O que é mpox? Saiba quais são os sintomas e como prevenir
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Vacinação contra a mpox visa grupos com maior risco de evoluir para formas graves da doença
Por Emanuele Almeida
23/02/2026 | 16h06
São Paulo, 23/02/2026 - O recente surgimento de novas cepas no Reino Unido e Índia, além da confirmação de casos importados em janeiro no Brasil, reacenderam o alerta e nacional para a mpox.
Diante das novas implicações, autoridades de saúde reforçam o monitoramento e as orientações sobre a doença.
O que é a mpox e como ela é transmitida?
Anteriormente conhecida como varíola dos macacos, a mpox é uma doença viral zoonótica causada pelo vírus MPXV, pertencente ao gênero Orthopoxvirus. Segundo o Ministério da Saúde, a principal forma de transmissão ocorre pelo contato físico próximo e direto pessoa a pessoa, o que inclui contato com erupções cutâneas, fluidos corporais e secreções respiratórias, além de abraços, beijos e relações sexuais.
A infecção também pode acontecer de forma indireta, através de materiais contaminados, como roupas, toalhas, lençóis e talheres, ou pelo contato com animais silvestres infectados.
No Brasil, o caso mais recente foi no Estado de São Paulo, que confirmou em janeiro o segundo caso da variante clado 1b da mpox em um homem de 39 anos vindo de Portugal. O Estado soma 1.930 notificações da doença, todas sem óbitos, e mantém monitoramento contínuo.
Quais são os sintomas?
O período de incubação do vírus, aquele tempo entre o primeiro contato e o início dos sinais, pode variar de 3 a 21 dias. Os principais sintomas da mpox incluem:Erupções cutâneas ou lesões de pele (que podem aparecer no rosto, mãos, pés, boca e órgãos genitais);
Ínguas (linfonodos inchados);
Febre, dores de cabeça e no corpo;
Calafrios e fraqueza.
A doença costuma evoluir para quadros leves e moderados, durando em média de duas a quatro semanas. O paciente infectado deixa de transmitir o vírus apenas quando as crostas das lesões caem, as feridas cicatrizam completamente e uma nova camada de pele se forma.
Prevenção e tratamento
Até o momento, não existe um medicamento específico aprovado para curar a mpox; o tratamento disponível é focado no suporte clínico para alívio dos sintomas. As principais recomendações de prevenção incluem:
Lavagem frequente das mãos;
Higienização de superfícies;
Não compartilhar objetos de uso pessoal;
Evitar o contato com pessoas suspeitas ou confirmadas.
Em relação à imunização no Brasil, a vacinação contra a mpox não é aberta ao público geral. A estratégia do Ministério da Saúde foca em proteger grupos de maior risco de evoluir para formas graves da doença, como pessoas vivendo com HIV/Aids que apresentam status imunológico baixo, profissionais de laboratório que manipulam o vírus, além de pessoas que tiveram exposição de médio ou alto risco a infectados.
Atualmente, algumas vacinas contra a mpox integram o cenário global, embora apenas duas contem com o respaldo do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização da OMS e de agências reguladoras internacionais: a Jynneos (Bavarian Nordic) e a ACAM2000 (Sanofi Pasteur).
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