quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Irmã Dulce

Irmã Dulce, além da caridade: outros aspectos da sua vida merecem ser conhecidos

O pe. Gabriel Vila Verde recorda que "existem particularidades de sua vida que não podem passar despercebidas"

pe. Gabriel Vila Verde postou em sua página no Facebook um breve, mas relevante lembrete sobre atitudes e virtudes da beata Irmã Dulce que iam além das suas obras de caridade. A santa, que será formalmente canonizada em outubro, também praticava com fervor a humildade, a devoção e a abnegação pessoal, a fim de se manter desapegada de gostos e confortos deste mundo que passa, focando apenas em Deus e na Sua presença em nosso próximo.

Escreveu o sacerdote:

Quando se fala em Irmã Dulce, muitas pessoas se recordam apenas da sua caridade para com os pobres. Sim, este é o cartão postal da nossa santa baiana, mas existem particularidades de sua vida que não podem passar despercebidas:

– Não lia jornais nem via televisão.
– Fazia jejum três vezes por semana.
– Renunciava a carne, doces e refrigerantes.
– Dormia 4 horas de sono, sentada numa cadeira.
– Tinha uma profunda devoção a Santo Antônio.
– Quando sua congregação renovou o hábito, decidiu permanecer com o antigo, porque achava o novo “muito curto”.
– Se encontrou duas vezes com São João Paulo II, em Salvador.

Salve, salve, o Anjo Bom da Bahia! Nossa santa, nosso orgulho.

A propósito do fato de dormir sentada numa cadeira de madeira, foi um sacrifício que ela praticou durante incríveis 30 anos:
Irmã Dulce dormiu durante 30 anos em uma cadeira de madeira

Mas seu sacrifício maior foi a entrega da própria vida por amor aos mais pobres

A beata irmã Dulce, muito reconhecida no Brasil pela grande obra de caridade que levou adiante em prol dos mais necessitados, dormiu durante 30 anos em uma cadeira de madeira.

A penitência foi feita em ação de graças a Deus pela recuperação de sua irmã, Dulcinha, que, em 1955, tinha passado por uma gravidez de alto risco. A religiosa cumpriu sua promessa durante 30 anos com muita dificuldade, já que tinha um enfisema pulmonar. Em 1985, os médicos a convenceram a encerrar essa penitência – mas não foi fácil, porque a Irmã Dulce pretendia continuar fazendo o sacrifício.

Conhecida como “Anjo bom da Bahia“, a religiosa dormia um máximo de quatro horas por dia. Ela afirmava que gostaria de não precisar descansar, porque assim teria mais tempo para ajudar os pobres.

E isso que ela tinha começado a sua vida de caridade já aos 13 anos de idade, quando conheceu uma favela em Salvador, e dedicou todo o restante dos seus quase 78 anos de vida a “amar e servir”, lema da sua ação em benefício dos mais necessitados.

Com essa intenção, ela criou um “bandejão” em 1950 para dar comida aos pobres, ao que se seguiu a rede de aleitamento materno e toda a sua série de obras de caridade, para cujo sustento a própria irmã Dulce chegou a tocar acordeon e a cantar nas ruas de Salvador tentando arrecadar dinheiro.

O espírito solidário vinha de família, já que o avô e o pai participavam de instituições filantrópicas, mas, além de ajudar, a então adolescente queria também evangelizar. Ela conheceu as Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus em 1929 e tentou entrar às escondidas na congregação, mas o irmão mais novo a denunciou ao pai – que queria que ela fosse professora. A futura religiosa até chegou a estudar para fazer a vontade do pai, mas, logo que terminou o curso, aos 20 anos, conseguiu convencê-lo de que sua vocação era outra e entrou na congregação.

Foi então que a jovem Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontesescolheu o nome de irmã Dulce: uma homenagem à mãe, que havia falecido quando ela tinha apenas 8 anos de idade.

A irmã Dulce foi beatificada em 22 de maio de 2011, em Salvador, sob o pontificado de Bento XVI.

“O amor supera todos os obstáculos, todos os sacrifícios. Por mais que fizermos, tudo é pouco diante do que Deus faz por nós” (Irmã Dulce)

Aleteia Brasil Abril 11,2019

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