sexta-feira, 6 de março de 2026

Um conto: O Burro Amigo



Graciosas Páginas 

Há muito tempo atrás, numa pequena aldeia, vivia um burr

Desde jovem que serviu fielmente o seu mestre, um agricultor chamado Marco. 

O jumento era forte, resiliente, carregava sacos pesados todos os dias, lavrava a terra, carregava as colheitas. 

E quando o dia estava a terminar, o seu mestre estava a dar-lhe palmadinhas nas costas e a dizer calorosamente:

— Você é o melhor, meu amigo. Sem você, seria difícil.

O burro não entendeu as palavras, mas sentiu a bondade na voz do seu dono, e o seu coração se enchia de alegria.

Os anos passaram.

O burro começou a envelhecer. 

As pernas dele já não estavam tão fortes, as costas estavam doendo, mas ele continuou a trabalhar. 

Não reclamou, não parou, porque acreditava que era necessário.

Mas um dia ele tropeçou e não aguentou os sacos de farinha. 

— Tá ficando velho, meu amigo.

E alguns meses depois, o agricultor trouxe uma jovem mula para o estábulo. Forte, energética, cheia de vigor. Agora era ela carregando sacos pesados e lavrando o campo.

O burro já não recebia palmadinhas nas costas, já não ouvia palavras bondosas. Ninguém reparava mais.

Ele muitas vezes ficava à margem e não lhe traziam comida todos os dias - afinal, ele era um inútil, porque desperdiçar comida para alguém que não faz nada.

O burro ficou no canto do quintal, observando silenciosamente o seu dono que acariciava orgulhosamente a jovem mula.

- Está tudo acabado... Já não sou útil para nada, — pensava com tristeza.

O inverno chegou rigoroso. Uma noite, uma tempestade violenta eclodiu. O vento uivou, a neve caiu, e lá fora havia um ruído alarmante.

Marco correu para o quintal e viu que a jovem mula tinha desaparecido - assustou-se e fugiu.

Mas com uma nevasca semelhante, sem ajuda, ela não teria conseguido chegar à cidade para obter suprimentos.

O agricultor desesperado olhou em volta e viu o velho burro no canto. Ele estava lá silenciosamente, apesar do frio, apesar da neve, simplesmente olhando para a porta, como se já soubesse o que Marco ia dizer.

O agricultor aproximou-se e timidamente acariciou as suas costas.

— Você sabe o caminho... Você sempre soube para onde ir...

O burro levantou lentamente a cabeça. Sem ressentimento nos olhos. Só lealdade.

Moveu-se lentamente, mas com determinação, avançando com ritmo seguro, evitando buracos, conhecendo todos os caminhos.

Ele já não era mais jovem, o seu corpo estava cansado, mas o seu coração lembrou - não podia falhar.

Quando eles voltaram para a aldeia com os suprimentos, Marco percebeu o quão errado estava. 

Ele olhou para o seu velho amigo e percebeu que a força não está apenas nas pernas poderosas e nas costas jovens. Força é lealdade.

Desde então, o burro não carregava mais sacos pesados. Mas todos os invernos ele conduzia a carroça, liderando o caminho.

Marco não esqueceu mais. Ora, foi ele que lhe trazia comida e sussurrava docemente:

— Perdoe-me, Velho Amigo... Eu fui um tolo, mas você sempre foi leal.

E o burro simplesmente fechou os olhos e mastigou o feno com gratidão. Agora ele sabia - que era necessário.

Moral:

Quando alguém envelhece, muitas vezes é esquecido

Mas lealdade, dedicação e um bom coração - não são coisas que desvanecem com a idade. 

E, às vezes, aqueles que são considerados inúteis, acabam por ser os mais valiosos.

Autor desconhecido

Fonte: Web (Contos de fadas

“Os idosos são o tesouro da sociedade.”



Eu e a vida

Não é frase de efeito.

É constatação.

Tesouro não é apenas algo antigo.

É algo valioso.

Quem viveu décadas atravessou transformações que os mais jovens só conhecem por livros. 

Mudanças políticas, tecnológicas, culturais, familiares. 

Adaptaram-se. Resistiram. Recomeçaram.

Isso é patrimônio humano.

O idoso carrega memória coletiva.

Carrega experiência prática.

Carrega perspectiva.

Em uma sociedade que valoriza rapidez, o idoso ensina ritmo.

Em um tempo de superficialidade, ensina profundidade.

Em um mundo de descartes, ensina permanência.

Tesouro não é enfeite. É reserva de valor.

Ignorar os idosos é desperdiçar conhecimento.

Respeitá-los é fortalecer a base social.

Porque uma sociedade que honra seus mais velhos, protege o próprio futuro.

Há 117 anos, o sertão cearense não apenas via nascer um homem


Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré

Há 117 anos, o sertão cearense não apenas via nascer um homem, mas ganhava a sua voz mais pura e resiliente.

Antônio Gonçalves da Silva, o nosso eterno Patativa, provou que a sabedoria não precisa de diploma quando se tem a terra como mestre e o povo como inspiração.

Patativa não apenas escreveu versos; ele deu alma ao barro, melodia à seca e dignidade ao caboclo.

Com seu chapéu de couro e olhar de horizonte, ele transformou o sofrimento em poesia de resistência e a simplicidade em erudição popular. 

Ele é o poeta que fala com a norma culta do coração, o “imortal” que nunca precisou de farda de academia para ser coroado pelo povo.

Hoje, celebramos 117 anos de um legado que permanece vivo em cada pé de serra, em cada rádio de pilha e em cada alma que acredita que a arte é a ferramenta mais poderosa de liberdade.

“Eu sou de uma terra que o povo padece, mas nunca esmorece, procura vencer.”

quinta-feira, 5 de março de 2026

Bom dia, Seu Gonçalo,


Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré

Bom dia, Seu Gonçalo, homem de fé e tradição, 83 anos de história escritos nas marcas da mão.

O sol nasce em Ipaporanga e encontra o senhor já de pé, chapéu de palha na cabeça, confiança firme em Deus e na fé.

Bom dia para quem nunca fugiu da lida, para quem aprendeu com a terra a resistir, para quem cuida da sua criação como quem cuida do próprio existir.

Entre cercas simples e chão batido, o senhor segue ensinando, sem falar alto, que riqueza de verdade é ter raiz, respeito e caráter no salto.

Tive o prazer de conhecê-lo caminhando pelo sertão aberto, e vi que grandeza mesmo é viver simples e viver certo.

Bom dia, Seu Gonçalo.

Que o céu cubra sua jornada de luz, e que sua história continue firme como quem nunca solta a cruz.

Não é a pele que me denuncia




Um vento na ilha

Não é a pele que me denuncia, mas antes o tempo que me devolve um espelho mais honesto.

Envelheço nos gestos lentos, na necessidade de escolher melhor as batalhas, na recusa de correr atrás do que já não me chama. 

Envelheço na precisão: digo menos, falho menos, perco menos tempo com o ruído que me cansa. 

Mas, ao mesmo tempo, há uma juventude nova que se abre por dentro, uma espécie de claridade que não pede aprovação. 

Sinto-me mais jovem agora que desaprendi a impressionar; o corpo, mesmo com os seus avisos, voltou a ser casa e não vitrina. 

Há dias em que acordo com uma alegria sem causa — não a euforia dos começos, mas a serenidade dos que já não precisam de começar para existir. 

A juventude que me visita não é feita de velocidade, mas de espaço. 

É poder ficar. É escolher ficar. 

Antes, eu queria ser visto. 

Hoje, quero ver. 

Antes, eu acumulava promessas. 

Hoje, reconheço limites e isso alarga-me. 

O paradoxo é este: quanto mais o calendário pesa, mais leve se torna a forma como habito as horas. que não faz espetáculo, mas aquece. 

A verdade é que envelheço por fora, sim, mas por dentro estou finalmente a aprender a viver em paz comigo mesmo.

José Micard Teixeira.

Como soa injusta aquela frase


A Terceira Idade

Como soa injusta aquela frase: A idade de uma mulher vê-se nas suas mãos.

E se não forem as mãos será o pescoço.

Se não for o pescoço o decote.

Talvez as pequenas rugas ao redor dos olhos.

Na verdade, não importa onde, o importante é que algo a denuncie.

Que venha à tona esse suposto segredo assustador, um segredo que o mundo parece achar que deve ser escondido.

E eu pergunto a mim mesma: por que devemos esconder a nossa idade como se fosse motivo de vergonha?

Porque a pele lisa é mais valorizada do que a bondade?

Por que as rugas assustam mais do que a ignorância?

Por que os cabelos brancos são considerados piores do que a crueldade?

Cada linha no meu rosto é marca de uma emoção vivida.

Eu ri até chorar.

Chorei em silêncio.

Passei noites inteiras sem dormir, por amor, pelos meus filhos, ou mergulhada num livro que não conseguia largar.

Tudo isso sou eu.

Curioso, não é?

Um homem com as têmporas grisalhas é chamado de “distinto”, “encantador”.

Uma mulher da mesma idade?

Muitas vezes é rotulada como “desleixada”.

As mãos trémulas de um avô comovem.

As mãos de uma mulher?

Dizem que revelam os seus anos.

Pois não.

Não tenho vergonha.

Não quero ser “eternamente jovem”.

Quero ser verdadeira.

Viva.

Uma mulher que teve a sua juventude, os seus erros, os seus amores e os seus medos.

Uma mulher cuja história não precisa ser desmascarada, porque é ela mesma que a conta, com dignidade.

a autoria
Foto da Web para ilustrar o texto

Quando olhamos para a geração dos nossos avós,



Terceira Idade ~Mitos e Verdades

Quando olhamos para a geração dos nossos avós, percebemos o quanto os gestos tinham outro peso.

Um beijo quase significava compromisso.

Andar de mãos dadas era declaração pública.

Hoje, muitas vezes, perguntar o nome vem depois — se vier.

Não faço a linha do romântico nostálgico.

Eu sei que tudo mudou.

Os tempos são outros. As relações também.

Ainda assim, é impossível não notar: andar de mãos dadas virou quase artigo de luxo.

O cafuné gratuito ficou raro.

A ligação inesperada no meio do dia virou invasão.

O “passei aqui só para te dar um beijo” parece exagero.

Somos talvez uma geração emocionalmente exausta.

Carregamos bagagens.

Histórias mal resolvidas.

Relacionamentos abusivos.

Convívios turbulentos.

Quebras de confiança.

Mas amar não deveria significar perder liberdade.

O problema não é o amor.

É o trauma não resolvido.

E enquanto não encararmos isso, continuaremos achando que proteção é maturidade —

quando, muitas vezes, é apenas medo disfarçado.

A coisa mais moderna que existe nesta vida é envelhecer.



Mistura Fina

A coisa mais moderna que existe nesta vida é envelhecer.

E não estamos falando só de tempo.

Estamos falando de coragem.

De quem segue se reinventando quando dizem que já não precisa mais.

De quem descobre novos jeitos de se amar, mesmo com rugas, marcas e histórias.

De quem veste a própria pele como a melhor roupa já feita.

Porque envelhecer, de verdade, é ultrapassar modas, padrões e expectativas.

É continuar dançando quando a música muda.

É viver com propósito — e não com pressa.

Não tem nada mais ousado, mais atual, mais autêntico.

Web


Dentro da casa de barro



AssoiciaçãoCultural Poeta Patativa do Assaré

Dentro da casa de barro o tempo não corre —ele repousa.

Repousa nas paredes marcadas, nas vigas do teto escurecidas de história, na rede estendida como abraço
esperando o fim da tarde.

Ela senta na cadeira simples,
mas carrega um trono invisível: o trono de quem já venceu dias difíceis em silêncio.

Sobre a mesa, as flores coloridas enfrentam a rusticidade do chão batidocomo quem diz:a vida pode ser dura, mas ainda assim floresce.

Os retratos na paredesão pedaços de eternidade pendurados, rostos que vigiam com carinho cada respiração daquele lar.

A porta aberta deixa entrar a luz e junto dela o mundo — mas ali dentro mora algo maior: memória, fé e resistência.

Porque há casas que não são feitas só de barro.

São feitas de coragem.

E há mulheres que não envelhecem, apenas acumulam sabedoria no olhar.

Denni Carvalho

Dennis Carvalho

Memória Teledramatúrgica por Eduardo Conceição
adicionou uma foto ao álbum: ESTRELAS QUE E FORAM

LUTO: morreu aos 78 anos, o grande diretor Dennis Carvalho, na manhã deste sábado (28) no Rio de Janeiro.


Ele estava internado no hospital Copa Star, em Copacabana.


A instituição de saúde comunicou o falecimento para a imprensa, e não deu maiores detalhes por escolha da família.


Ele começou na TV Tupi, transformou a direção de TV no Brasil com Dancing Days e Anos Rebeldes.


Comandou a primeira versão de Vale Tudo, de Gilberto Braga, de 1988, e colaborou com o humor sagaz de Sai de Baixo.


Foi casado com grandes estrelas:


Christiane Torloni, Deborah Evelyn e Tássia Camargo.


Deixa quatro filhos. Descanse em paz.


Morre Dennis Carvalho: como o diretor revolucionou as novelas e filmou o 1° beijo entre mulheres idosas na Globo




Crédito,João Cotta/TV Globo/DivulgaçãoLegenda da foto,O diretor Dennis CarvalhoArticle InformationAuthor,Pedro Martins
Role,Da BBC News Brasil em Londres
28 fevereiro 2026


Morreu na manhã deste sábado (28/2), no Rio de Janeiro , o ator e diretor Dennis Carvalho. Ele tinha 78 anos e estava internado no hospital Copa Star, em Copacabana, que emitiu uma nota à imprensa, mas não divulgou a causa nem detalhes da morte a pedido da família.


Carvalho nasceu em 1947 e começou a carreira aos 11 anos, ao fazer um teste para Oliver Twist, novela da extinta TV Paulista inspirada no romance de Charles Dickens .


Seu trabalho como ator se estendeu até a década passada, em participações especiais, mas se concentrou do fim dos anos 1960 até os anos 1980, quando atuou em clássicos como Pecado Capital, de Janete Clair e Roque Santeiro , de Dias Gomes e Aguinaldo Silva.


Seu trabalho mais prolífico, no entanto, foi como diretor. Carvalho estreou em Sem Lenço, Sem Documento, em 1977, e trabalhou por alguns anos como assistente, principalmente de Daniel Filho — nome central da televisão e do cinema —, até se estabelecer no cargo em Malu Mulher, obra de Manoel Carlos, em 1979.


Na década seguinte, sedimentou sua parceria com Gilberto Braga, que lhe rendeu, na visão da crítica especializada, os maiores frutos de toda a carreira. A dupla criou, por exemplo, a versão original de Vale Tudo, de 1988, uma das maiores novelas já feitas no Brasil, além de Anos Rebeldes e Pátria Minha.


Novela com 'cara de cinema'


Ao lado de nomes como Luiz Fernando Carvalho, Dennis Carvalho ajudou a revolucionar as novelas nos anos 1980. À época, os folhetins tinham uma linguagem mais estática, próxima do teatro, mas sob sua supervisão passaram a incorporar a gramática cinematográfica.
Isso se traduziu em uma fotografia com planos e movimentos de câmera mais fluidos, que adicionavam camadas à performance dos atores e substituíam, por exemplo, o pingue-pongue de closes durante os diálogos que costumavam enquadrar o elenco apenas da cintura para cima.

Ele também adotou uma iluminação mais sofisticada, adicionando contraste entre atores, objetos de cena e cenários, e priorizou montagens dinâmicas, com cenas mais curtas e alternância rápida entre núcleos de personagens.

Esse, aliás, é um dos elementos que distinguiram a dramaturgia de seu principal parceiro, Gilberto Braga, conhecido por escrever diálogos afiados, em detrimento das longas declamações comuns às radionovelas e às peças teatrais, o que tornava suas histórias, retratos dos conflitos sociais, mais empolgantes para o público.

Com essa nova linguagem visual, os atores também tiveram de se transformar. Ao explorar enquadramentos fechados em determinadas partes do corpo, por exemplo, não cabiam mais gestos amplos, que poderiam facilmente parecer exagerados. Foi nesse contexto que as novelas passaram a ter atuações mais naturalistas, com expressões mais curtas e contidas.

Investir em uma produção mais sofisticada era um desafio sobretudo pela dinâmica da teledramaturgia, mais industrial do que a do cinema. É como gravar um filme por dia, dizem os profissionais dessa indústria — até hoje, são gravadas cerca de 20 cenas por dia para cada folhetim da Globo, com três frentes de filmagens simultâneas, algo que amplia o desafio do diretor.

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, diz à BBC News Brasil que uma das características mais marcantes de Carvalho era saber dosar o quanto uma história, em termos visuais, podia ser escapista e realista. Ele chefiou o diretor quando foi diretor-geral da TV Globo, do fim dos anos 1960 até os anos 1990.

"A dramaturgia na TV precisa ter um pé na realidade e outro na ficção. É isso o que faz o espectador ser fiel às novelas, e Dennis Carvalho soube manter esse equilírio. Era um mestre nisso. Foi uma pessoa de uma sensibilidade enorme. A TV brasileira deve muito a ele."

Primeiro beijo entre mulheres idosas na TV brasileira

A parceria entre Carvalho e Braga foi frutífera até quando os índices de audiência caíram, na visão da crítica. Isso aconteceu em Babilônia, a última novela do autor.

A razão? Um beijo entre duas das maiores atrizes do país, Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg. Não foi o primeiro beijo lésbico da televisão brasileira, mas foi pioneiro entre duas mulheres idosas, logo no primeiro capítulo do folhetim.

O roteiro orientava as atrizes a dar um selinho, mas Fernanda quis ir além, com um beijo de língua.

Timberg aceitou a ideia, e Carvalho, que chefiava o set, deu autorização à dupla. O episódio é contado no livro Gilberto Braga - O Balzac da Globo, biografia do autor escrita pelos jornalistas Mauricio Stycer e Artur Xexéo.

A direção da emissora aprovou a ideia. O que poderia dar errado, afinal? Um ano antes, Mateus Solano e Thiago Fragoso, nos papéis de Félix e Niko, haviam dado um beijo no fim de Amor à Vida, de Walcyr Carrasco, aplaudidos pela maior parte do público.

Mas desta vez os espectadores rejeitaram a ideia, e os índices de audiência no Kantar Ibope despencaram de 33 para 20 pontos em uma semana, impulsionados pela bancada evangélica na Câmara, com dezenas de deputados incitando boicote à produção.

A direção da Globo, à época encabeçada pelo autor Silvio de Abreu na chefia de dramaturgia, fez mudanças profundas no roteiro — as personagens, por exemplo, não voltaram a se tocar até o fim da trama, que acabou encurtada.

Mas a coragem de Carvalho, ao lado de Braga, de enfrentar o conservadorismo que regia a pauta dos costumes, sobretudo no que diz respeito à sexualidade e a questões de gênero, foi celebrada pela crítica especializada e pela indústria.


Babilônia foi a antepenúltima novela de Carvalho. Sua despedida do ofício aconteceu no ano passado, no Show 60 Anos, que ele dirigiu a pedido da TV Globo para celebrar os 60 anos do canal, resgatando obras e personagens que formaram a emissora.

Sua trajetória poderá ser revista neste domingo (01/03), nas telas da Globo, que vai exibir por volta da 1h o especial Tributo, produzido no ano retrasado a partir de depoimentos de seus colegas de trabalho.



Memória da Globo

O ator e diretor Dennis Carvalho, um dos nomes mais influentes da televisão brasileira, morreu na manhã deste sábado, no Rio de Janeiro, aos 78 anos.

Dennis Carvalho estreou na Globo em 1975, na primeira versão de 'Roque Santeiro', de Dias Gomes, que acabou censurada na véspera da estreia.

No lugar, a emissora colocou uma reprise de 'Selva de Pedra', enquanto preparava a toque de caixa 'Pecado Capital', escrita por Janete Clair, com o mesmo elenco.

Com 'Malu Mulher', no final dos anos 1970, firmou seu papel como diretor. No primeiro episódio, uma cena foi marcante.

Dennis participou da criação e também atuou.

“Era uma cena forte, uma briga violenta entre a Regina Duarte, a protagonista Malu, e eu, o ex-marido.

O episódio ganhou sete prêmios internacionais, nos deu muito orgulho”, contou.

Dennis atuou e dirigiu várias obras, como 'Vale Tudo' (1988), 'O Dono do Mundo' (1991), 'Celebridade' (2003), 'Lado a Lado' (2012) e 'Babilônia' (2015).

Em depoimento ao Memória Globo, Dennis refletiu sobre seu trabalho:

“Ser diretor, além de ser uma profissão gratificante que eu sempre sonhei, tem a missão de contribuir para o próximo, de lançar novos talentos, formar diretores e atores.”

Vai fazer falta, Dennis!

Foto: Dennis Carvalho, 2009. Zé Paulo Cardeal/Globo.


Thiago Fragoso
está com Carvalho 5028 em Brasil

Eu tenho uma dívida de gratidão imensa com o Dennis.Quando eu sofri um acidente em 2012 e fiquei meses precisando de cuidados intensivos eu estava escalado pra novela Lado a Lado.
Na minha cabeça eu tinha acabado de perder o personagem… Que produção iria arriscar manter um ator ainda em recuperação de um evento tão sério?
Nessas horas as pessoas mostram o tamanho de sua generosidade, a fortaleza do seu caráter.
O nosso querido Dennis ligava todos os dias pra Mariana, perguntava como eu estava e dizia: “avisa que vamos esperar por ele”…
Essa confiança tão grande me deu força suficiente pra atravessar os momentos difíceis e me recuperar a ponto de poder voltar a trabalhar, mesmo com dores e alguns cuidados necessários.
Nunca vou esquecer disso.
Vai com Deus, meu amigo.
Fica a saudade gigante.

Mais Novela está com jorgeluizbrasio

Christiane Torloni faz homenagem para o ex-marido, Dennis Carvalho; eles viveram uma tragédia
Eles foram casados e tiveram os gêmeos Leonardo e Guilherme, que faleceu aos 12 anos em
1991

Orlando Morais


Meu querido amigo…
Como rimos um do outro, foram tantas gargalhadas,tantas festas, tantos conselhosVc me compreendia e sem saber meu protegeu com seu olhar de menino.
Senti imensamente sua perda, me doeu em um lugar profundo da amizade, lembrei da sua gargalhada alta cheia de acolhimento.
Que artista grande, generoso, bonito.
Meu amigo querido do coração, vai em paz, seu sorriso te abriu todos os caminhos por aqui, quando vc chegar, um céu estrelado vai te receber, assim como vc abraçou tudo que chegou até vc.
Até breve……



Hugo Gloss

Um dos maiores diretores da história da TV, Dennis Carvalho morreu, neste sábado (28), aos 78 anos, no Rio de Janeiro. 

Ele estava internado no Hospital Copa Star, que confirmou o falecimento. 

A pedido da família, a unidade de saúde não divulgou mais detalhes.
 
Nascido em São Paulo, Dennis iniciou a carreira aos 11 anos. 

Ele estreou na TV Tupi aos 18 e ingressou na Globo nos anos 1970. 

Antes de sua estreia como diretor, em 1977, atuou em em grandes novelas, como “Pecado Capital”, “Locomotivas” e “O Casarão”. 

A primeira direção veio com a trama “Sem Lenço, Sem Documento”.
 
Ao lado de Gilberto Braga, Dennis se destacou nos folhetins, especialmente na direção de “Dancyn’ Days”. 

Ele também brilhou como diretor em “Selva de Pedra”, “Vale Tudo”, “Fera Ferida”, “Explode Coração”, “O Cravo e a Rosa” e “Babilônia”.

Na vida pessoal, ele foi casado com Christiane Torloni, Tássia Camargo e Deborah Evelyn. 

Dennis deixa três filhos. Nossos sentimentos aos amigos e familiares. (: TV Globo/Alex Carvalho; Marcio de Souza)


Coisinha Simples & Delicadas

Hoje a televisão perde um de seus maiores mestres.

DENIS CARVALHO (1947 - 2026)

O diretor de televisão e ator Dennis Carvalho morreu aos 78 anos, na manhã deste sábado (28/02/2026).

Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, na zona Sul do Rio de Janeiro.

O ator e diretor estava internado para tratamento de saúde. A causa da morte não foi divulgada.

Dennis Carvalho nasceu em São Paulo, em 27 de setembro de 1947.

 Estreou na TV Globo atuando, em 1975, na primeira versão da novela 'Roque Santeiro'. 

Na emissora, dirigiu mais de 40 trabalhos, entre novelas, minisséries e especiais.

Ele foi diretor de sucessos como Vale Tudo (1988) e Celebridade (2003).

O artista deixa três filhos e uma trajetória marcante na TV Globo.

Nossos sentimentos ã todos familiares e amigos!


Edu Ciaramicoli - TV Tupi Difusora
O ator e diretor Dennis Carvalho faleceu na manhã deste sábado, 28 de fevereiro de 2026, aos 78 anos, no Rio de Janeiro.

Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, que confirmou o óbito em nota oficial, expressando pesar e solidariedade à família.

A pedido dos familiares, a causa exata da morte não foi divulgada.

Na TV Tupi, Carvalho se destacou como galã jovem em produções como Os Rebeldes, Antônio Maria e Ídolo de Pano — nesta última, interpretou o marcante psicopata Jean de Clermont.

Além de inúmeros teleteatros, teve uma fase prolífica como dublador, sendo a voz brasileira do Capitão Kirk em Star Trek (Jornada nas Estrelas) e de personagens como Race Bannon em Jonny Quest.

Como diretor na TV Globo, comandou sucessos históricos da teledramaturgia, incluindo Dancin' Days (1978), Vale Tudo (1988), Celebridade (2003) e Babilônia (2015).

Caçador de famosos

Em uma publicação emocionante no Instagram, Christiane Torloni relembrou a trajetória de Dennis Carvalho, pai de seus filhos e companheiro em um dos períodos mais delicados de sua vida pessoal.

O Brasil se despediu neste sábado, 28 de fevereiro, do ator e diretor Dennis Carvalho, que morreu aos 78 anos. 

Com uma carreira marcada por novelas de grande sucesso na TV Globo, onde trabalhou por décadas, ele estava afastado da emissora havia alguns anos. 

Dennis faleceu no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada, a pedido da família.

Ao longo da vida, Dennis viveu momentos de grande reconhecimento profissional e também episódios difíceis no âmbito pessoal. 

Um dos capítulos mais marcantes foi o casamento com Christiane Torloni, com quem se relacionou entre 1977 e 1980. Juntos, tiveram dois filhos gêmeos, e a família enfrentou uma tragédia com a perda de um deles ainda jovem.

Nas redes sociais, a atriz — que recentemente voltou a circular em comentários e memes sobre uma suposta participação no Big Brother Brasil 26 — prestou uma homenagem tocante ao ex-marido. 

Em um carrossel de fotos antigas ao lado de Dennis, ela destacou a importância do artista e do homem por trás da carreira consagrada.

“Hoje nos despedimos amorosamente de Dennis Carvalho. 

Ator, diretor, pai, avô. 

Uma jornada brilhante, de enormes contribuições à cultura brasileira. 

Missão cumprida”, escreveu Christiane, emocionando fãs e colegas.

Nos comentários da publicação, seguidores deixaram inúmeras mensagens de carinho e apoio.

 “Ele deixou uma marca eterna na nossa teledramaturgia”, escreveu um internauta.

“Missão cumprida com dignidade e talento”, comentou outro. 

Também não faltaram palavras de conforto à família:

“Que Deus conforte o coração de todos vocês” e “Um grande artista, que será sempre lembrado”, disseram fãs.


Walcyr Carrasco  está em Brasil.

Fevereiro se vai deixando mais uma dor imensa.
😢 Hoje nos despedimos de Dennis Carvalho, um mestre da televisão e peça fundamental da nossa dramaturgia.
Seu talento e sua dedicação ajudaram a construir capítulos inesquecíveis da nossa história. Deixo aqui meu carinho e solidariedade à família, aos amigos e a todos que admiravam seu trabalho.
🖤


Contigo 

A televisão brasileira se despediu neste sábado (28) de um de seus nomes mais emblemáticos.

Dennis Carvalho morreu aos 78 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense. A própria unidade confirmou a informação por meio de nota oficial.

No comunicado, o hospital declarou: 

“O Hospital Copa Star confirma com pesar o falecimento de Dennis de Carvalho neste sábado e se solidariza com a família, amigos e fãs por essa irreparável perda. 

O hospital também informa que não tem autorização da família para divulgar mais detalhes”. 

A morte encerra uma trajetória de mais de cinco décadas dedicadas à dramaturgia, tanto como ator quanto como diretor.

Reprodução/ Globo

Perdemos Dennis Carvalho, aos 78 anos, um dos maiores nomes da história da nossa TV
🖤
Ator e diretor brilhante, Dennis esteve por trás de clássicos inesquecíveis como ‘Vale Tudo’, ‘Celebridade’, ‘Dancin’ Days’ e ‘Anos Rebeldes’.
Com seu talento único e o icônico grito de “Silêncio!” nos estúdios, ele moldou a forma de fazer novela no Brasil. Nossos sentimentos aos familiares, amigos e aos milhares de fãs. Descanse em paz, Dennis

Saudade FM
O Brasil se despede de Dennis Carvalho, um dos grandes nomes da teledramaturgia nacional.

Ator, diretor e responsável por sucessos marcantes da TV, ele ajudou a construir capítulos inesquecíveis da história da televisão brasileira, especialmente na TV Globo, onde deixou sua assinatura em produções que atravessaram gerações.
Descanse em paz!