sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Qual o significado de receber cinza na testa?


Como podemos viver bem essa quarta-feira de cinzas

Karen Bueno / Ir. M. Nilza P. Silva – “Tu és pó” (Gn 3, 19), talvez nunca, quanto agora, essa frase tenha feito tanto sentido para nossa atual geração. A fragilidade da vida e a certeza da morte sempre estiveram presentes em nossa consciência, mas, a pandemia fez com que a humanidade toda se sentisse frágil e refletisse mais sobre isso.

Qual o significado da Quarta-feira de Cinzas?

A Quarta-feira de Cinzas, que marca o início da Quaresma, reforça a consciência dessa fragilidade humana, não como um dia de tristeza ou falta de esperança, mas, é uma luz para chamar a atenção sobre aquilo que é realmente essencial: o sentido da vida. O corpo é frágil e precisamos fortalecer o nosso espírito.

O Pe. José Kentenich convida a centrar os olhos na mensagem principal desta celebração: “Um dia, porém, o corpo a que dedicamos tantos cuidados será novamente reduzido a pó: voltará à substância e à matéria de que proveio. Recorda, pois, que és pó e em pó te hás de tornar! São sérias estas palavras que ressoam na nossa alma. A Igreja orienta-nos a não volver tanto a nossa atenção para o corpo e a não nos concentrarmos quase que exclusivamente nos nossos negócios, durante as próximas semanas. Voltemos nosso olhar ao alto… Durante a Quaresma, coração e olhar fixam-se particularmente, com grande e ardente amor, na grande cena do Gólgota” [2].

Por que colocamos a cinza na testa?

A cruz que o sacerdote faz na testa, com cinzas, simboliza penitência e arrependimento.
Ela faz lembrar que vamos morrer e que “ao pó da terra voltaremos” (cf. Gn 3, 19), para que, dessa forma, nosso corpo seja transfigurado por Deus de maneira gloriosa.

O propósito desse sacramental é levar ao arrependimento dos pecados, é fazer-nos lembrar que não podemos nos apegar a esta vida, achando que a felicidade plena pode ser construída aqui, pois nossa morada definitiva é o céu.

Como celebrar as Cinzas?

Além de participar presencialmente da Santa Missa, viver este dia com espírito de penitência e o coração voltado para o essencial.

O dia de cinzas recorda nossa pequenez e pede uma atitude humilde diante de Deus. É ocasião de parar, avaliar-se, reconhecer-se pecador: “Antes de tudo a oração deve ser humilde. Diante de Deus devemos nos apresentar sempre como pobres mendigos. Não temos direito de exigir graças atuais. Somos inteiramente dependentes da misericórdia divina. Sentir-se mendigo é possuir a humildade e o sentimento de humildade é, em sua essência, o sentimento filial. O filho está certo de ser atendido pelo Pai, se o que ele pedir promover a maior glória de Deus e servir para seu próprio bem” [3], diz o Pe. Kentenich.

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