Olívia Coutinho
postado em Refletindo o Evangelho
Reflexão do Evangelho do dia – 25/05/26 – Jo 19,25-27
Em -Aventurada Virgem Maria -Mãe da Igreja
O Evangelho de hoje nos conduz ao Calvário, lugar onde o amor de Deus se manifesta de forma mais profunda e radical.
Aos pés da cruz, contemplamos uma das cenas mais profundas e comoventes de toda a Sagrada Escritura: Maria, de pé, junto ao seu Filho crucificado. Uma presença silenciosa, mas repleta de significado; marcada pela dor, mas sustentada por uma fé inabalável e por um amor que não recua diante do sofrimento.
Enquanto muitos fugiram por medo, Maria permaneceu. Seu coração de mãe estava transpassado pela dor, mas ela não abandona Jesus. Permanece firme, unida ao sofrimento do Filho, oferecendo com Ele o seu próprio coração ao Pai. Seu silêncio não é vazio, mas expressão de confiança, entrega e fidelidade absoluta à vontade do Pai.
Mesmo agonizando na cruz, Jesus, volta seu olhar cheio de ternura para sua Mãe e para o discípulo João, conhecido como o discípulo amado, e pronuncia palavras que atravessariam os séculos: “Mulher, eis aí o teu filho”. Depois diz ao discípulo: “Eis aí tua mãe” (Jo 19,27).
Naquele instante, algo profundamente novo acontece. Maria não é entregue apenas a João, mas a toda a humanidade nele representada.
Aos pés da cruz nasce, espiritualmente a Igreja, e Maria é dada como Mãe desta Igreja. Ela torna-se Mãe da esperança, dos aflitos, dos pecadores e de todos os filhos que Deus lhe confiou, até mesmo daqueles que a rejeitam ou a desconhecem.
Ao confiar Maria ao discípulo amado, Jesus revela não somente sua humanidade e delicadeza filial, mas também a grandeza do plano de Deus. Seu gesto vai além do cuidado humano: torna-se um dom espiritual para toda a Igreja. Maria é entregue a nós para caminhar ao nosso lado, interceder por nós e nos conduzir sempre ao seu Filho.
A maternidade espiritual de Maria, abraça toda a humanidade. Ela continua de pé diante das dores do mundo, acolhendo nossos sofrimentos, enxugando nossas lágrimas e amparando-nos com ternura de mãe.
Maria foi aquela que mais profundamente acolheu a Palavra de Deus e permitiu que ela transformasse toda a sua existência. Desde o seu “sim” na Anunciação até o Calvário, ela viveu em perfeita comunhão com a missão do Filho. Guardava cada palavra em seu coração, meditava cada acontecimento e deixava-se moldar inteiramente pela vontade divina.
Diante da cruz, Maria compreendia, ainda que em meio à dor, que ali se realizava o mistério da salvação. Sua participação foi marcada por uma união íntima e singular com Jesus. Por isso, a Igreja reconhece nela a Mãe que colaborou de maneira única com o plano redentor de Jesus, oferecendo seu amor, sua obediência e seu sofrimento em profunda comunhão com o Filho.
Todos nós temos algo de Maria em nós, pois carregamos Jesus em nosso coração. No entanto, nem sempre guardamos sua Palavra como ela guardava. Maria nos ensina a acolher, a meditar e a viver a Palavra de Deus com fidelidade, coragem e perseverança.
Que possamos, como Maria, permanecer de pé diante das cruzes do nosso cotidiano. Que sua fé silenciosa e perseverante nos inspire a não desanimar diante das provações da vida. E que, ao olharmos para ela, possamos também sentir o olhar amoroso de Jesus nos dizendo: “Eis aí tua mãe” ...
Santa Maria, Mãe da Igreja, rogai por nós!
Que Deus te abençõe"
Fique na paz de Jesus
Reflexão de Olivia Coutinho

Nenhum comentário:
Postar um comentário