terça-feira, 18 de junho de 2013

1950 - Um Adolescente Da Classe Média. O Estudante Saudável E Sem Obesidade

Alunos e professora do Colégio Anglo Junior 

Na década de 50 do século passado, um adolescente da classe média baixa, considerando a ausência do desenvolvimento  tecnológico sem TV , computador, celular e outros atrativos convidativos da mídia, além dos divertimentos e deveres domésticos, eram obrigados a frequentar a escola, geralmente no turno da manhã e em algumas escolas públicas eram denominadas de Grupo Escola: no bairro de Jaguaribe o Santo Antônio, Escola Índio Cairú, Escola de Artífice ( hoje escola Técnica Senec); em Tambiá o Grupo Epitácio Pessoa; no Varadouro o Antônio Pessoa; em Tambaú o Grupo João Pessoa; no centro o Tomaz Mindelo; em Cruz das Armas o General Lavanere Wanderley, e nos demais bairros, que além de ensinar na hora do recreio (intervalo) a merenda escolar, geralmente, era sopa com pão ou cuscuz com café.

Os alunos mais afortunados não participavam da merenda, traziam suas lancheiras com alimento de uma certa forma dietéticos, um "ponche" (um suco com água e açúcar) biscoitos ou frutas.

Quanto à parte líquida como refrigerante, nem pensar, primeiro porque só existia gasosa ou guaraná Sanhauá ou Dore, bolo caseiro, somente nas festividades domésticas.

Entre o ontem e o hoje, não existia cantina, no máximo um picolé ou rolete na saída.

Raramente observava-se um estudante obeso, como atualmente 50% dos nossos jovens estão acima do peso.

Hoje seria ridículo um adolescente trazer uma merenda caseira; o lanche é na cantina da escola com frituras, açucares, ácidos, conservantes e outros derivados. A vida na época era mais saudável, não havia excesso de caloria, os lanches eram com produtos nutrientes. Alguns jovens hoje levam o lanche na "carteira ($) e observa-se uma "epidemia de obesos".

Na década de 50, existia uma atividade física, a disciplina Ginástica, fazendo parte da "grade" curricular.

- O desjejum

Pela manhã as crianças ou adolescentes eram alimentados com leite natural na porta de casa, com a presença da vaca turina, líquido espumante ainda com o calor do muar; além de dois cuscuz bondade (de saudosa memória)e mais dois pães de Bico.

O acesso à escola  era a pé e muitas vezes com o percurso de 5 quilômetros; considerando aqueles que estudavam no centro da cidade como Pio X, Colégio das Neves, Liceu, Lins de Vasconcelos (prof. Nerí, ou o do Dr. Maia Wanderleu e outros).

Os alunos que residiam nos bairros regressavam a pé debaixo do sol escaldante; hoje alguns deles são médicos, desembargadores e políticos, como Valdir dos Santos Lima, médico  José Alberto e o irmão Cláudio Emanuel, Newton Leite e dezenas de outros. Alguns mais afortunados, os pais adquiriam os "passes" de bonde elétrico (o Loré) e que muitas vezes trocava-se o passe por picolé e enfrentava o sol ou a chuva.

Em 1945 o aluno conduzia o tinteiro e a pena, inclusive a caneta tinteiro (automática) veio a entrar no comércio depois de 1953 e a esferográfica em 1960.

- A condução

Atualmente 50% dos alunos são conduzidos às escolas em automóvel, mesmo residindo a 500 metros do colégio; pode-se pensar em comodidade, no entanto é questão de segurança. Quanto ao desjejum de hoje é na base de queijo, bacon ou linguiça e não queimam as calorias.

Fonte: Arion Farias
Historiador e professor da universidade

Publicado no jornal O Norte
Resgate
Reconstruindo a história.

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