
lado.a.lado
Uma lousa, um chocolate, uma boneca ou um pião. Um barco de papel.
Tudo nos encantava, a nossa imaginação não fazia cerimónia, brincava com o que tinha à mão.
Havia umas arrelias pelo meio, mas a gente cá as resolvia e não havia amuos que durassem mais do que
o não perder tempo para irmos jogar à bola ou ao elástico.
No intervalo, um pão com Tulicreme ou com manteiga, e não fazia mal que caísse ao chão, era só soprar e continuar.
Um fazia de Spock e outro de Capitão Kirk, e todo o espaço cabia na nossa rua, era até o sol se pôr e
nascer a lua.
Não havia cá grandes tecnologias nem inventos, mas caramba, vivemos grandes momentos.
Mesmo de joelhos esfolados, às vezes o nariz, que a bicicleta galopava por onde queria, não havia outra
saída a não ser pedir aos amigos
Não digas nada à minha mãe, e os sorrisos também se rasgavam, os corações não, sempre inteiros.
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