sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Um cão comunitário Olhela = continuaçãol



 

“Nem toda despedida é falta de amor. Às vezes, é o maior ato dele.”


Orelha partiu cercado de cuidado, respeito e lágrimas sinceras. é saber deixar ir.

Hoje o silêncio do consultório fala mais alto que qualquer palavra.

Fica a saudade, a gratidão por cada momento vivido e a certeza de que ele não foi apenas um paciente — foi família.

Que Orelha descanse em paz. 
E que todo amor verdadeiro seja lembrado, mesmo na despedida.



Poder da natureza

 A cena do cãozinho Orelha, enrolado em um pano e amparado por mãos humanas em um último adeus, traz uma mensagem profunda e incômoda para a sociedade brasileira

Não é apenas uma imagem de despedida, mas um retrato doloroso de luto coletivo e, ao mesmo tempo, de uma falha social grave na proteção dos mais frágeis.

Quando jovens chegam ao ponto de praticar tamanha brutalidade contra um ser que não tem como se defender, isso revela algo muito maior do que um caso isolado: expõe um problema estrutural ligado à falta de educação emocional, à ausência de valores sólidos e à ineficiência na responsabilização de atos violentos.

A violência contra animais não surge de forma espontânea. Ela costuma ser um dos primeiros sinais de desumanização, de empatia quebrada e de uma cultura que vem normalizando comportamentos cruéis.

Ignorar, silenciar ou tentar justificar esse tipo de crime apenas fortalece a impunidade e cria um terreno perigoso para que agressões ainda mais graves se tornem comuns no futuro.

Orelha não representa só a perda de um cachorro. Ele se tornou o símbolo de um sistema que falha em ensinar respeito, em proteger vidas vulneráveis e em aplicar a justiça de forma efetiva.

Pedir justiça por Orelha é, no fundo, exigir uma sociedade que não aceite a crueldade como algo banal, que reconheça o valor da vida em todas as suas formas e que compreenda que quem aprende a machucar um animal indefeso hoje pode, amanhã, tratar o sofrimento humano com a mesma indiferença.



VALE A REFLEXÃO, POR FAVOR LEIA.
Nos anos 90, jovens incendiaram um homem indígena que foi a Brasília em busca de dignidade. Ele lutava por condições melhores para sua gente. Não conseguiu um hotel. Dormiu em uma praça. Morreu ali, vítima não apenas do fogo, mas da ausência completa de empatia de vários jovens.

Aquilo não foi um fato isolado. Foi o reflexo de uma sociedade que falhou em cuidar, ouvir e reconhecer o outro como vida.

O tempo passou, mas a pergunta permanece. Aprendemos alguma coisa?

Hoje, o Orelha dói em todos nós. Ele representa milhares de animais indefesos que sofrem maus-tratos, abandono e crueldade todos os dias. Vidas que não têm voz, que sentem medo e dor, e que seguem sendo tratadas como se valessem menos.

Quando uma sociedade normaliza a violência contra os mais frágeis, humanos ou a

Lutar pelo Orelha não é apenas sobre um animal. É sobre interromper um ciclo que se repete. É sobre reconhecer que tempos difíceis só serão superados quando escolhermos proteger a vida, em todas as suas formas.

Não existe direita ou esquerda quando falamos de vida. Existe responsabilidade. Existe empatia. Existe a decisão de construir uma sociedade mais saudável, onde ninguém seja descartável.
Silenciar não é mais uma opção.
MÁRIO MOTTA


A cena do cãozinho Orelha, enrolado em um pano e amparado por mãos humanas em um último adeus, traz uma mensagem profunda e incômoda para a sociedade brasileira. Não é apenas uma imagem de despedida, mas um retrato doloroso de luto coletivo e, ao mesmo tempo, de uma falha social grave na proteção dos mais frágeis. 

Quando jovens chegam ao ponto de praticar tamanha brutalidade contra um ser que não tem como se defender, isso revela algo muito maior do que um caso isolado: expõe um problema estrutural ligado à falta de educação emocional, à ausência de valores sólidos e à ineficiência na responsabilização de atos violentos.

A violência contra animais não surge de forma espontânea. Ela costuma ser um dos primeiros sinais de desumanização, de empatia quebrada e de uma cultura que vem normalizando comportamentos cruéis. Ignorar, silenciar ou tentar justificar esse tipo de crime apenas fortalece a impunidade e cria um terreno perigoso para que agressões ainda mais graves se tornem comuns no futuro.

Orelha não representa só a perda de um cachorro. Ele se tornou o símbolo de um sistema que falha em ensinar respeito, em proteger vidas vulneráveis e em aplicar a justiça de forma efetiva.

Pedir justiça por Orelha é, no fundo, exigir uma sociedade que não aceite a crueldade como algo banal, que reconheça o valor da vida em todas as suas formas e que compreenda que quem aprende a machucar um animal indefeso hoje pode, amanhã, tratar o sofrimento humano com a mesma indiferença. 



O laudo do Orelha é chocante e revoltante:

Ele apresentava lesão grave na cabeça, principalmente na face esquerda, com inchaço intenso, protusão do olho esquerdo e sangramento pela boca e nariz.

Havia ainda possíveis fraturas na mandíbula e maxilar, e ele apresentava ataxia (dificuldade de andar), dispneia (dificuldade para respirar) e bradicardia (batimentos cardíacos muito lentos).

Mesmo com procedimentos básicos de reversão, ele não resistiu e veio a óbito.

É revoltante pensar que alguém possa causar tanta crueldade… 😡💔

O laudo está nos comentários — veja por si mesmo a gravidade dessa violência.

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