segunda-feira, 21 de setembro de 2026

A Independência do Brasil








Jeito Nordestinho




A Independência do Brasil foi proclamada pelo príncipe regente Dom Pedro de Alcântara (futuro imperador D. Pedro I) no dia 7 de setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo.


A separação de Portugal não foi obra de uma única pessoa, mas o resultado da articulação política de figuras importantes:


Dom Pedro I: Deu o famoso grito "Independência ou Morte!", rompendo com a Coroa Portuguesa.


Maria Leopoldina: A esposa de D. Pedro I teve um papel decisivo ao assinar decretos de independência e incentivar o marido enquanto ele viajava para São Paulo.


José Bonifácio de Andrada e Silva: Conselheiro de D. Pedro e uma das mentes políticas mais influentes no apoio à autonomia brasileira.


A elite agrária: Grupos de grandes proprietários de terras que apoiaram a ruptura para garantir seus privilégios e manter o sistema econômico, incluindo a escravidão.


A Independência do Brasil completa 204 anos em 7 de setembro de 2026.


Rainhas Trágicas -Mulheres Gueirreras Soberanas-Princesa Diana - Charles já não era marido de Diana



Rainhas Trágicas -Mulheres Gueirreras Soberanas



Charles já não era marido de Diana quando atravessou o Canal da Mancha para buscar o corpo dela.

O casamento terminara, o divórcio fora assinado e ambos haviam seguido caminhos separados; ainda assim, naquela tarde de 31 de agosto de 1997, era ele quem iria a Paris, acompanhado por Lady Sarah McCorquodale e Lady Jane Fellowes, para trazer de volta à Inglaterra a mãe de William e Harry.

Poucas horas antes, em Balmoral, Charles tivera de cumprir uma tarefa que Harry descreveria vinte anos depois como uma das mais difíceis que um pai pode enfrentar: contar aos filhos que a mãe deles havia morrido.


No documentário Diana, 7 Days, Harry recordou que o pai “estava lá por nós” e acrescentou algo muitas vezes esquecido nas narrativas sobre aquela semana: Charles também “estava passando pelo mesmo processo de luto”. William tinha quinze anos; Harry, doze. Depois de permanecer algum tempo com eles, o príncipe partiu para Paris.


No avião estavam também as duas irmãs mais velhas de Diana, Sarah e Jane. Para Sarah, não havia sequer espaço naquele momento para compreender inteiramente o que acontecera. Em depoimento à BBC, ela recordou: “Apenas amor e choque.” Disse que erguera uma espécie de barreira emocional porque havia coisas que precisavam ser feitas. Era necessário buscar a irmã, pensar nos sobrinhos, decidir o que aconteceria em seguida.


No Pitié-Salpêtrière, Diana havia sido preparada para a chegada da família. Colin Tebbutt, motorista e antigo oficial de proteção que trabalhava para a princesa, chegou antes deles e deixou posteriormente um testemunho impressionante: entrou no quarto e encontrou Diana deitada numa cama, com o rosto descoberto. O calor daquele dia em Paris era intenso, e ele mandou cobrir as janelas quando percebeu pessoas tentando observar o interior do edifício. Sua preocupação era preservar, até naquele instante, a dignidade da mulher para quem trabalhara.


Quando Charles se aproximou do corpo, a enfermeira-chefe BéaQuando Charles se aproximou do corpo, a enfermeira-chefe Béatrice Humbert deixou uma das raras descrições atribuídas a alguém que efetivamente estava no hospital. Segundo recordaria, o príncipe ficou “absolutamente branco”, como se não conseguisse acreditar no que estava vendo. Relatos biográficos posteriores atribuem a Charles palavras ainda mais íntimas: teria dito que aquela fora a pior visão que já precisara suportar e que, diante de Diana morta, sua mente não retornara aos escândalos, às recriminações ou ao divórcio, mas à jovem que conhecera muitos anos antes.

Depois de se despedirem de Diana e agradecerem aos médicos franceses, Charles, Sarah e Jane acompanharam o caixão de volta à base aérea. O ataúde seguiu coberto pelo Estandarte Real. Registros posteriores do inquérito indicam, contudo, que não foi Charles quem decidiu pessoalmente colocar o estandarte sobre o caixão; ele teria ficado surpreso e comovido ao vê-lo. Às 19h01, em RAF Northolt, oito militares retiraram lentamente o caixão do avião. Não houve música nem discursos. Apenas o som dos passos, uma coroa de flores da família Spencer e, caminhando atrás de Diana, o ex-marido e as duas irmãs.

Sarah e Jane ainda imaginavam que poderiam proteger William e Harry com um funeral pequeno e familiar, seguido posteriormente por uma grande cerimônia pública. Durante o trajeto de Northolt para Londres, porém, compreenderam que essa possibilidade já não existia. Sarah contou que todos os espaços ao longo da A40 estavam ocupados: acostamentos, canteiros, pontes; pessoas lançavam flores à passagem do carro. Então voltou-se para Jane e disse: “Não acho que teremos um pequeno funeral de família, não é?”.

Era a percepção de que a irmã que estavam trazendo para casa já se tornara o centro de um luto nacional. O caixão foi levado primeiro a um necrotério particular e depois à Chapel Royal do Palácio de St. James. Charles retornou a Balmoral para William e Harry. Sarah e Jane permaneceram envolvidas na organização da despedida. Nas ruas, enquanto isso, Londres começava a desaparecer sob flores, bilhetes, fotografias, brinquedos e velas. Kensington Palace, Buckingham Palace e St. James's tornaram-se altares improvisados, impregnados pelo perfume das flores cortadas e pela cera das velas que continuavam ardendo durante a noite.

O divórcio de Charles e Diana havia sido concluído apenas um ano antes. Entre eles existira amor, ressentimento, infidelidade, humilhação e uma ruptura assistida pelo planeta inteiro. Nada disso podia ser desfeito naquele quarto de hospital. Tampouco havia reconciliação possível diante daquele caixão. Restavam William e Harry, duas irmãs que tentavam funcionar apesar do choque e um homem que, segundo o próprio filho, também estava de luto.


**Boa noite com Dona Gonçalinha**




Povo do meu agrado

Debaixo do ipê florido,
Dona Gonçalinha vai descansando,
com seu sorriso tão bonito
e a noite devagar chegando.

A casinha guarda lembranças,
o terreiro conhece seus passos,
e cada flor caída no chão
parece guardar um pedaço do passado.

Boa noite, Dona Gonçalinha,
que Deus abençoe seu repousar,
traga paz para dentro de casa
e um novo dia bonito ao acordar.

Porque felicidade, muitas vezes,
mora é assim, num cantinho simples,
onde sobra paz e nunca falta história.

7 de setembro ·




Há 204 anos, o Brasil tornou-se independente — mas a cena real do 7 de Setembro foi muito menos gloriosa do que aquela que aprendemos a enxergar.

Não havia um príncipe impecável sobre um magnífico cavalo de guerra, nem uma formação cinematográfica de soldados de uniformes imaculados, como na monumental tela "Independência ou Morte!", de Pedro Américo.

 Na tarde de 7 de setembro de 1822, D. Pedro tinha 23 anos, regressava de Santos para São Paulo por uma estrada difícil, viajava sobre uma mula, como era mais adequado aos caminhos da região, e enfrentava uma forte indisposição intestinal, descrita nos relatos como diarreia ou disenteria. A imagem consagrada seria construída muito depois: Pedro Américo concluiu sua pintura em 1888, 66 anos após o acontecimento, compondo não uma reprodução fotográfica do Ipiranga, mas uma pintura histórica destinada a transformar aquele momento em um grande mito visual da fundação da nação.

A realidade era consideravelmente mais humana. D. Pedro vinha de uma viagem exaustiva e, segundo o relato atribuído ao padre Belchior Pinheiro de Oliveira, que o acompanhava, seu problema intestinal obrigara-o inclusive a parar à margem do Ipiranga para satisfazer necessidades fisiológicas. Estavam próximos do príncipe, entre outros integrantes da comitiva, o próprio padre Belchior, o major Antônio Ramos Cordeiro, o correio Paulo Bregaro e o criado João Carlota. Foi naquele caminho rural dos arredores de São Paulo, e não no cenário grandioso que a memória posterior nos ensinou a imaginar, que chegaram as notícias capazes de precipitar a ruptura.

Os documentos trazidos do Rio de Janeiro revelavam que as Cortes portuguesas continuavam tentando reduzir a autonomia conquistada pelo Brasil e esvaziar a autoridade do príncipe. No Rio, D. Leopoldina, que exercia a regência durante a ausência do marido, havia presidido em 2 de setembro uma reunião extraordinária do Conselho de Estado e apoiava decididamente a separação. Junto às notícias de Lisboa seguiram para D. Pedro as cartas de Leopoldina e de José Bonifácio de Andrada e Silva, seu principal ministro. A documentação oficial confirma que ambos o pressionavam a não se submeter às novas determinações portuguesas e a consumar o rompimento.

D. Leopoldina advertia ao marido que o momento chegara: “O pomo está maduro, colhei-o já, senão apodrece.” José Bonifácio, por sua vez, defendia abertamente a separação. D. Pedro teria ficado furioso ao conhecer as determinações vindas de Portugal, tomando os papéis, amarrotando-os e lançando-os ao chão. Voltando-se então para Belchior, perguntou: “E agora, padre Belchior?” O religioso teria respondido que já não havia outro caminho senão a independência.

Foi então que a cena começou a adquirir a dimensão que entraria para a História. De acordo com o testemunho de Belchior — registrado posteriormente e, por isso, tratado pelos historiadores com a necessária cautela quanto às palavras exatas — D. Pedro caminhou alguns passos, tomou sua decisão e anunciou a ruptura. Outros relatos posteriores também associariam aquele momento à fórmula que acabaria eternizada: “Independência ou Morte!” O marco político do 7 de Setembro consolidou-se precisamente naquele encontro entre as notícias que chegavam de Lisboa, a atuação de Leopoldina e Bonifácio no Rio de Janeiro e a decisão tomada pelo príncipe na estrada do Ipiranga.

Depois disso, D. Pedro prosseguiu para São Paulo. A Independência, naturalmente, não nasceu nem terminou naquele único instante: foi resultado de um processo político iniciado anteriormente e ainda exigiria conflitos, negociações, guerras nas províncias e a construção de um novo Estado. O próprio 7 de Setembro somente ganharia a centralidade simbólica que possui atualmente ao longo do século XIX e não naquele instante. Hoje, é um feriado nacional, celebrado no nosso calendário de comemorações cívicas.

Foi justamente nesse processo de construção da memória que surgiu a imagem que hoje quase todos associamos ao nascimento do Brasil. Quando Pedro Américo pintou Independência ou Morte!, D. Pedro já estava morto havia mais de meio século. A obra foi concebida para o Monumento do Ipiranga e concluída em Florença em 1888. O artista substituiu a precariedade da estrada pela monumentalidade, a mula pelo cavalo, a pequena comitiva por uma espetacular massa de cavaleiros e a roupa de viagem pela aparência marcial de um soberano. Estudos do Museu Paulista mostram como a obra e suas incontáveis reproduções acabaram tornando-se parte central do imaginário social brasileiro sobre a Independência.

A História, porém, não perde grandeza quando retiramos dela o verniz romântico. Talvez ganhe humanidade. Há 204 anos, às margens de um pequeno riacho e numa estrada dos arredores de São Paulo, um jovem príncipe de 23 anos, cansado da viagem, adoentado, montado numa mula e cercado por poucos homens recebeu cartas que colocavam diante dele uma escolha política decisiva. Leu, irritou-se, consultou quem estava ao seu lado e decidiu romper com Portugal. A pintura transformaria aquele instante em epopeia; a memória nacional transformaria a epopeia em símbolo. Por trás de ambas permanece um acontecimento muito mais imperfeito, complexo e humano — o 7 de setembro de 1822, marco da Independência do Brasil.

Texto: Renato Drumond Tapioca

Imagem: Cena acima criada por simulação de I.A., com base nos relatos do acontecimento. Abaixo, a tela "Independência ou Morte!" (1888), de Pedro Américo, em exposição no Museu Paulista da USP.


Rainhas ttágicas - Mulheres Guerreiras Soberanas-Princesa Diana




Rainhas ttágicas - Mulheres Guerreiras  Soberanas

Candle in The Wind 1997Elton John


Em 6 de setembro de 1997, dois meninos caminharam atrás do caixão da mãe enquanto o mundo inteiro assistia. William tinha 15 anos; Harry, apenas 12. Dentro daquele caixão estava Diana, que, aos 36 anos, fazia sua última viagem entre o palácio onde vivera e a propriedade onde um dia fora apenas uma menina Spencer.

Naquela manhã, os portões do Palácio de Kensington se abriram e o caixão, coberto pelo Estandarte Real e conduzido sobre uma carreta de artilharia, iniciou seu percurso por Londres. Sobre ele repousavam flores enviadas pela família e um pequeno envelope dirigido simplesmente a “Mummy” — “Mamãe”. Ao longo das ruas, milhares choravam e lançavam flores diante do cortejo. Quando Diana passou pelo Palácio de Buckingham, Elizabeth II inclinou a cabeça em reverência.

No trecho final até Westminster, William e Harry caminharam atrás do caixão ao lado do pai, príncipe Charles, do avô, príncipe Philip, e do tio, Charles Spencer. Diante das câmeras eram príncipes cumprindo um dever público; por trás do protocolo, eram dois adolescentes atravessando a perda da mãe diante de milhões de desconhecidos.

Às 11 horas, o caixão entrou na Abadia de Westminster. Elton John interpretou uma nova versão de Candle in the Wind, enquanto Charles Spencer recordou a humanidade da irmã e criticou a imprensa que a perseguira. Ao final de seu discurso, aplausos vindos da multidão do lado de fora alcançaram o interior da abadia.

Terminada a cerimônia, Diana deixou Londres num carro funerário rumo a Althorp. Durante o percurso, pessoas ocuparam estradas, pontes e acostamentos, lançando tantas flores contra o veículo que a viagem parecia atravessar um país transformado pelo luto.

Quando os portões de Althorp se fecharam, as câmeras ficaram para trás. Diana foi sepultada numa pequena ilha no lago Round Oval, cercada por água e árvores.

Depois de uma vida fotografada e observada pelo mundo, sua última despedida pertenceu à família. Naquela manhã, milhões haviam se despedido da princesa; no silêncio de Althorp, William e Harry despediram-se simplesmente de sua mãe.

Texto Renato Drummond Tapioca Neto Texto:





























Durante muito tempo








Fragmentos do tempo


Durante muito tempo, meu marido achou que eu nunca teria coragem de ir embora.


Eu estava grávida de oito meses, tinha dois filhos pequenos, não trabalhava e dependia financeiramente dele. Na cabeça dele, isso significava que eu ficaria ali, engolindo tudo em silêncio.


Só que naquela noite ele resolveu ir longe demais. Brandon apareceu no jantar trazendo a amante para dentro da nossa casa e, com a maior naturalidade do mundo, disse na frente de todos que ela passaria a morar no quarto de hóspedes.


Eu estava sentada à mesa com Lucas, de 6 anos, e Amelia, de 4, ao lado de Evelyn, a mãe dele, e Justin, o irmão mais novo. E então ouvi os passos dele no corredor... acompanhados por um outro som que fez meu estômago gelar: saltos altos.


Quando Brandon entrou, vinha com aquela calma fria que ele usava em reuniões importantes. Ao lado dele estava Cynthia Vance, com um vestido verde-esmeralda elegante demais para uma noite comum em família. Eu já tinha visto fotos dela. Brandon nunca admitiu nada, mas homens que acreditam que a esposa está presa por dinheiro costumam parar de se esconder.


Evelyn ficou paralisada. Justin baixou o copo devagar. Lucas encostou mais em mim. Brandon me olhou bem nos olhos e disse que já não dava mais para fingir que tudo estava normal.


Depois pegou a mão de Cynthia e declarou, sem nem piscar, que ela ficaria ali, na suíte de hóspedes, pelo tempo que fosse preciso. Amelia ainda perguntou se ela ia jantar com a gente. Ninguém respondeu.
Cynthia sorriu para mim com aquela segurança irritante, enquanto Brandon esperava minha reação como se estivesse encenando um espetáculo preparado com antecedência. E foi ali que eu entendi: aquilo não era um impulso. Tudo tinha sido ensaiado antes mesmo de os dois entrarem pela porta.


Por meses, ele vinha montando uma versão falsa de mim para todo mundo acreditar: que eu era emotiva demais na gravidez, que me preocupava sem motivo com dinheiro, que eu não lidava bem com pressão, que eu era possessiva com as crianças e que poderia ficar “instável” se ele resolvesse me deixar.


Separadas, essas frases pareciam preocupação de um marido cansado. Juntas, formavam uma história calculada para me fazer parecer desequilibrada se eu reagisse. E agora ele tinha plateia: a mãe, o irmão, a amante e os nossos filhos. Ele queria que eu explodisse para poder dizer que sempre esteve certo.


Mas eu não dei a ele esse prazer. Olhei para Cynthia e respondi com calma que aquela era uma decisão bem interessante.

O sorriso dela vacilou. Brandon piscou, surpreso, como se eu tivesse estragado o roteiro. Ele perguntou o que eu queria dizer. Eu apenas repeti, com a mesma serenidade, que trazer Cynthia para aquela casa era, no mínimo, uma escolha curiosa.

Quando ele tentou insistir, eu me levantei com cuidado. Estar grávida de oito meses já tornava cada movimento difícil: minhas costas doíam quase o tempo todo, os tornozelos inchavam no fim do dia e o bebê parecia ter descoberto que minhas costelas eram alvo fácil. Mesmo assim, estendi uma mão para Lucas e outra para Amelia e pedi que viessem comigo para cima.

Brandon se colocou na minha frente e disse que a conversa ainda não tinha acabado. Durante anos, eu diminuí minhas palavras para não criar conflito, pedi desculpas antes mesmo de fazer perguntas e duvidei da minha própria memória quando ele falava com mais certeza do que eu.

Naquela noite, isso terminou.

Eu o encarei e falei, pela primeira vez sem recuar, que na verdade já tínhamos terminado. Então passei por ele e subi.


Só que o que ele não sabia era que, lá embaixo, dentro da minha bolsa, um pequeno gravador continuava ligado, registrando cada palavra daquela cena. Brandon não fazia ideia do que eu já tinha preparado.


Hino da independência - Banda Terra Nossa Iton Saba


MREB Brqasil

postado em Força Aéria Brasileira (Aeronáutica)


Hino da Independência  e o exemplo  dos pracinhas 7 de settembro 


O 7 de Setembro representa um dos momentos mais importantes da história do Brasil: a Independência, proclamada em 1822. 

Mais do que uma data no calendário, é um símbolo da construção de uma Nação livre, consciente de sua identidade, de seus valores e de seu compromisso com a própria história.

Séculos depois, outra geração de brasileiros demonstraria, em terras estrangeiras, que o amor à Pátria também se revela por meio da coragem, do dever e do sacrifício. 

Durante a Segunda Guerra Mundial, milhares de homens e mulheres participaram do esforço de guerra brasileiro, e os soldados da Força Expedicionária Brasileira (FEB) atravessaram o Atlântico para lutar na Itália.

Os Pracinhas deixaram suas famílias, suas cidades e suas vidas cotidianas para cumprir uma missão muito distante de casa.

Nos campos de batalha italianos, enfrentaram o frio, o medo, a saudade e os perigos da guerra. Muitos retornaram trazendo consigo as marcas daquela experiência. Outros não tiveram a oportunidade de voltar.

A história da Independência e a trajetória dos Pracinhas pertencem a momentos diferentes, mas podem ser unidas por um mesmo sentimento: o compromisso com o Brasil.

O 7 de Setembro nos lembra daqueles que participaram da construção de um Brasil independente.

A FEB nos lembra daqueles que, mais de um século depois, levaram o nome do Brasil para além de suas fronteiras e honraram a Pátria nos campos de batalha.

Por isso, celebrar a Independência não deve significar apenas olhar para o passado. Deve significar também preservar a memória daqueles que, em diferentes épocas, tiveram a coragem de servir ao País.

Que as novas gerações conheçam a nossa história, respeitem os nossos símbolos e jamais permitam que sejam esquecidos os brasileiros que fizeram sua parte quando a Pátria precisou deles.

Do grito do Ipiranga aos campos de batalha da Itália, a história do Brasil foi escrita por brasileiros que acreditaram que a Pátria vale o nosso respeito, a nossa coragem e a nossa memória.

7 de setembro - Independêncla, Pátria  e Memória  

Aqueles que lutaram pelo Brasil jamais devem ser esquecidos.


ORAÇÃO DE APELO URGENTE A SANTA LÚCIA PELOS NOSSOS OLHOS






Ó gloriosa Santa Luzia, fiel serva de Cristo e amada padroeira daqueles que sofrem com seus olhos, comparecemos perante vós hoje com humildade e grande esperança.

Santa Luzia, interceda por nossa visão. 

Peça a Jesus que coloque Suas mãos curadoras sobre nossos olhos e nos conceda a graça de que precisamos.

Por aqueles que temem perder a visão, rogai por nós.

Por aqueles que aguardam exames ou tratamento, rogai por nós.

Por aqueles que sofrem de dor, fraqueza ou doença nos olhos, rogai por nós.

Por aqueles que pedem um milagre ao Céu, rogai por nós.

Santa Luzia, quando a cura parecer distante, fortaleça nossa fé. Quando o medo nos dominar, traga paz aos nossos corações. E se for da santa vontade de Deus, obtenha para nós o milagre da cura e a restauração de nossa visão.

Que nossos olhos não apenas vejam a beleza deste mundo, mas sempre reconheçam a presença de Deus nele

Santa Luzia, proteja nossos olhos, interceda por nossa cura e nos guie sempre em direção à Luz que é Jesus Cristo.

 Amém.


sábado, 19 de setembro de 2026

Hoje deixo-vos uma pequena história…















O sentido das palavras Carlos Cabrita

Daquelas que não precisam de muitas palavras para nos fazer parar um instante e olhar para dentro.

Obrigado por continuarem desse lado, por seguirem as minhas palavras, por lhes darem um lugar nos vossos dias e, tantas vezes, no vosso coração.

Enquanto houver alguém desse lado a sentir o que escrevo, haverá sempre em mim uma razão bonita para continuar a escrever.

Hoje, esta história é para vós.

As Luzes Que Ficam
Quando o dia entardeceu, o velho voltou ao banco de madeira junto ao mar.

Fazia isso todos os dias.

Sentava-se sempre no mesmo lugar, deixava a bengala encostada ao banco e ficava a olhar o sol a descer lentamente sobre a água.

Durante muitos anos, aquele banco fora de dois.

Ali tinham falado dos filhos que gostariam de ter, contado moedas quando o dinheiro era pouco, inventado viagens que nunca fizeram e dividido silêncios quando já não havia palavras necessárias. 

Ali tinham envelhecido sem perceber que estavam a envelhecer.

Agora, havia um lugar vazio ao lado dele.

Nessa tarde, uma menina apareceu com uma flor amarela na mão. Aproximou-se devagar e perguntou:

— Posso sentar-me?

— Podes. Há lugares vazios que gostam de companhia.

A menina sentou-se e ficou a balançar os pés, sem conseguir chegar ao chão.

Durante algum tempo, nenhum dos dois falou.

Depois ela apontou para o horizonte.

— Porque é que o sol fica mais bonito quando está quase a desaparecer?

O velho sorriu.

— Talvez porque, quando sabe que tem pouco tempo, oferece ao mundo toda a luz que lhe resta.

A menina olhou para ele.

— As pessoas também sabem quando têm pouco tempo?

A pergunta entrou-lhe devagar no peito.

O velho apertou as mãos sobre a bengala e ficou a olhar o mar.

— Nem sempre. E talvez seja por isso que desperdiçamos tantos abraços.

A menina pareceu pensar naquelas palavras. Depois perguntou:

— Quem se sentava aqui consigo?

Ele demorou a responder.

— A pessoa que me ensinou que uma vida inteira pode caber numa mão.

— E onde está ela?

O velho apontou para o céu.

A menina levantou os olhos.

— Virou estrela?

Ele sorriu com os olhos molhados.

— Não sei se virou estrela. Mas sei que há noites em que ainda ilumina tudo cá dentro.

A menina ficou muito quieta.

Depois colocou a flor amarela no lugar vazio do banco.

— Então esta é para ela.

O velho não conseguiu dizer nada.

Apenas pousou a mão sobre aquela pequena flor e deixou que uma lágrima lhe atravessasse o rosto.

O sol começava a tocar o mar.

A menina levantou-se para ir embora, mas antes perguntou:

— Amanhã volta?

O velho olhou para o horizonte e sorriu.

— Se a vida me trouxer até aqui.

Ela correu alguns passos, mas voltou atrás.

Abraçou-o.

Foi um abraço pequeno, desses que parecem não ter força suficiente para mudar coisa alguma.

Mas mudou.

Quando ficou novamente sozinho, o velho percebeu que passara demasiado tempo a regressar àquele banco para conversar com aquilo que perdera.

E naquela tarde, pela primeira vez, alguém lhe tinha lembrado aquilo que ainda tinha.

O vento mexeu suavemente na flor.

O velho levantou-se, pegou na bengala e olhou uma última vez para o lugar vazio.

— Até amanhã, meu amor.

Depois começou a caminhar para casa.

Atrás dele, o dia desaparecia.

À sua frente, acendiam-se as primeiras luzes da vila.

E talvez fosse esse o segredo que o entardecer tentara ensinar-lhe durante todos aqueles anos:

quando uma luz se apaga atrás de nós,
não devemos passar o resto da vida
de costas para as que começam a acender-se.

Porque enquanto houver um amanhã
a perguntar se voltamos,
a vida ainda está à nossa espera.

Carlos Cabrita_,escritor

Quem ainda lembra do gosto da rapadura da feira?




Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré

Tem coisa que a gente vê

e o coração volta ligeiro pra infância.

Rapadura cortada na banca,

cheiro de feira no ar,

gente chegando, gente proseando,

e aquele doce simples

que alimentou tanta família nordestina.

Não tinha luxo,

mas tinha sabor.

Não tinha pressa,

mas tinha conversa.

A feira muda, o tempo passa,

mas a tradição continua ali,

adoçando a memória de quem nunca esqueceu suas raízes.

**E você, prefere rapadura pura ou acompanhada de um cafezinho?**

## **A riqueza com brota da terra**




Povo do meu agrado

Quem olha uma abóbora dessas
talvez enxergue apenas um fruto,
mas quem conhece a vida da roça
sabe o trabalho que existe por trás de tudo.

Foi semente lançada na terra,
foi esperança esperando chover,
foi mão calejada cuidando
até a rama crescer e florescer.

Quando chega a hora da colheita,
o coração se enche de gratidão.

Porque no sertão até uma abóbora
vira motivo de orgulho e celebração.

**Eita riqueza bonita que nasce do chão!**


Ninguém morre de velhice...


Velhice não é uma doença.

Não existe uma doença chamada “velhice”.

Envelhecer é um processo natural da vida, e não um diagnóstico.

O corpo passa por transformações, algumas funções podem diminuir e determinadas doenças se tornam mais frequentes com o avanço da idade. 

Mas colocar tudo na conta da “velhice” é simplificar demais uma realidade muito mais complexa.

A idade não é uma doença.

E talvez esteja na hora de parar de usar a velhice como explicação para tudo aquilo que acontece com quem envelhece.

Porque envelhecer não significa estar doente.

Significa ter vivido tempo suficiente para chegar até aqui.


O fim do ciclo


Contato Imediato

Quando chega o fim do ciclo

Envelhecer não é fácil.

É preciso aprender a andar mais devagar,

a dizer adeus àquele que você foi

e dar boas-vindas ao que você se tornou.

Fazer aniversário pesa.

É olhar no espelho e reconhecer um novo rosto,

é vestir um novo corpo com orgulho,

e deixar pra trás a vergonha,

os preconceitos e os medos que o tempo impôs.

É deixar que a vida siga seu curso,

deixar partir quem precisa ir,

e acolher quem escolhe ficar.

Não, não é fácil envelhecer.

É aprender a não esperar nada de ninguém,

a caminhar sozinho, a acordar consigo mesmo,

e fazer as pazes, dia após dia,

com o reflexo no espelho.

que a vida muda — e, às vezes, se despede.


É saber dizer adeus aos que partem,

e chorar, até que o peito se esvazie,

até que a alma seque por dentro...

Para que, enfim, possam florescer novos sorrisos,

novas esperanças, novos sonhos.


O tempo



Poemas e Orações

O tempo corre demais

Ontem crianças, hoje pais

E do nada somos avós

O tempo constrói novos trilhos

E quando olhamos nossos filhos

Já eles seguem sem nós

A realidade é mais que certa

Já temos a porta aberta

À nossa espera - quem já partiu.

E a nostalgia nos aperta

Numa saudade que nos desperta

Dum tempo que nos fugiu.

José Carlos