José Maranhão
José Maranhão morreu nesta segunda-feira (8)no Hospital Vila Nova Star em São Paulo, por complicações da Covid-19 O político estava internado desde o dia do 2º turno das eleições municipais e morreu na noite desta segunda-feira (8).
Maranhão era o senador mais velho da atual legislatura e estava internado desde 29 de novembro de 2020, dia de segundo turno nas eleições municipais, quando passou mal pouco depois de votar no candidato que ele apoiava.
Ainda no hangar, haverá uma homenagem e, em seguida, o corpo seguirá em cortejo pela BR-230, em um carro do Corpo de Bombeiros, até o Palácio da Redenção, onde ocorrerá o velório aberto ao público durante, aproximadamente, uma hora, até as 17h.
Depois, o cortejo seguirá até a casa onde José Maranhão morava, no bairro do Altiplano, onde será feito um minuto de silêncio. Em seguida, o corpo seguirá para o município de Araruna, onde o senador nasceu, e será velado durante a noite na Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição. No local também será celebrada uma missa de corpo presente. Depois, será sepultado no Cemitério Municipal, às 10h desta quarta-feira (10), onde foram enterrados os pais de Maranhão.
O corpo do senador e ex-governador da Paraíba José Maranhão vai ser velado na tarde desta terça-feira (9) no Palácio da Redenção, sede do governo estadual, em João Pessoa. A informação foi confirmada pela viúva, a desembargadora Fátima Bezerra. José Maranhão morreu nesta segunda-feira (8) no Hospital Vila Nova Star em São Paulo por complicações da Covid-19. O político estava internado desde o dia do 2º turno das eleições municipais e morreu na noite desta segunda-feira (8).
Quase 70 anos de vida pública
José Targino Maranhão, conhecido como Zé Maranhão, nasceu em Araruna, no Agreste paraibano, em 6 de setembro de 1933, filho de Benjamim Gomes Maranhão, ex-prefeito de Araruna, e de Benedita Targino Maranhão (Dona Yayá). Começou a carreira política ainda jovem, com 22 anos, quando, em 1955, assumiu pela primeira vez o cargo de deputado estadual da Paraíba pelo PTB, partido que ficou até 1967, quando mudou para o MDB. Ocupou o posto por quatro mandatos consecutivos e saiu em 1969, no período da Ditadura Militar, quando foi cassado e perdeu os direitos políticos.
Retornou à vida política em 1982, nas primeiras eleições diretas do país em mais de 20 anos. Foi eleito deputado federal, reeleito em 1986 e em 1990. Foi deputado constituinte e ajudou a criar a Constituição Federal de 1988.
Senador ficou internado durante 71 dias
José Maranhão ficou num hospital de João Pessoa até o dia 3 de dezembro e nessa data foi transferido para a capital paulista. Ao longo da internação, ele teve diversas mudanças em seu quadro clínico. Chegou a ser entubado e entubado várias vezes, mas sempre na UTI. Mas, nos últimos dias, seu quadro clínico havia piorado. A informação de sua morte foi confirmada por familiares.
Depois, a assessoria de imprensa do parlamentar emitiu nota. Confirmou a informação da morte e disse que o corpo dele vai ser trasladado para a Paraíba, para ser velado e sepultado em sua terra natal, Araruna.
Oficialmente, o horário da morte foi 21h15, segundo divulgado pela equipe médica do hospital. A nota é assinada pelos seis médicos da unidade hospitalar que vinham acompanhando o caso
Políticos lamentam morte do senador e ex-governador da Paraíba, José Maranhão
Político estava internado desde o dia do 2º turno das eleições municipais. Ele foi governador e senador e estava na vida política há quase 70 anos. Era o senador mais velho da atual legislatura.
Por G1 PB
Muitos políticos emitiram nota de pesar e lamentaram a morte do senador e ex-governador paraibano José Maranhão (MDB), que faleceu na noite desta segunda-feira (8) no Hospital Vila Nova Star em São Paulo vítima de complicações da Covide-19.Maranhão era o senador mais velho da atual legislatura e estava internado desde 29 de novembro de 2020, dia de segundo turno nas eleições municipais, quando passou mal pouco depois de votar no candidato que ele apoiava.
O governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), foi um dos primeiros a se manifestar. "Uma tristeza imensa para todos nós, paraibanos e paraibanas, a morte do senador, ex-governador e grande paraibano José Maranhão. Das muitas vidas perdidas e histórias desfeitas pela pandemia, chega ao fim a trajetória de um homem público que dedicou sua vida ao nosso estado".
A assessoria de imprensa do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado Federal, emitiu nota de pesar em nome do Congresso Nacional. O senador ainda cancelou a sessão deliberativa que aconteceria nesta terça-feira (9).
É com grande pesar que o Congresso Nacional recebe a confirmação, nesta segunda-feira (8), da morte do senador paraibano José Maranhão, aos 87 anos, vítima de complicações decorrentes da Covid-19. Em homenagem à sua memória, o Senado Federal decreta luto oficial de 24 horas. Ficam mantidas as reuniões internas de trabalho, como a Reunião de Líderes da Casa. José Targino Maranhão cumpria o seu segundo mandato como senador da República. Maranhão começou na política na década de 1950. Precisamente em 1955, quando foi eleito deputado estadual, cargo para o qual foi reeleito por mais três mandatos. Também foi três vezes deputado federal. E governador do estado da Paraíba em três ocasiões. As sinceras condolências do Parlamento Brasileiro à família, amigos e a todos os paraibanos e paraibanas".
Os prefeitos de João Pessoa e Campina Grande, Cícero Lucena e Bruno Cunha Lima, também destacaram a trajetória política de José Maranhão. “Maranhão manteve sua biografia e sua alma limpas mesmo diante das incontáveis disputas políticas que travou, incessantemente defendendo as cores do MDB”, citou Cícero, após decretar luto oficial de três dias. "Desde sempre, Maranhão e Ivandro Cunha Lima souberam alimentar uma amizade de décadas, com base no respeito mútuo", pontuou Bruno.
Muitos colegas de Senado Federal também se manifestaram pelas redes sociais:
Daniela Ribeiro (PP), senadora pela Paraíba: "É com muita tristeza que lamentamos o falecimento do senador José Maranhão, ocorrido na noite desta segunda-feira (8). Maranhão, nome forte na política, homem de coração grandioso para os que os conheceram de perto e com ele tiveram o prazer de conviver. Referência na política paraibana, fez história, deixou histórias, foi exemplo de homem público. Sua morte em decorrência da covid-19 deixa a Paraíba em silêncio. Silêncio esse em respeito à sua trajetória, aos seus familiares, à sua memória."
Veneziano Vital do Rêgo (MDB), senador pela Paraíba: "Perdemos hoje o nosso amigo, líder e irmão, Senador José Maranhão, grande homem público, referência na política e exemplo de dedicação à família, à Paraíba e ao Brasil. Rogamos a Deus que o acolha na Vida Eterna e que conforte os familiares e milhares de amigos que aqui permanecem, em oração."
Telmário Mota (PROS), senador por Roraima: "Meus sinceros sentimentos à família do amigo José Maranhão, à sua esposa, filhos e netos, que hoje se despedem desse grande nordestino, "mestre das obras", que sempre lutou a favor da vida dos paraibanos e brasileiros. Fica a saudade e o exemplo de um grande ser humano".
Cid Gomes (PDT), senador pelo Ceará: "É com tristeza que recebo a notícia do falecimento do senador José Maranhão (MDB-PB). Um defensor do Nordeste. Que os parentes e amigos encontrem conforto e paz. Meus sentimentos a todos e ao povo da Paraíba".
Humberto Costa (PT), senador por Pernambuco: "Imensa tristeza receber a notícia da morte do senador José Maranhão, do MDB da Paraíba, estado irmão de Pernambuco. Um grande quadro da política, 2° membro do Senado Federal vitimado pela Covid, assim como Arolde de Oliveira. Meus sinceros sentimentos à família e aos paraibanos".
Randolfe Rodrigues (Rede), senador pelo Amapá: "Acabo de receber a triste notícia da partida do querido amigo senador, José Maranhão. De longe, um dos maiores expoentes da nossa política, em muito contribuiu no parlamento. Não à toa, era tão querido em sua amada Paraíba. Envio meus sinceros sentimentos à família e amigos".
Weverton Rocha (PDT), senador pelo Maranhão: "É com profundo pesar que tomo conhecimento do falecimento do senador José Maranhão. José Maranhão era um dos nomes mais experientes do Senado, deu grandes contribuições à política brasileira e teve uma bonita trajetória. Meus sentimentos à família e a todo povo da Paraíba".
Rogério Carvalho (PT), senador por Sergipe: "Com imenso pesar q recebemos a notícia do falecimento de mais um colega do Senado Federal, vítima da Covid-19, senador José Maranhão. Perdemos um amigo e o Brasil perde um grande quadro da política nacional. Solidariedade aos amigos e familiares".
Flávio Arns (Podemos), senador pelo Paraná: "Recebo com tristeza a notícia do falecimento do senador José Maranhão, vítima da Covid-19. Assim como na política, ele lutou bravamente pela vida. Deixa um legado para a história da Paraíba e para o Brasil. Nossa solidariedade à família e amigos. Ele fará muita falta entre nós".
Plínio Valério (PSDB), senador pelo Amazonas: "Com muita tristeza recebo a notícia do falecimento de mais um companheiro de Senado. José Maranhão lutou bravamente, mas foi vencido pela Covid-19. Que Deus conforte sua família e equipe por essa dura perda. Meus sinceros sentimentos".
Fernando Collor (PROS), senador por Alagoas: "Perdemos hoje José Maranhão, referência na política brasileira e nordestina. Ele dedicou 65 anos de sua vida à Paraíba e ao Brasil como deputado, constituinte, vice-governador, governador e senador da República. Meu sincero pesar à família, aos amigos e aos paraibanos".
Antonio Anastassia (PSD), senador por Minas Gerais: "Recebo com muita tristeza a notícia do falecimento do senador José Maranhão, o decano do Senado nessa legislatura. Convivi de perto com o senador Maranhão, especialmente quando ele presidiu a CCJ, entre 2015 e 2016, logo quando cheguei ao Senado e tornei-me titular da comissão".
Luis Carlos Heinze (Progressistas), senador pelo Rio Grande do Sul: "Perdemos o senador José Maranhão (MDB) na luta contra a Covid-19. Ele resistiu bravamente 71 dias contra a doença. Foi meu parceiro na Comissão de Agricultura e na CCJ do Senado Federal. Mais um colega que nos deixa nesta pandemia. Meus sentimentos aos amigos e familiares".
Nelsinho Trad (PSD), senador pelo Mato Grosso do Sul: "Hoje o Senado Federal sofreu mais uma grande perda para a Covid-19. Nosso colega senador e ex-governador da Paraíba, José Maranhão, não resistiu às complicações desta terrível doença. Com seus quase 70 anos de vida pública, deixa um legado de trabalho e de dedicação ao seu Estado".
Simone Tebet (MDB), senadora pelo Mato Grosso do Sul: "Com grande tristeza, manifesto minha solidariedade ao povo paribano e à família do senador José Maranhão, levado pela Covid-19 nesta segunda. Deixa de legado a larga trajetória política. No nosso coração, estará sempre a lembrança da sua cordialidade."
Davi Alcolumbre (DEM), senador pelo Amapá: "Recebo com tristeza a partida do senador José Maranhão, no início da noite desta segunda-feira (8), em decorrência de complicações da Covid 19. Zé Maranhão foi deputado estadual, deputado federal, vice-governador e governador do estado da Paraíba em três ocasiões. Uma vida dedicada ao serviço público."
Senador ficou internado durante 71 dias
Oficialmente, o horário da morte foi 21h15, segundo divulgado pela equipe médica do hospital. A nota é assinada pelos seis médicos da unidade hospitalar que vinham acompanhando o caso
Depois, a assessoria de imprensa do parlamentar emitiu nota. Confirmou a informação da morte e disse que o corpo dele vai ser trasladado para a Paraíba, para ser velado e sepultado em sua terra natal, Araruna.
Ex-prefeito de JP homenageia José Maranhão: “Tive a satisfação de ser vice dele”
Da Redação. Publicado em 9 de fevereiro de 2021 às 17:16.
Por G1 PB
18/05/2020 06h06 Atualizado há 4 semanas
Ex-governador da Paraíba Wilson Braga morre aos 88 anos por Covid-19, em João Pessoa
Ex-governador da Paraíba Wilson Braga morre aos 88 anos por Covid-19, em João Pessoa
Wilson Braga foi eleito governador do Estado pelo PDS, em 1982, derrotando Antônio Mariz. Wilson Braga foi casado com Lúcia Braga, ex-deputada federal, e teve três filhos.
Por G1 PB
18/05/2020 06h06 Atualizado há 4 semanas
Morreu por Covid-19 no fim da noite deste domingo (17) o ex-governador da Paraíba Wilson Braga, em João Pessoa. Ele tinha 88 anos e estava internado em um hospital particular da cidade desde o dia 1º de maio. O exame para o coronavírus saiu um dia depois da confirmação que a esposa del, a ex-deputada fedeal Lúcia Braga também havia morrido com Covid-19. Wilson Braga foi casado com Lúcia e teve três filhos.
Devido a morte ter sido causada por Covid-19, não houve velório. Apenas a família teve acesso ao cemitério, onde o enterro acontece por volta das 7h50. Às 7h30 o corpo saiu do hospital para um cemitério particular, no bairro do José Américo. Amigos e familiares seguiram em carreata até o local.
Wilson Leite Braga nasceu no dia 18 de julho de 1931. Ele era sertanejo, da cidade de Conceição, no Vale do Piancó paraibano. O pai, cearense, migrou para Paraíba nos anos 20 do século passado. Foi comerciante, mas ingressou na política, chegando a ser prefeito de Conceição por três mandatos.
Luciano Cartaxo lamenta morte de Wilson Braga e decreta luto oficial de três dias em João PessoaPor Flávio Asevedo - em 18 maio 20 572
O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, decretou, na manhã desta segunda-feira (18), luto oficial de três dias pelo falecimento do ex-governador e ex-prefeito da Capital, Wilson Braga. Ele faleceu no final da noite deste domingo (17), vítima da Covid-19, em um hospital da Capital, onde estava internado. Wilson Braga foi prefeito de João Pessoa entre os anos de 1989 e 1990 e esteve à frente do governo estadual de 1983 a 1986. Ele também exerceu mandatos de deputado estadual e federal. O decreto de luto oficial deverá ser publicado no Semanário Oficial do Município.
Mais cedo, Luciano Cartaxo emitiu nota de pesar na qual lamentou a morte de Wilson Braga e prestou solidariedade à família e amigos. “Wilson Braga partiu nos deixando um legado de lutas e serviços que marcaram a vida dos paraibanos. Ele teve uma vida marcada pelo trabalho político intenso, assumindo os mais diversos cargos públicos em todas as esferas de poder e, através dos quais, buscou deixar um legado para a história. Nossos profundos votos de pesar à família, amigos e milhares de paraibanos que hoje lamentam a sua perda. Desejamos força e serenidade para atravessar este momento de dor e luto”, afirmou.
Marcus lamenta morte do ex-governador paraibano Wilson Braga
O governador da Paraíba, João Azevedo (Cidadania), decretou luto oficial de três dias. João trabalhou na gestão do ex-governador como diretor da Divisão de Planejamento Habitacional do antigo Instituto de Previdência do Estado da Paraíba (Ipep); e coordenador de Planejamento do Conjunto Valentina Figueiredo, além de outros conjuntos construídos na sua gestão.
Na nota emitida pelo governo da Paraíba, a trajetória política de Wilson Braga é relembrada por grandes obras com destaque para o 'Projeto Canaã', considerado pioneiro na construção de açudes e barragens em vários municípios paraibanos, com o objetivo de minimizar os efeitos da seca e da falta d'água nas regiões mais atingidas pela estiagem.
"Neste momento de luto da política paraibana, o governador João Azevedo se solidariza com a dor dos amigos e familiares pela perda irreparável e apresenta suas condolências", informa a nota
O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), e o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), emitiram notas de pesar pela morte do ex-governador. Cartaxo destacou que Wilson foi governador, prefeito de João Pessoa, deputado federal e estadual, tendo uma vida histórica na política paraibana marcada pelo exercício de mandatos popular
Romero, por sua vez, comentou que a morte de Wilson Braga deixa a Paraíba inteira de luto e também marca o fim de um círculo histórico de uma geração de líderes que causaram grande impacto na vida contemporânea dos paraibanos.
O prefeito de Conceição, José Ivanilson Soares de Lacerda (PSDB), cidade em que Wilson Braga nasceu, decretou luto oficial por três dias. Outros políticos usaram seus perfis nas redes sociais para lamentar a perda com o falecimento do político. Abaixo seguem algumas das principais manifestações de pesar e de solidariedade com a família.
João Azevedo, governador da Paraíba
O governador João Azevedo decretou luto oficial de três dias e lamentou a morte do ex-governador Wilson Braga, de quem foi auxiliar de Governo nos anos 1980, exercendo os cargos de diretor da Divisão de Planejamento Habitacional do antigo Instituto de Previdência do Estado da Paraíba (Ipep); e coordenador de Planejamento do Conjunto Valentina Figueiredo, além de outros conjuntos construídos na sua gestão.
Wilson Leite Braga teve uma carreira política bastante atuante. Exerceu cargos de deputado estadual, deputado federal, governador da Paraíba, vereador e prefeito de João Pessoa. Como governador (1983-1986), teve um mandato marcado por obras importantes, com destaque para o 'Projeto Canaã', considerado pioneiro na construção de açudes e barragens em vários municípios paraibanos, com o objetivo de minimizar os efeitos da seca e da falta d'água nas regiões mais atingidas pela estiagem.
Neste momento de luto da política paraibana, o governador João Azevedo se solidariza com a dor dos amigos e familiares pela perda irreparável e apresenta suas condolências.
Luciano Cartaxo, prefeito de João Pessoa
O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, lamentou o falecimento do ex-governador da Paraíba, Wilson Braga, mais uma vítima da Covid-19, assim como sua esposa, Lúcia Braga, falecida na última sexta-feira (8). Wilson Braga foi governador, prefeito da Capital, deputado federal e estadual, tendo uma vida histórica na política paraibana marcada pelo exercício de diversos mandatos populares.
Romero, por sua vez, comentou que a morte de Wilson Braga deixa a Paraíba inteira de luto e também marca o fim de um círculo histórico de uma geração de líderes que causaram grande impacto na vida contemporânea dos paraibanos.
Romero, por sua vez, comentou que a morte de Wilson Braga deixa a Paraíba inteira de luto e também marca o fim de um círculo histórico de uma geração de líderes que causaram grande impacto na vida contemporânea dos paraibanos.
O prefeito de Conceição, José Ivanilson Soares de Lacerda (PSDB), cidade em que Wilson Braga nasceu, decretou luto oficial por três dias. Outros políticos usaram seus perfis nas redes sociais para lamentar a perda com o falecimento do político. Abaixo seguem algumas das principais manifestações de pesar e de solidariedade com a família.
João Azevedo, governador da Paraíba
O governador João Azevedo decretou luto oficial de três dias e lamentou a morte do ex-governador Wilson Braga, de quem foi auxiliar de Governo nos anos 1980, exercendo os cargos de diretor da Divisão de Planejamento Habitacional do antigo Instituto de Previdência do Estado da Paraíba (Ipep); e coordenador de Planejamento do Conjunto Valentina Figueiredo, além de outros conjuntos construídos na sua gestão.
Wilson Leite Braga teve uma carreira política bastante atuante. Exerceu cargos de deputado estadual, deputado federal, governador da Paraíba, vereador e prefeito de João Pessoa. Como governador (1983-1986), teve um mandato marcado por obras importantes, com destaque para o 'Projeto Canaã', considerado pioneiro na construção de açudes e barragens em vários municípios paraibanos, com o objetivo de minimizar os efeitos da seca e da falta d'água nas regiões mais atingidas pela estiagem.
Neste momento de luto da política paraibana, o governador João Azevedo se solidariza com a dor dos amigos e familiares pela perda irreparável e apresenta suas condolências.
“Wilson Braga partiu nos deixando um legado de lutas e serviços que marcaram a vida dos paraibanos. Ele teve uma vida marcada pelo trabalho político intenso, assumindo os mais diversos cargos públicos em todas as esferas de poder e, através dos quais, buscou deixar um legado para a história. Nossos profundos votos de pesar à família, amigos e milhares de paraibanos que hoje lamentam a sua perda. Desejamos força e serenidade para atravessar este momento de dor e luto", afirmou.
Romero Rodrigues, prefeito de Campina Grande
A morte do ex-governador Wilson Leite Braga, aos 88 anos de idade, na noite deste domingo (17), deixa a Paraíba inteira de luto e também marca o fim de um círculo histórico de uma geração de líderes que causaram grande impacto na vida contemporânea dos paraibanos.
Ao longo de quase 70 anos de vida pública, Wilson Braga galgou importantes cargos, mas deixou sua marca como governador e creio ser o Projeto Canaã, na área de recursos hídricos, a iniciativa mais emblemática de sua gestão.
Todos os que tivemos oportunidade e o privilégio de conhecer o ex-governador natural de Piancó, aprendemos muito com ele e sua história de vida. Ele nos deixa, após heroica resistência, exatos nove dias após a partida da esposa e companheira de toda a vida, a ex-deputada Lúcia Braga, a quem também homenageamos.
Que Wilson Braga descanse em paz e continue a nos inspirar, principalmente neste momento em que todos travamos uma luta de vida e morte com a doença que foi sua algoz. Fica com Deus, Wilson.
José Maranhão, senador pela Paraíba
Nós, paraibanos, estamos de luto, não somente porque perdemos um grande e honrado homem público, mas, sobretudo, pela perda de um amigo.
Amigo é alguém extremamente valioso e, muitos e muitos de nós, tínhamos nesta conta Wilson Braga, que estava sempre presente nos momentos mais difíceis e definitivos de nossas vidas.
Chegou sua hora de voar, meu leal amigo. Junto de Lúcia, sua eterna companheira, vá conhecer a paz infinita no horizonte sem fim, onde habita nosso Deus.
Mesa diretora da Câmara de Vereadores de João Pessoa
A Mesa Diretora da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) expressa seu profundo pesar pelo falecimento do ex-governador da Paraíba Wilson Braga, aos 88 anos em decorrência de complicações causadas pela covid-19. O falecimento se deu no fim da noite deste domingo, 17.
Por sua relevância na política e sua importância para sociedade, a Câmara Municipal de João Pessoa lamenta a partida do ex-chefe do Executivo paraibano e transmite seus votos de solidariedade aos parentes, amigos e admiradores deste político.
No início deste mês, o ex-governador Wilson Leite Braga, 88 anos, e a sua esposa, ex-deputada Lúcia Navarro Braga, 86 anos, foram internados no Hospital Nossa Senhora das Neves, em João Pessoa, com suspeita de terem contraído o novo Coronavírus. A ex-primeira dama Lúcia Braga, com um caso considerado mais grave, por ser asmática e com deficiência cardiorrespiratória, faleceu na última sexta-feira (8). O ex-governador também apresentou os sintomas da Covid-19, porém o seu quadro foi considerado menos preocupante após avaliação e chegou-se a dizer que ele não tinha o coronavírus. Depois, descobriu-se que a testagem foi feita no início da doença quando o recomendável é que o exame ocorra pelo menos uma semana depois do início dos sintomas. Com o teste refeito, a infecção de Braga foi confirmada. Seu quadro se agravou com o comprometimento dos rins até seu falecimento no fim da noite deste domingo.
É lembrado pela execução do projeto Canaã, que buscava autossuficiência na produção de alimentos na região do semiárido paraibano, com a utilização de recursos hídricos de forma integrada. Também conhecido pelos mutirões para construção de casa para baixa renda em bairros de periferia de João Pessoa e trabalhos de assistência social no estado.
É lembrado pela execução do projeto Canaã, que buscava autossuficiência na produção de alimentos na região do semiárido paraibano, com a utilização de recursos hídricos de forma integrada. Também conhecido pelos mutirões para construção de casa para baixa renda em bairros de periferia de João Pessoa e trabalhos de assistência social no estado.
O governo de Wilson Braga foi marcado, também pelo assassinato do empresário de comunicação, Paulo Brandão. Na época, foi estabelecida uma relação entre o assassinato e seu governo. A arma de execução teria vindo da Casa Militar. O coronel da PM, Geraldo Alencar, foi condenado pelo crime.
Em João Pessoa, Braga ocupou a cadeira de vereador e foi prefeito, em 1988.
Lampião e Maria Bonita com seus seguidores - Domínio Público
O casal se conheceu por meio de um cupido, mudou as regras do cangaço e entrou para a história do Brasil
Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins
Publicado em 25/02/2021
O casal de cangaceiros Maria Bonita e Lampião é um dos mais conhecidos da história do Brasil, e não é à toa: os dois, junto do bando do mais importante cangaceiro, viajaram pelas mais diferentes regiões do nordeste brasileiro praticando o banditismo.
O relacionamento dos dois mudou algumas regras no cangaço: afinal, com Maria Bonita no grupo, agora havia uma mulher, o que não era permitido antes. Essa mudança acarretou o aumento das mulheres cangaceiras — mas nem tanto.
A Aventuras na História separou 5 fatos sobre o relacionamento de Lampião e Maria Bonita. Confira!
1. Cupido
Maria Bonita era casada quando conheceu Lampião. Ainda assim, ela mantinha uma paixonite pelo cangaceiro, principalmente quando o conheceu nas terras de seu pai no município de Paulo Afonso, ao norte da Bahia. O lugar-tenente do cangaceiro, chamado Luís Pedro, foi quem falou a Lampião sobre o sentimento de Maria.
Como contou Wagner G. Barreira, autor do livro Lampião e Maria Bonita: Uma história de amor entre balas (2018), em entrevista à AH, a primeira conversa dos dois foi sobre bordado. Ele pediu que ela bordasse alguns lenços de seda e voltou tempos depois para buscá-los. Assim, o cangaceiro passou a voltar mais vezes na residência de Maria para vê-la.
2. Ficar com Lampião
Com o bando de Lampião indo na fazenda do pai de Maria Bonita, ele passou a se incomodar com a polícia, que seguia os homens do cangaceiro. Foi então que ele decidiu que iria se mudar para Alagoas, com o intuito de ficar distante de Lampião e das autoridades que o perseguiam.
Mas sua filha não aceitou bem a decisão. Ela queria ficar com Lampião e seguir seu estilo de vida nômade e perigoso. Na época, o homem também já estava apaixonado por ela, mas, ainda assim, a mudança foi drástica, afinal, não existiam mulheres no cangaço antes de Maria.
3. Transformando o cangaço
A entrada de Maria Bonita para o cangaço fez com que outras mulheres também aderissem ao estilo de vida arriscado. Muitas delas foram sequestradas por outros homens do bando, sendo obrigadas a ac
Ainda assim, essa não foi uma transformação “revolucionária”. Barreira explica: “o cangaceiro não inventava um modelo, ele reproduzia os valores que tinha quando não era cangaceiro, de quando era criança, que aprendeu com os pais. E era uma sociedade bem machista”. As mulheres não participavam de conflitos nem tinham nenhuma função além de serem as “companheiras” dos cangaceiros
4. Mulher do capitão
Maria Bonita não tinha nenhuma função diferente no bando de Lampião por ser a mulher do líder: ela também tinha como missão ser a companheira de Virgulino. Ainda assim, ela tinha algumas regalias por preencher esse papel.



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