um conto-uma crônica
A cada quatro anos, os brasileiros cultivam, mais ainda, o sentimento de brasilidade, em seus corações. Mas, em todos esses anos, o Brasil tornou-se, realmente, o país do futebol, o país de um povo alegre e feliz, mesmo que os tempos sejam ásperos.
Em 1958, Didi, Pelé e Vavá bailaram lá na Europa e a Copa veio p'ra cá. Gilmar, Di Sordi e Belini, Zagalo, Zito e Garrincha, Nilton Santos e Orlando foram os campeões do mundo e o Brasil saudou, pela primeira vez, os cinco a dois (5x2), Vitória!
Em 1962, o Chile sediou a Copa. A seleção brasileira compunha-se de estrelas, como Gilmar, Djalma Santos, Mauro, Zózimo, Nilton Santos, Zito, Didi, Garrincha, Vavá, Amarildo, Zagalo.
Pelé contundiu-se, na segunda partida, e foi substituído por Amarildo que brilhou em todos os jogos. Nova Taça para o Brasil. Bicampeão!
Em 1970, a Copa foi no México. Ano glorioso! A Nação inteira cantou, com empolgação nunca vista: "Noventa milhões em ação, p'ra frente Brasil, salve a seleção. De repente, é aquela corrente p'ra frente, parece que todo Brasil deu a mão! Foi gol no peito; gol na garganta, com Félix, Carlos Alberto Torres, Brito, Piazza, Everaldo, Gerson, Clodoaldo; Pelé, Jairzinho, Tostão e Rivelino. Outra taça para o Brasil. Tricampeão!
Em 1994, nos Estados Unidos, o Brasil deu a volta por cima e bailou. Na casa da minha querida irmã, Oneide, no último jogo, implorávamos ao Pai para que aquela Taça fosse novamente nossa. O jogo final foi decidido nos pênaltis. E haja coração! Valeu o grito final. Salve Romário, o grande artífice da nossa glória. Brasil, Tetracampeão!
Em 2002, no Japão e Coreia do Sul,o time era composto de verdadeiros atletas gregos. No último jogo, fomos a Buenos Aires. Fiz promessa de usar a mesma roupa em todos os jogos, rezando, no intervalo, uma oração. Terminado o primeiro tempo, saí do hotel e fui cumprir a minha palavra aos Santos.
No segundo quarteirão, vi uma placa, assim escrita: "Nueva vitória". Gritei tão alto que a turma correu para a calçada e foi ao meu encontro. Disse-lhe: a Taça é nossa! E apontei para o alto. Fotografei-a. Salve Ronaldo Fenômeno! Brasil, Pentacampeão!
Agora, aguardamos o Hexa!
Onélia Queiroga
Escritora e Professora de Ciências Jurídicas da Faculdade de Direito da UFPB
Publicada no jornal Correio da Paraíba
Coluna: Aos Domingos
Caderno: Cultura/Lazer

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