terça-feira, 14 de abril de 2026

O dia que São Cristovão Carregou o menin Jesus


Fatos do Catolicismo

O dia que São Cristovão Carregou o menin Jesus

Antes de se tornar cristão, se chamava Réprobo. Era um cananeu rude, alto de estatura. Inculto, mas inteligente, desejava conhecer e servir ao rei mais poderoso da terra.

Certo dia lhe apresentaram um. Foi com ele a uma peça de teatro na qual o nome do diabo era repetido com frequência. A cada vez que o ouvia, o rei fazia o sinal da cruz.

Por que fazes este sinal?, perguntou Rébrobo. 

Para me livrar das artimanhas do demônio , respondeu o rei. O escravo não se conformou.

Se há alguém de quem tens medo, então não és mais poderoso que ele

Começou então a procurar o diabo para servi-lo, admitindo ser ele o maioral da terra. Um ser bem apessoado, atraente e forte iniciou por encantar o servo gigante.

Porém, um dia andando com ele pela estrada, viu que em certo sítio, o demônio desviou caminho.

Perguntou: por que desvias? ntão este é maior do que ti. Abandonou-o de imediato e andou a procura do novo rei. Encontrou-o através de um eremita que lhe falou sobre o Salvador. O cristão lhe explicou que para encontrar a Cristo era necessária a oração. O convertido entristeceu-se e disse: não sei rezar ainda

Então, podes jejuar Para mim esta prática é ainda muito difícil, pois preciso de muito alimento para manter meu pesado corpo.Então, disse-lhe o catequista, comece pela caridade e chegarás ao encontro com Cristo. Como era alto, pôs-se misericordiosamente a transportar nos ombros pessoas que precisavam atravessar um rio sem pontes.

Certo dia, chegou à margem uma criança que com caridade pôs em travessia. Pesava muito; peso descomunal. Correu risco de não suportar e se afogar nas águas caudalosas. Ao chegar do outro lado, reclamou:você me causou perigo e quase me levou à morte. Porque pesa tanto? Parecia-me ter o mundo inteiro sobre os ombros. O menino então esclarece: tranquiliza-te; sou o Cristo a quem serves.

Transportastes o rei da terra, o criador do mundo Por isso, terminada a catequese, o santo eremita o batizou com o nome de Cristóvão, que significa Transportador de Cristo.

Texto : Canção Nova

Ele jogou as malas dela na chuva…



Chico - Cartas de Paz e Consolação

Ele jogou as malas dela na chuva… mas o que aconteceu 6 meses depois fez todo mundo que riu naquela noite engolir o próprio orgulho.

A chuva caía forte, pesada, daquelas que não dão trégua. E foi no meio daquele barulho que Clara ouviu o som mais frio da vida dela: a porta sendo fechada na sua cara depois de 18 anos de casamento.

As malas vieram logo em seguida. Uma… duas… jogadas sem cuidado, como se ali dentro não tivesse uma vida inteira.

— Acabou, Clara. — a voz de Renato veio seca, sem emoção. — Essa casa agora é minha.

Ela ficou parada por alguns segundos, tentando entender se aquilo era real. A água escorria pelo rosto, misturando chuva com lágrimas. O vestido grudava no corpo. As mãos tremiam.

Atrás dele, Vanessa cruzava os braços com um sorriso leve… quase entediado.

— Tem mulher que não percebe quando já venceu o prazo.

Algumas janelas ao redor já estavam acesas. Cortinas discretamente afastadas. Gente assistindo. Gente julgando. Gente em silêncio.ando.

Mas o que ninguém ali sabia… é que aquela não era só a pior noite da vida dela.

Era o começo.

Ela caminhou sem rumo por quase vinte minutos. Os pés doíam, o corpo pesava, mas o pior era o vazio. Não era só o fim de um casamento. Era a sensação de ter sido descartada depois de ter dado tudo.

Tudo.

Ela lembrava das noites em claro quando Renato quebrou. Das contas que ela segurou sozinha. Das joias que vendeu em silêncio. Das vezes que engoliu o cansaço pra manter a casa de pé.

E agora… aquilo.

Quando parou na frente de uma padaria ainda aberta, não foi por esperança.
Foi por exaustão.

Entrou tremendo. Molhada. Sem dignidade nenhuma aos olhos de quem visse de fora.

— Minha filha… senta aqui — disse o dono, um senhor de voz calma. — Você vai pegar um resfriado desse jeito.

Ela tentou recusar. Não conseguiu.

O café veio quente. A toalha veio seca. E, pela primeira vez naquela noite… alguém olhou pra ela como gente.
— O que aconteceu?

Ela não contou tudo. Mas contou o suficiente.
E foi aí que algo inesperado aconteceu.

— Espera… você é a Clara que fazia bolos no Jardim Esperança?
Ela levantou o olhar, surpresa.
— Sou…

O homem sorriu.

— Minha filha nunca esqueceu um bolo seu. Disse que foi o melhor aniversário da vida dela.

Fazia anos que ninguém lembrava de algo bom sobre ela.

Antes de ir embora, ele disse:

— Tenho uma cozinha parada no fundo. Se você quiser… começa amanhã.

Ela quase disse não.
Quase.

Mas alguma coisa dentro dela… cansou de perder.

No dia seguinte, ela voltou.
E no outro também.
E no outro.

No começo, eram poucos pedidos. Pequenos. Simples.
Mas tinha algo diferente.

Clara não fazia só bolo.
Ela colocava ali tudo o que tinha sido engolido por anos: o silêncio, a dor, a força, o recomeço.
E as pessoas sentiam.

Três meses depois… já não era mais “um favor”.
Era fila.

Seis meses depois… o nome dela estava em embalagens, redes sociais, encomendas fechadas para semanas.

E numa tarde comum…
um carro conhecido parou em frente à padaria.
Renato desceu.
Sozinho.
Sem o brilho de antes.
Sem a confiança de antes.
Entrou devagar, olhando ao redor… até ver o nome no balcão:

“Clara Doces”
Ela estava ali. De pé. Segura. Inteira.

Ele se aproximou.
— Clara… a gente precisa conversar.

Mas não havia mais tremor. Nem pressa. Nem dor.

— Sobre o quê?
Ele hesitou.
— Eu… cometi um erro.
Silêncio.
— Aquela casa… não deu certo. As coisas… mudaram.

Clara respirou fundo.
Por um segundo… lembrou da chuva.
Da porta.
Das malas.
Das risadas.

E então respondeu, com uma calma que não existia antes:
— Mudaram mesmo.
Ele tentou sorrir.
— A gente pode tentar de novo…

Ela negou com a cabeça.
Sem raiva. Sem vingança.
Só verdade.

— Eu precisei perder tudo pra me encontrar. E você… foi parte disso.
Ele não disse mais nada.
Porque, pela primeira vez…
não havia mais nada que ele pudesse oferecer.

Quando ele saiu, algumas pessoas no salão cochichavam. Outras observavam em silêncio

Mas Clara não olhou pra nenhuma delas.
Voltou pro balcão.
Porque agora ela sabia.
Naquela noite, ele fechou a porta pra ela…

Mas foi ali que a vida dela finalmente abriu.

Tem lembranças que voltam sempre




10graçados 

Tem lembranças que voltam sempre, não por acaso… mas porque carregam afeto, cuidado e pedaços de quem a gente ama. Um dia, o que era repetido vira saudade — 

cada detalhe passa a fazer falta. Por isso, aproveite, escute com atenção e guarde cada momento no coração.




A mesa longa




Baú da Internet

Na infância, a gente era rico de um jeito que o dinheiro nunca poderia comprar, porque tínhamos nossos avós por perto e as reuniões de família cheias de vida. 

A casa ficava cheia, as conversas se misturavam com risadas, o cheiro de comida boa tomava conta e cada canto era preenchido por histórias e carinho. 

Estar rodeado por quem a gente amava dava um sentimento de segurança e felicidade que parecia infinito. 

Naquele tempo, a verdadeira riqueza era ter todos juntos, compartilhando momentos simples que hoje viraram lembranças preciosas guardadas no coração.


Fazer isso na infância



ranilson clebson


Lembra quando a felicidade cabia em coisas simples? Um par de latas, um sorriso no rosto e a rua como cenário de aventuras…
A infância era feita de pouco, mas transbordava tudo aquilo que hoje a gente mais sente falta: leveza, amizade e liberdade.

Evangelho -“Bem-aventurado os que creram sem terem visto!”



Nelson Manzatto

Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”.

Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado.

Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco.

Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”. 

Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” 

Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. 

Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus lhe disse:

“Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” 

Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome. (Jo 29, 19-31)

Reflexão: 

Jesus se faz presente na comunidade. As portas fechadas não podem impedir que ele esteja no meio dos que nele acreditam. Até hoje é assim. Quando estamos reunidos, mesmo com todas as portas fechadas, Jesus está no meio de nós. E até hoje, a primeira palavra de Jesus é e será sempre: “A paz esteja com vocês!” Ele mostrou os sinais da paixão nas mãos e no lado. O ressuscitado é o crucificado. O Jesus que está conosco na comunidade não é um Jesus glorioso que não tem mais nada em comum com nossa vida. Mas é o mesmo Jesus que viveu nesta terra, e traz as marcas da sua paixão.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

A sede era de água




ranilsonclebson


Na simplicidade de ontem, existiam riquezas que o tempo nunca conseguiu apagar.


A sede era de água, a felicidade era de verdade… e a infância morava nas pequenas coisas.


#InfânciaRaiz #NostalgiaBoa #MemóriadaVida# TempoBom #RanilsonClebson

Evangelho - A paz esteja convosco














“A paz esteja convosco!”

Naquele tempo, os dois discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco!” Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! 

Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. 

E dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés. 

Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. 

Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” Deram-lhe um pedaço de peixe assado. Ele o tomou e comeu diante deles. Depois disse-lhes: 

“São estas as coisas que vos falei quando ainda estava convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. 

Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, e lhes disse: “Assim está escrito: o Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia e no seu nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sereis testemunhas de tudo isso”. (Lc 24,35-48)

Reflexão

Quando a comunidade está reunida, realiza-se a experiência pascal, a experiência da presença do Ressuscitado. Esta presença é a manifestação do Deus da Paz, o Deus real, o Deus vivo e verdadeiro, do Deus que é solidário com os homens e está sempre participando de suas vidas, mesmos que eles não sejam capazes de perceber isso. Não é a manifestação de um fantasma qualquer. Esta experiência comunitária da presença do Ressuscitado faz com que a comunidade se torne evangelizadora, testemunha de todos os valores pelos quais Jesus morreu e ressuscitou, se torne testemunha de que de fato Jesus é o Filho do Deus vivo, que cumpriu plenamente a vontade do Pai.

Tenho setenta e cinco anos e ainda sou “a filha”.



Felicidade pura


Tenho setenta e cinco anos e ainda sou “a filha”. Minha mãe tem noventa e sete. Toda vez que a carteira entra em nosso quintal, ela pausa por um momento ao nos ver: duas mulheres de cabelos brancos
sentadas no velho banco sob a macieira.

Criámos filhos que partiram para a cidade em busca de uma vida melhor. Ambas enterrámos nossos maridos —homens trabalhadores e bons, com cheiro de terra e fadiga—. Carregamos um século inteiro nos ossos.

Às vezes brinco enquanto tentamos caminhar juntas até a cozinha fumegante:

—Olha, mãe, o coxo está guiando a cega.

Ela ri com aquele som cristalino que lembro da infância, quando fazia milagres para colocar comida na mesa de toda a família e ainda sobrava para os vizinhos.

Mas, para ser sincera, às vezes dói. O silêncio da casa ressoa nos ouvidos. Minhas articulações avisam quando vai chover, enquanto tento ajudá-la a levantar-se. Suas mãos tremem tanto que não consegue abotoar seu suéter favorito, e seus olhos veem apenas neblina onde antes estava o pomar.

E, ainda assim, todas as manhãs, antes que o café com canela ferva, ela me diz:

—O que se passa, Anita? Levanta-te. Deus nos deu mais um dia, e devemos vivê-lo.

Olho para ela, pequena e frágil, e me pergunto: de onde vem tanta força? Talvez eu segure seu braço, mas é ela quem segura minha alma.

O amor não é feito de grandes promessas, mas de permanecer. E que bênção é envelhecer ao lado da mulher que te deu a vida.

O celular da minha época


KalAraujo Querer bem mensagens

Era assim...

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Oitava da Páscoa - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 24,13-35


Catequista em Missão

Quarta-feira, 8 de Abril de 2026

Naquele mesmo dia, o primeiro da semana,
dois dos discípulos de Jesus
iam para um povoado, chamado Emaús,
distante onze quilômetros de Jerusalém.

Conversavam sobre todas as coisas
que tinham acontecido.

Enquanto conversavam e discutiam,
o próprio Jesus se aproximou
e começou a caminhar com eles.

Os discípulos, porém, estavam como que cegos,
e não o reconheceram.

Então Jesus perguntou:

"O que ides conversando pelo caminho?"

Eles pararam, com o rosto triste
e um deles, chamado Cléofas, lhe disse:

"Tu és o único peregrino em Jerusalém
que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?"

Ele perguntou: "O que foi?"

Os discípulos responderam:

"O que aconteceu com Jesus, o Nazareno,
que foi um profeta poderoso em obras e palavras,
diante de Deus e diante de todo o povo.

Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes
o entregaram para ser condenado à morte
e o crucificaram.

Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel,
mas, apesar de tudo isso,
já faz três dias que todas essas coisas aconteceram!

É verdade que algumas mulheres do nosso grupo
nos deram um susto.

Elas foram de madrugada ao túmulo
e não encontraram o corpo dele.

Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos
e que estes afirmaram que Jesus está vivo.

Alguns dos nossos foram ao túmulo
e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito.

A ele, porém, ninguém o viu".

Então Jesus lhes disse:

"Como sois sem inteligência
e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram!

Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso
para entrar na sua glória?"

E, começando por Moisés e passando pelos Profetas,
explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura
que falavam a respeito dele.

Quando chegaram perto do povoado para onde iam,
Jesus fez de conta que ia mais adiante.

Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo:

"Fica conosco, pois já é tarde
e a noite vem chegando!"

Jesus entrou para ficar com eles.
Quando se sentou à mesa com eles,
tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía.

Nisso os olhos dos discípulos se abriram
e eles reconheceram Jesus.
Jesus, porém, desapareceu da frente deles.

Então um disse ao outro:

"Não estava ardendo o nosso coração
quando ele nos falava pelo caminho,
e nos explicava as Escrituras?"

Naquela mesma hora, eles se levantaram
e voltaram para Jerusalém,
onde encontraram os Onze reunidos com os outros.

E estes confirmaram:

"Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!"

Então os dois contaram
o que tinha acontecido no caminho,
e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

Palavra da Salvação.

Se você ouvir pássaros cantando



Se você ouvir pássaros cantando em sua casa ou jardim durante o dia, nós lhe contamos o que isso significa e por que é um bom sinal

As aves não aparecem em qualquer espaço ao acaso
Por Carlos Emanoel Freires dos Santos
07/04/2026 23:08

Se você tem ouvido o canto de pássaros pela janela ou enquanto cuida do seu jardim, saiba que isso é muito mais do que um som agradável: é um sinal de que o seu espaço verde está saudável e em equilíbrio com a natureza. 

A presença de aves em um ambiente doméstico indica que há plantas, flores e condições favoráveis para a vida silvestre, o que é um dos melhores indicadores de que a sua área externa está sendo bem cuidada e oferece recursos valiosos para o ecossistema local.

Os pássaros desempenham funções ecológicas fundamentais que beneficiam diretamente a saúde das plantas e o equilíbrio do ambiente externoImagem gerada por inteligência artificial

Por que os pássaros escolhem determinados jardins para cantar e pousar?

As aves não aparecem em qualquer espaço ao acaso. Quando pássaros frequentam um jardim, é porque encontraram ali pelo menos um dos três recursos essenciais que buscam: alimento, água e abrigo. Jardins com árvores, arbustos, flores que produzem néctar e plantas que frutificam naturalmente são muito mais atrativos para as aves do que espaços com apenas grama aparada.

A variedade de plantas cultivadas no jardim tem influência direta na diversidade de espécies que aparecem. Quanto mais rica for a vegetação, maior a chance de atrair diferentes tipos de pássaros, cada um com seu canto característico. Isso transforma o espaço externo em um verdadeiro santuário da natureza, onde o cultivo consciente das plantas cria um ciclo benéfico para todos.

O canto dos pássaros indica que o seu jardim está saudável?

Sim, e os especialistas em jardinagem e ecologia são unânimes nesse ponto. A presença regular de aves cantando durante o dia é um dos melhores indicadores naturais de que o solo, as plantas e o microclima do seu jardim estão equilibrados. Os pássaros são sensíveis a ambientes com uso excessivo de pesticidas e produtos químicos, e tendem a evitar espaços onde a biodiversidade foi comprometida.

Quando o canto se torna frequente e variado, é sinal de que diferentes espécies se sentem seguras no local. Isso significa que o jardim oferece insetos, sementes e frutos suficientes para alimentar as aves, além de vegetação densa o bastante para que elas se abriguem. É a natureza funcionando em harmonia, e o seu cuidado com as plantas e o espaço verde é o motor desse equilíbrio.

Quais benefícios os pássaros trazem para as plantas e para o jardim?

Além do prazer sonoro e visual, a visita das aves traz vantagens concretas para quem cultiva um jardim.

Os pássaros  desempenham funções ecológicas fundamentais que beneficiam diretamente a saúde das plantas e o equilíbrio do ambiente externo. Entre os principais serviços que eles prestam ao jardim, destacam-se:

Controle natural de pragas, pois muitas aves se alimentam de insetos e lagartas que prejudicam as plantas

Polinização de flores durante o dia, especialmente por espécies como o beija-flor

Dispersão de sementes, o que favorece o surgimento espontâneo de novas plantas no jardim

Indicação de que o solo está fértil e rico em vida, já que muitas aves buscam minhocas e insetos no solo

Contribuição para o equilíbrio do ecossistema local, atraindo outros animais benéficos ao ambiente

Os pássaros desempenham funções ecológicas fundamentais que beneficiam diretamente a saúde das plantas e o equilíbrio do ambiente externoImagem gerada por inteligência artificial
Como cultivar o jardim para atrair mais pássaros durante o dia?

Criar um espaço que convide as aves a pousar e cantar é uma prática de jardinagem cada vez mais valorizada. Com alguns ajustes no cultivo e na escolha das plantas, é possível transformar qualquer jardim, mesmo os menores, em um ambiente acolhedor para diferentes espécies de pássaros. As mudanças não precisam ser radicais: pequenas adaptações já fazem uma grande diferença.

Algumas práticas de jardinagem que ajudam a atrair e manter pássaros no seu espaço verde são:Plantar espécies nativas que produzam frutos, sementes e flores ao longo do ano
Instalar bebedouros ou pequenos recipientes com água limpa e trocada regularmente
Evitar o uso de pesticidas químicos, que eliminam os insetos dos quais as aves se alimentam
Deixar cantos do jardim com vegetação mais densa para que as aves encontrem abrigo
Posicionar comedouros em locais altos, protegidos de predadores e próximos a árvores ou arbustos

Ouvir pássaros em casa também tem benefícios para quem mora no local?

Sim, e a ciência já comprova isso. Estudos na área de bem-estar e natureza mostram que o canto dos pássaros reduz o estresse, melhora o humor e favorece uma sensação de tranquilidade em quem convive com esse som no dia a dia. Ter um jardim que atrai aves é, portanto, um benefício tanto para o ambiente quanto para as pessoas que habitam o espaço.

Cultivar um jardim vivo, com plantas que florescem, frutificam e atraem a fauna local, é uma das formas mais completas de jardinagem. O canto dos pássaros durante o dia é o retorno mais bonito que a natureza oferece a quem cuida bem do seu espaço verde. É o sinal de que o equilíbrio foi alcançado e de que o seu jardim se tornou parte viva do ecossistema ao redor.

No lar de idosos, meu pai quase parou de comer e de falar.




15 min Portugal


Não me chamava. Não pedia para ir para casa. Ele apenas olhava pela janela, como se estivesse esperando não a filha, mas o seu cão Max...

Eu não queria colocar meu pai em um lar de idosos.

É importante dizer isso logo de cara. Porque depois, quando tudo aconteceu, fiquei muitas vezes repassando na cabeça se tinha feito a coisa certa. E, todas as vezes, essa pergunta pesava tanto que ficava difícil respirar.

Mas eu estava sozinha. Trabalho. Filhos. Um apartamento pequeno. E meu pai, depois do AVC, já não conseguia mais se virar sozinho. De jeito nenhum. 

Então encontrei um lugar — bom, limpo, com uma equipe atenciosa. Convenci a mim mesma de que era o certo. De que lá ele estaria melhor. De que eu iria visitá-lo toda semana, ou até mais.

E foi o que fiz.

Toda semana — com os biscoitos de que ele mais gostava, guloseimas, novidades. Eu me sentava ao lado dele e contava as coisas. Ele ouvia. Ou talvez não. Ficava olhando pela janela. Quase não respondia. Os médicos diziam — depressão, idade, consequências do AVC. Eu assentia e acreditava.

Eu deixei o Max, o cachorro dele, comigo.

O cachorro do meu pai — um vira-lata grande, ruivo, bondoso e um pouco desajeitado. Meu pai o tirou da rua uns sete anos atrás. Eles eram inseparáveis. Max dormia aos pés dele, ia com ele para todo lado, olhava para ele daquele jeito que só os cães sabem olhar — com devoção e sem fazer uma única pergunta.

Quando meu pai foi embora — Max se deitou junto à porta e quase parou de comer.

Eu achava que ele ia se acostumar. Passearia, brincaria com as crianças, esqueceria. Cães se acostumam, não é? Era isso que eu pensava.

Mas ele não se acostumava.

Ficava deitado. Olhava para a porta. Às vezes gania — baixinho, quase sem som. À noite, levantava e andava pelo apartamento. Eu ouvia seus passos e não conseguia dormir.

E então, certa manhã, abri a porta — e ele não estava lá.

No começo, eu não entendi o que tinha acontecido. Pensei que tivesse escapado enquanto as crianças saíam. Liguei para os vizinhos, rodei o quarteirão, escrevi nos grupos da região. Nada.

Foram horas de pânico. Eu já imaginava o pior.

Então uma enfermeira do lar de idosos do meu pai me ligou.

— Você perdeu um cachorro? Ruivo, grande? Ele está sentado debaixo da janela do seu pai. Já faz umas três horas.

Eu nem me lembro de como cheguei lá.

Max estava sentado bem embaixo da janela, no terceiro andar. Olhava para cima. Não latia. Não se agitava. Apenas estava sentado e olhando — como se soubesse onde meu pai estava. Como se o tivesse encontrado através das paredes, dos andares, de toda essa cidade.

Eu me abaixei ao lado dele, ali mesmo no asfalto, e caí no choro.

No lar de idosos, animais não são permitidos.

Eu sabia disso. Mas fui falar com a administradora e pedi. Expliquei. Contei sobre meu pai — como ele não comia, como ficava em silêncio, como olhava pela janela. Contei sobre Max — como ele fugiu, como o encontrou sozinho.

A administradora olhou para mim com expressão severa.

— Regras são regras. Outros moradores podem ter alergia. Existem normas sanitárias.

Saí. Sentei no mesmo banco, ao lado do Max. E não sabia o que fazer.

Então uma das enfermeiras se aproximou de mim. Uma garota jovem, bem novinha.

— Eu ouvi, — disse ela baixinho. — Deixe-me tentar. Só por pouco tempo. E em silêncio.
Ela nos levou pela entrada de serviço.

Meu pai estava deitado, olhando para o teto.
A enfermeira entreabriu a porta, e eu deixei Max entrar.

Ele não correu. Não pulou. Apenas entrou — devagar, com cuidado — e apoiou a cabeça na cama do meu pai. Bem sobre a coberta, ao lado da mão dele.

E ficou imóvel.

Meu pai virou a cabeça.

Eu vi aquele momento e não consigo descrevê-lo em palavras. Simplesmente — algo aconteceu nos olhos dele. Algo voltou. Uma luz que eu não via havia meses.

Ele ergueu a mão — devagar, com esforço — e a pousou sobre a cabeça de Max.

E falou. Baixinho. Uma única palavra.

O nome do cão.

Eu estava parada à porta, com a mão sobre a boca, para não desabar em soluços em voz alta.

Max não se mexia. Só o rabo — devagar, quase imperceptivelmente — começou a balançar. Ele fechou os olhos. Meu pai o acariciava e sussurrava alguma coisa — eu não ouvi o quê. Aquilo pertencia só aos dois.

Ficamos ali vinte minutos.

Quando fomos embora — meu pai nos acompanhou com o olhar. Pela primeira vez em um mês, ele não estava olhando pela janela. Estava olhando para nós.

No dia seguinte, meu pai pediu comida.

Pediu ele mesmo. Pela primeira vez em várias semanas.

Soube disso pela enfermeira — a mesma garota. Ela me mandou uma mensagem: "Seu pai comeu hoje. E perguntou se o cachorro viria de novo."

Li essa mensagem dentro do elevador, no trabalho, e chorei. Apenas fiquei ali, parada, chorando. As pessoas entravam e saíam, olhavam para mim, e eu não conseguia parar.

Voltei a falar com a administradora.

Desta vez, não pedi. Contei com calma e objetividade o que tinha acontecido. Que meu pai voltou a comer. Que voltou a falar. Que pediu para saber se o cachorro viria de novo. Apenas fatos. Sem lágrimas. Sem insistência.

A administradora ouviu em silêncio.

Depois ficou me olhando por um longo tempo. Depois olhou para a mesa. Depois para mim outra vez.

— Duas vezes por semana, — disse ela por fim. — Em horário determinado. Pela entrada de serviço. E você fica sempre junto.

Assenti.

— E se algum dos moradores reclamar — cancelamos tudo.

— Entendo. Obrigada.

Saí da sala e me encostei na parede do corredor. Apenas fiquei ali, respirando. Era uma pequena vitória. Mas parecia enorme.

Combinamos assim — duas vezes por semana eu iria com Max. Entrávamos para ver meu pai. Ficávamos juntos. Se o tempo estivesse bom — saíamos para um pequeno pátio do local. Meu pai na cadeira, Max ao lado, e eu ao lado dos dois.

Na primeira vez em que saímos os três para o pátio — meu pai pediu para segurar a guia.
Pediu ele mesmo. E segurou ele mesmo. Max caminhava ao lado dele — devagar, ajustando-se ao ritmo do meu pai, como se entendesse. Como se sempre tivesse sabido que era exatamente assim que precisava ser.

Eu vinha atrás dos dois e pensava — é isso. É exatamente isso. É por isso que tudo vale a pena.

Meu pai voltou a conversar. No começo, pouco — sobre Max, sobre como ele estava, se não tinha emagrecido. Depois, mais. Começou a perguntar pelos netos, por mim, pela vida.

Voltou a comer normalmente.

Passou a esperar pelas nossas visitas.

Um dia eu perguntei — pai, você sentiu minha falta lá? Nas primeiras semanas?

Ele ficou em silêncio por um instante. Depois respondeu com sinceridade:

— Senti. Mas com você eu sabia que estava tudo bem. Com ele, eu não sabia.

Eu não me magoei.

Porque entendi — isso também é amor. Amor de verdade. Aquele que dói mais pelo outro do que por si mesmo.

Max encontrou meu pai do outro lado da cidade. Sem mapa, sem telefone, sem explicações. Simplesmente chegou, sentou-se sob a janela e esperou.

E nós, humanos, às vezes não conseguimos encontrar uns aos outros mesmo morando na mesma casa.

Diga — já houve na sua vida um momento em que um animal fez aquilo que as pessoas não conseguiram fazer?



Lula


Orlando Silva

Há exatos 8 anos, Lula era preso injustamente. 

Se iniciava ali, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o que seriam meses de luta para provar sua inocência. 

Durante os 580 dias que passou em Curitiba, Lula foi acompanhado por uma vigília fervorosa. "Bom dia, presidente Lula", os dias começavam assim. E a saudação seguia tardes e noites adentro.

Em Curitiba, Lula recebeu chefes de Estado, lideranças políticas, artistas, personalidades, militantes, estudantes e apoiadores. Isso sem falar nas centenas de cartas de brasileiros e brasileiras que em suas cidades também resistiam, lutando pela defesa não só de Lula, mas de um projeto de país que a farsa da Lava Jato insistiu em tentar destruir.

Eu estive lá, do Sindicato a Curitiba, e também fui mais um na multidão dos que nunca largaram a mão do presidente em todo esse processo cruel, mal intencionado e criminoso.

Lula provou sua inocência. 

Virou candidato. 

Venceu mais uma eleição! 

E segue colocando em prática o projeto de País que nós queremos: mais justo, democrático, cada vez menos desigual e com oportunidades para todo o mundo.

Viva Lula! É por isso que nós fazemos o "L"!

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Era só um começar


Sonho de pijamas históricas 

Era só um começar a brincar que logo a rua ficava cheia 🤠