sábado, 19 de setembro de 2026

Hoje deixo-vos uma pequena história…















O sentido das palavras Carlos Cabrita

Daquelas que não precisam de muitas palavras para nos fazer parar um instante e olhar para dentro.

Obrigado por continuarem desse lado, por seguirem as minhas palavras, por lhes darem um lugar nos vossos dias e, tantas vezes, no vosso coração.

Enquanto houver alguém desse lado a sentir o que escrevo, haverá sempre em mim uma razão bonita para continuar a escrever.

Hoje, esta história é para vós.

As Luzes Que Ficam
Quando o dia entardeceu, o velho voltou ao banco de madeira junto ao mar.

Fazia isso todos os dias.

Sentava-se sempre no mesmo lugar, deixava a bengala encostada ao banco e ficava a olhar o sol a descer lentamente sobre a água.

Durante muitos anos, aquele banco fora de dois.

Ali tinham falado dos filhos que gostariam de ter, contado moedas quando o dinheiro era pouco, inventado viagens que nunca fizeram e dividido silêncios quando já não havia palavras necessárias. 

Ali tinham envelhecido sem perceber que estavam a envelhecer.

Agora, havia um lugar vazio ao lado dele.

Nessa tarde, uma menina apareceu com uma flor amarela na mão. Aproximou-se devagar e perguntou:

— Posso sentar-me?

— Podes. Há lugares vazios que gostam de companhia.

A menina sentou-se e ficou a balançar os pés, sem conseguir chegar ao chão.

Durante algum tempo, nenhum dos dois falou.

Depois ela apontou para o horizonte.

— Porque é que o sol fica mais bonito quando está quase a desaparecer?

O velho sorriu.

— Talvez porque, quando sabe que tem pouco tempo, oferece ao mundo toda a luz que lhe resta.

A menina olhou para ele.

— As pessoas também sabem quando têm pouco tempo?

A pergunta entrou-lhe devagar no peito.

O velho apertou as mãos sobre a bengala e ficou a olhar o mar.

— Nem sempre. E talvez seja por isso que desperdiçamos tantos abraços.

A menina pareceu pensar naquelas palavras. Depois perguntou:

— Quem se sentava aqui consigo?

Ele demorou a responder.

— A pessoa que me ensinou que uma vida inteira pode caber numa mão.

— E onde está ela?

O velho apontou para o céu.

A menina levantou os olhos.

— Virou estrela?

Ele sorriu com os olhos molhados.

— Não sei se virou estrela. Mas sei que há noites em que ainda ilumina tudo cá dentro.

A menina ficou muito quieta.

Depois colocou a flor amarela no lugar vazio do banco.

— Então esta é para ela.

O velho não conseguiu dizer nada.

Apenas pousou a mão sobre aquela pequena flor e deixou que uma lágrima lhe atravessasse o rosto.

O sol começava a tocar o mar.

A menina levantou-se para ir embora, mas antes perguntou:

— Amanhã volta?

O velho olhou para o horizonte e sorriu.

— Se a vida me trouxer até aqui.

Ela correu alguns passos, mas voltou atrás.

Abraçou-o.

Foi um abraço pequeno, desses que parecem não ter força suficiente para mudar coisa alguma.

Mas mudou.

Quando ficou novamente sozinho, o velho percebeu que passara demasiado tempo a regressar àquele banco para conversar com aquilo que perdera.

E naquela tarde, pela primeira vez, alguém lhe tinha lembrado aquilo que ainda tinha.

O vento mexeu suavemente na flor.

O velho levantou-se, pegou na bengala e olhou uma última vez para o lugar vazio.

— Até amanhã, meu amor.

Depois começou a caminhar para casa.

Atrás dele, o dia desaparecia.

À sua frente, acendiam-se as primeiras luzes da vila.

E talvez fosse esse o segredo que o entardecer tentara ensinar-lhe durante todos aqueles anos:

quando uma luz se apaga atrás de nós,
não devemos passar o resto da vida
de costas para as que começam a acender-se.

Porque enquanto houver um amanhã
a perguntar se voltamos,
a vida ainda está à nossa espera.

Carlos Cabrita_,escritor

Quem ainda lembra do gosto da rapadura da feira?




Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré

Tem coisa que a gente vê

e o coração volta ligeiro pra infância.

Rapadura cortada na banca,

cheiro de feira no ar,

gente chegando, gente proseando,

e aquele doce simples

que alimentou tanta família nordestina.

Não tinha luxo,

mas tinha sabor.

Não tinha pressa,

mas tinha conversa.

A feira muda, o tempo passa,

mas a tradição continua ali,

adoçando a memória de quem nunca esqueceu suas raízes.

**E você, prefere rapadura pura ou acompanhada de um cafezinho?**

## **A riqueza com brota da terra**




Povo do meu agrado

Quem olha uma abóbora dessas
talvez enxergue apenas um fruto,
mas quem conhece a vida da roça
sabe o trabalho que existe por trás de tudo.

Foi semente lançada na terra,
foi esperança esperando chover,
foi mão calejada cuidando
até a rama crescer e florescer.

Quando chega a hora da colheita,
o coração se enche de gratidão.

Porque no sertão até uma abóbora
vira motivo de orgulho e celebração.

**Eita riqueza bonita que nasce do chão!**


Ninguém morre de velhice...


Velhice não é uma doença.

Não existe uma doença chamada “velhice”.

Envelhecer é um processo natural da vida, e não um diagnóstico.

O corpo passa por transformações, algumas funções podem diminuir e determinadas doenças se tornam mais frequentes com o avanço da idade. 

Mas colocar tudo na conta da “velhice” é simplificar demais uma realidade muito mais complexa.

A idade não é uma doença.

E talvez esteja na hora de parar de usar a velhice como explicação para tudo aquilo que acontece com quem envelhece.

Porque envelhecer não significa estar doente.

Significa ter vivido tempo suficiente para chegar até aqui.


O fim do ciclo


Contato Imediato

Quando chega o fim do ciclo

Envelhecer não é fácil.

É preciso aprender a andar mais devagar,

a dizer adeus àquele que você foi

e dar boas-vindas ao que você se tornou.

Fazer aniversário pesa.

É olhar no espelho e reconhecer um novo rosto,

é vestir um novo corpo com orgulho,

e deixar pra trás a vergonha,

os preconceitos e os medos que o tempo impôs.

É deixar que a vida siga seu curso,

deixar partir quem precisa ir,

e acolher quem escolhe ficar.

Não, não é fácil envelhecer.

É aprender a não esperar nada de ninguém,

a caminhar sozinho, a acordar consigo mesmo,

e fazer as pazes, dia após dia,

com o reflexo no espelho.

que a vida muda — e, às vezes, se despede.


É saber dizer adeus aos que partem,

e chorar, até que o peito se esvazie,

até que a alma seque por dentro...

Para que, enfim, possam florescer novos sorrisos,

novas esperanças, novos sonhos.


O tempo



Poemas e Orações

O tempo corre demais

Ontem crianças, hoje pais

E do nada somos avós

O tempo constrói novos trilhos

E quando olhamos nossos filhos

Já eles seguem sem nós

A realidade é mais que certa

Já temos a porta aberta

À nossa espera - quem já partiu.

E a nostalgia nos aperta

Numa saudade que nos desperta

Dum tempo que nos fugiu.

José Carlos

Às vezes tem um oceano inteiro te esperando... e você aí nadando nessa poça d’água.



Talvez o mais triste não seja a poça ser pequena, mas você ter se acostumado com ela.

Ter confundido o conhecido com o seguro, o confortável com o certo, o pouco com o suficiente. 

A gente se acostuma tanto com determinados lugares, pessoas e versões de nós mesmos que começa a acreditar que aquilo é tudo o que a vida tem para oferecer.

Mas existe um mundo além daquilo que você já conhece.

Existe uma vida que ainda não aconteceu. 

Pessoas que você ainda não encontrou. 

Lugares onde sua alma ainda não respirou.

Há caminhos que só aparecem quando você finalmente decide abandonar a estrada que já conhece de cor.

O medo, muitas vezes, não está dizendo “não vá”. 

Ele está apenas tentando proteger a versão de você que aprendeu a sobreviver naquele pequeno espaço.

Só que sobreviver não é o mesmo que viver.

É preciso coragem para admitir que aquilo que um dia foi suficiente já não cabe mais em você. 

Que algumas relações se tornaram pequenas demais. 

Que certos sonhos perderam o sentido. 

Que permanecer, às vezes, exige muito mais esforço do que partir.


E então você olha para o horizonte e percebe: o oceano sempre esteve ali.

Você é que estava ocupado demais tentando convencer a si mesmo de que a poça bastava.

Não tenha medo do tamanho daquilo que te espera. O desconhecido pode assustar, mas também pode ser exatamente onde a sua vida começa a fazer sentido.

Há momentos em que crescer é simplesmente parar de se contentar com aquilo que não consegue mais tocar a profundidade da sua alma.

Então, se a vida estiver te chamando para águas maiores, vá.

Você não nasceu para passar a existência inteira aprendendo a caber onde nunca houve espaço suficiente para você.

Às vezes, é preciso sair da poça para descobrir que você sempre soube nadar no oceano.

@julianavitalp, Universo Hippie.

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

A casa que o tempo não levou



Povo do meu agrado

A casa que o tempo não levou

De barro, madeira e lembrança,
ela ainda resiste no meio do sertão.

O telhado já perdeu suas telhas,
mas não perdeu sua história, não.

Quantos cafés foram passados ali,
quantas conversas na porta ao entardecer...

Hoje o silêncio tomou conta da casa,
mas quem viveu nela jamais vai esquecer.

Tem casa velha que não é abandono.

É saudade de um tempo que não volta mais.

(Mt 18,21-35) A graça e a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo estejam convosco.



Paróquia São Sebastião e Santa Efigênia


Bom dia
Domingo — 13/09/2026
Evabgelho do dia 
 

Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: 

Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes? 

Jesus respondeu: 

Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 

Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 

O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e prostrado, suplicava: 

Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo.

Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 

Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas.

 Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: Paga o que me deves. O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: Dá-me um prazo e eu te pagarei. Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 

Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 

Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: 

Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti? 

O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 

É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.


Evangelho do dia=A graça e a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo estejam convosco.





Paróquia São Sebastião e Santa Efigênia


Bom dia
Domingo — 13/09/2026
Mt 18,21-35

Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes? 

Jesus respondeu: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 

Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 

Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 

O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e prostrado, suplicava: Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo. 

Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 

Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas.

Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: Paga o que me deves. 

O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: Dá-me um prazo e eu te pagarei. 

Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia.

Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 

Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse:

Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti? 

O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida.

É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.


A vida não nos encontra fortes todos os dias.



Flores na Janela


"
Há momentos em que somos nós que estendemos a mão, oferecemos apoio e ajudamos alguém a seguir. Em outros, somos nós que precisamos encontrar uma mão estendida em nossa direção.
E talvez seja justamente aí que mora a beleza dos bons encontros: não precisar caminhar sozinha o tempo todo.
Que saibamos respeitar o momento de cada pessoa, oferecer presença quando pudermos e também aceitar carinho quando for a nossa vez de precisar.
Porque cuidar também é permitir que cuidem
da gente."
Ruth Correa

Evangelho deste dia 14 Exaltação da Santa Cruz




Disse Jesus a Nicodemos:

 “Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem.  

Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. 

Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna.

De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”. (Jo 3,13-17)

Reflexão - 

Todos os que creem no Filho de Deus elevado entre o céu e a terra, suspenso na cruz, recebem dele a vida eterna. A cruz, instrumento de suplício e de maldição, torna-se, em Jesus Cristo, instrumento de salvação para todas as pessoas. Por isso, somos convidados a nos associar à cruz de Cristo. Quando falamos em união à cruz, logo pensamos em sofrimento, mas devemos pensar em algo que é mais importante que o sofrimento: Jesus, no alto da cruz, não era nada para si, mas todo para os outros, nos mostrando, assim, que cruz significa não viver para nós mesmos, mas fazer da nossa vida um serviço a Deus e aos irmãos e irmãs. A cruz só pode ser verdadeiramente compreendida sob o horizonte do amor maior.

Leia com calma, deixe cada palavra te tocar





Valdilene Aredes e Freitas
postado em Querer bem mnensagens


Leia com calma, deixe cada palavra te tocar. O tempo não espera por ninguém, e a vida… ah, ela é tão breve.

Mal o dia começou e já são seis da noite.

Mal chegou a segunda e já é sexta.

… e o mês já passou.

… e o ano está quase acabando.

… e, de repente, 40, 50, 60 anos das nossas vidas se foram.

… e percebemos que perdemos nossos pais, amigos.

… e percebemos que é tarde demais para voltar.

Então, que tal começar agora? Vamos tentar, apesar de tudo, aproveitar o tempo que nos resta.

Vamos buscar as coisas que nos fazem sorrir, que dão brilho aos nossos dias.

Vamos transformar cada instante em algo significativo.

Pare de adiar os momentos importantes.

Pare de dizer "depois" para a vida.

Porque o "depois" é traiçoeiro:

Depois, o café esfria.

Depois, as prioridades mudam.

Depois, as crianças crescem.

Depois, os pais envelhecem.

Depois, as promessas são esquecidas.

Depois, o dia vira noite.

E, muitas vezes, o "depois" nunca chega.

Por isso, o dia é hoje, e o momento é agora.

Já não temos idade para adiar o que deve ser vivido.

A vida pode parecer uma longa estrada, mas, na verdade, é uma viagem curta.


Aproveite. Ame. Viva. Seja gentil. Faça valer a pena.Porque no final, o que realmente importa é o que vivemos agora.

Encantos e poesias em Ribeirão Preto - São Paulo

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O tempo passou ligeiro...





Aguivaldo Amadeu de Lima

postado em Esvoaçando por entre flores

Onde foi que a gente se perdeu?

Desfez a roda.

Soltou as mãos.

Silenciou a cantiga.

Trancou as portas.

Encerrou a brincadeira.

Onde foi que a gente se perdeu?

Parou de contar estrelas.

Afundou as embarcações de papel.

Secou as poças d'água.

Anuviou o olhar.

Petrificou os caminhos.

Onde foi que a gente se perdeu?

Houve um tempo em que a minha rua era parque de diversões, o sol acordava cedo e as gotas sobre a plantação eram pura emoção do céu.

Havia um rio correndo logo ali, esverdeando as margens, levando folhas secas e embarcações de papel.

O vento entre os coqueirais era canção, o estalar dos galhos, o choro da criança, o fruto despencando do pé, passarinho no telhado, risada de mãe... Tudo era canção.

Vamos perdoar quem nos causou mágoas





Marcos Devides 

postado em Girassol Flor do Sol🌻🌻🌻

Vamos perdoar quem nos causou mágoas e, mesmo assim, haverá dias em que algumas lembranças voltarão e ainda irão doer.

Vamos decidir cortar algumas pessoas de nossas vidas e, ainda assim, durante um tempo vamos lembrar delas.

Vamos decidir aceitar nosso passado, nossas vivências e seguir em frente. Porém, haverá momentos em que vamos olhar para trás e perguntar: por quê?

Vamos decidir cuidar melhor de nós mesmos, nos amar mais e nos sentirmos incríveis com nosso corpo e nosso jeito de ser. 

Contudo, ainda em várias ocasiões vamos olhar no espelho ou para dentro de nós e nos sentir imperfeitos.

Porque nem todos os dias conseguimos nos amar, nem todos os dias lembramos de sorrir e agradecer pelo que temos, nem sempre conseguimos perdoar, esquecer, superar ou deixar de julgar. E está tudo bem!

A cura não é instantânea, a cura é um processo. 

Precisamos ter paciência com nossas próprias emoções.

Porque há dores em nós que são profundas, há hábitos antigos, há crenças alimentadas por muito tempo.

Perceber que algo ainda dói, que ainda não foi totalmente superado, não significa que regredimos ou falhamos, significa apenas que ainda estamos no caminho.

Nesse momento precisamos ter paciência conosco e reconhecer o quanto já conseguimos evoluir. 

Uma planta não cresce da noite para o dia, um machucado não cicatriza em segundos, assim como nossos sentimentos não se transformam em instantes. Leva tempo. Tempo e dedicação. Mas os resultados chegam.

Que, em nossos dias ruins, não esqueçamos de nos regar com doses de paciência e afeto.

A cura floresce em nós um pouco mais a cada dia.

Não desista do seu processo. Sem perceber, você está crescendo.

Marcio Rogerio Devides