Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré
Na beira do rio manso
onde a vida corre devagar,
tem uma casa amarela
que aprende todo dia a lutar.
De frente pro mundo simples,
com a porta sempre aberta,
vive gente que não tem luxo,
mas tem a alma certa.
No terreiro, a galinha cisca,
no varal a roupa balança,
e na horta ali na frente
brota fé junto com esperança.
A mulher na porta parada
segura o pano na mão,
olhando o tempo passar
com paz dentro do coração.
Cada detalhe ali vivido
não foi comprado, foi suado,
é história feita na luta
de quem nunca foi derrotado.
E assim segue o sertão,
forte, bonito e verdadeiro,
onde o pouco vira riqueza
na mão do povo guerreiro 






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