AssoiciaçãoCultural Poeta Patativa do Assaré
Dentro da casa de barro o tempo não corre —ele repousa.
Repousa nas paredes marcadas, nas vigas do teto escurecidas de história, na rede estendida como abraço
esperando o fim da tarde.
Ela senta na cadeira simples,
mas carrega um trono invisível: o trono de quem já venceu dias difíceis em silêncio.
Sobre a mesa, as flores coloridas enfrentam a rusticidade do chão batidocomo quem diz:a vida pode ser dura, mas ainda assim floresce.
Os retratos na paredesão pedaços de eternidade pendurados, rostos que vigiam com carinho cada respiração daquele lar.
A porta aberta deixa entrar a luz e junto dela o mundo — mas ali dentro mora algo maior: memória, fé e resistência.
Porque há casas que não são feitas só de barro.
São feitas de coragem.
E há mulheres que não envelhecem, apenas acumulam sabedoria no olhar.

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