quinta-feira, 17 de junho de 2021

Machado de Assis


Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 21 de junho de 1839, no Morro do Livramento, Rio de Janeiro. Foi poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, crítico literário e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, além de seu primeiro presidente. O escritor dá nome a um dos principais prêmios literários nacionais, oferecido pela ABL, que condecora autores brasileiros pelo conjunto de sua obra desde 1941.

Filho de um pintor de paredes e de uma lavadeira açoriana e descendente de escravizados libertos, Machado de Assis morava como agregado numa família de senadores do Império. Enfrentou uma infância difícil – vendia doces e caramelos na frente de colégios abastados – e foi um dos primeiros escritores brasileiros a não proceder da oligarquia rural ou das classes médias urbanas.

Aprendeu francês aos 12 anos. Como jornalista, transcrevia discursos políticos, tarefa que o permitia aprender sobre o Brasil, e dali tirava seus temas, se tornando um grande comentador dos eventos políticos e sociais da época em que viveu. Em 1880, foi designado Oficial de Gabinete do Ministério da Agricultura. Testemunhou a Abolição da Escravatura, em 1888, e a transição do Império para a República, assuntos latentes em sua obra.

Advinda de uma época em que se destacavam o romantismo no Brasil e o realismo na Europa, a obra de Machado de Assis apresentou uma originalidade despreocupada com definições estilísticas e ultrapassou, aos poucos, a estética comum nesses movimentos literários. Um dos motivos pelos quais é considerada insuperável no contexto da literatura brasileira é por constituir um objeto de estudo divisível em variadas camadas. Pode-se refletir sobre seus escritos pelo viés dos retratos histórico e social que constroem, investigar a notável complexidade psicológica dos personagens, ou, ainda, analisar os aprofundamentos filosóficos do autor e suas referências à literatura universal. Acadêmicos costumam dividir sua obra em duas fases: a primeira, “romanesca” e ingênua, e a segunda, próxima do realismo, que abriga as publicações mais célebres.

O marco de sua maturidade literária é o romance Memórias póstumas de Brás Cubas (1881), no qual Machado de Assis apostou em técnicas como o uso da narrativa em primeira pessoa e da inverossimilhança. Na obra, narrada por um “defunto autor” representante da elite, o escritor faz suas críticas à formação do Brasil como país escravocrata e patriarcal. Traços dos mesmos recursos podem ser percebidos em seus romances subsequentes: Quincas Borba (1892), Dom Casmurro (1899), que será a obra-prima e colocará sua literatura em plano universal, Esaú e Jacó (1904) e Memorial de Aires (1908).

Para Silviano Santiago, autor de Machado (2016), obra ficcional que investiga a relação entre a vida e a obra de Machado de Assis e foi vencedora do prêmio Jabuti, assim como o francês Gustave Flaubert ensinou o mundo a escrever romance, Machado de Assis ensinou a escrever romance em português. Todos os gêneros que ele escrevia (poesia, romance, conto, crônica e teatro), na época, não tinham uma definição tão clara: Machado de Assis participou, inclusive, da consolidação da crônica como gênero ao lado de outros autores, tendo publicado mais de seiscentas ao longo da vida.

Outro título que merece destaque é O alienista, tão importante para os contos de Machado de Assis quanto Memórias póstumas de Brás Cubas é para os romances. É o primeiro conto de Papéis avulsos (1882), apesar de poder ser lido separadamente como uma novela. Além de trazer a característica visão irônica sobre as transformações sociais, o texto toca em temas como Revolução Francesa e despotismo da ciência.

Machado era epilético, mas foi o câncer que deu fim à sua vida em 1908, mesmo ano em que publicou seu último romance. Hoje, é considerado um dos grandes expoentes da literatura brasileira, latino-americana e mundial.

Foi mais que um escritor: um gênio, foi chamado de bruxo, viveu perdidamente apaixonado, era epilético, foi presidente e virou prêmio. Entre essas e outras, se tornou o maior nome da literatura brasileira.

Joaquim Maria Machado de Assis nasceu no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro, em 21 de junho de 1839. Descendente de escravizados libertos, foi um grande comentador dos eventos políticos e sociais da época em que viveu. Escreveu crítica literária, poesia, teatro, romance, conto e mais de 600 crônicas, sendo parte da consolidação desse gênero no país.

Testemunhou a Abolição da Escravatura, em 1888, e a mudança do império pós-monarquia, dois assuntos latentes em sua obra. O estilo machadiano é educadamente irônico e esconde uma crítica impiedosa às convenções sociais e ao ridículo da existência humana.

Em 1881, publica Memórias póstumas de Brás Cubas,

Também entre suas obras mais célebres está O alienista. Trazendo mais uma vez a visão irônica sobre as transformações sociais, aborda assuntos como a Revolução Francesa e o despotismo da ciência através da relação de um médico, seus pacientes e um sanatório. Mas sua obra-prima será Dom Casmurro, publicada em 1899 e mãe do eterno questionamento de seus leitores: Capitu traiu ou não traiu Bentinho?

Foi casado por 35 anos com Carolina Machado. Com a morte da mulher, o escritor entrou em profunda depressão e escreveu para o amigo Joaquim Nabuco: “Foi-se a melhor parte da minha vida, e aqui estou só no mundo”.

Em 1897, ele inaugura e é eleito primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras. O escritor dá nome a um dos principais prêmios literários nacionais. Oferecido pela ABL, o Prêmio Machado de Assis condecora autores brasileiros pelo conjunto de sua obra desde 1941.

Machado de Assis era epilético, mas foi o câncer que deu fim à sua vida em 1908, mesmo ano em que publicou seu último romance – Memorial de Aires. Hoje, é considerado um dos grandes expoentes da literatura brasileira, latino-americana e mundial.

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Luise Fialho

Tag - Experiências Literárias

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