse Benedito. — E a horta está quase perdida. Se a senhora aceita trabalho, trabalho tem.

Naquela noite, Lívia perguntou três vezes se precisariam ir embora pela manhã. Alzira respondeu que não, embora ela mesma não tivesse certeza.

Nos dias seguintes, levantava antes do sol. Passava café forte, fazia cuscuz de milho, varria o terreiro, cuidava do galinheiro e entrou na horta abandonada como quem entra numa casa antiga. Salvou couve, coentro, quiabo, tomate e mandioca sufocada pelo mato.

— Minha mãe mexia na terra desse jeito — comentou Benedito.
— Terra e gente são parecidas. Se ninguém presta atenção, as duas adoecem.

As crianças demoraram a confiar. Caio seguia Lívia por toda parte. Ela carregava uma boneca de pano feita pela avó. Um dia, Caio viu Benedito consertando a porteira e perguntou se podia segurar o martelo. Errou o prego quatro vezes, acertou na quinta e gritou de alegria. Lívia se aproximou de Nair enquanto ela remendava uma blusa. Naquela noite desenhou o sítio, a mangueira e quatro adultos e crianças de mãos dadas.

Durante quase dois meses, a casa mudou de ritmo. Às sextas, Alzira assava pão de queijo e broa. Aos poucos, os netos começaram a rir sem olhar primeiro para a porta.


Até que, numa noite de junho, Alzira ouviu a prima de Nair no alpendre.
— Você enlouqueceu? Uma desconhecida dentro de casa, co
m duas crianças? E se ela estiver se aproveitando de vocês porque sabe que não tiveram filhos?
— Tem gente que chega e a gente reconhece — respondeu Nair.

— Ou pensa que reconhece. Depois aparece advogado, história de posse, dinheiro sumindo. Você vai entregar sua casa para uma velha que bateu no portão?

Alzira parou de amassar a massa.
Então ouviu a frase que a fez decidir que partiria antes do amanhecer:

— Se esses três ficarem aqui, vocês ainda vão se arrepender...

Obrigada por ler até aqui A história completa está anexada ao primeiro comentário

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Bom dia com Dona Fátima e Seu Pantico!




Associação Cultural Poeta Patativa do Assair

Bom dia com Dona Fátima e Seu Pantico!

Tem gente que acorda procurando riqueza.

Eles acordam agradecendo pelo que a vida já deu.

No terreiro simples, entre uma conversa e outra, 

Dona Fátima e Seu Pantico vão mostrando que felicidade não precisa de luxo. Precisa de paz, companheirismo e um coração agradecido.

Que o nosso dia comece assim também, com fé, simplicidade e esperança de coisa boa chegando.

A vida é como o seu livro


 Moisés Salles

Um dia de cada vez ,assim
Levamos a vida...!!!







Chico Xavier








Edward José da Silva 
Casos de Chico Xavierl Postado em



A vida corre tão rápido e nós fomos acostumados a adiar o que realmente importa. Que a gente não deixe nenhum abraço, perdão ou palavra de afeto para amanhã. Vivamos o hoje com toda a intensidade.
Edd— em Campina Grande Mato Grosso do Sul

- Vinde após mim, disse o Senhor, e eu ensinarei a pescar gente. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.






Católico Fiel


Quinta feira / Evangelho (Lc 5,1-11)
- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se ao seu redor para ouvir a palavra de Deus. Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago. Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes. Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões. Quando acabou de falar, disse a Simão: "Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca". Simão respondeu: "Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes". Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam. Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: "Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!" É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer. Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: "Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens". Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus
.
— Palavra da Salvação

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Quero fazer da vida uma valsa,






uma canção romântica,
uma caminhada à beira-mar,
um grito de euforia,
um jardim florido,
um cântico de liberdade.

Quero fazer da vida um ninho,
um café morninho,
um bolo de canela,
um cesto com flores,
um cachecol quentinho.

Quero fazer da vida uma chuva miudinha,
um sol que aquece,
uma sinfonia,
uma pauta musical,
um carrocel,
uma orquestra,
uma harpa.

Quero fazer da vida
um aconchego,
um encontro,
um sorriso constante,
um abraço,
uma casa,
um baloiço,
uma mesa farta,
um beijo com alma.

Quero fazer da vida
uma história,
um livro,
um abrigo,
um rio,
uma árvore,
uma felicidade constante.

Quero fazer da vida um tear,
um lar,
uma estrada,
uma viagem,
uma aprendizagem,
um voo,
um cobertor,
um agasalho.

Quero fazer da vida
uma sombra,
uma brisa,
uma melodia,
uma diversão.

Quero fazer da vida
um pôr do sol,
uma manhã de primavera,
um campo de papoilas,
um céu estrelado,
uma noite de luar.

Quero fazer da vida
uma gargalhada,
uma mão entrelaçada,
um olhar cúmplice,
uma palavra amiga.

Quero fazer da vida
um caminho de esperança,
uma porta aberta,
um gelado de morango,
uma pirueta,
um nariz de palhaço,
uma gargalhada.

Quero fazer da vida
um abraço apertado,
um colo,
um ombro,
um coração,
um beijo repinicado.

Quero fazer da vida
um campo de trigo,
uma praia,
um barco,
uma gaivota,
um mar com ondas.
Quero fazer da vida

uma celebração,
um brinde,
uma dança,
uma mesa rodeada de amigos,
uma família reunida.

Quero fazer da vida
um caminho com flores,
uma luz acesa,
uma esperança,
uma acendalha,
um farol,
uma ternura.

Quero fazer da vida
um segredo partilhado,
uma manhã a bocejar,
um pão acabado de sair do forno,
uma carta escrita à mão,
um perfume de alfazema.

Quero fazer da vida
uma janela aberta,
um caminho sem pedras,
um banco de jardim,
um álbum de fotografias.

Quero fazer da vida
uma descoberta,
uma serenata,
um acaso feliz,
uma surpresa,
uma brincadeira,
um circo,
um concerto,
um cinema.
Quero fazer da vida

um balde de pipocas,
um pauzinho de algodão doce,
um chocolate quente,
um fio de luz,
uma concha,
um castelo de areia,
um baú de recordações,
um búzio,
uma estrela cadente,
uma folha a dançar,
uma manhã de nevoeiro.
Quero fazer da vida

um porto seguro,
um silêncio,
uma presença,
uma palavra,
uma paz.

Quero fazer da vida
um horizonte,
um caminho,
uma alma inteira.

Quero fazer da vida
um suspiro,
um arrepio,
uma acrobacia,
um saltar à corda,
um ramo de flores,
um perfume de encantar.

E um dia,
quando estiver a fazer as malas
e quase a partir,
quero dizer:
Obrigada, vida.
Obrigada por tudo.
Foi bonito estar aqui.
E é isto! Apenas e somente isto!
Sofia Pinto, 

Quando for idosa, quero ser como esta velhinha:





Entre Tachos, Fraldas e Livros


Que não se queixa de nada.

Que sorri para os vizinhos.

Que cantarola ao amanhecer.

Que sabe dizer «bom dia».

Que faz bolos de laranja.

Que rega as plantas com carinho.

Que dá sobras aos gatinhos da rua.

Que lê com óculos na pontinha do nariz.

Que dá uns passinhos de dança.

Que não reclama das rugas

nem dos cabelos brancos.

Quero envelhecer assim...

Sem me rezingar com a vida.

De mãos dadas com o tempo,

E com um sorriso bem estampado no rosto.

E é isto! Apenas e somente isto!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.-




Padre Fábio de Mello - Mensagens -



Evangelho do dia 02 de setembro de 2026 quarta feira...(Lucas 4,38-44)
O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho (Lc 4,18).
Aleluia, aleluia, aleluia.

Naquele tempo,  saindo Jesus da sinagoga, entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava com febre alta; e pediram-lhe por ela.  Inclinando-se sobre ela, ordenou ele à febre, e a febre deixou-a. Ela levantou-se imediatamente e pôs-se a servi-los.  Depois do pôr-do-sol, todos os que tinham enfermos de diversas moléstias lhos traziam. Impondo-lhes a mão, os sarava.  De muitos saíam os demônios, aos gritos, dizendo: “Tu és o Filho de Deus”. Mas ele repreendia-os severamente, não lhes permitindo falar, porque sabiam que ele era o Cristo.  Ao amanhecer, ele saiu e retirou-se para um lugar afastado. As multidões o procuravam e foram até onde ele estava e queriam detê-lo, para que não as deixasse.  Mas ele disse-lhes: “É necessário que eu anuncie a boa nova do Reino de Deus também às outras cidades, pois essa é a minha missão”. E andava pregando nas sinagogas da Galiléia.

Palavra da Salvação.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

De repente tudo vai ficando tão simples que assusta.




De repente tudo vai ficando tão simples que assusta. A gente vai perdendo as necessidades, vai reduzindo a bagagem. 

As opiniões dos outros, são realmente dos outros, e mesmo que sejam sobre nós; não tem importância.

 Vamos abrindo mão das certezas, pois não temos certeza de nada. É,isso não faz a menor falta. 

Paramos de julgar. Pois não existe certo ou errado e sim a Vida que cada um escolheu experimentar. 

Por fim entendemos que tudo o que importa é ter paz e sossego, é viver sem medo, é fazer o que alegra o coração naquele momento. É só.

*Mário Quintana*
























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Ilce Marinho compartilhou uma lembrança.

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