Feliz com a vida
— Como vocês viviam antigamente sem toda essa tecnologia? Sem internet, sem smartphones, sem computadores, sem ar-condicionado, sem tudo isso?
O avô ficou em silêncio por um instante. Depois respondeu:
— Mais ou menos da mesma forma que a sua geração vive hoje. Sem orações. Sem compaixão. Sem
honra. Sem respeito. Sem vergonha. Sem modéstia. Sem livros.
Nós — os que nascemos entre 1945 e 1985. E a nossa vida — é a prova viva disso.
Andávamos de bicicleta sem capacete e não sentíamos medo. Íamos sozinhos para a escola desde o
primeiro dia. Depois das aulas, brincávamos na rua até o pôr do sol — sem lembretes e sem supervisão.
Quando tínhamos sede — bebíamos água da torneira. Um copo de suco era dividido entre quatro pessoas. E quase não ficávamos doentes.
Nossos pais nos tratavam com remédios caseiros simples. Nunca ganhávamos peso demais — embora comêssemos muito pão e batatas todos os dias.
Nós mesmos fazíamos os nossos brinquedos. Os livros — passavam de mão em mão, ficávamos na fila para consegui-los e depois líamos sem parar.
Não tínhamos celulares. Não tínhamos consoles de videogame, videogames, computadores pessoais, internet.
Mas tínhamos amigos de verdade.
Íamos à casa deles sem telefonar e sem convite. Éramos recebidos — e nos ofereciam o que houvesse. Tudo de forma simples e sem palavras desnecessárias.
Nossas lembranças eram guardadas em fotografias em preto e branco. Mas eram cheias de vida. Folheávamos os álbuns de família com prazer e guardávamos com carinho os retratos daqueles que vieram antes de nós.
Não expúnhamos a nossa vida. Não discutíamos assuntos de família em público. Não transformávamos o pessoal em conteúdo.
Nossos pais não eram ricos. Mas nos davam outra coisa — o seu tempo, o seu amor, os seus valores. Honestidade. Fidelidade. Respeito. Trabalho.
Eles nos ensinaram a valorizar não aquilo que se pode comprar — mas aquilo que não se pode.
Somos uma geração única.
Os últimos que ouviam os próprios pais. E os primeiros que aprenderam a ouvir os próprios filhos.
Ainda estamos aqui. Ainda nos lembramos. Ainda podemos transmitir aquilo que sabemos.
Aprendam conosco. Valorizem-nos.
Enquanto ainda estamos por perto.
Digam uma coisa daquela época que vocês gostariam de trazer de volta. E compartilhem com aqueles que também se identificam com isso.
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