Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré
Tem saudade que chega mansinha
e senta na porta de casa,
lembrando o café passado na hora,
a conversa boa e a vida sem pressa.
Era o terreiro de chão batido,
a cadeira de balanço no alpendre,
o canto do galo pela manhã
e o vento entrando pela janela.
Debaixo do ipê florido,
quantas histórias o tempo guardou...
Gente simples, casa pequena,
mas um coração que sempre transbordou.
O tempo mudou muita coisa,
mas certas lembranças não vão embora.
Quem viveu um pedacinho desse Nordeste
fecha os olhos e volta pra lá na mesma hora. 

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