Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré
No quintal nasce a esperança verde igual folha nova depois da chuva, e no sorriso dessa mulher mora a força da terra viva.
Ela caminha cedo entre as plantas, pisando leve no chão do sertão, carrega no braço a melancia e no peito um mundo de gratidão.
Cada semente que a mão dela planta vira promessa de dias melhores, vira alimento na mesa simples, vira perfume de novos amores.
O sol beija seu rosto marcado, história escrita pela lida, mas seus olhos brilham serenos como quem venceu a vida.
No silêncio da roça verde o vento canta devagar, e a alma nordestina responde: “Nasci pra lutar e pra plantar.”
Ali não falta riqueza, mesmo sem ouro nem papel, porque quem colhe do próprio chão conversa direto com o céu.
É paz no meio da plantação, é fé brotando em cada dia, é a certeza que no interior a vida floresce em poesia.

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