quarta-feira, 7 de outubro de 2026

**Saudade que mora no terreiro**



Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré

Tem saudade que chega mansinha
e senta na porta de casa,
lembrando o café passado na hora,
a conversa boa e a vida sem pressa.

Era o terreiro de chão batido,
a cadeira de balanço no alpendre,
o canto do galo pela manhã
e o vento entrando pela janela.

Debaixo do ipê florido,
quantas histórias o tempo guardou...
Gente simples, casa pequena,
mas um coração que sempre transbordou.

O tempo mudou muita coisa,
mas certas lembranças não vão embora.

Quem viveu um pedacinho desse Nordeste
fecha os olhos e volta pra lá na mesma hora.


Nenhum comentário:

Postar um comentário