Tem gente que senta no terreiro e parece que escuta a voz do tempo.
Na sombra mansa do pé de árvore,
ele fica ali, calado,
como quem já viu muita coisa
e aprendeu que nem tudo precisa ser dito.
A casinha simples atrás,
o chão batido,
a cadeira no terreiro,
e a vida seguindo devagarzinho,
do jeito que o sertão ensinou.
Perto dele, até o bichinho descansa,
como se soubesse
que naquele pedaço de chão
mora uma paz que não se compra.
É nessas cenas miúdas
que a beleza da roça aparece forte.
Sem luxo, sem pressa, sem barulho.
Só verdade, sombra e lembrança.
Porque às vezes,
um homem sentado no terreiro
carrega mais história
do que muita estrada no mundo.
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