Selma de Oliveira
Amadurecer entre amigos
Nem minhas rugas, nem minhas mãos gastas.
Quem te disse que eu queria parecer jovem?
Quem te disse que eu tenho medo da passagem do tempo?
Olhe bem para mim.
Esse cabelo branco não é abandono, é bandeira.
É a coroa de todas as vezes que fui forte,
que eu me segurei de pé quando tudo me doía.
Cada fio prateado eu ganhei a pulsação.
como você ganha as coisas verdadeiras:
Com lágrimas, risos, silêncios... vivo.
E essas rugas que tanto te perturbam,
São os meus mapas.
Sim, os meus mapas.
As linhas que me deixaram o riso sincero,
preocupações de mãe,
as reveladas por amor,
as tardes de solidão,
olhares longos para o horizonte,
Me perguntando se eu estava fazendo bem.
Minhas mãos - ai, minhas mãos -
elas sim que têm que contar.
Mãos que cozinharam sonhos,
que bordaram o nome dos meus filhos na alma,
que aplaudiram, acariciaram, defenderam.
Mãos que enterraram o que amavam.
E mesmo assim continuaram a semear esperança.
E você quer que eu as esconda?
Quer que eu coloque filtros na minha história,
cremas a minha dignidade,
vergonha para minha pele?
Não, querida.
Envelhecer é um privilégio.
E eu não disfarço.
Estou orgulhosa dos meus anos.
Orgulhosa de ter chegado até aqui.
de cabeça erguida e sem dever explicações a ninguém.
Não sou uma mulher murcha.
sou uma mulher florida por dentro.
Juventude não é um rosto liso.
é um espírito vivo,
e o meu continua dançando com a lua,
rindo com as comadres,
sonhando com os pés descalços no chão.
Então não critique meus cabelos brancos.
não tenha pena de mim por causa das minhas rugas.
Admira-me.
Porque eu já passei por onde você vai.
E aqui estou eu, mais livre do que nunca.
mais eu do que nunca.
E se eu pudesse voltaria a viver tudo...
só pra chegar de novo nesse ponto
onde eu me olho no espelho
e digo a mim mesmo, com a alma em voz alta:
como é lindo ser mulher, velha e viva.
.
Não critique meus cabelos brancos...
Nem minhas rugas, nem minhas mãos gastas.
Quem te disse que eu queria parecer jovem?
Quem te disse que eu tenho medo da passagem do tempo?
Olhe bem para mim.
Esse cabelo branco não é abandono, é bandeira.
É a coroa de todas as vezes que fui forte,
que eu me segurei de pé quando tudo me doía.
Cada fio prateado eu ganhei a pulsação.
como você ganha as coisas verdadeiras:
Com lágrimas, risos, silêncios... vivo.
E essas rugas que tanto te perturbam,
São os meus mapas.
Sim, os meus mapas.
As linhas que me deixaram o riso sincero,
preocupações de mãe,
as reveladas por amor,
as tardes de solidão,
olhares longos para o horizonte,
Me perguntando se eu estava fazendo bem.
Minhas mãos - ai, minhas mãos -
elas sim que têm que contar.
Mãos que cozinharam sonhos,
que bordaram o nome dos meus filhos na alma,
que aplaudiram, acariciaram, defenderam.
Mãos que enterraram o que amavam.
E mesmo assim continuaram a semear esperança.
E você quer que eu as esconda?
Quer que eu coloque filtros na minha história,
vergonha para minha pele?
Não, querida.
Envelhecer é um privilégio.
E eu não disfarço.
Estou orgulhosa dos meus anos.
Orgulhosa de ter chegado até aqui.
de cabeça erguida
e sem dever explicações a ninguém.
Não sou uma mulher murcha.
sou uma mulher florida por dentro.
Juventude não é um rosto liso.
é um espírito vivo,
e o meu continua dançando com a lua,
rindo com as comadres,
sonhando com os pés descalços no chão.
Então não critique meus cabelos brancos.
não tenha pena de mim por causa das minhas rugas.
Admira-me.
Porque eu já passei por onde você vai.
E aqui estou eu, mais livre do que nunca.
mais eu do que nunca.
E se eu pudesse voltaria a viver tudo...
só pra chegar de novo nesse ponto
onde eu me olho no espelho
e digo a mim mesmo, com a alma em voz alta:
como é lindo ser mulher, velha e viva.
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DA
DA.
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