sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

O cão comunitário Orelha

Florianópolis ilha da magia


O caso do Orelha deixou de ser apenas uma tragédia isolada e virou um espelho incômodo da sociedade. 

As últimas informações mostram que a investigação avançou, com celulares apreendidos, retorno de envolvidos ao Brasil e até indiciamentos por tentativa de coação de testemunhas

Ao mesmo tempo, o episódio ganhou repercussão internacional, mobilizou artistas, gerou protestos e acendeu um debate que vai muito além de um único ato de crueldade.

Orelha era um cão comunitário, cuidado por quem entendia que responsabilidade não depende de posse, mas de humanidade

A violência que ele sofreu expôs não só a brutalidade do ato, mas também o risco de uma sociedade que normaliza o desrespeito à vida, seja ela humana ou animal. 

Quando surgem ameaças, linchamentos virtuais e confusões de identidade, fica claro que o ódio, quando não é canalizado para a justiça, se espalha e atinge inocentes.

A cobrança por punição é legítima. A indignação também. 

Mas o que esse caso escancara é a urgência de algo maior. 

Educação, empatia e responsabilidade não podem ser opcionais. 

Orelha não morreu apenas por mãos violentas, morreu em um ambiente onde limites falharam antes da agressão acontecer. 

Nem esquecimento e para que a vida, qualquer vida, volte a ter o valor que nunca deveria ter perdido.

O cão comunitário Orelha - continuação









O cãol comunitário Orelha - continuação




Ensinando e aprendedo

Na areia da praia brava em Santa Catarina , 

a presença de Urelha agora é eterna

A estátua , voltada para o mar e cercada por flores , eterniza a imagem de um cachorro que foi muito

mais do que um animal: foi companhia , carinho 

e lealdade fiel .

Urelha , conhecido por muitos como um amigo fiel   , teve uma história marcada por amor

, mas também por uma despedida triste, que comoveu todos que cruzaram seu caminho.

Em silêncio , a escultura parece vigiar a praia , como se ainda estivesse ali, recebendo quem passa com

a mesma doçura de sempre. 

Esta homenagem  transforma a dor da perda  em memória  respeito  e gratidão  — um lembrete de que

algumas vidas, mesmo as mais simples, deixam marcas profundas e merecem ser lembradas para

sempre

O cão comunitário Orelha - continuação





Florianópolis ilha da magia


A manifestação em frente ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em Florianópolis, reuniu pessoas que já não aceitam mais o silêncio diante da crueldade. 

Com cartazes, vozes firmes e emoção à flor da pele, a causa do Cão Orelha se transformou em símbolo de algo maior, o pedido por justiça, responsabilidade e respeito à vida. Não foi apenas um ato por um animal, mas um grito coletivo contra a impunidade e a normalização da violência.

Cada pessoa presente carregava indignação, mas também esperança de que a pressão popular faça diferença. 

A mobilização mostrou que a sociedade está mais atenta, mais sensível e disposta a cobrar respostas.

 O que aconteceu com o Cão Orelha tocou fundo porque expõe feridas antigas, a falta de punição, a lentidão dos processos e a sensação de que crimes assim acabam esquecidos.

Diante do TJSC, o recado foi claro. Florianópolis não aceita mais virar a página como se nada tivesse acontecido. Justiça não é vingança, é compromisso com o futuro. 

Quando a população ocupa a rua, ela lembra às instituições que olhar para o outro lado também é uma forma de conivênci

 O Cão Orelha não pode mais falar, mas a cidade falou por ele.

O cão comunitário Orelha - continuação






Florianópolis Ilha da Magia

“Florianópolis aprendeu, com Orelha, que lealdade não late alto, ela permanece. Permanece no silêncio das manhãs à beira-mar, no vento que passa pelas ruas, na memória de quem entendeu que um coração puro pode ensinar mais do que mil palavras. Ele não pediu nada além de carinho, não exigiu nada além de respeito, e ainda assim entregou tudo o que tinha.

Orelha foi abrigo em dias difíceis, foi presença quando faltava humanidade, foi companhia sem julgamentos num mundo que tantas vezes esquece de cuidar. Seu olhar carregava confiança, sua caminhada era tranquila, como quem acreditava que o bem ainda era possível. E talvez por isso sua ausência doa tanto, porque ela escancara o quanto ainda precisamos aprender.

Hoje, ele não caminha mais pelas ruas da ilha, mas segue vivo na consciência de quem escolhe ser melhor, na luta por mais empatia, na certeza de que nenhuma vida simples é pequena demais para ser honrada. 

Ele virou símbolo, virou voz, virou lembrança que se recusa a desaparecer.

Que sua história não seja apenas saudade, mas compromisso. 

Compromisso com o cuidado, com o respeito, com a proteção de quem só sabe amar. 

Você partiu, mas deixou algo raro, a prova de que a verdadeira fidelidade continua mesmo depois do último passo..”

O cão comunitário Orelha - continuação






O laudo do Orelha é chocante e revoltante:


Ele apresentava lesão grave na cabeça, principalmente na face esquerda, com inchaço intenso, protusão do olho esquerdo e sangramento pela boca e nariz.

Havia ainda possíveis fraturas na mandíbula e maxilar, e ele apresentava ataxia (dificuldade de andar), dispneia (dificuldade para respirar) e bradicardia (batimentos cardíacos muito lentos).

Mesmo com procedimentos básicos de reversão, ele não resistiu e veio a óbito.

É revoltante pensar que alguém possa causar tanta crueldade…

O cão comunitário Orelha - Continuação


Cristiano Marcondes

Eu o levei enrolado no cobertor azul que ele mais amava. Aquele mesmo cobertor que ele arrastava pela casa quando tinha medo de trovão, que ele mordiscava até encontrar o formato perfeito pra se aninhar.

O mesmo que ele apertava com o focinho, como se estivesse moldando um pedacinho de segurança no meio do caos.


E talvez seja isso que mais machuque agora: eu tentei levar um pedaço de casa junto com ele, como se amor fosse capaz de negociar com a morte. Como se aconchego pudesse convencer o corpo a continuar.

A clínica era simples, dessas de bairro. Ventilador velho girando no teto, fazendo um barulho constante. Um balcão de vidro riscado, a recepcionista com olhar cansado e uma televisão ligada passando um programa qualquer que ninguém estava realmente assistindo. 

Eu cheguei com ele nos braços e meu corpo tremia tanto que mal consegui segurar a caneta para preencher os dados. Parecia que tudo estava acontecendo em câmera lenta, enquanto por dentro eu gritava em silêncio.

Disseram “internação”.

Disseram “estado grave”.

Disseram “vamos tentar estabilizar”.

E eu não escutava quase nada. Só o nome dele ecoando dentro da minha cabeça, repetindo sem parar, como um mantra desesperado. Eu pensava que, se dissesse o nome dele da forma certa, com a entonação certa, Deus entenderia o recado e me devolveria ele inteiro.

Ele estava consciente. E isso é uma das dores mais cruéis que existem.

Porque ele me olhava.

Não com medo. Não com raiva. Mas com aquele olhar que parecia pedir desculpa por estar doente. Como se fosse culpa dele. Como se ele tivesse vindo “com defeito” e agora estivesse me dando trabalho.

E ele nunca foi assim.

Ele sempre foi pura alegria.

Era o cachorro que fazia festa por um pedaço de pão velho.

Que seguia a gente pela casa só pra estar perto, mesmo sem motivo.

Que dormia

Que entendia o tom da nossa voz, os nossos silêncios, os nossos dias ruins… mas nunca entendeu a maldade do mundo.

Enquanto eu esperava na cadeira de plástico da clínica, olhando para a porta fechada da sala de atendimento, eu pensava em quantas vezes ele me salvou sem perceber. 

Nos dias em que eu cheguei em casa sem vontade de falar com ninguém e ele simplesmente deitou do meu lado, em silêncio, como se dissesse: “não precisa explicar”.


E agora era eu ali, sem saber como explicar pra ele que não estava tudo bem. Que, dessa vez, eu não tinha como proteger. Que o colo, o cobertor e o amor talvez não fossem suficientes.
O pior não era o medo de perder.

Era saber que ele confiava em mim até o fim.

Que, mesmo doente, mesmo fraco, ele estava ali quietinho, porque acreditava que eu sabia o que estava fazendo.

E isso dói de um jeito que não cabe em palavras.

Porque perder um cachorro não é perder um animal.

É perder um pedaço da própria casa.

Um pedaço da própria história.

Florianópolis - Ilha da Magia


“Florianópolis aprendeu, com Orelha, que lealdade não late alto, ela permanece. 

Permanece no silêncio das manhãs à beira-mar, no vento que passa pelas ruas, na memória de quem entendeu que um coração puro pode ensinar mais do que mil palavras. 

Ele não pediu nada além de carinho, não exigiu nada além de respeito, e ainda assim entregou tudo o que tinha.

Orelha foi abrigo em dias difíceis, foi presença quando faltava humanidade, foi companhia sem julgamentos num mundo que tantas vezes esquece de cuidar. 

Seu olhar carregava confiança, sua caminhada era tranquila, como quem acreditava que o bem ainda era possível. E talvez por isso sua ausência doa tanto, porque ela escancara o quanto ainda precisamos aprender.
Hoje, ele não caminha mais pelas ruas da ilha, mas segue vivo na consciência de quem escolhe ser melhor, na luta por mais empatia, na certeza de que nenhuma vida simples é pequena demais para ser honrada. Ele virou símbolo, virou voz, virou lembrança que se recusa a desaparecer.

Que sua história não seja apenas saudade, mas compromisso. Compromisso com o cuidado, com o respeito, com a proteção de quem só sabe amar. Você partiu, mas deixou algo raro, a prova de que a verdadeira fidelidade continua mesmo depois do último passo..”



O cão comunitário Orelha - Continuação





Luz Caridade Centro de Umbada Luz e Caridade

NOTA DE REPÚDIO
O Centro de Umbanda Luz e Caridade vem a público manifestar seu mais profundo repúdio e indignação diante do caso do cão Orelha, que causou comoção e revolta na sociedade.

Toda forma de violência, maus-tratos e crueldade contra os animais é inaceitável e fere não apenas as leis humanas, mas também os princípios espirituais que regem a vida. Na Umbanda, aprendemos que toda criação é sagrada, que os animais são seres inocentes, portadores de vida, sentimentos e merecedores de respeito, cuidado e proteção.

O sofrimento imposto ao cão Orelha revela uma grave falha de consciência, empatia e humanidade. Silenciar diante de atos como esse é compactuar com a injustiça. Por isso, nos posicionamos de forma clara e firme: não toleramos, não aceitamos e não justificamos qualquer tipo de violência.

Clamamos para que as autoridades competentes apurem os fatos com rigor, responsabilizando os envolvidos conforme a lei, e para que a sociedade reflita sobre a urgência de combater a cultura da violência e do descaso com a vida.

Que a justiça seja feita, que a consciência desperte e que casos como este jamais se repitam.
Respeitar os animais é respeitar a própria espiritualidade e a essência divina da vida.

Centro de Umbanda Luz e Caridade
Em defesa da vida, do amor e do respeito a todos os seres.

Um cão comunitário Olhela = continuaçãol



 

“Nem toda despedida é falta de amor. Às vezes, é o maior ato dele.”


Orelha partiu cercado de cuidado, respeito e lágrimas sinceras. é saber deixar ir.

Hoje o silêncio do consultório fala mais alto que qualquer palavra.

Fica a saudade, a gratidão por cada momento vivido e a certeza de que ele não foi apenas um paciente — foi família.

Que Orelha descanse em paz. 
E que todo amor verdadeiro seja lembrado, mesmo na despedida.



Poder da natureza

 A cena do cãozinho Orelha, enrolado em um pano e amparado por mãos humanas em um último adeus, traz uma mensagem profunda e incômoda para a sociedade brasileira

Não é apenas uma imagem de despedida, mas um retrato doloroso de luto coletivo e, ao mesmo tempo, de uma falha social grave na proteção dos mais frágeis.

Quando jovens chegam ao ponto de praticar tamanha brutalidade contra um ser que não tem como se defender, isso revela algo muito maior do que um caso isolado: expõe um problema estrutural ligado à falta de educação emocional, à ausência de valores sólidos e à ineficiência na responsabilização de atos violentos.

A violência contra animais não surge de forma espontânea. Ela costuma ser um dos primeiros sinais de desumanização, de empatia quebrada e de uma cultura que vem normalizando comportamentos cruéis.

Ignorar, silenciar ou tentar justificar esse tipo de crime apenas fortalece a impunidade e cria um terreno perigoso para que agressões ainda mais graves se tornem comuns no futuro.

Orelha não representa só a perda de um cachorro. Ele se tornou o símbolo de um sistema que falha em ensinar respeito, em proteger vidas vulneráveis e em aplicar a justiça de forma efetiva.

Pedir justiça por Orelha é, no fundo, exigir uma sociedade que não aceite a crueldade como algo banal, que reconheça o valor da vida em todas as suas formas e que compreenda que quem aprende a machucar um animal indefeso hoje pode, amanhã, tratar o sofrimento humano com a mesma indiferença.



VALE A REFLEXÃO, POR FAVOR LEIA.
Nos anos 90, jovens incendiaram um homem indígena que foi a Brasília em busca de dignidade. Ele lutava por condições melhores para sua gente. Não conseguiu um hotel. Dormiu em uma praça. Morreu ali, vítima não apenas do fogo, mas da ausência completa de empatia de vários jovens.

Aquilo não foi um fato isolado. Foi o reflexo de uma sociedade que falhou em cuidar, ouvir e reconhecer o outro como vida.

O tempo passou, mas a pergunta permanece. Aprendemos alguma coisa?

Hoje, o Orelha dói em todos nós. Ele representa milhares de animais indefesos que sofrem maus-tratos, abandono e crueldade todos os dias. Vidas que não têm voz, que sentem medo e dor, e que seguem sendo tratadas como se valessem menos.

Quando uma sociedade normaliza a violência contra os mais frágeis, humanos ou a

Lutar pelo Orelha não é apenas sobre um animal. É sobre interromper um ciclo que se repete. É sobre reconhecer que tempos difíceis só serão superados quando escolhermos proteger a vida, em todas as suas formas.

Não existe direita ou esquerda quando falamos de vida. Existe responsabilidade. Existe empatia. Existe a decisão de construir uma sociedade mais saudável, onde ninguém seja descartável.
Silenciar não é mais uma opção.
MÁRIO MOTTA


A cena do cãozinho Orelha, enrolado em um pano e amparado por mãos humanas em um último adeus, traz uma mensagem profunda e incômoda para a sociedade brasileira. Não é apenas uma imagem de despedida, mas um retrato doloroso de luto coletivo e, ao mesmo tempo, de uma falha social grave na proteção dos mais frágeis. 

Quando jovens chegam ao ponto de praticar tamanha brutalidade contra um ser que não tem como se defender, isso revela algo muito maior do que um caso isolado: expõe um problema estrutural ligado à falta de educação emocional, à ausência de valores sólidos e à ineficiência na responsabilização de atos violentos.

A violência contra animais não surge de forma espontânea. Ela costuma ser um dos primeiros sinais de desumanização, de empatia quebrada e de uma cultura que vem normalizando comportamentos cruéis. Ignorar, silenciar ou tentar justificar esse tipo de crime apenas fortalece a impunidade e cria um terreno perigoso para que agressões ainda mais graves se tornem comuns no futuro.

Orelha não representa só a perda de um cachorro. Ele se tornou o símbolo de um sistema que falha em ensinar respeito, em proteger vidas vulneráveis e em aplicar a justiça de forma efetiva.

Pedir justiça por Orelha é, no fundo, exigir uma sociedade que não aceite a crueldade como algo banal, que reconheça o valor da vida em todas as suas formas e que compreenda que quem aprende a machucar um animal indefeso hoje pode, amanhã, tratar o sofrimento humano com a mesma indiferença. 



O laudo do Orelha é chocante e revoltante:

Ele apresentava lesão grave na cabeça, principalmente na face esquerda, com inchaço intenso, protusão do olho esquerdo e sangramento pela boca e nariz.

Havia ainda possíveis fraturas na mandíbula e maxilar, e ele apresentava ataxia (dificuldade de andar), dispneia (dificuldade para respirar) e bradicardia (batimentos cardíacos muito lentos).

Mesmo com procedimentos básicos de reversão, ele não resistiu e veio a óbito.

É revoltante pensar que alguém possa causar tanta crueldade… 😡💔

O laudo está nos comentários — veja por si mesmo a gravidade dessa violência.

A maioria de nós está entrando em um novo capítulo da vida.


Minha vida com os animais


É a fase em que o espelho reflete linhas finas, cabelos prateados e um corpo que mudou. 

Observamos as belas mulheres na casa dos vinte anos e inevitavelmente nos lembramos de quando estávamos nessa idade. E sim — nós já fomos elas. Assim como um dia elas serão nós.

Não somos mais as meninas de vestidos de verão.

Aquilo que a juventude oferecia em brilho e velocidade, hoje carregamos como sabedoria, experiência e história de vida. 

Criamos filhos, mantivemos lares, pagamos contas e sobrevivemos a doenças, decepções, corações partidos e a tudo o que a vida colocou em nosso caminho.

Algumas de nós enterraram pessoas que amavam mais do que a própria vida.

E, ainda assim — continuamos de pé.

Somos mulheres como o vinho envelhecido e os carros clássicos — feitas para durar, impossíveis de replicar e cada vez mais valiosas com o tempo.

Nossos corpos talvez não pareçam mais os mesmos de antes, mas guardam nossa coragem, nossa resiliência e a história de tudo o que vivemos.

Este capítulo pede humildade, dignidade e orgulho pelo caminho percorrido — nunca vergonha.

Envelhecer é um privilégio, e não é concedido a todos.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Eu e minhas lembranças




Coisinhas Simples & Delicadas


Talvez um dia eu te fale de mim…

Te direi coisas lindas do meu passado.

Chorarei frustrações da minha adolescência.

Outras hilariantes e faceiras…

Talvez um dia eu te conte,  o tanto que a vida me foi cruel, 

e das tantas vezes em que pensei desistir,

E daí, do nada, talvez eu comece a sorrir,

lembrando outras tantas vezes,

em que me senti absurdamente feliz…

Talvez um dia eu te fale de mim…

E quem sabe você se sinta feliz.

Por não ter me conhecido antes,

ou se entristeça por não me conhecer a fundo.

Dai te contarei sobre o que de mais belo já vivi, o amor…

E todas as minhas histórias se tornarão apenas mais uma.

Talvez um dia eu te fale de mim…

Talvez um dia você se lembre de mim…

E assim, estarei presente no seu passado,

Me recordarei do seu carinho de amig

Me envolverei na saudade do teu alento,

E partirei, como a brisa, como o próprio tempo,

que cobra o seu preço sem fingimentos.

E sei que permanecerei,

no mais profundo dos seus pensamentos..

Assim sou eu.

Paulo Roberto Gaefke

Perdoe-se




Mistura fina

Não pelo que fez…mas pela mulher que você precisava ser naquele momento.

Perdoe a pressa.

Perdoe o medo.
Perdoe o silêncio que você engoliu para não perder ninguém.

Perdoe os “sim” que queria que fossem “não”.

Perdoe a força que não tinha.

Perdoe a coragem que ainda não existia.

Você fez o melhor que podia com a vida que tinha,

com o coração que carregava,

com a consciência que ainda estava nascendo.

Hoje é fácil olhar para trás e pensar

“eu podia ter feito diferente”.

Mas a verdade é simples e libertadora:

você não podia.

Ainda não sabia.

Ainda não via.

E está tudo bem.

A maturidade não é sobre apagar o passado

é sobre abraçar a mulher que você foi

e honrar a mulher que você está se tornando.

Quando você se perdoa, algo se solta.

O peito abre.

A culpa derrete.

A vida volta a respirar dentro de você.

Perdoe-se.

Com carinho, com paciência, com respeito.

Porque foi aquela versão sua, imperfeita, cansada, tentando acertar,

que trouxe você até aqui.

E aqui… é um lugar bonito

Web.

Pouca gente sabe

Pensar e viver


Lula da Silva e Roberto Carlos


Pouca gente sabe, mas entre dois dos nomes mais emblemáticos da história recente do Brasil, Luís Inácio, Lula da Silva e Roberto Carlos, existe um elo profundo que vai muito além da política e da música. Um elo construído na base da vivência, da dor e da memória afetiva. São homens que, apesar de trilharem caminhos distintos, sempre carregaram nas palavras e na arte um mesmo compromisso.

Falar com o coração do povo. 

Tudo começou de forma silenciosa, quase como um desabafo íntimo. Lula, em um momento de profunda reflexão após a perda de uma pessoa muito especial da sua infância, decidiu fazer algo raro para alguém com a rotina de um presidente. Escrever uma carta à mão. Não havia assessores, não havia mídia, não havia qualquer intenção de tornar aquilo público.

Havia apenas um homem, uma folha em branco e uma gratidão que não cabia no peito. Aquela carta, Lula agradecia por algo que nenhuma política pública, nenhuma vitória nas urnas ou cargo poderia proporcionar consolo emocional. Ele citava uma música em especial, caminhoneiro, que, segundo ele, foi uma espécie de oração durante os dias mais difíceis da sua juventude.

A canção lhe trazia lembranças do Pai, das viagens longas, do silêncio da estrada, da ausência e da saudade. Era como se a voz de Roberto, ao cantar aquelas palavras, dissesse: "Você não está sozinho". E ali naquela carta singela, Lula contou o que nunca havia dito em público, que em noites frias no ABC paulista, quando voltava do trabalho exausto e com as mãos calejadas, era a música que o mantinha em pé.

Percebi que estava envelhecendo


Mistura fina

"Percebi que estava envelhecendo — não quando surgiram as primeiras rugas.

Nem quando alguém me ofereceu um lugar no ônibus.

Nem quando deixei de entender a música moderna ou de querer ficar acordada até o amanhecer.

O envelhecimento chegou em silêncio.

Sem drama, sem medo.

Mostrou-se quando deixei de desperdiçar energia em explicações inúteis.

Já não preciso ter razão. Não corro atrás de quem parte.

Não espero desculpas de quem não sabe pedi-las.

Simplesmente deixo ir.

Fecho capítulos.

Sorrio — e sigo em frente.

O silêncio já não me incomoda.

Sei que cada um tem o seu próprio ruído interior.

E quem quiser — encontrará as palavras.

Já não tento agradar a todos.

O meu espelho não é inimigo
.
Os meus cabelos brancos não são uma tragédia.

E o meu corpo…

O meu corpo é a minha casa, que nunca me traiu.

Com ele vivi amores, nascimentos, perdas e noites sem dormir.

Como poderia envergonhar-me dele?

Estou envelhecendo— e pela primeira vez vivo de verdade.

Sem pressa. Sem “tenho de”.

Sem culpa pelos meus desejos.

Bebo o café enquanto está quente.

Respondo quando estou calma.

Uso roupa confortável.

Ouço a chuva.

E abraço-me mais vezes.

Simplesmente — sou.

E isso basta."

Web

Um dia você percebe…


Mistura Fina


Não foi o tempo que te mudou.

Foi tudo o que você aprendeu a deixar para trás.

Deixar para trás a pressa de agradar.

Deixar para trás quem não te respeitou.

Deixar para trás a necessidade de ser perfeita.

Ficou o essencial: você.

Com todas as suas histórias, cicatrizes, vitórias e descobertas.

A gente chama isso de maturidade.

A leveza de não ter mais que provar nada para ninguém.

Se você chegou até aqui, saiba: você não está só.

A maturidade é o presente mais bonito do tempo.

E sim, ela combina muito bem com você.

Nilton César


Morre o cantor Nilton César, ícone da música romântica, aos 86 anos

Artista fez sucesso na década de 1970 e ficou conhecido pelo verso "receba as flores que lhe dou"
Giovana Chrisy, da CNN Brasil28/01/26 às 20:38 | Atualizado 29/01/26 às 15:03

Nilton Cesar foi cantor na época da Jovem Guarda • Instagram/Nilton Cesar

O cantor Nilton César, dono do sucesso "Férias na Índia" e ícone da música romântica brasileira, morreu nesta quarta-feira (28), aos 86 anos.

Ele fez sucesso na década de 1970 e gravou mais de 20 discos entre 1964 e 2025. Emplacou sucessos como "A Namorada que Sonhei", "Amor... Amor... Amor...", "Felicidade, "Espere Um Pouquinho Mais" e "Amigo Não"; e ficou conhecido pelo verso "receba as flores que lhe dou".Relembre quem ele foi.


Ícone da música romântica que morreu  aos 86 anos

Mineiro, ele começou a carreira no fim da década de 1960, na mesma época em que a Jovem Guarda decolava. "Férias na Índia", um de seus maiores sucessos, veio logo no primeiro álbum, "Dois Num Só Coração".

Seu último lançamento foi o disco "Brega Duetos (Vol. 4)", em que cantou 12 faixas entre regravações e músicas inéditas.

Nas redes sociais, os fãs lamentaram a partida de Nilton César com comentários: "Assim a cada dia compreendemos mais e mais que tudo isso é passageiro"; "Ele sempre foi de uma gentileza e educação sem igual"; e "Fica o grande marco da sua linda voz e perfeitas canções que sempre amei escutar".



Especialista Alerta: Esses 3 Alimentos Aparentemente “Inocentes” Estão Apagando sua Memória como uma Borracha!

97% dos idosos com Perda de Memória aos 50 vão parar no asilo aos 60 se não fizerem nada…

Por: Paulo Ramalho
05/02/2026 7h25 - Atualizado há 2 horas

Foto Arquivo Pessoal/Autorizado


Neurovex

Pesquisadores brasileiros alertam que a perda de memória não tem relação com idade nem com genética.

A verdadeira causa, segundo eles, está em três alimentos que a maioria das pessoas consome todos os dias e que estão literalmente matando o cérebro de fome!

Isso porque esses alimentos diminuem a produção de uma molécula muito importante para o seu cérebro, a Orexina.

A orexina é muito importante pois é ela que “pesca” as nossas memórias dentro das caixinhas do cérebro.

E quando ela está em falta os seus neurônios começam a morrer e o seu cérebro literalmente se auto devora!

E os números são alarmantes: pessoas com falta de orexina no cérebro têm 157% mais chances de desenvolver Alzheimer e demência.

E o sinal de alerta pode já estar aparecendo.

Se alguém com mais de 50 anos entra em um cômodo e esquece o que foi fazer ali,ou começa a confundir nomes de parentes, é um forte indício de que o cérebro canibal já está em ação.

Mas existe uma boa notícia!

Recentemente, um grupo de especialistas descobriu uma forma simples de neutralizar essa condição perigosa e restaurar a memória.

Eles chamam isso de “Super Alimento Cerebral”, um tônico natural que pode ser preparado em casa, usando apenas ingredientes baratos e comuns do supermercado.

Os resultados surpreenderam até os maiores especialistas!

Pacientes com histórico de esquecimento severo voltaram a reconhecer rostos, lembrar nomes e recuperar o raciocínio em poucas semanas.

Um dos casos mais impressionantes foi o de um aposentado de 68 anos.

Antes, ele se perdia nas ruas e esquecia o próprio endereço.

Depois de começar a usar esse super alimento comum, voltou a dirigir, fazer palavras cruzadas e até viajar sozinho.

A equipe responsável por esse estudo gravou uma aula gratuita explicandoquais são os três alimentos que provocam o cérebro canibal e como encontrar e preparar esse super alimento em casa…

Essa mesma aula era vendida por mais de R$200,00 em consultas particulares,mas foi liberada temporariamente ao público.

Segundo os pesquisadores, o vídeo está sendo censurado por grupos ligados à indústria farmacêutica, por isso, não se sabe por quanto tempo ficará no ar.‍

Jair Rodrigues

Jair Rodrigues  Luciana Melo, e Jair Oliveira enxergava neles não apenas o futuro, mas a continuidade de um sonho construído com

Jair Rodrigues sempre acreditou que o amor é uma força que se canta, se vive e se transmite no dia a dia. Dentro de casa, esse amor ganhava melodia quando ele olhava para os filhos, Jair Oliveira e Luciana Melo, e enxergava neles não apenas o futuro, mas a continuidade de um sonho construído com alegria, respeito e muita música.

Desde cedo, Jair fez do lar um palco de afeto. A música não era imposição, era convite. Entre risadas, palmas e refrões cantados com o coração aberto, ele incentivava Jair Oliveira e Luciana Melo a descobrirem a própria identidade musical, ensinando que cantar é dividir sentimentos, é transformar a vida em celebração. Cada acorde vinha carregado de incentivo, cada palavra era um empurrão gentil para que acreditassem em si mesmos e na própria voz.

Mais do que ensinar técnica, Jair ensinou coragem. Mostrou aos filhos que a música nasce da verdade, da alegria simples, do compromisso com aquilo que faz o peito sorrir. Incentivou Jair Oliveira e Luciana Melo a ouvirem o mundo, a respeitarem suas raízes e a honrarem a própria história, sem medo de trilhar caminhos novos.

O amor de Jair Rodrigues por Jair Oliveira e Luciana Melo ecoa como um samba eterno: cheio de ritmo, afeto e esperança. 

Um amor que não se cala, que segue vivo em cada nota, em cada passo, em cada sonho que a música ajudou a construir. Porque, para ele, amar também era ensinar os filhos a cantar a própria vida.

“Hesitar” e “exitar”

“Hesitar” e “exitar” existem, mas tem aplicações completamente diferentes na língua portuguesa
Por Larissa Carvalho




Na língua portuguesa, alguns verbos geram dúvidas frequentes, especialmente quando possuem grafia parecida, como ocorre com hesitar e exitar. Embora sejam palavras semelhantes, cada uma apresenta sentido próprio e se aplica a situações distintas do dia a dia, o que impacta diretamente a clareza da comunicação em textos formais, conversas profissionais e avaliações escolares.

O que significa o verbo hesitar

O verbo hesitar está diretamente associado à ideia de dúvida, indecisão ou receio. Ele indica que alguém não age de forma imediata porque está em processo de avaliação, insegurança ou ponderação, atrasando uma resposta ou atitude por falta de certeza.

Esse verbo é comum em situações de escolha difícil, tomada de decisões financeiras, respostas a convites ou qualquer cenário em que exista conflito interno. Em geral, hesitar aparece ligado a “pensar melhor”, “avaliar as consequências” ou “não ter confiança plena”.

Exemplo 1: Ela costuma hesitar antes de assinar contratos importantes.
Exemplo 2: O candidato não deve hesitar ao responder perguntas diretas.
Exemplo 3: Diante da proposta, ele hesitou por alguns minutos.

O que significa o verbo exitar

Já o verbo exitar tem origem na palavra êxito, que remete a sucesso, bom resultado ou desfecho favorável. Nesse caso, exitar significa “ter êxito”, “obter sucesso” ou “sair-se bem” em determinada atividade, mantendo um sentido ligado a resultado positivo.

Trata-se de um verbo menos comum na linguagem do dia a dia, mas dicionarizado e reconhecido na norma culta. Em contextos específicos e mais formais, pode surgir como alternativa a “ter êxito” ou “ser bem-sucedido”, embora muitas vezes essas expressões sejam preferidas por soarem mais naturais.

Exemplo 1: O projeto conseguiu exitar em um mercado altamente competitivo.
Exemplo 2: A equipe não conseguiu exitar na campanha deste ano.
Exemplo 3: Para exitar nesse tipo de empreendimento, é necessário planejamento.

Como não confundir hesitar e exitar no dia a dia

Para evitar confusão entre hesitar e exitar, é essencial observar o contexto da frase. Quando a ideia central estiver ligada à dúvida, insegurança ou demora na decisão, a forma adequada será sempre hesitar, pois ela expressa incerteza e cautela.

Quando o foco estiver em resultado positivo, sucesso ou bom desfecho, o uso correto será exitar, embora em muitos textos formais se prefira “ter êxito”. Uma associação prática ajuda: hesitar lembra “hesitação” (incerteza) e exitar lembra “êxito” (sucesso).
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Se a frase falar de sucesso, vitória ou bom resultado, usar exitar.
Na dúvida em textos formais, é comum substituir exitar por “ter êxito”.

Para aprofundarmos no tema, trouxemos o vídeo da professora de redação Viviane Faria, publicado em seu próprio perfil que conta com quase 100 mil seguidores:

Quando o erro entre hesitar e exitar passa despercebido

Como ambas as formas existem na língua portuguesa e estão registradas em dicionários, muitos erros não são detectados por corretores automáticos. O sistema reconhece a palavra como válida, sem avaliar o sentido da frase, o que pode gerar deslizes em textos aparentemente corretos.

Assim, construções como “ele não quis exitar na resposta” podem passar sem marcação de erro, embora o contexto indique claramente que o esperado seria “hesitar”. Por isso, a revisão atenta continua sendo fundamental em relatórios, e-mails formais, petições, artigos acadêmicos e documentos profissionais.Leitura em voz alta pode ajudar a perceber estranhezas de sentido.
Consultas rápidas a dicionários atualizados esclarecem dúvidas pontuais.
Comparar o verbo com sua palavra de origem (hesitação ou êxito) facilita a tomada de decisão.
“Hesitar” significa duvidar ou vacilar; “exitar” é erro comum por “exitar” (estimular sexualmente), use certo para clareza em textos formais diários.

Por que é importante diferenciar hesitar e exitar

A distinção entre hesitar e exitar tem impacto direto na clareza da mensagem. Em contextos profissionais, jurídicos, acadêmicos ou jornalísticos, uma escolha inadequada pode alterar a interpretação de um trecho, gerar ambiguidade e ser interpretada como falta de domínio da norma padrão.

Dominar essa diferença não é apenas uma questão gramatical, mas uma forma de transmitir informações com precisão. Ao reconhecer que hesitar indica indecisão e exitar indica êxito, o falante amplia seus recursos linguísticos e passa a escrever com maior segurança em 2025, em um cenário em que a comunicação escrita continua ganhando espaço em ambientes digitais e profissionais.