quinta-feira, 5 de março de 2026

Quando olhamos para a geração dos nossos avós,



Terceira Idade ~Mitos e Verdades

Quando olhamos para a geração dos nossos avós, percebemos o quanto os gestos tinham outro peso.

Um beijo quase significava compromisso.

Andar de mãos dadas era declaração pública.

Hoje, muitas vezes, perguntar o nome vem depois — se vier.

Não faço a linha do romântico nostálgico.

Eu sei que tudo mudou.

Os tempos são outros. As relações também.

Ainda assim, é impossível não notar: andar de mãos dadas virou quase artigo de luxo.

O cafuné gratuito ficou raro.

A ligação inesperada no meio do dia virou invasão.

O “passei aqui só para te dar um beijo” parece exagero.

Somos talvez uma geração emocionalmente exausta.

Carregamos bagagens.

Histórias mal resolvidas.

Relacionamentos abusivos.

Convívios turbulentos.

Quebras de confiança.

Mas amar não deveria significar perder liberdade.

O problema não é o amor.

É o trauma não resolvido.

E enquanto não encararmos isso, continuaremos achando que proteção é maturidade —

quando, muitas vezes, é apenas medo disfarçado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário