quinta-feira, 23 de outubro de 2014

As Obras De Ariano Suassuna

Para ler Ariano:

 Uma Mulher Vestida de Sol (1947)
Ariano escreveu a peça para um concurso do Teatro do Estudante de Pernambuco. Já é a primeira busca de Suassuna por retratar um Nordeste mítico, a partir do romanceiro popular.
 Os Homens de Barro (1949)
A história da peça é a de alguns homens que tentam escupir um anjo que teria aparecido a um deles. A união comunitária desperta a desconfiança dos fazendeiros.

 Auto da Compadecida (1955)
Peça mais popular de Ariano mostra as aventuras de João Grilo e Chicó para sobreviver com esperteza na dureza do Nordeste e até para escapar de um cangaceiro. Virou filme três vezes!
O Casamento Suspeitoso (1957)
A comédia foi encenada em São Paulo pela Cia.Sergio Cardoso. Conta a história de um casamento onde o noivo está sendo enganado pela noiva e recbe a ajuda da mãe para se safar.
A história do Amor de Fernando e Isaura (1956)
Uma espécie de versão brasileira de Tristão e Isolda. O romance se passa em Alagoas e permaneceu inédito até 1994, quando foi publicado em Recife.
 O Santo e a Porca (1957)
A comédia brinca com a avareza, inspirada em uma peça do escritor romano Plauto. Parte de sua  trama foi usada na minissérie (depois filme). O Auto da Compadecida.
 A Pena e a Lei (1959)
Ariano conta como um malandro tenta conquistar sua amada, enfrentando dois valentões. A história também fez parte da minissérie O Auto da Compadecida.
 Farsa da Boa Preguiça (1960)
Nova aproximação da cultura nordestina com a idade Média europeia com um poeta popular que se nega a arrumar um emprego, mesmo com os pedidos da mulher.
Romance d''A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-E-Volta (1971)
Nesta obra-prima, iniciada em 1958 e remetendo ao sebastianismo, há muito da morte do pai do escritor.
História d'O Rei Degolado Nas Caatinga do Sertão/Ao Sol da Onça Caetana (1977)
A história teria cinco partes, mas Ariano só escreveu duas e só publicou Ao Sol da Onça Caetana.

Para assistir a Ariano:

 A Compadecida (1969)
Primeira adaptação de Auto da Compadecida para o cinema. O filme foi diriegido por George Jonas e tinha Armando Bógus como João Grilo, Antônio Fagundes como Chicó e Regina Duarte como a Compadecida. O filme foi proibido em Recife no lançamento.
 Os Trapalhões e o Auto da Compadecida (1987)
Um filme ambicioso como não costumavam ser as produções de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. Com direção de Roberto Farias e fotografia de Walter Carvalho, o quarteto reinterpretava a peça de Ariano.
 O Auto da Compadecida (1999/2000)
A minissérie adicionou tramas de O Santo e a Porca e de A Pena e a Lei para se tornar a melhor adaptação de Suassuna, filmada em Cabaceiras. Em 2000, foi reeditada como filme e fez grande sucesso.
 A Pedra do Reino (1969)
A rebuscadíssima adaptação de Luiz Fernando Carvalho para o romance de Ariano foi filmada em Taperoá e contou com boa parte do elenco paraibano, como Jessier Quirino e Mayara Neiva, que fez papel duplo. Foi lançada em DVD.

Por Renato Felix

Publicado no jornal Correio da Paraíba
Edição de 24 de julho de 2014
Especial E4






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