terça-feira, 26 de agosto de 2025

Não era preciso muito




lado.a.lado


Uma lousa, um chocolate, uma boneca ou um pião. Um barco de papel. 

Tudo nos encantava, a nossa imaginação não fazia cerimónia, brincava com o que tinha à mão. 

Havia umas arrelias pelo meio, mas a gente cá as resolvia e não havia amuos que durassem mais do que

o não perder tempo para irmos jogar à bola ou ao elástico.

 No intervalo, um pão com Tulicreme ou com manteiga, e não fazia mal que caísse ao chão, era só soprar e continuar. 

Um fazia de Spock e outro de Capitão Kirk, e todo o espaço cabia na nossa rua, era até o sol se pôr e

nascer a lua. 

Não havia cá grandes tecnologias nem inventos, mas caramba, vivemos grandes momentos. 

Mesmo de joelhos esfolados, às vezes o nariz, que a bicicleta galopava por onde queria, não havia outra

saída a não ser pedir aos amigos 

Não digas nada à minha mãe, e os sorrisos também se rasgavam, os corações não, sempre inteiros.

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