sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

O cão comunitário Orelha

Florianópolis ilha da magia


O caso do Orelha deixou de ser apenas uma tragédia isolada e virou um espelho incômodo da sociedade. 

As últimas informações mostram que a investigação avançou, com celulares apreendidos, retorno de envolvidos ao Brasil e até indiciamentos por tentativa de coação de testemunhas

Ao mesmo tempo, o episódio ganhou repercussão internacional, mobilizou artistas, gerou protestos e acendeu um debate que vai muito além de um único ato de crueldade.

Orelha era um cão comunitário, cuidado por quem entendia que responsabilidade não depende de posse, mas de humanidade

A violência que ele sofreu expôs não só a brutalidade do ato, mas também o risco de uma sociedade que normaliza o desrespeito à vida, seja ela humana ou animal. 

Quando surgem ameaças, linchamentos virtuais e confusões de identidade, fica claro que o ódio, quando não é canalizado para a justiça, se espalha e atinge inocentes.

A cobrança por punição é legítima. A indignação também. 

Mas o que esse caso escancara é a urgência de algo maior. 

Educação, empatia e responsabilidade não podem ser opcionais. 

Orelha não morreu apenas por mãos violentas, morreu em um ambiente onde limites falharam antes da agressão acontecer. 

Nem esquecimento e para que a vida, qualquer vida, volte a ter o valor que nunca deveria ter perdido.

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