quinta-feira, 19 de março de 2026

Lá vai Dona Raimunda



Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré

pela estrada de terra macia, de costas pro mundo apressado e de frente pra própria história.

A bacia firme na mão, equilibrada com prática de anos, como quem já carregou chuva, sem nunca deixar cair a esperança. 

Debaixo da mangueira frondosa a sombra abraça seus passos, e o vento mexe nas folhas como se quisesse acompanhar a caminhada tranquila dela.

O chinelo marca o chão vermelho, cada pegada é lembrança viva de quem constrói a vida um dia de cada vez, sem barulho, sem vaidade.

A rua simples, as casas quietas, o céu aberto anunciando tarde bonita, e Dona Raimunda seguindo firme,
porque quem é do interior aprende cedo a nunca parar.

Ela não precisa olhar pra trás, carrega no peito a certeza. E isso basta.

Entre a poeira leve da estrada e o verde que contorna o caminho, vai uma mulher inteira, rica de coragem.

Dona Raimunda não caminha sozinha.

Vai com ela a fé,a dignidade, e a sabedoria de quem sabe

que a verdadeira grandeza

está nas pequenas tarefas

cumpridas com amor.

E assim o dia segue, com o sol iluminando o caminho

e Dona Raimunda mostrando,

sem dizer palavra alguma,

que viver é continuar andando

mesmo quando a estrada é de barro —porque o coração dela é firme como raiz de mangueira.

Bom dia chegando de mansinho


Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré

na calçada onde a vida se senta, 

quatro cadeiras enfileiradas

iluminando rostos cheios de história.

O dia começa sem correria,

com o vento leve passando na rua

e a conversa brotando simples,

daquelas que aquecem o coração

como café quente logo cedo.

Ali o tempo não aperta,

não empurra ninguém pra frente.

Ele para um pouco, respeita,

senta junto na calçada

e escuta as lembranças do povo.

Cada sorriso guarda luta,

cada olhar carrega saudade,

mas também traz a certeza

de que viver no interior

é aprender a ser forte e leve.

O sol bate na parede antiga

e pinta o chão de luz dourada,

enquanto a manhã abre os braços

como quem diz baixinho:

“Hoje vai ser um dia bonito.”

pra quem senta na porta de casa,

pra quem valoriza a prosa simples

e encontra alegria

nas pequenas coisas da vida.

Que o dia seja leve e manso,

cheio de paz e boas notícias,

e que nunca falte esse costume bonito

de sentar na calçada

e agradecer por mais um amanhecer.

Na casa antiga onde morei,






Associação Cultural Poeta Patativa do Asaré


o tempo não passou — ele ficou guardado.

Cada parede ainda conhece meu nome,

cada janela guarda o vento

das manhãs em que a vida começava cedo.

Ali moravam meus avós,

seu Antônio e dona Rosa,

dois corações simples e fortes

que fizeram daquela casa pequena

um mundo inteiro de amor.

Foi ali que cresci,

correndo pelo terreiro de pés descalços,

rindo sem saber das dores do mundo,

acreditando que a vida era só o cheiro do café

e o abraço quente de quem me criou.

Hoje, vovó Rosa vive de saudade.

Saudade das manhãs barulhentas,

do fogão aceso antes do sol nascer,

do riso de seu Antônio chamando a família,

das conversas na varanda

que pareciam nunca ter fim.

Seu Antônio se foi como o vento manso

que passa e deixa silêncio.

Mas deixou na casa antiga

o eco da sua voz e da sua coragem.

Vovó senta na porta e olha o caminho,

como se esperasse ver de novo

a vida de antes chegando pela estrada.

Eu, Maria Clara,

sou a neta que carrega essa história no peito.

Cresci vendo o esforço deles,

aprendi que viver é lutar todos os dias

sem perder a ternura.

A infância foi simples,

mas cheia de verdade.

A luta diária nunca foi leve,

mas me ensinou a ser forte

como as raízes daquela casa.

Hoje, quando volto ali,

sinto o coração apertar e aquecer ao mesmo tempo.

Vejo vovó Rosa olhando o horizonte,

segurando lembranças como quem segura flores.

E eu entendo que a saudade

é apenas o amor que ficou morando

onde o tempo não consegue apagar.

A casa antiga ainda está de pé,

guardando nossa história em silêncio.

E mesmo que os anos passem,

ela continuará viva dentro de mim —

como abrigo da minha infância,

como símbolo da nossa luta,

como prova de que o amor de avô e avó

nunca desaparece…

apenas vira saudade bonita

morando para sempre no coração.

E assim segue a vida


Encantar a vida

Se você é discreto, falta atitude. 

Se se impõe, falta humildade. 

Se sorri demais, é falso. 

Se é sério, falta leveza. 

Se escolhe o silêncio, está se escondendo.

Se fala demais, quer chamar atenção. 

Se veste simples, falta estilo. 

Se se arruma, é futilidade. 

Se segue um sonho, deveria ser mais realista.

Se busca estabilidade, falta ousadia.

Cada passo julgado, cada escolha contestada. 

Mas, no fim, quantos realmente carregam suas dores? Quantos dividem seus medos ?!

A verdade é simples: 

você nunca será suficiente para os olhos de quem só sabe apontar. 

Então, seja suficiente para si. 

Vista sua coragem, abrace sua essência e siga.

As relações familiares no envelhecimento carregam histórias.



Terceira Idade Mitos e Verdades

Décadas de convivência não passam em branco.

Há memórias boas.

Há conflitos antigos.totalmente resolvidos.

Há laços fortes.

Há distâncias disfarçadas.

Quando se envelhece, nada começa do zero.

Tudo já tem contexto.

É preciso explicitar o óbvio:

Família não é automaticamente harmonia.

Respeito não é automático.

Cuidado não nasce apenas do sobrenome.

Envelhecer dentro de uma família pode significar apoio verdadeiro —

ou pode revelar fragilidades que sempre existiram.

Por isso, falar sobre o óbvio é necessário:

Idosos precisam de escuta.

Precisam de autonomia respeitada.

Precisam de participação nas decisões que os envolvem.

Precisam ser tratados como adultos — não como incapazes
.
E também é verdade que muitos idosos continuam sendo pilares emocionais da família.

Ajudam financeiramente.

Cuidam de netos.

Oferecem estabilidade.

As relações familiares no envelhecimento não são simples.

São complexas porque têm história.

E maturidade é reconhecer isso sem romantizar.

A família pode ser força.

Mas também precisa aprender a evoluir junto.

Explicitar o óbvio não é criar conflito.

É evitar injustiça.

Lá do alto do monte,



Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré

Lá do alto do monte, o Cristo de Ipueiras abre os braços como quem diz:

“Pode vir, meu povo… aqui tem proteção.”

A cidade pequenina lá embaixo com suas casas de telha vermelha, ruas que guardam histórias, passos apressados da feira, risos de menino na calçada.

E ele ali, firme. Silencioso. Vigiando cada amanhecer e cada luz que se acende ao cair da noite.

O verde que cerca a cidade parece um tapete estendido por Deus, e o vento que bate no alto do mirante
carrega oração que nem todo mundo fala, mas todo mundo sente.

Ipueiras vista assim de cima não é só paisagem bonita, é orgulho.

É raiz.

É fé que não se dobra.

Quem já subiu até o Cristo sabe…
lá em cima a gente não leva só o celular pra filmar,

leva o coração.

Havia um tempo


ranilsonclebson

Havia um tempo em que a conversa valia mais que qualquer tela, e o riso na calçada era a maior felicidade da noite. Era simples, era leve… e, sem perceber, era tudo o que a gente precisava.

Na terceira idade aprendemos uma verdade que a vida inteira tentou nos ensinar:


EssencialMente

a vida não vai parar de se complicar para nos dar permissão de ser felizes.

Sempre haverá um problema para resolver,

uma preocupação para enfrentar,

uma dorzinha aqui, outra ali,

um dia nublado no meio do caminho.

Mas a maturidade nos ensina algo precioso:

se esperarmos que tudo esteja perfeito para sermos felizes,

talvez passemos a vida inteira esperando.

Na terceira idade, começamos a entender que a felicidade

não chega quando os problemas acabam.

Ela chega quando decidimos viver

apesar deles.

É sorrir mesmo quando o dia não começou fácil.

É agradecer pelo que ainda temos.

É valorizar quem caminha ao nosso lado.

Porque a maturidade nos mostra que a felicidade

não é a ausência de dificuldades.

É a coragem de continuar vivendo

com o coração em paz.
_____________
Desconheço autoria

Evangelho : “Pega tua cama e anda!”




“Pega tua cama e anda!”

Houve uma festa dos judeus, e Jesus foi a Jerusalém. Existe em Jerusalém, perto da porta das Ovelhas, uma piscina com cinco pórticos, chamada Betesda em hebraico. 

Muitos doentes ficavam ali deitados — cegos, coxos e paralíticos. De fato, um anjo descia, de vez em quando, e movimentava a água da piscina, e o primeiro doente que aí entrasse, depois do borbulhar da água, ficava curado de qualquer doença que tivesse. 

Aí se encontrava um homem, que estava doente havia trinta e oito anos. 

Jesus viu o homem deitado e sabendo que estava doente há tanto tempo, disse-lhe:

“Queres ficar curado?” O doente respondeu: 

“Senhor, não tenho ninguém que me leve à piscina, quando a água é agitada. Quando estou chegando, outro entra na minha frente”. 

Jesus disse: “Levanta-te, pega tua cama e anda”. 

No mesmo instante, o homem ficou curado, pegou sua cama e começou a andar. 

Ora, esse dia era um sábado. Por isso, os judeus disseram ao homem que tinha sido curado: “É sábado!

Não te é permitido carregar tua cama”. 

Ele respondeu-lhes: 

“Aquele que me curou disse: ‘Pega tua cama e anda’”. 

Então lhe perguntaram:

“Quem é que te disse: ‘Pega tua cama e anda’?” 

O homem que tinha sido curado não sabia quem fora, pois Jesus se tinha afastado da multidão que se encontrava naquele lugar. 

Mais tarde, Jesus encontrou o homem no Templo e lhe disse: 

“Eis que estás curado. Não voltes a pecar, para que não te aconteça coisa pior”. 

Então o homem saiu e contou aos judeus que tinha sido Jesus quem o havia curado. 

Por isso, os judeus começaram a perseguir Jesus, porque fazia tais coisas em dia de sábado. (Jo 5,1-16)

Reflexão: Muitas vezes, as pessoas que sofrem diferentes formas de males possuem uma fé muito grande no poder de Deus, mas de algumas formas são impedidas de chegar até ele e receber as suas graças, condição indispensável para a superação de seus males e sofrimentos. 

É o caso do paralítico, que acreditava no poder de Deus e na cura que viria pela ação do anjo ao agitar a água, mas era impedido pelos outros que entravam primeiro na piscina. 

Assim também acontece hoje quando criamos uma série de regras e preceitos humanos que dificultam a participação de muitos na vida divina e um relacionamento pessoal com ele, que é a fonte de todas as graças que nos dão vida em abundância.

Meninas, começavam a abandonar a infância-Conversas na calçada!!



Carlos A.Aniceto

Brincar, não tinha aquela mesma importância

E as mocinhas tinham agora outros assuntos

Agora os assuntos era mais sobre os garotos

E assim, enquanto os meninos ainda brincam

Elas escrevendo diários ou versos que rimam

Em suas cabeças, as aventuras mais incríveis

Sonhos com amores possíveis, e impossíveis

Assim, eram aquelas conversas nas calçadas

Anos, 60, 70 e 80, ou outras épocas passadas

Num tempo que não se tinha essa tecnologia

E era dessa forma que nós passávamos o dia

E quando a mãe chamava a gente para entrar!

Carlos A. Aniceto, escritor.
Conversas na calçada!!

São Longuinho




Igreja Católica Santo Antônio Campinas  SP·

15 de março -  São Longuinho

São Longuinho, o santo dos objetos perdidos…

São Longuinho nos ensinou que nunca é tarde para abrir os olhos da alma e reconhecer a presença de Deus, mesmo nos momentos de maior dor. 

O centurião romano, que outrora empunhava a lança no Calvário, foi transformado pelo sangue e pela água que jorraram do lado de Cristo, curando não apenas sua visão física, mas convertendo profundamente o seu coração. 

Ao proclamar com coragem que Jesus era verdadeiramente o Filho de Deus, ele abandonou as glórias do exército para se tornar um humilde pregador da fé, mostrando que a misericórdia divina é capaz de resgatar e santificar qualquer história.

Sua missão de ter "encontrado" a verdadeira fé aos pés da cruz o tornou o intercessor querido para todas as nossas perdas cotidianas. 

São Longuinho nos ensina a olhar para as pequenas coisas com zelo e para os desafios da vida com a esperança de quem sabe que nada está perdido para quem confia na providência. 

Ele nos lembra que, seja encontrando um objeto esquecido ou recuperando o sentido da nossa própria caminhada, cada graça alcançada é um motivo para celebrarmos com alegria e gratidão a bondade de Deus que se manifesta nos detalhes mais simples do nosso dia a dia.

Canonização

São Longuinho foi canonizado pelo Papa Silvestre II, quase mil anos depois, no ano de 999. 

O processo de canonização já tinha caminhado bastante conforme os trâmites exigidos pela Igreja.

Porém, vários documentos que faziam parte do processo, ficaram perdidos ao longo de anos. 

Então, o Papa pediu a intercessão do próprio São Longuinho para que o ajudasse a encontrar os documentos perdidos.

E aconteceu que, pouco tempo depois, os documentos foram encontrados e a canonização aconteceu conforme a lei da Igreja manda que seja.

Dia de São Longuinho: 15 de março.

Oração a São Longuinho

Ó glorioso São Longuinho, a vós suplicamos, cheios de confiança em vossa intercessão. Sentimo-nos atraídos a vós por uma especial devoção e sabemos que nossas súplicas serão ouvidas por Deus nosso Pai, se vós, tão amado por Ele, nos representardes.

Lembrai-vos, São Longuinho, prodigiosamente tocado pela graça de Jesus agonizante, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que recorrem à vossa proteção fosse por vós desamparado.

Assim, dignai-vos interceder em meu favor perante Deus, para que me auxilie a encontrar o que tanto necessito e me conceda a graça de viver e morrer como um verdadeiro cristão.

São Longuinho, rogai por nós!!!

Suely Franco



Atores da Depressão


Após o sucesso recente na novela Dona de Mim, Suely Franco, 86, conquistou um novo marco em sua longa trajetória na televisão.

A atriz assinou um contrato vitalício com a Globo e passa a integrar um grupo bastante restrito de artistas que mantêm vínculo permanente com a emissora.

Até então, Suely trabalhava com contratos por obra, modelo adotado pela Globo nos últimos anos para grande parte de seu elenco. O novo acordo representa um reconhecimento à carreira da atriz, que soma décadas de contribuição à teledramaturgia brasileira.

Suely Franco iniciou sua carreira na televisão ainda na época da TV Tupi. Pouco tempo depois, passou a integrar o elenco da Globo, onde construiu uma trajetória sólida desde os anos 1960.

Ao longo das décadas, participou de diversas produções marcantes da dramaturgia brasileira. Entre elas estão novelas como Estúpido Cupido, Mulheres de Areia, Pecado Capital, O Cravo e a Rosa, A Favorita e A Dona do Pedaço. 

Outro trabalho que marcou gerações foi sua interpretação de Dona Benta no clássico infantil Sítio do Picapau Amarelo.

O contrato vitalício é um privilégio concedido a poucos artistas que marcaram a história da emissora.

Entre os nomes que fazem parte desse grupo estão Susana Vieira, Tony Ramos, Betty Faria, Lima Duarte, Ary Fontoura e o casal Rosamaria Murtinho e Mauro Mendonça. 

O grupo ainda contou com Francisco Cuoco.

Evangelho Jo 5, 17-30



Paróquia São Sebastião  e Santa Efigênia 
Quarta-feira — 18/03/2026
Evangelho do dia
(Jo 5, 17-30)

A graça e a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo estejam convosco.

Naquele tempo, Jesus respondeu aos judeus: Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho.

Então, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque, além de violar o sábado, chamava Deus o seu Pai, fazendo-se, assim, igual a Deus. 

Tomando a palavra, Jesus disse aos judeus: Em verdade, em verdade vos digo, o Filho não pode fazer nada por si mesmo; ele faz apenas o que vê o Pai fazer. 

O que o Pai faz, o Filho o faz também. O Pai ama o Filho e lhe mostra tudo o que ele mesmo faz. E lhe mostrará obras maiores ainda, de modo que ficareis admirados. Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também dá a vida a quem ele quer. 

De fato, o Pai não julga ninguém, mas ele deu ao Filho o poder de julgar, para que todos honrem o Filho, assim como honram o Pai. 

Quem não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou. 

Em verdade, em verdade vos digo, quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, possui a vida eterna. 

Não será condenado, pois já passou da morte para a vida. 

Em verdade, em verdade, eu vos digo: está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem, viverão. 

Porque, assim como o Pai possui a vida em si mesmo, do mesmo modo concedeu ao Filho possuir a vida em si mesmo. 

Além disso, deu-lhe o poder de julgar, pois ele é o Filho do Homem. 

Não fiqueis admirados com isso, porque vai chegar a hora em que todos os que estão nos túmulos ouvirão a voz do Filho e sairão: aqueles que fizeram o bem, ressuscitarão para a vida; 

e aqueles que praticaram o mal, para a condenação. 

Eu não posso fazer nada por mim mesmo. 

Eu julgo conforme o que escuto, e meu julgamento é justo, porque não procuro fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Na terceira idade




Terceira Idade Mitos e Verdades

Pense Nisso

Na terceira idade, a vida já nos mostrou muitas coisas.

Entre elas, a diferença entre tristeza e saudade.

A tristeza pesa, desgasta e muitas vezes nos prende a algo que já passou.

A saudade, por outro lado, apenas recorda aquilo que um dia teve valor.

A maturidade nos ensina que nem toda lembrança precisa continuar ocupando espaço dentro de nós.

Às vezes é preciso deixar que a tristeza nos convença de algo importante:

que certas saudades já não compensam mais ser carregadas.

Na terceira idade começamos a compreender que preservar a própria paz também é uma forma de sabedoria.

Por isso, vale pensar:

nem tudo que marcou a nossa vida precisa continuar vivendo dentro de nós.

terça-feira, 17 de março de 2026

A vida não avisa


Positividadea

A vida não avisa quando começa a cena mais importante; ela simplesmente te coloca no palco e espera que você aja de coração aberto. 

Às vezes, pensamos que haverá tempo para corrigir, para repetir o que deu errado ou para dizer o que calamos, mas o relógio avança sem pausas. 

Cada dia traz uma oportunidade diferente e, mesmo não tendo o roteiro perfeito, continuamos aprendendo enquanto caminhamos.

Há manhãs leves, cheias de risos, e outras nas quais o silêncio pesa mais do que as palavras. 

Em ambas, a vida continua ensinando. 

Rir não significa ignorar a dor, e chorar não é sinal de derrota. São partes da mesma viagem. Cada emoção deixa uma marca, uma pequena lição que nos lembra que estamos vivos e que sentir é um privilégio que muitas vezes passa despercebido.

É olhar atentamente para os detalhes simples: uma conversa sincera, um abraço inesperado, uma música que desperta memórias. 

São momentos que parecem pequenos, mas se tornam gigantes quando o tempo passa e entendemos o seu valor. 

A intensidade real nasce da presença, de realmente estar onde estão seus passos.

Também existem cenas difíceis.

Dias em que o cansaço vence e as dúvidas aparecem. 

No entanto, mesmo nesses momentos, algo lá dentro continua a avançar. 

A vida não exige perfeição, apenas autenticidade. 

Todo erro se torna experiência e cada queda pode se transformar em uma nova maneira de entender quem você é.

Talvez o segredo esteja em viver sem esperar pelo momento ideal. 

Em expressar carinho quando nasce, em rir quando a alegria chega e em permitir-se sentir quando a tristeza visit

Porque um dia a cortina baixará, e o que restará não serão os aplausos, mas a tranquilidade de ter vivido

com verdade, deixando em cada cena uma parte sincera da sua alma.

No caminho de casa



Assocoação Cultural Poeta Patativa do Assaré


No meio do verde do quintal, existe uma casa simples com paredes que guardam histórias e um terreiro cheio de vida.

O varal balança no vento, as plantas enfeitam a janela, e cada canto parece dizer que a felicidade mora nas coisas pequenas.

Pelo caminho de terra segue um homem devagar, com passos de quem conhece o tempo.

Cada passo carrega lembranças, cada olhar agradece pela vida.

Ali não tem luxo nem pressa, mas tem paz, tem sombra de árvore e tem o cheiro bom da terra molhada que só o interior sabe ter.

Porque no sertão é assim:

quem aprende a amar a simplicidade

descobre que a verdadeira riqueza

sempre esteve no caminho de casa.

Saia da sua casa

Feliz com a vida

Saia da sua casa, mesmo que não tenha ninguém para visitar. Às vezes o coração só precisa mudar de ar para se sentir vivo de novo. 

Veja outros rostos, ouça outros sons e lembre-se que o mundo é maior que as quatro paredes onde você se sente preso. Caminhar um pouco ajuda mais do que você imagina.

Sentar-se em um parque, entrar em um café ou dar uma volta sem rumo também é uma forma de cuidar de você. Você não precisa de um plano perfeito nem companhia. Às vezes, basta se levantar e se mexer para que sua mente respire e seu ânimo encontre uma pausa. 

Sair ordena, esclarece e te devolve um pouco de calma. Faça isso por você. 

Um pequeno passo lá fora pode mudar tudo por dentro.

Seja leve,seja livre!

Carlos Aragão

O que é mpox? Saiba quais são os sintomas e como prevenir



O que é mpox? Saiba quais são os sintomas e como prevenir


Adobe Stock

Vacinação contra a mpox visa grupos com maior risco de evoluir para formas graves da doença

Por Emanuele Almeida
23/02/2026 | 16h06

São Paulo, 23/02/2026 - O recente surgimento de novas cepas no Reino Unido e Índia, além da confirmação de casos importados em janeiro no Brasil, reacenderam o alerta e nacional para a mpox.

Diante das novas implicações, autoridades de saúde reforçam o monitoramento e as orientações sobre a doença.

O que é a mpox e como ela é transmitida?

Anteriormente conhecida como varíola dos macacos, a mpox é uma doença viral zoonótica causada pelo vírus MPXV, pertencente ao gênero Orthopoxvirus. Segundo o Ministério da Saúde, a principal forma de transmissão ocorre pelo contato físico próximo e direto pessoa a pessoa, o que inclui contato com erupções cutâneas, fluidos corporais e secreções respiratórias, além de abraços, beijos e relações sexuais.

A infecção também pode acontecer de forma indireta, através de materiais contaminados, como roupas, toalhas, lençóis e talheres, ou pelo contato com animais silvestres infectados. 

No Brasil, o caso mais recente foi no Estado de São Paulo, que confirmou em janeiro o segundo caso da variante clado 1b da mpox em um homem de 39 anos vindo de Portugal. O Estado soma 1.930 notificações da doença, todas sem óbitos, e mantém monitoramento contínuo.

Quais são os sintomas?

O período de incubação do vírus, aquele tempo entre o primeiro contato e o início dos sinais, pode variar de 3 a 21 dias. Os principais sintomas da mpox incluem:Erupções cutâneas ou lesões de pele (que podem aparecer no rosto, mãos, pés, boca e órgãos genitais);

Ínguas (linfonodos inchados);

Febre, dores de cabeça e no corpo;

Calafrios e fraqueza.

A doença costuma evoluir para quadros leves e moderados, durando em média de duas a quatro semanas. O paciente infectado deixa de transmitir o vírus apenas quando as crostas das lesões caem, as feridas cicatrizam completamente e uma nova camada de pele se forma.

Prevenção e tratamento

Até o momento, não existe um medicamento específico aprovado para curar a mpox; o tratamento disponível é focado no suporte clínico para alívio dos sintomas. As principais recomendações de prevenção incluem:

Lavagem frequente das mãos;

Higienização de superfícies;

Não compartilhar objetos de uso pessoal;

Evitar o contato com pessoas suspeitas ou confirmadas.

Em relação à imunização no Brasil, a vacinação contra a mpox não é aberta ao público geral. A estratégia do Ministério da Saúde foca em proteger grupos de maior risco de evoluir para formas graves da doença, como pessoas vivendo com HIV/Aids que apresentam status imunológico baixo, profissionais de laboratório que manipulam o vírus, além de pessoas que tiveram exposição de médio ou alto risco a infectados.

Atualmente, algumas vacinas contra a mpox integram o cenário global, embora apenas duas contem com o respaldo do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização da OMS e de agências reguladoras internacionais: a Jynneos (Bavarian Nordic) e a ACAM2000 (Sanofi Pasteur).

A vida me derrubou

 Feliz com a vida




Durante muitos anos


Durante muitos anos, a cena de vizinhos sentados na calçada, conversando até tarde, fez parte da rotina de inúmeras famílias brasileiras. 

Crianças brincavam na rua, adultos trocavam notícias do dia e o tempo parecia passar de forma diferente, fortalecendo laços e criando memórias que marcaram a infância de quem cresceu nesse ambiente mais aberto e coletivo.

O que a nostalgia de infância na calçada representa?

A nostalgia de infância ligada às calçadas está associada à memória afetiva de uma convivência mais próxima com a vizinhança. 

Não se trata apenas das brincadeiras, mas de um estilo de vida em que a rua funcionava como extensão da casa, com circulação livre entre lares e famílias.

A ausência de tantas telas, o menor fluxo de carros e uma sensação de segurança maior em muitos bairros permitiam que crianças ficassem até tarde na calçada, sob o olhar atento de pais, avós e parentes. Esse contexto construía um cotidiano compartilhado, em que a presença física era o centro da vida social.

Coisas simples do passado que mostram como os bairros eram unidos

Como a convivência na calçada reforçava o sentimento de comunidade?

Especialistas em comportamento social costumam associar essa lembrança a um forte sentimento de pertencimento. 

Ao recordar as conversas na porta de casa, muitos adultos descrevem uma rede de apoio composta por vizinhos que participavam ativamente do dia a dia das famílias.

Essas relações iam muito além da cordialidade superficial, criando uma dinâmica de cooperação constante entre moradores do mesmo bairro.

Apoio na criação das crianças
vizinhos ajudavam a observar, orientar e cuidar, funcionando como uma rede extra de proteção.

Trocas cotidianas: 
empréstimo de itens de necessidade imediata, como alimentos, ferramentas ou utensílios domésticos.

Escuta e companhia
conversas longas na calçada funcionavam como espaço de desabafo, acolhimento e socialização.

Organização espontânea
pequenos eventos, como aniversários simples ou rodas de histórias, nasciam naturalmente desse convívio.

Por que a lembrança das noites na calçada ainda é tão forte?

A nostalgia de infância relacionada às noites na calçada permanece forte por envolver experiências simples, porém marcantes, que integravam rotina, convivência e lazer. 

Em lugar de encontros marcados com antecedência, o convívio surgia de forma espontânea, a partir do hábito de “puxar a cadeira” para a frente de casa.

O contato era direto e constante, sem a mediação de telas ou aplicativos, e as brincadeiras ocupavam o espaço público como parte natural da vida

Relações de proximidade
vizinhos se conheciam pelo nome, pela história e pelas famílias.

Rotina previsível
horários semelhantes de movimento facilitavam encontros diários e informais.

Infância ao ar livre: grande parte das brincadeiras acontecia fora de casa, na rua ou na calçada.

Participação dos adultos:
pais e responsáveis conversavam, observavam e interagiam com as crianças.

Em muitos bairros, a calçada virava ponto de encontro. Vizinhos se sentavam para conversar e o tempo passava sem pressa.

Tema presente no canal C3N Retrô, que reúne mais de 169 mil de inscritos e aproximadamente 564 mil de visualizações, trazendo lembranças e tradições do cotidiano:


De que forma a memória das calçadas influencia as novas gerações?

Relatos de adultos sobre as noites na rua influenciam a maneira como cuidadores lidam com a criação de crianças hoje. 

Em algumas famílias, há um esforço para equilibrar o uso de tecnologia com experiências ao ar livre, visitas a praças, encontros com vizinhos e atividades coletivas.

A lembrança da infância passada na calçada funciona como ponto de comparação e inspiração, incentivando práticas que resgatem certa qualidade de convivência presencial.

Estímulo a brincadeiras tradicionais:
esconde-esconde, queimada, pique-pega e roda adaptados a espaços menores ou seguros.

Organização de encontros entre crianças
convites para brincar em áreas internas, pátios ou salões de prédios.

Valorização de conversas presenciais: 
momentos em família sem telas, para falar do dia e trocar experiências.

Resgate de histórias locais:
relatos sobre o bairro, antigos moradores e mudanças ao longo do tempo.

Por que as memórias de calçada permanecem tão presentes?

As lembranças da época em que vizinhos sentavam na calçada para conversar até tarde seguem vivas em histórias contadas em família, em encontros de antigos moradores e até em produções culturais. 

A nostalgia de infância, nesse caso, não é apenas saudade de um tempo específico, mas a recordação de uma forma de viver em grupo.

Mesmo com mudanças tecnológicas e sociais, a imagem das cadeiras na calçada, das conversas despreocupadas e das crianças brincando na rua permanece como símbolo de proximidade, presença e vínculos comunitários que atravessam gerações.