Ale Souza
Chico foi católico até o ano de 1927 e sempre obedecia às obrigações que eram indicadas para ele pela Igreja.
Se confessava, comungava, comparecia pontualmente às missas e acompanhava as procissões.
E tinha o Padre Sebastião Scarzelli como seu orientador religioso.

Mas neste mesmo ano, quando Chico estava no auge de seus 17 anos de idade, presenciou a completa insanidade de uma de suas irmãs, que foi causada por um processo de obsessão espiritual.
Então, ele e sua família tiveram que recorrer ao casal de espíritas, senhor José Hermínio Perácio e dona Carmem Pena Perácio, que depois de algumas reuniões e muito esforço da família do Chico, curou a mulher que estava sendo obsediada.

Na mesa das sessões, estavam dois livros: O Evangelho Segundo o Espiritismo e O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.
Foi então que Chico ouviu sua mãe dizer:
'Meu filho, eis que estamos juntos novamente. Os livros à nossa frente são dois tesouros de luz. Estude-os, cumpra com seus deveres e, em breve, a bondade divina nos permitirá mostrar a você seus novos caminhos.'

Dessa forma, neste mesmo ano, Chico Xavier fundou em Pedro Leopoldo, junto com outras pessoas, o Centro Espírita Luiz Gonzaga.
A sede do Centro Espírita Luiz Gonzaga foi construída no local onde era a antiga casa de Maria João de Deus, a mãe de Chico Xavier.
Em 8 de julho de 1927, Chico fez a sua primeira atuação do serviço mediúnico em público.
Como Chico começou a psicografar?
A gente já sabe que a mediunidade de Chico Xavier se manifestou pela primeira vez quando ele tinha apenas quatro anos de idade, nas formas de clarividência e clariaudiência. Ou seja: ele via e ouvia o espírito desencarnado de sua mãe.
E que, aos 17 anos, ele realizou sua primeira reunião pública de serviço mediúnico, começando a psicografar, que é basicamente escrever em papéis aquilo que os espíritos estão dizendo.
Aos poucos, ele foi aperfeiçoando sua habilidade de psicografia.
Em uma das reuniões realizadas em janeiro de 1929, no Centro Luiz Gonzaga, dona Carmem Perácio teve uma visão simbólica da futura missão, como dizem os espíritos, de Chico. Afirmou nossa irmã que havia visto muitos livros em torno de mim, trazidos por amigos desencarnados.
Eu não tinha qualquer pensamento a respeito do assunto.

Mas as mensagens psicografadas começaram a aumentar. A cada dia, mais e mais mensagens eram ditadas e Chico Xavier as escrevia.
Em todas elas, o amor, a compreensão e a tolerância entre os homens eram assuntos em comum.






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