terça-feira, 17 de março de 2026

A vida não avisa


Positividadea

A vida não avisa quando começa a cena mais importante; ela simplesmente te coloca no palco e espera que você aja de coração aberto. 

Às vezes, pensamos que haverá tempo para corrigir, para repetir o que deu errado ou para dizer o que calamos, mas o relógio avança sem pausas. 

Cada dia traz uma oportunidade diferente e, mesmo não tendo o roteiro perfeito, continuamos aprendendo enquanto caminhamos.

Há manhãs leves, cheias de risos, e outras nas quais o silêncio pesa mais do que as palavras. 

Em ambas, a vida continua ensinando. 

Rir não significa ignorar a dor, e chorar não é sinal de derrota. São partes da mesma viagem. Cada emoção deixa uma marca, uma pequena lição que nos lembra que estamos vivos e que sentir é um privilégio que muitas vezes passa despercebido.

É olhar atentamente para os detalhes simples: uma conversa sincera, um abraço inesperado, uma música que desperta memórias. 

São momentos que parecem pequenos, mas se tornam gigantes quando o tempo passa e entendemos o seu valor. 

A intensidade real nasce da presença, de realmente estar onde estão seus passos.

Também existem cenas difíceis.

Dias em que o cansaço vence e as dúvidas aparecem. 

No entanto, mesmo nesses momentos, algo lá dentro continua a avançar. 

A vida não exige perfeição, apenas autenticidade. 

Todo erro se torna experiência e cada queda pode se transformar em uma nova maneira de entender quem você é.

Talvez o segredo esteja em viver sem esperar pelo momento ideal. 

Em expressar carinho quando nasce, em rir quando a alegria chega e em permitir-se sentir quando a tristeza visit

Porque um dia a cortina baixará, e o que restará não serão os aplausos, mas a tranquilidade de ter vivido

com verdade, deixando em cada cena uma parte sincera da sua alma.

No caminho de casa



Assocoação Cultural Poeta Patativa do Assaré


No meio do verde do quintal, existe uma casa simples com paredes que guardam histórias e um terreiro cheio de vida.

O varal balança no vento, as plantas enfeitam a janela, e cada canto parece dizer que a felicidade mora nas coisas pequenas.

Pelo caminho de terra segue um homem devagar, com passos de quem conhece o tempo.

Cada passo carrega lembranças, cada olhar agradece pela vida.

Ali não tem luxo nem pressa, mas tem paz, tem sombra de árvore e tem o cheiro bom da terra molhada que só o interior sabe ter.

Porque no sertão é assim:

quem aprende a amar a simplicidade

descobre que a verdadeira riqueza

sempre esteve no caminho de casa.

Saia da sua casa

Feliz com a vida

Saia da sua casa, mesmo que não tenha ninguém para visitar. Às vezes o coração só precisa mudar de ar para se sentir vivo de novo. 

Veja outros rostos, ouça outros sons e lembre-se que o mundo é maior que as quatro paredes onde você se sente preso. Caminhar um pouco ajuda mais do que você imagina.

Sentar-se em um parque, entrar em um café ou dar uma volta sem rumo também é uma forma de cuidar de você. Você não precisa de um plano perfeito nem companhia. Às vezes, basta se levantar e se mexer para que sua mente respire e seu ânimo encontre uma pausa. 

Sair ordena, esclarece e te devolve um pouco de calma. Faça isso por você. 

Um pequeno passo lá fora pode mudar tudo por dentro.

Seja leve,seja livre!

Carlos Aragão

O que é mpox? Saiba quais são os sintomas e como prevenir



O que é mpox? Saiba quais são os sintomas e como prevenir


Adobe Stock

Vacinação contra a mpox visa grupos com maior risco de evoluir para formas graves da doença

Por Emanuele Almeida
23/02/2026 | 16h06

São Paulo, 23/02/2026 - O recente surgimento de novas cepas no Reino Unido e Índia, além da confirmação de casos importados em janeiro no Brasil, reacenderam o alerta e nacional para a mpox.

Diante das novas implicações, autoridades de saúde reforçam o monitoramento e as orientações sobre a doença.

O que é a mpox e como ela é transmitida?

Anteriormente conhecida como varíola dos macacos, a mpox é uma doença viral zoonótica causada pelo vírus MPXV, pertencente ao gênero Orthopoxvirus. Segundo o Ministério da Saúde, a principal forma de transmissão ocorre pelo contato físico próximo e direto pessoa a pessoa, o que inclui contato com erupções cutâneas, fluidos corporais e secreções respiratórias, além de abraços, beijos e relações sexuais.

A infecção também pode acontecer de forma indireta, através de materiais contaminados, como roupas, toalhas, lençóis e talheres, ou pelo contato com animais silvestres infectados. 

No Brasil, o caso mais recente foi no Estado de São Paulo, que confirmou em janeiro o segundo caso da variante clado 1b da mpox em um homem de 39 anos vindo de Portugal. O Estado soma 1.930 notificações da doença, todas sem óbitos, e mantém monitoramento contínuo.

Quais são os sintomas?

O período de incubação do vírus, aquele tempo entre o primeiro contato e o início dos sinais, pode variar de 3 a 21 dias. Os principais sintomas da mpox incluem:Erupções cutâneas ou lesões de pele (que podem aparecer no rosto, mãos, pés, boca e órgãos genitais);

Ínguas (linfonodos inchados);

Febre, dores de cabeça e no corpo;

Calafrios e fraqueza.

A doença costuma evoluir para quadros leves e moderados, durando em média de duas a quatro semanas. O paciente infectado deixa de transmitir o vírus apenas quando as crostas das lesões caem, as feridas cicatrizam completamente e uma nova camada de pele se forma.

Prevenção e tratamento

Até o momento, não existe um medicamento específico aprovado para curar a mpox; o tratamento disponível é focado no suporte clínico para alívio dos sintomas. As principais recomendações de prevenção incluem:

Lavagem frequente das mãos;

Higienização de superfícies;

Não compartilhar objetos de uso pessoal;

Evitar o contato com pessoas suspeitas ou confirmadas.

Em relação à imunização no Brasil, a vacinação contra a mpox não é aberta ao público geral. A estratégia do Ministério da Saúde foca em proteger grupos de maior risco de evoluir para formas graves da doença, como pessoas vivendo com HIV/Aids que apresentam status imunológico baixo, profissionais de laboratório que manipulam o vírus, além de pessoas que tiveram exposição de médio ou alto risco a infectados.

Atualmente, algumas vacinas contra a mpox integram o cenário global, embora apenas duas contem com o respaldo do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização da OMS e de agências reguladoras internacionais: a Jynneos (Bavarian Nordic) e a ACAM2000 (Sanofi Pasteur).

A vida me derrubou

 Feliz com a vida




Durante muitos anos


Durante muitos anos, a cena de vizinhos sentados na calçada, conversando até tarde, fez parte da rotina de inúmeras famílias brasileiras. 

Crianças brincavam na rua, adultos trocavam notícias do dia e o tempo parecia passar de forma diferente, fortalecendo laços e criando memórias que marcaram a infância de quem cresceu nesse ambiente mais aberto e coletivo.

O que a nostalgia de infância na calçada representa?

A nostalgia de infância ligada às calçadas está associada à memória afetiva de uma convivência mais próxima com a vizinhança. 

Não se trata apenas das brincadeiras, mas de um estilo de vida em que a rua funcionava como extensão da casa, com circulação livre entre lares e famílias.

A ausência de tantas telas, o menor fluxo de carros e uma sensação de segurança maior em muitos bairros permitiam que crianças ficassem até tarde na calçada, sob o olhar atento de pais, avós e parentes. Esse contexto construía um cotidiano compartilhado, em que a presença física era o centro da vida social.

Coisas simples do passado que mostram como os bairros eram unidos

Como a convivência na calçada reforçava o sentimento de comunidade?

Especialistas em comportamento social costumam associar essa lembrança a um forte sentimento de pertencimento. 

Ao recordar as conversas na porta de casa, muitos adultos descrevem uma rede de apoio composta por vizinhos que participavam ativamente do dia a dia das famílias.

Essas relações iam muito além da cordialidade superficial, criando uma dinâmica de cooperação constante entre moradores do mesmo bairro.

Apoio na criação das crianças
vizinhos ajudavam a observar, orientar e cuidar, funcionando como uma rede extra de proteção.

Trocas cotidianas: 
empréstimo de itens de necessidade imediata, como alimentos, ferramentas ou utensílios domésticos.

Escuta e companhia
conversas longas na calçada funcionavam como espaço de desabafo, acolhimento e socialização.

Organização espontânea
pequenos eventos, como aniversários simples ou rodas de histórias, nasciam naturalmente desse convívio.

Por que a lembrança das noites na calçada ainda é tão forte?

A nostalgia de infância relacionada às noites na calçada permanece forte por envolver experiências simples, porém marcantes, que integravam rotina, convivência e lazer. 

Em lugar de encontros marcados com antecedência, o convívio surgia de forma espontânea, a partir do hábito de “puxar a cadeira” para a frente de casa.

O contato era direto e constante, sem a mediação de telas ou aplicativos, e as brincadeiras ocupavam o espaço público como parte natural da vida

Relações de proximidade
vizinhos se conheciam pelo nome, pela história e pelas famílias.

Rotina previsível
horários semelhantes de movimento facilitavam encontros diários e informais.

Infância ao ar livre: grande parte das brincadeiras acontecia fora de casa, na rua ou na calçada.

Participação dos adultos:
pais e responsáveis conversavam, observavam e interagiam com as crianças.

Em muitos bairros, a calçada virava ponto de encontro. Vizinhos se sentavam para conversar e o tempo passava sem pressa.

Tema presente no canal C3N Retrô, que reúne mais de 169 mil de inscritos e aproximadamente 564 mil de visualizações, trazendo lembranças e tradições do cotidiano:


De que forma a memória das calçadas influencia as novas gerações?

Relatos de adultos sobre as noites na rua influenciam a maneira como cuidadores lidam com a criação de crianças hoje. 

Em algumas famílias, há um esforço para equilibrar o uso de tecnologia com experiências ao ar livre, visitas a praças, encontros com vizinhos e atividades coletivas.

A lembrança da infância passada na calçada funciona como ponto de comparação e inspiração, incentivando práticas que resgatem certa qualidade de convivência presencial.

Estímulo a brincadeiras tradicionais:
esconde-esconde, queimada, pique-pega e roda adaptados a espaços menores ou seguros.

Organização de encontros entre crianças
convites para brincar em áreas internas, pátios ou salões de prédios.

Valorização de conversas presenciais: 
momentos em família sem telas, para falar do dia e trocar experiências.

Resgate de histórias locais:
relatos sobre o bairro, antigos moradores e mudanças ao longo do tempo.

Por que as memórias de calçada permanecem tão presentes?

As lembranças da época em que vizinhos sentavam na calçada para conversar até tarde seguem vivas em histórias contadas em família, em encontros de antigos moradores e até em produções culturais. 

A nostalgia de infância, nesse caso, não é apenas saudade de um tempo específico, mas a recordação de uma forma de viver em grupo.

Mesmo com mudanças tecnológicas e sociais, a imagem das cadeiras na calçada, das conversas despreocupadas e das crianças brincando na rua permanece como símbolo de proximidade, presença e vínculos comunitários que atravessam gerações.


No alto do terreiro antigo




Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré

No alto do terreiro antigo ergue-se a casa do sertão, paredes guardando histórias de luta e dedicação.

O chão vermelho da estrada conta passos de quem passou, gente simples dessa terra que nunca se entregou.

O verde cobre a roça inteira feito manto de esperança, quando o inverno chega manso renova o peito e a confiança.

Debaixo da sombra da árvore
o tempo aprende a parar,
porque a paz do interior
não tem preço pra pagar.

É assim no meu Nordeste:

vida simples, coração forte,onde a fé guia o caminhoe Deus acompanha a sorte.

Chamam-nos de anciãos


Graciosa Página

Nascemos nos anos 40-50-60.

Crescemos nos anos 50-60-70.

Estudamos nos anos 60-70-80.

Namoramos nos anos 70-80-90.

Casamos e descobrimos o mundo nos anos 70-80-90.

Nos aventuramos nos anos 80-90.

Estabilizamos nos anos 2000.

Ficamos mais sábios em 2010.

E fomos firmes além de 2020.

Parece que vivemos oito décadas diferentes.

DOIS séculos diferentes.

DOIS milênios separados.

Passamos do telefone com um operador de chamadas de longa distância para chamadas de vídeo em qualquer lugar do mundo.

Passamos de slides para o YouTube, discos de vinil para música online, cartas escritas à mão para e-mail e WhatsApp.

Desde jogos de rádio ao vivo, à TV a preto e branco, à TV a cores e depois à TV 3D HD.

Fui à loja de vídeos e agora assisto Netflix.

Conhecemos os primeiros computadores, cartões perfurados, disquetes e agora temos gigabytes e megabytes nos nossos smartphones.

Usamos calções durante a nossa infância e depois calças e jeans.

Sobrevivemos à paralisia infantil, meningite, poliomielite, tuberculose, gripe suína e recentemente COVID-19.

Costumávamos andar de patins, triciclos, bicicletas, ciclomotores, gasolina ou carros diesel e agora conduzimos híbridos ou elétricos.

Sim, já passamos por muita coisa, mas que vida tivemos!

Eles poderiam descrever-nos como "exemplares", pessoas nascidas naquele mundo dos anos 50, que tiveram uma infância analógica e uma idade adulta digital.

Nós somos tipo "vi tudo"!

Nossa geração literalmente viveu e testemunhou mais do que qualquer uma em todas as dimensões da vida.

É a nossa geração que literalmente se adaptou à mudança.

Um grande aplauso para todos os membros de uma geração muito especial, que será ÚNICA!

(Autor desconhecido)

Tancredo Neves



Aventura na História

Em 14 de março de 1985, o presidente eleito Tancredo Neves foi internado em Brasília poucas horas antes da cerimônia de posse. O político sofria fortes dores abdominais e precisou passar por uma cirurgia de emergência.

A internação ocorreu na véspera do fim do regime militar no Brasil, após mais de duas décadas de ditadura. Diante da impossibilidade de Tancredo assumir o cargo, o vice José Sarney tomou posse como presidente interino em 15 de março.

A situação gerou grande comoção nacional e intensa cobertura da imprensa.

Durante semanas, o país acompanhou com expectativa os boletins médicos sobre o estado de saúde do presidente eleito.

Tancredo jamais chegou a assumir oficialmente a presidência. 

Ele morreu em 21 de abril de 1985, marcando de forma dramática a transição para a nova fase democrática do país.

Getty Images

A vida de São José


Paixão, ela Vida, Frases, poemas e mensagens

Juazeiro em fotos

A vida de São José nos ensina muito sobre acolher, proteger e cuidar daqueles que são obrigados a deixar sua terra. 

Ele mesmo viveu essa experiência dolorosa quando precisou fugir com Jesus Cristo e Virgem Maria para o Egito, para escapar da perseguição de Herodes, o Grande.

Naquela noite silenciosa, José levantou-se sem hesitar. Não questionou, não reclamou. Apenas confiou em Deus e protegeu sua família. Tornou-se, assim, um pai corajoso que carregou nos braços a esperança do mundo, mesmo vivendo como estrangeiro em uma terra desconhecida.

Por isso, São José é também um grande protetor dos refugiados. Ele sabe o que significa deixar a própria casa, enfrentar o medo, buscar segurança para quem se ama. Seu exemplo nos lembra que cada refugiado é um irmão, alguém que carrega uma história, uma dor e uma esperança.

Quando olhamos para São José, aprendemos que a verdadeira fé se manifesta no cuidado com o próximo. Assim como ele acolheu e protegeu sua família no exílio, somos chamados a acolher quem sofre, quem perdeu sua terra, quem busca um lugar para recomeçar.

Que São José nos ensine a ter um coração aberto, capaz de enxergar em cada refugiado o rosto de Cristo.

E que, assim como ele foi guardião da Sagrada Família, também seja hoje guardião de todos aqueles que caminham pelo mundo em busca de paz, abrigo e dignidade.

São José, protetor dos refugiados, rogai por nós e por todos os que não têm um lar seguro.



Paixão: Pela Vida, Frases, poemas e mensagens


Quando uma idosa faleceu numa casa de repouso, a equipa acreditava que ela não tinha deixado nada de valor. Os seus pertences eram poucos, simples e modestos, e parecia que não havia nada de especial entre eles.

Mas, enquanto as enfermeiras organizavam as suas coisas, encontraram uma carta.

As palavras escritas naquele papel tocaram todos profundamente. Era um poema — simples, mas incrivelmente profundo e cheio de emoção.

Nele, ela escreveu:

— O que vocês veem, enfermeiras? O que realmente veem quando olham para mim?

— Veem uma velha rabugenta, com o rosto marcado pelas rugas e o olhar perdido no vazio? Veem alguém que já não entende o que acontece à sua volta? Alguém que afasta o prato, fica em silêncio quando insistem para que coma, perde constantemente as suas coisas e deixa que a lavem, a alimentem e a repreendam sem reagir?

— É assim que vocês pensam em mim? É só isso que conseguem ver?
— Se for assim, abram os olhos, enfermeiras. Porque essa não sou eu.

Vocês veem aqui uma velhinha calada e obediente, mas deixem-me contar quem eu sou de verdade.

— Sou uma menina de dez anos que corria livremente e sentia o amor da sua família.

— Sou a Beatriz, aos dezasseis anos, cheia de sonhos e esperança, à espera de um grande amor.

— Sou uma noiva de vinte anos, com o coração a tremer, fazendo uma promessa para toda a vida.

Aos vinte e cinco anos tornei-me mãe — os meus filhos precisavam de mim, e a nossa casa era cheia de alegria.

Aos trinta, eu observava-os crescer e acreditava que o nosso laço nunca se iria quebrar.

Aos quarenta, mesmo quando eles já tinham seguido os seus próprios caminhos, o meu marido Miguel estava ao meu lado, segurando a minha mão.

Aos cinquenta, os meus netos brincavam no meu colo — e eu descobri novamente a felicidade da maternidade.

Mas depois vieram as nuvens.

O meu marido morreu. O futuro tornou-se frio e inquietante. Os meus filhos, mergulhados nas suas próprias famílias, começaram a vir cada vez menos. E eu fiquei sozinha com as memórias — dos amores, dos anos e de toda uma vida.

Agora sou velha…

A velhice levou-me a força e a beleza, deixando apenas um corpo frágil, onde antes batia um coração cheio de calor. Agora ele parece pesado como uma pedra.

Mas, dentro destas ruínas, ainda vive a jovem mulher que eu fui.

O meu coração está cansado, mas lembra-se.

Volto a sentir as alegrias e as dores. Na minha memória, volto a amar. Volto a viver.

Os anos passaram demasiado depressa.

E aceitei uma verdade simples: nada dura para sempre.

Por isso, peço-vos: olhem mais fundo.

Diante de vocês não está apenas uma velha rabugenta.

Diante de vocês estou eu.

Aquela que fui. E aquela que ainda sou.

Lembrem-se destas palavras quando encontrarem uma pessoa idosa.

Não desviem o olhar depressa demais. Tentem ver, por trás das rugas e da fragilidade, uma alma que continua viva.

Porque, por trás de cada rosto envelhecido, existe uma vida inteira — cheia de amor , dor, histórias e memórias que merecem respeito.

domingo, 15 de março de 2026

O que eu desejo



Feliz com a vida

O que eu desejo pra minha vida, eu também desejo pra quem caminha perto de mim.

Quero ver todo mundo crescendo, conquistando o que sonha e vivendo dias mais leves.

Que cada um encontre aquilo que faz o coração sorrir de verdade, aquilo que traz paz quando o dia pesa e alegria nas coisas simples.

Se for pra prosperar, que seja junto.

Se for pra vencer, que seja celebrando uns aos outros.

A vida fica muito mais bonita quando a felicidade não é só minha, mas compartilhada.

Pensamentos Soltos

quarta-feira, 11 de março de 2026

Havia um tempo




ranilsonclebsom ·

Havia um tempo em que a conversa valia mais que qualquer tela, e o riso na calçada era a maior felicidade da noite. 

Era simples, era leve… e, sem perceber, era tudo o que a gente precisava.

#Nostalgia #Tempo que não volta #MemóriasAfetivas #VidaSimples #BoasLembranças

E nesse lugar seus talheres não são prateados



Carlos A.Aniceto


E ainda usam as canecas e pratos esmaltados

O coador de café é de pano, invés do de papel

Manteiga e a coalhada, uma broa e o bom mel

E não têm piso caro nem ainda de porcelanato

Vermelhão e uns cômodos, cimento queimado

E não tem o wi-fi, ou muito menos computador

Mas tem uma boa prosa, e causos meu senhor

Aqui não tem caviar, escargot e nem um menu

Mas pode escolher, tem jiló, quiabo e um angu

E aqui não tem nada luxuoso é só simplicidade

Mas tem-se Deus, paz, a natureza e a felicidade

Carlos A. Aniceto, escritor.

A Paz do Criador!!

Cada ser humano deve procurar a sua melhor teoria para o envelhecer.


Terceira idade - Mitos e verdades

Não existe manual único.

Não há fórmula universal.

O que funciona para um pode não servir para outro.

Envelhecer é experiência pessoal.

Alguns escolhem movimento constante.

Outros escolhem contemplação.

Há quem reinvente a rotina.

Há quem aprofunde o que sempre amou.

A melhor teoria para envelhecer é aquela que respeita sua história, seus limites e seus desejos.

Temos que ser sábios diante de tanto tempo de vida linda.

Sabedoria não é saber tudo.

É saber o que manter e o que deixar ir.

É reconhecer que o tempo não foi desperdício.

Foi construção
.
Envelhecer bem não é negar os anos.

É honrá-los.

Porque quem atravessou tantas fases da vida

não precisa imitar ninguém.

Precisa apenas continuar sendo verdadeiro consigo mesmo.

E isso já é maturidade.

Síndrome do piriforme





O que é a síndrome do piriforme e por que ela dói tanto?

O músculo piriforme fica localizado na região profunda da nádega, conectando a base da coluna ao fêmujr . 

Quando esse músculo está inflamado, em espasmo ou contraído de forma anormal, ele pressiona diretamente o nervo ciático que passa por baixo dele, ou, em algumas variações anatômicas, atravessa o músculo. 

Essa compressão gera uma dor intensa na nádega que pode se irradiar pela parte posterior da coxa e da perna, mimetizando com precisão os sintomas da ciática verdadeira.

Uma dor persistente nas nádegas que se irradia pela perna pode ser cikática , mas também pode ser síndrome do  piriforme , uma condição diferente que costuma ser confundida justamente por causar sintomas muito parecidos. 

A distinção é fundamental: os tratamentos são distintos e o erro de diagnóstico pode prolongar o sofrimento por meses sem nenhuma melhora real.

Entender o que caracteriza cada uma dessas condições é o primeiro passo para o tratamento correto.

O que é a síndrome do piriforme e por que ela dói tanto?

O músculo piriforme fica localizado na região profunda da nádega, conectando a base da coluna ao fêmur. 

Quando esse músculo está inflamado, em espasmo ou contraído de forma anormal, ele pressiona diretamente o nervo ciático que passa por baixo dele, ou, em algumas variações anatômicas, atravessa o músculo. 

Essa compressão gera uma dor intensa na nádega que pode se irradiar pela parte posterior da coxa e da perna, mimetizando com precisão os sintomas da ciática verdadeira.

A diferença central está na origem: 

na ciática clássica, o nervo é comprimido na coluna lombar, geralmente por hérnia de disco ou estreitamento do canal vertebral. 

Na síndrome do piriforme, a compressão acontece fora da coluna, diretamente no músculo, por isso exames de ressonância da coluna podem sair normais mesmo com dor intensa.


A síndrome do piriforme ocorre quando o músculo piriforme comprime o nervo ciático na região da nádega.

A revisão científica que documenta os principais sinais da síndrome

A síndrome do piriforme tem sido estudada há décadas, mas seu diagnóstico permanece um desafio clínico. 

Segundo a revisão sistemática Síndrome do poroforme: uma revisão sistemática de relatos de casos , publicada no BMC Surgery em 2025, foram analisados 97 estudos com dados de 212 pacientes.

Os resultados mostraram que 38,2% dos casos tinham histórico de trauma pélvico direto ou estresse muscular intenso por atividade física e que a maioria dos pacientes recebeu o diagnóstico correto somente após exclusão de outras causas de ciática. 

O estudo reforça que a síndrome pode afetar tanto homens quanto mulheres, com idade média em torno dos 43 anos.

Como identificar os sintomas e diferenciá-los da ciática?

Alguns sinais ajudam a distinguir as duas condições antes mesmo da avaliação médica. 

Os sintomas mais característicos da síndrome do piriforme são:

Sinais comuns da síndrome do piriformeImagem

Dor profunda na nádega

Geralmente localizada de um lado e piora ao permanecer sentado por longos períodos. 

Dor ao subir escadas ou caminhar em aclive

Movimentos que exigem rotação do quadril podem intensificar o desconforto. 

Alívio ao deitar de lado

Dormir com um travesseiro entre os joelhos pode reduzir a tensão no músculo piriforme.

Formigamento ou dormência na coxa

Pode irradiar pela perna, mas geralmente não ultrapassa o joelho com a mesma intensidade da ciática lombar. 

Dor à palpação profunda

Pressão na região da nádega, próxima à articulação sacroilíaca, pode reproduzir a dor característica. 

Ausência de dor lombar importante
Diferente da ciática causada por hérnia de disco, que geralmente começa na região lombar. 

Quais são as causas e os fatores de risco mais comuns?

A síndrome pode ser desencadeada por causas diretas ou por sobrecarga acumulada. 

O trauma na região pélvica, como uma queda sobre as nádegas, é uma das origens mais frequentes, assim como a prática intensa de esportes que envolvem corrida, ciclismo ou movimentos repetitivos de rotação do quadril. 

Períodos longos em posição sentada, especialmente em superfícies duras ou assentos inadequados, também sobrecarregam o músculo de forma crônica.

Como é feito o tratamento da síndrome do piriforme?

O tratamento conservador é eficaz para a maioria dos casos e começa com repouso relativo, afastando as atividades que provocam a dor. 

A fisioterapia ocupa papel central: 

exercícios específicos de alongamento do músculo piriforme e fortalecimento dos músculos glúteos reduzem a tensão e devolvem a mobilidade do quadril de forma gradual.

Técnicas manuais como liberação miofascial  e terapia por agulhamento seco também têm mostrado bons resultados em casos de tensão muscular  persistente.

Nos casos em que a dor é muito intensa e não responde às abordagens conservadoras, o médico pode indicar infiltrações com anti-inflamatórios ou anestésicos locais diretamente na região do músculo, guiadas por ultrassom para maior precisão. 

A cirurgia é reservada para situações raras, quando há compressão anatômica confirmada por exames de imagem e sem resposta ao tratamento clínico.

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Cora Coralina





Alguns poemas parecem simples à primeira leitura, mas carregam uma sabedoria que atravessa gerações. É o caso de “Aninha e suas pedras”, um dos textos mais conhecidos da poetisa brasileira Cora Carolina.

Nascida em 1889, na cidade histórica de Goiás, Cora Carolina  — pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas — tornou-se uma das vozes mais singulares da poesia brasileira. 

Durante grande parte da vida, escreveu discretamente enquanto trabalhava como doceira e cuidava da família.

Seu reconhecimento literário veio apenas na velhice: seu primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, foi publicado quando ela tinha 76 anos. de das pessoas simples.

Dentro desse universo poético nasce “Aninha e suas pedras”, obra que se tornaria uma das mais citadas e compartilhadas da autora. 

O poema retoma a figura de “Aninha” — alter ego da própria poeta — para falar sobre a capacidade humana de transformar obstáculos em matéria de criação e de recomeço.

As “pedras” do caminho, longe de serem apenas impedimentos, tornam-se elementos de construção: com elas se levantam jardins, poemas e novas possibilidades de vida.Estátua em bronze de Cora Coralina inaugurada em 2021 em Goiás.


Ao longo das décadas, o poema ganhou grande circulação em livros didáticos, antologias e, mais recentemente, nas redes sociais, tornando-se uma espécie de síntese da mensagem que atravessa a obra de Cora Carolina : a valorização da experiência vivida, da perseverança e da beleza das coisas simples.

Mais do que um conselho, o poema é um convite. Um convite a olhar para as dificuldades não como fim, mas como matéria de transformação. É com esse espírito que apresentamos, a seguir, “Aninha e suas pedras”…

Aninha e suas pedras

Não te deixes destruir…

Ajuntando novas pedras

e construindo novos poemas.

Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doces. 

Recomeça.

Faz de tua vida mesquinha  um poema.

E viverás no coração dos jovens

e na memória das gerações que hão de vir.

Esta fonte é para uso de todos os sedentos.

Toma a tua parte.

Vem a estas páginas

e não entraves seu uso

aos que têm sede.

Cora Coralina em Melhores poemas seleção e apresentação Darcy França Denófrio. 3ed. rev. e ampliada – São Paulo: Global, 2008. pg 243

Se hoje o seu coração pediu silêncio



Feliz com a vida

Se hoje o seu coração pediu silêncio, respeite. 

Você não precisa estar forte o tempo todo. 
 
Nem tudo precisa ser resolvido agora. 

Às vezes, o maior cuidado é não se abandonar no meio da pressa. 

Vá com calma

O mundo pode esperar, o seu coração não deveria.

Trate-se com a mesma gentileza que você oferece aos outros. 

Nem todo dia pede coragem;

alguns pedem descanso, presença e um pouco mais de amor-próprio. 

O que é verdadeiro entende o seu tempo. E quem te ama, também.

Dan Rattes

Na porta da capela de São José



Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré

Na porta da capela de São José o povo chega montado, devagar.

Cavalo pisa macio no chão da rua enquanto o coração do vaqueiro vem cheio de fé pra rezar.

As fitas brancas dançam lá em cima,o vento do sertão faz elas balançar.

Parece até bênção descendo do céu pra quem vem de longe só pra agradecer e se ajoelhar.

Chapéu de couro, camisa suada, mas o respeito é grande diante do altar.

Porque no sertão a gente aprende cedo: antes da festa e da cavalgada, é São José quem vem abençoar.

E assim segue o povo nordestino, entre cavalo, poeira e oração, mostrando que a tradição mais bonita é quando a fé caminha junto com a força do coração.

Foto de hoje enviada
#Cavalgada

Na terceira idade

Poetas Teimosos 

Na terceira idade aprendemos uma verdade que a vida inteira tentou nos ensinar: a vida não vai parar de se complicar para nos dar permissão de ser felizes.

Sempre haverá um problema para resolver,uma preocupação para enfrentar, uma dorzinha aqui, outra ali, um dia nublado no meio do caminho.

Mas a maturidade nos ensina algo precioso: se esperarmos que tudo esteja perfeito para sermos felizes, talvez passemos a vida inteira esperando.

Na terceira idade, começamos a entender que a felicidade não chega quando os problemas acabam.

Ela chega quando decidimos viver apesar deles.

É sorrir mesmo quando o dia não começou fácil.

É agradecer pelo que ainda temos.

É valorizar quem caminha ao nosso lado.

Porque a maturidade nos mostra que a felicidade  não é a ausência de dificuldades.

É a coragem de continuar vivendo com o coração em paz.

(D.A.)