Por Roberta Patriota
24/02/2026
Controlar a pressão reduz em 40% o risco de derrame
O medo de um evento súbito como um derrame cerebral (AVC) assombra muitas pessoas, mas a medicina moderna está descobrindo que o corpo raramente se silencia antes de uma crise. Estudos recentes revelam que o organismo pode emitir sinais sutis e “silenciosos” até 90 dias antes de um episódio grave, funcionando como uma janela de oportunidade valiosa para quem souber interpretar esses avisos precoces e buscar ajuda antes que o dano se torne irreversível.
O que são os avisos silenciosos?
A ciência nos mostra que muitos pacientes experimentam o que os médicos chamam de Ataque Isquêmico Transitório (AIT), uma espécie de “mini-AVC” que desaparece em minutos. Segundo especialistas da American Heart Association (AHA) , esses episódios são frequentemente ignorados porque os sintomas são passageiros, mas eles indicam que uma artéria está sendo obstruída temporariamente.
Evidências do guia de Manejo do Acidente Vascular Cerebral do Ministério da Saúde confirmam que a recorrência desses sinais nas semanas que antecedem o evento principal é altíssima. Especialistas explicam que pequenas tonturas inexplicáveis ou uma leve fraqueza em um dos braços podem ser o cérebro pedindo socorro contra um fluxo sanguíneo já deficitário.
Quais sinais aparecem meses antes?
Diferente da paralisia súbita, os sinais que surgem com 90 dias de antecedência podem ser confundidos com cansaço ou estresse cotidiano. A ciência nos mostra que, conforme detalhado no estudo “AVC” , alterações leves na visão, como um “borramento” rápido que dura segundos, são fortes preditores.
Além da visão, o padrão de fala e o equilíbrio podem sofrer oscilações mínimas que o paciente tende a negligenciar por serem breves. De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), os sinais que merecem monitoramento rigoroso nos meses anteriores incluem:
Visão turva ou perda súbita:
Episódios rápidos de escuridão em um dos olhos (amaurose fugaz).
Dificuldade sutil de articulação:
Momentos em que as palavras parecem “enrolar” levemente na língua.
Formigamento unilateral:
Sensação de “dormência” constante ou recorrente em apenas um lado do rosto ou corpo.
Perda de coordenação:
Tropeços frequentes ou dificuldade súbita em segurar objetos com firmeza.

Sintomas breves podem ser alerta precoce de AVC.
Como a pressão arterial influencia?
A hipertensão é o principal fator de risco, atuando silenciosamente nas paredes das artérias cerebrais durante décadas. Especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) explicam que picos de pressão não tratados criam microlesões que facilitam a formação de coágulos muito antes do derrame ocorrer de fato.
Evidências das Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial confirmam que manter a pressão sob controle rigoroso pode reduzir o risco de AVC em mais de 40%. A ciência nos mostra que o monitoramento residencial da pressão é uma das ferramentas mais eficazes para detectar instabilidades que antecipam eventos isquêmicos graves.
Como prevenir um evento súbito?
Prevenir um AVC exige um olhar atento aos hábitos de vida e ao controle de inflamações sistêmicas que danificam os vasos. A ciência nos mostra que a dieta DASH e a prática de exercícios moderados são pilares fundamentais, conforme corroborado por revisões científicas da Scielo sobre saúde cardiovascular e neuroproteção.
Adotar medidas práticas de estilo de vida ajuda a estabilizar as placas de gordura nas artérias e melhora a elasticidade vascular. Especialistas em neurologia vascular recomendam que, para reduzir o risco nos próximos 90 dias, você deve focar nos seguintes pontos:
Estratégia Importância
Benefício
Preventivo
Redução drástica do sódio
Controle da pressão arterial.
Evita picos hipertensivos repentinos e sobrecarga vascular.
Caminhadas diárias
Estimula circulação periférica e cerebral.
Diminui o endurecimento arterial e risco de eventos vasculares.
Gestão do colesterol
Manter LDL em níveis adequados.
Previne a formação de novos coágulos obstrutivos.
Qual é o seu plano de ação?
Se você ou alguém próximo percebeu algum desses sintomas “bobos” ultimamente, será que não é hora de ouvir o que o seu corpo está tentando dizer? Ignorar um formigamento passageiro ou uma tontura boba pode ser a diferença entre uma prevenção bem-sucedida e um longo processo de reabilitação física.
Marcar uma consulta de rotina para revisar seus exames cardiovasculares é o passo mais inteligente que você pode dar hoje. Sua saúde cerebral depende de decisões tomadas agora, muito antes de qualquer sinal de emergência se tornar um fato consumado.
O acompanhamento com um médico é fundamental para um diagnóstico preciso e tratamento seguro.
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