sexta-feira, 17 de abril de 2026

Era uma geração que fazia da rua o seu mundo.




Ograçados

A brincadeira começava cedo e só acabava quando a noite já tinha tomado conta, muitas vezes ao som de um “já pra dentro!” vindo de casa. Não tinha celular, nem pressa — tinha imaginação, amizade e liberdade. A rua virava campo de futebol, pista de corrida, cenário de aventuras que só quem viveu entende. E no meio de tudo isso, a felicidade era simples… mas imensa.

Sonho de pijamas histórias





Sonho de pijamas histórias

Tinha tardes que eram assim em alguma varanda antigamente

Evangelho (Jo 21,1-14)-Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.



- Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. 

A aparição foi assim:  

Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos de Jesus.  

Simão Pedro disse a eles: "Eu vou pescar". Eles disseram: "Também vamos contigo". Saíram e entraram na barca, mas não pescaram nada naquela noite.  Já tinha amanhecido, e Jesus estava de pé na margem. Mas os discípulos não sabiam que era Jesus. 

Então Jesus disse: "Moços, tendes alguma coisa para comer?" Responderam: "Não". 

 Jesus disse-lhes: "Lançai a rede à direita da barca, e achareis". Lançaram pois a rede e não conseguiam puxá-la para fora, por causa da quantidade de peixes.  Então, o discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: "É o Senhor!" Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor, vestiu sua roupa, pois estava nu, e atirou-se ao mar.  Os outros discípulos vieram com a barca, arrastando a rede com os peixes. Na verdade, não estavam longe da terra, mas somente a cerca de cem metros.  Logo que pisaram a terra, viram brasas acesas, com peixe em cima, e pão. 

 Jesus disse-lhes: "Trazei alguns dos peixes que apanhastes".  Então Simão Pedro subiu ao barco e arrastou a rede para a terra. Estava cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e apesar de tantos peixes, a rede não se rompeu.  Jesus disse-lhes: "Vinde comer". 

Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor.  Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a mesma coisa com o peixe. 

Esta foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Evangelho do dia -“Vós deveis nascer do alto!”



Nelson Manzatto

Disse Jesus a Nicodemos: “Vós deveis nascer do alto. O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. 

Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”. Nicodemos perguntou: “Como é que isso pode acontecer?” Respondeu-lhe Jesus: “Tu és mestre em Israel, mas não sabes estas coisas? Em verdade, em verdade, te digo, nós falamos daquilo que sabemos e damos testemunho daquilo que temos visto, mas vós não aceitais o nosso testemunho. Se não acreditais, quando vos falo das coisas da terra, como acreditareis se vos falar das coisas do céu? E ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna”. (Jo 3,7b-15)

Reflexão

 - A Vida nova, a Vida segundo o Espírito, não é algo que a pessoa humana possa conseguir por si mesma, uma vez que é algo que está muito além da sua própria natureza, portanto algo que foge às suas capacidades. A Vida nova é a vida da graça, que nos é dada pelo próprio Deus, a partir do mistério pascal de Jesus. A condição para a participação nessa Vida em Cristo é a fé; todos os que acreditam que Jesus, crucificado, morto e ressuscitado, é o Filho de Deus, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade que se fez homem para ser o Emanuel, o Deus conosco, recebem dele o dom da Vida em plenitude, o dom da vida eterna.

Na beira do rio manso



Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré

Na beira do rio manso
onde a vida corre devagar,
tem uma casa amarela
que aprende todo dia a lutar.

De frente pro mundo simples,
com a porta sempre aberta,
vive gente que não tem luxo,
mas tem a alma certa.

No terreiro, a galinha cisca,
no varal a roupa balança,
e na horta ali na frente
brota fé junto com esperança.

A mulher na porta parada
segura o pano na mão,
olhando o tempo passar
com paz dentro do coração.

Cada detalhe ali vivido
não foi comprado, foi suado,
é história feita na luta
de quem nunca foi derrotado.

E assim segue o sertão,
forte, bonito e verdadeiro,
onde o pouco vira riqueza
na mão do povo guerreiro

Evangelho do dia - Quem crê no Filho tem a vida eterna!






“Aquele que vem do alto está acima de todos. O que é da terra, pertence à terra e fala das coisas da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. Dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro. 

De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque Deus lhe dá o espírito sem medida. O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão. Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna. Aquele, porém, que rejeita o Filho não verá a vida, pois a ira de Deus permanece sobre ele”. (Jo 3,31-36)

Reflexão - 

Devemos procurar Jesus para que, a partir do encontro pessoal com ele, possamos conhecer o próprio Pai. Quando isso acontece, deixamos de pertencer às coisas da terra, porque assumimos novos valores e encontramos em Deus uma nova motivação para viver: a motivação das coisas do alto. A fonte dessa motivação é o dom do Espírito Santo que é derramado sem medida sobre nós e faz com que reconheçamos nas palavras de Jesus as palavras do próprio Deus, que são fonte de verdadeira alegria e de felicidade eterna para todos os que creem nelas e as colocam em prática no dia a dia.

Um pai solteiro acolheu um casal de idosos de 80 anos


Minha Vida


Um pai solteiro acolheu um casal de idosos de 80 anos… dois anos depois da morte deles, eles deixaram algo que o fez ficar sem reação.

Quando João Pereira viu os dois idosos à beira da estrada de terra vermelha, o sol de setembro no interior de Minas Gerais caía forte como fogo, e a poeira se levantava atrás da velha carroça puxada pela égua magra chamada Estrela.

Ele estava sozinho, e atrás dele, seu filhinho de apenas três anos cochilava sobre alguns sacos velhos.

João tinha apenas trinta e três anos… e já era pai solteiro.

Sua esposa, Luciana, havia morrido no parto. Tudo terminou em apenas algumas horas, em um pequeno hospital precário. Desde aquele dia, a casinha dele nunca mais teve o riso de uma mulher.
Só restaram ele… e o menino.

A vida se transformou em uma sequência de dias iguais: acordar cedo, fazer bicos, transportar mercadorias, economizar cada real e, todas as noites, voltar para a velha casa de madeira na periferia de São Miguel das Colinas, perguntando a si mesmo se no dia seguinte teria dinheiro suficiente para comprar leite para o filho.

A carroça diminuiu a velocidade quando ele virou perto de uma grande mangueira… e foi então que ele os viu.

Dois corpos envelhecidos, sentados sob uma sombra frágil.

O velho era tão magro que parecia que o vento poderia levá-lo. A idosa era pequena, de cabelos brancos embaraçados, com as mãos trêmulas segurando o braço do marido.

Entre os dois havia apenas uma sacola de pano… quase vazia.

João parou a carroça.

Vocês estão bem? perguntou ele.

A idosa levantou o rosto, e o cansaço em seus olhos era tão profundo que apertava o coração de quem visse.

Estamos só descansando um pouco, meu filho… estamos andando desde cedo.

E para onde vocês vão?

O velho ficou em silêncio por um instante, depois respondeu:

Já não temos para onde ir.

Aquela resposta… pesava mais do que qualquer fome.

João olhou para os pés inchados dos dois, para a estrada longa à frente… depois voltou os olhos para o filho adormecido atrás dele.

Ele não pensou por muito tempo.

Subam na carroça.

Não queremos atrapalhar… disse o velho.

João balançou a cabeça.

Eu também não quero ver vocês morrerem na estrada.

E foi assim que a vida dele mudou naquele instante.

Me perguntaram, Por Que Lula?!



Cida Bagalho


01) Fies

02) Pronatec

03) Prouni

04) Ciência sem Fronteiras

05) Mais Médicos

06) Farmácia Popular

07) Minha Casa, Minha Vida

08) Bolsa Família

09) Cisternas no sertão

10) Luz para Todos

11) Transposição do Rio São Francisco

12) Reativação do Transporte Ferroviário

13) Ferrovia Norte-Sul

14) Ferrovia Transnordestina

15) Aumento do salário mínimo acima da inflação

16) Água para Todos

17) Brasil Sorridente

18) Pronaf

19) FAT

20) Programa Brasil Sem Miséria

21) Bolsa Atleta

22) Bolsa Estiagem

23) Bolsa Verde

24) Bolsa-escola

25) Brasil Carinhoso

26) Pontos de Cultura

27) Programa Biodiesel

28) SUS

29) SAMU/UPAS

30 Saúde da Família

31) FGEDUC (Seguro do FIES)

32) Casa da Mulher Brasileira

33) Aprendiz na Micro e Pequena Empresa

34) MEI Microempreendedores Individuais

35) Pagamento da Dívida Externa ao FMI

36) Empréstimo ao FMI

37) BRICS

38) Retirada pela ONU do Brasil do Mapa da Fome

39) Reequipagem, Valorização e Autonomia da Polícia Federal

40) Liberdade para a PGR

41) Liberdade para o MP

42) Escolha para os órgãos da Justiça dos primeiros das listas das corporações

43) Jogos Pan-americanos

44) Copa do Mundo

45) Olimpíadas

46) 98 conferências nacionais de 43 áreas, como educação, juventude, saúde, cidades, mulheres, comunicação, direitos LGBT, entre outras.

47) Orçamento para a Cultura cresceu de R$ 276,4 milhões em 2002 para R$ 3,27 bilhões em 2014

48) Vale-cultura

49) Programa Cultura Viva

50) Programa Mais Cultura nas Escolas

51) PND – Política Nacional de Defesa – Investimentos em defesa cresceram dez vezes: de R$ 900 milhões em 2003 para R$ 8,9 bilhões em 2013

52) Participação das FFAA em 11 missões militares de paz da ONU

53) Projeto Submarino Nuclear

54) Modernização da frota de aeronaves da FAB com transferência da tecnologia

55) Pré-sal

56) Redução de 79% do desmatamento da Amazônia brasileira

57) Aumento em mais de 50% da extensão total de área florestal protegida.

58) Liderança mundial em redução de emissão de gases de efeito estufa (GEE). Entre 2010 e 2013, o Brasil deixou de lançar na atmosfera uma média de 650 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano.

59) Valorização do polo naval

60) Refinaria Abreu e Lima

61) Novas usinas hidrelétricas: Teles Pires, Belo Monte, São Manoel, Santo Antônio, Jirau, São Luiz do Tapajós

62) Conferência Mundial Rio+20

64) PAC

65) Aumento exponencial do parque eólico brasileiro

66) Polos de desenvolvimento NE: Suape PE, Pecém CE e Camaçari BA: Investimentos somam cerca de R$ 100 bilhões.

67) Faculdades em muitos municípios do Brasil.

68) UNILAB

69) construção e contratação de 8.787 creches e pré-escolas, com investimentos de R$ 10 bilhões, beneficiando 4.178 municípios.

70) Implantou o FUNDEB aprovado sem veto

71) Aprovou o PNE sem veto

72) criou 18 novas universidades federais e 173 campus universitários

73) Financiou o Projeto Leitura e Escrita na Educação Infantil

74) Isenção do imposto de renda a quem ganha até 5 mil/mês

Evangelho do dia - A Luz veio ao mundol



Nelson Manzatto

Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna.

De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. 

Ora, o julgamento é este: 

a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 

Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus. (Jo 3,16-21)

Reflexão: 

o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele, ou seja, pelo mistério de sua paixão, morte e ressurreição, todas as pessoas que querem viver segundo a luz, realizando as obras de Deus, e fugir das obras das trevas, fugir do pecado e das suas consequências, deixam de ser escravas do pecado e da morte e tornam-se livres, filhos e filhas de Deus, para viver segundo a graça e caminhar na esperança de que viverá eternamente junto de Deus.

terça-feira, 14 de abril de 2026

O dia que São Cristovão Carregou o menino Jesus


Fatos do Catolicismo

O dia que São Cristovão Carregou o menino Jesus

Antes de se tornar cristão, se chamava Réprobo. Era um cananeu rude, alto de estatura. Inculto, mas inteligente, desejava conhecer e servir ao rei mais poderoso da terra.

Certo dia lhe apresentaram um. Foi com ele a uma peça de teatro na qual o nome do diabo era repetido com frequência. A cada vez que o ouvia, o rei fazia o sinal da cruz.

Por que fazes este sinal?, perguntou Rébrobo. 

Para me livrar das artimanhas do demônio , respondeu o rei. O escravo não se conformou.

Se há alguém de quem tens medo, então não és mais poderoso que ele

Começou então a procurar o diabo para servi-lo, admitindo ser ele o maioral da terra. Um ser bem apessoado, atraente e forte iniciou por encantar o servo gigante.

Porém, um dia andando com ele pela estrada, viu que em certo sítio, o demônio desviou caminho.

Perguntou: por que desvias? ntão este é maior do que ti. Abandonou-o de imediato e andou a procura do novo rei. Encontrou-o através de um eremita que lhe falou sobre o Salvador. O cristão lhe explicou que para encontrar a Cristo era necessária a oração. O convertido entristeceu-se e disse: não sei rezar ainda

Então, podes jejuar Para mim esta prática é ainda muito difícil, pois preciso de muito alimento para manter meu pesado corpo.Então, disse-lhe o catequista, comece pela caridade e chegarás ao encontro com Cristo. Como era alto, pôs-se misericordiosamente a transportar nos ombros pessoas que precisavam atravessar um rio sem pontes.

Certo dia, chegou à margem uma criança que com caridade pôs em travessia. Pesava muito; peso descomunal. Correu risco de não suportar e se afogar nas águas caudalosas. Ao chegar do outro lado, reclamou:você me causou perigo e quase me levou à morte. Porque pesa tanto? Parecia-me ter o mundo inteiro sobre os ombros. O menino então esclarece: tranquiliza-te; sou o Cristo a quem serves.

Transportastes o rei da terra, o criador do mundo Por isso, terminada a catequese, o santo eremita o batizou com o nome de Cristóvão, que significa Transportador de Cristo.

Texto : Canção Nova

Ele jogou as malas dela na chuva…



Chico - Cartas de Paz e Consolação

Ele jogou as malas dela na chuva… mas o que aconteceu 6 meses depois fez todo mundo que riu naquela noite engolir o próprio orgulho.

A chuva caía forte, pesada, daquelas que não dão trégua. E foi no meio daquele barulho que Clara ouviu o som mais frio da vida dela: a porta sendo fechada na sua cara depois de 18 anos de casamento.

As malas vieram logo em seguida. Uma… duas… jogadas sem cuidado, como se ali dentro não tivesse uma vida inteira.

— Acabou, Clara. — a voz de Renato veio seca, sem emoção. — Essa casa agora é minha.

Ela ficou parada por alguns segundos, tentando entender se aquilo era real. A água escorria pelo rosto, misturando chuva com lágrimas. O vestido grudava no corpo. As mãos tremiam.

Atrás dele, Vanessa cruzava os braços com um sorriso leve… quase entediado.

— Tem mulher que não percebe quando já venceu o prazo.

Algumas janelas ao redor já estavam acesas. Cortinas discretamente afastadas. Gente assistindo. Gente julgando. Gente em silêncio.ando.

Mas o que ninguém ali sabia… é que aquela não era só a pior noite da vida dela.

Era o começo.

Ela caminhou sem rumo por quase vinte minutos. Os pés doíam, o corpo pesava, mas o pior era o vazio. Não era só o fim de um casamento. Era a sensação de ter sido descartada depois de ter dado tudo.

Tudo.

Ela lembrava das noites em claro quando Renato quebrou. Das contas que ela segurou sozinha. Das joias que vendeu em silêncio. Das vezes que engoliu o cansaço pra manter a casa de pé.

E agora… aquilo.

Quando parou na frente de uma padaria ainda aberta, não foi por esperança.
Foi por exaustão.

Entrou tremendo. Molhada. Sem dignidade nenhuma aos olhos de quem visse de fora.

— Minha filha… senta aqui — disse o dono, um senhor de voz calma. — Você vai pegar um resfriado desse jeito.

Ela tentou recusar. Não conseguiu.

O café veio quente. A toalha veio seca. E, pela primeira vez naquela noite… alguém olhou pra ela como gente.
— O que aconteceu?

Ela não contou tudo. Mas contou o suficiente.
E foi aí que algo inesperado aconteceu.

— Espera… você é a Clara que fazia bolos no Jardim Esperança?
Ela levantou o olhar, surpresa.
— Sou…

O homem sorriu.

— Minha filha nunca esqueceu um bolo seu. Disse que foi o melhor aniversário da vida dela.

Fazia anos que ninguém lembrava de algo bom sobre ela.

Antes de ir embora, ele disse:

— Tenho uma cozinha parada no fundo. Se você quiser… começa amanhã.

Ela quase disse não.
Quase.

Mas alguma coisa dentro dela… cansou de perder.

No dia seguinte, ela voltou.
E no outro também.
E no outro.

No começo, eram poucos pedidos. Pequenos. Simples.
Mas tinha algo diferente.

Clara não fazia só bolo.
Ela colocava ali tudo o que tinha sido engolido por anos: o silêncio, a dor, a força, o recomeço.
E as pessoas sentiam.

Três meses depois… já não era mais “um favor”.
Era fila.

Seis meses depois… o nome dela estava em embalagens, redes sociais, encomendas fechadas para semanas.

E numa tarde comum…
um carro conhecido parou em frente à padaria.
Renato desceu.
Sozinho.
Sem o brilho de antes.
Sem a confiança de antes.
Entrou devagar, olhando ao redor… até ver o nome no balcão:

“Clara Doces”
Ela estava ali. De pé. Segura. Inteira.

Ele se aproximou.
— Clara… a gente precisa conversar.

Mas não havia mais tremor. Nem pressa. Nem dor.

— Sobre o quê?
Ele hesitou.
— Eu… cometi um erro.
Silêncio.
— Aquela casa… não deu certo. As coisas… mudaram.

Clara respirou fundo.
Por um segundo… lembrou da chuva.
Da porta.
Das malas.
Das risadas.

E então respondeu, com uma calma que não existia antes:
— Mudaram mesmo.
Ele tentou sorrir.
— A gente pode tentar de novo…

Ela negou com a cabeça.
Sem raiva. Sem vingança.
Só verdade.

— Eu precisei perder tudo pra me encontrar. E você… foi parte disso.
Ele não disse mais nada.
Porque, pela primeira vez…
não havia mais nada que ele pudesse oferecer.

Quando ele saiu, algumas pessoas no salão cochichavam. Outras observavam em silêncio

Mas Clara não olhou pra nenhuma delas.
Voltou pro balcão.
Porque agora ela sabia.
Naquela noite, ele fechou a porta pra ela…

Mas foi ali que a vida dela finalmente abriu.

Tem lembranças que voltam sempre




10graçados 

Tem lembranças que voltam sempre, não por acaso… mas porque carregam afeto, cuidado e pedaços de quem a gente ama. Um dia, o que era repetido vira saudade — 

cada detalhe passa a fazer falta. Por isso, aproveite, escute com atenção e guarde cada momento no coração.




A mesa longa




Baú da Internet

Na infância, a gente era rico de um jeito que o dinheiro nunca poderia comprar, porque tínhamos nossos avós por perto e as reuniões de família cheias de vida. 

A casa ficava cheia, as conversas se misturavam com risadas, o cheiro de comida boa tomava conta e cada canto era preenchido por histórias e carinho. 

Estar rodeado por quem a gente amava dava um sentimento de segurança e felicidade que parecia infinito. 

Naquele tempo, a verdadeira riqueza era ter todos juntos, compartilhando momentos simples que hoje viraram lembranças preciosas guardadas no coração.


Fazer isso na infância



ranilson clebson


Lembra quando a felicidade cabia em coisas simples? Um par de latas, um sorriso no rosto e a rua como cenário de aventuras…
A infância era feita de pouco, mas transbordava tudo aquilo que hoje a gente mais sente falta: leveza, amizade e liberdade.

Evangelho -“Bem-aventurado os que creram sem terem visto!”



Nelson Manzatto

Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”.

Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado.

Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco.

Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”. 

Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” 

Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. 

Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus lhe disse:

“Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” 

Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome. (Jo 29, 19-31)

Reflexão: 

Jesus se faz presente na comunidade. As portas fechadas não podem impedir que ele esteja no meio dos que nele acreditam. Até hoje é assim. Quando estamos reunidos, mesmo com todas as portas fechadas, Jesus está no meio de nós. E até hoje, a primeira palavra de Jesus é e será sempre: “A paz esteja com vocês!” Ele mostrou os sinais da paixão nas mãos e no lado. O ressuscitado é o crucificado. O Jesus que está conosco na comunidade não é um Jesus glorioso que não tem mais nada em comum com nossa vida. Mas é o mesmo Jesus que viveu nesta terra, e traz as marcas da sua paixão.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

A sede era de água




ranilsonclebson


Na simplicidade de ontem, existiam riquezas que o tempo nunca conseguiu apagar.


A sede era de água, a felicidade era de verdade… e a infância morava nas pequenas coisas.


#InfânciaRaiz #NostalgiaBoa #MemóriadaVida# TempoBom #RanilsonClebson

Evangelho - A paz esteja convosco














“A paz esteja convosco!”

Naquele tempo, os dois discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco!” Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! 

Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. 

E dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés. 

Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. 

Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” Deram-lhe um pedaço de peixe assado. Ele o tomou e comeu diante deles. Depois disse-lhes: 

“São estas as coisas que vos falei quando ainda estava convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. 

Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, e lhes disse: “Assim está escrito: o Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia e no seu nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sereis testemunhas de tudo isso”. (Lc 24,35-48)

Reflexão

Quando a comunidade está reunida, realiza-se a experiência pascal, a experiência da presença do Ressuscitado. Esta presença é a manifestação do Deus da Paz, o Deus real, o Deus vivo e verdadeiro, do Deus que é solidário com os homens e está sempre participando de suas vidas, mesmos que eles não sejam capazes de perceber isso. Não é a manifestação de um fantasma qualquer. Esta experiência comunitária da presença do Ressuscitado faz com que a comunidade se torne evangelizadora, testemunha de todos os valores pelos quais Jesus morreu e ressuscitou, se torne testemunha de que de fato Jesus é o Filho do Deus vivo, que cumpriu plenamente a vontade do Pai.

Tenho setenta e cinco anos e ainda sou “a filha”.



Felicidade pura


Tenho setenta e cinco anos e ainda sou “a filha”. Minha mãe tem noventa e sete. Toda vez que a carteira entra em nosso quintal, ela pausa por um momento ao nos ver: duas mulheres de cabelos brancos
sentadas no velho banco sob a macieira.

Criámos filhos que partiram para a cidade em busca de uma vida melhor. Ambas enterrámos nossos maridos —homens trabalhadores e bons, com cheiro de terra e fadiga—. Carregamos um século inteiro nos ossos.

Às vezes brinco enquanto tentamos caminhar juntas até a cozinha fumegante:

—Olha, mãe, o coxo está guiando a cega.

Ela ri com aquele som cristalino que lembro da infância, quando fazia milagres para colocar comida na mesa de toda a família e ainda sobrava para os vizinhos.

Mas, para ser sincera, às vezes dói. O silêncio da casa ressoa nos ouvidos. Minhas articulações avisam quando vai chover, enquanto tento ajudá-la a levantar-se. Suas mãos tremem tanto que não consegue abotoar seu suéter favorito, e seus olhos veem apenas neblina onde antes estava o pomar.

E, ainda assim, todas as manhãs, antes que o café com canela ferva, ela me diz:

—O que se passa, Anita? Levanta-te. Deus nos deu mais um dia, e devemos vivê-lo.

Olho para ela, pequena e frágil, e me pergunto: de onde vem tanta força? Talvez eu segure seu braço, mas é ela quem segura minha alma.

O amor não é feito de grandes promessas, mas de permanecer. E que bênção é envelhecer ao lado da mulher que te deu a vida.

O celular da minha época


KalAraujo Querer bem mensagens

Era assim...

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Oitava da Páscoa - Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 24,13-35


Catequista em Missão

Quarta-feira, 8 de Abril de 2026

Naquele mesmo dia, o primeiro da semana,
dois dos discípulos de Jesus
iam para um povoado, chamado Emaús,
distante onze quilômetros de Jerusalém.

Conversavam sobre todas as coisas
que tinham acontecido.

Enquanto conversavam e discutiam,
o próprio Jesus se aproximou
e começou a caminhar com eles.

Os discípulos, porém, estavam como que cegos,
e não o reconheceram.

Então Jesus perguntou:

"O que ides conversando pelo caminho?"

Eles pararam, com o rosto triste
e um deles, chamado Cléofas, lhe disse:

"Tu és o único peregrino em Jerusalém
que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?"

Ele perguntou: "O que foi?"

Os discípulos responderam:

"O que aconteceu com Jesus, o Nazareno,
que foi um profeta poderoso em obras e palavras,
diante de Deus e diante de todo o povo.

Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes
o entregaram para ser condenado à morte
e o crucificaram.

Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel,
mas, apesar de tudo isso,
já faz três dias que todas essas coisas aconteceram!

É verdade que algumas mulheres do nosso grupo
nos deram um susto.

Elas foram de madrugada ao túmulo
e não encontraram o corpo dele.

Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos
e que estes afirmaram que Jesus está vivo.

Alguns dos nossos foram ao túmulo
e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito.

A ele, porém, ninguém o viu".

Então Jesus lhes disse:

"Como sois sem inteligência
e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram!

Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso
para entrar na sua glória?"

E, começando por Moisés e passando pelos Profetas,
explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura
que falavam a respeito dele.

Quando chegaram perto do povoado para onde iam,
Jesus fez de conta que ia mais adiante.

Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo:

"Fica conosco, pois já é tarde
e a noite vem chegando!"

Jesus entrou para ficar com eles.
Quando se sentou à mesa com eles,
tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía.

Nisso os olhos dos discípulos se abriram
e eles reconheceram Jesus.
Jesus, porém, desapareceu da frente deles.

Então um disse ao outro:

"Não estava ardendo o nosso coração
quando ele nos falava pelo caminho,
e nos explicava as Escrituras?"

Naquela mesma hora, eles se levantaram
e voltaram para Jerusalém,
onde encontraram os Onze reunidos com os outros.

E estes confirmaram:

"Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!"

Então os dois contaram
o que tinha acontecido no caminho,
e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

Palavra da Salvação.