sexta-feira, 14 de junho de 2013

1950 -O Centro Da Cidade; O Rádio, Os Programas De Auditório, A Rádio Tabajaras E A Arapuan

O Programa "Matinal do Guri" de Gilberto Patrício ,vendo-se o hoje Bacharel Ariel de Farias Filho aos 7 anos cantando, o qual ganhou o 1º lugar.

Na década de 40, a cidade ainda em desenvolvimento no término do governo de Argemiro de Figueiredo e o município nas mãos do Prefeito Fernando Carneiro da Cunha Nóbrega, transferindo para Ernani Sátiro.

Na cidade o cartão postal era o Ponto de Cem Réis, com seus carros de aluguel ou de passeio, em torno da Torre do Relógio e cujo marco era para os pessoenses, como o Big Ben é para Londres. Essa torre arte noveau foi demolida o que descaracterizou o logradouro.

Numa época em que todo cidadão usava liforme (terno completo) ja estava em desuso a bengala e o chapéu palhinha apenas os mais velhos com chapéu de massa, as calças com vinco e ao final das mesmas com vira nas pontas, sapatos de duas cores ou tipo fox, o uso do guarda sol ou guarda chuva conforme a estação.

- Os tipos Populares

A beleza do epiteto aos "tipos populares" nessa época era gritar alto e de bom tom o apelido como o de "Pombú do Pé Roxo", uma velha setentona que usava as meias roxas cedida pelo Mons. Almeida ou "Pão de Bico", o porteiro do manicômio, Imbuzeiro, Caravana, 36, Coquinho, Maria Vintém, Peguei-Te, Panelada, Mele, Caveirão, João Bombom, Zinho, Oscar; alguns destes não assumiam o epiteto.

Outros mal podiam andar. Isso os intrigavam Tentavam revidar ao seu opressor com palavrões e a risada dos circunstantes era geral, e eles amargavam aquele momento de vida e desenganos. A cidade sem TV, sem Shopping ou Supermercado, a mangação ou falar da vida alheia era um divertimento.

Os telefones fixo tinha uma cotação alta no mercado, serviam até para requerer busca e apreensão na justiça.

O principal transporte era o bonde elétrico, com suas linhas regulares para Cruz das Almas (Hoje Cruz das Armas), Tambaú, Trincheiras, Mandacarú e Comércio.

O Liceu era o marco do ensino rivalizando-se com o Diocesano Pio X. Os colégios femininos, as Lourdinhas ou o Colégio das Neves, só estudavam as filhas dos ricos. Na realidade eram as moças mais bonitas com suas saias azul plissadas, sapato Anabela de correia, meia 3/4 blusas em mangas compridas. Algumas alunas regressavam de automóvel; o transporte era o bonde elétrico, todos tinham o "passe" adquirido previamente.

Os proprietários de automóveis contava-se nos dedos; Fernando Monteiro (Autódromo) enumerava os proprietários pelo nome a marca do veículo e o ano; já o adolescente "Faixa Branca" sabia de cor os números das placas.

Uma coisa curiosa, na Empresa Telefônica era uma telefonista chamada de Dona Uda, que sabia de cor todos os números dos telefones, sendo responsável pelas chamadas de informações.

Os vereadores Mário da Gama e Melo e Cabral Batista tinham cadeira cativa na Câmara Municipal.

- Os programas de auditório na Rádio Tabajaras

A Rádio Tabajaras mantinha um auditório com 180 poltronas em madeira e um dos Diretores era o ex-Diretor do Departamento de Educação, o Dr. Abelardo Jurema (genitor do cronista do mesmo nome).

Um dos primeiros programas de auditório foi o de Pascoal Carrilho com o Programa Valores Novos (bem semelhante ao do Raul Gil na TV Bandeirantes) dando oportunidade aos calouros com premiações, e posteriormente Jacy Cavalcanti com o Programa Carrossel de Diversões.

Na matinal do domingo o Programa "Matinal do Guri" com Gilberto Patrício, dando oportunidade às crianças, apresentando novas revelações infantis. Na foto acima, o hoje Bacharel Ariel Farias Filho, cantando no programa acima citado o qual "abiscoitou" um prêmio para sua genitora: um ferro elétrico e uma caixa de chocolate Sonho de Valsa.

Fonte: Arion Farias
Publicado no jornal O Norte
Resgate
Reconstruindo a História.

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