domingo, 5 de julho de 2026

Evangelho (Mt 8,5-17)Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.O Cristo tomou sobre si nossas dores, carregou em seu corpo as nossas fraquezas.



Evangelho (Mt 8,5-17)
- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 
 "Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia". 

Jesus respondeu: "Vou curá-lo". O oficial disse: "Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado.  Pois eu também sou subordinado e tenho soldados debaixo de minhas ordens. E digo a um : 'Vai!', e ele vai; e a outro: 'Vem!', e ele vem; e digo ao meu escravo: 'Faze isto!', e ele faz". 

Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: 

"Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé.  Eu vos digo: muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó,  enquanto os herdeiros do Reino serão jogados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes  Então, Jesus disse ao oficial: "Vai! E seja feito como tu creste". 

E naquela mesma hora o empregado ficou curado.  Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra dele deitada e com febre.  Tocou-lhe a mão, e a febre a deixou. Ela se levantou, e pôs-se a servi-lo.  Quando caiu a tarde, levaram a Jesus muitas pessoas possuídas pelo demônio. Ele expulsou os espíritos, com sua palavra, e curou todos os doentes,  para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías:

"Ele tomou as nossas dores e carregou as nossas enfermidades".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

Hoje, no Evangelho, vemos o amor, a fé, a confiança e a humildade de um centurião, que estima profundamente o seu criado. Preocupa-se tanto por ele, que é capaz de humilhar-se ante Jesus e pedir-lhe: «Senhor, o meu criado está de cama, lá em casa, paralisado e sofrendo demais» (Mt 8,6). Esta solicitação pelos outros, especialmente por um criado, obtém de Jesus uma rápida resposta: Ele respondeu: «Vou curá-lo». (Mt 8,7). E tudo desemboca numa serie de atos de fé e de confiança. O centurião não se considera digno e, ao lado deste sentimento, manifesta sua fé diante de Jesus e de todos os que estavam ali presentes, de tal maneira que Jesus diz: 

Ao ouvir isso, Jesus ficou admirado e disse aos que o estavam seguindo: «Em verdade, vos digo: em ninguém em Israel encontrei tanta fé» (Mt 8,10).

Podemos nos perguntar o que é que move a Jesus para realizar o milagre? Quantas vezes pedimos e parece que Deus não nos atende! E isso que sabemos que Deus sempre nos escuta. O que será que sucede, então? Achamos que pedimos bem, mas, será que o fazemos como o centurião? 

Sua oração não é egoísta, está cheia de amor, humildade e confiança. Diz São Pedro Crisólogo: «A força do amor não mede as possibilidades (...). O amor não discerne, não reflete, não conhece razões. O amor não é resignação ante a impossibilidade, não se intimida ante nenhuma dificuldade». É assim minha oração?

O centurião disse: «Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu criado ficará curado...» (Mt 8,8). 

É a resposta do centurião. São assim teus sentimentos? É assim tua fé? «Só a fé pode captar este mistério, esta fé que é o fundamento e a base de quanto ultrapassa à experiência e ao conhecimento natural» (São Máximo). Se é assim, também escutarás: «‘Vai! Conforme acreditaste te seja feito’. E naquela mesma hora, o criado ficou curado» (Mt 8,13).

Santa Maria, Virgem e Mãe! Mestra de fé, de esperança e de amor solícito, ensina-nos a orar como convém para conseguir do Senhor tudo aquilo que necessitamos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário