Descortina-se mais um ano. Agora vivenciaremos 2015. Não é ano de copa do mundo, nem de eleições. Mas, é um novo ano, mais um ciclo que se inicia e devemos trazer conosco a esperança por dias melhores.
2014 foi um período de muitos sonhos que não foram realizados. Na verdade transformaram-se em decepções. Quem não se lembra da tão sonhada copa do mundo de futebol? Perdemos a copa com o inaceitável sete a um, uma goleada alemã em pleno território mineiro. Em 2015, agora só resta sonhar com a copa de 2018, temos que colocar o pé no gramado com planejamento e começar a correr atrás de resultados nas eliminatórias. Mas não foi só o resultado desfavorável que nos deixou triste. Obras que serviriam a estrutura do referido evento, umas não foram concluídas, outras sofreram acusações de superfaturamento, de desvios, etc.
O ano passado ficará marcado pelo ápice do inimaginável em se tratando de corrupção. Foram tantos os casos, contudo, teve um que nos causou profundo desalento, o da Petrobras. Uma violência inaceitável contra o patrimônio do cidadão brasileiro. Contudo, é preciso sempre acreditar em dias melhores, em mudanças, não só de roupa e de CPF, mas de condutas e de ações que possam efetivamente quebrar de vez esse agir em nome da corrupção e da indignidade. Nada sabemos sobre o instante seguinte, mas é preciso continuar sonhando, perseverar por uma reviravolta da índole humana. Temos que continuar lutando contra a maldita droga, o crack que transforma homens em zumbis. Lutar por um mundo justo, com menos guerra e medo. Estender a mão com mais proficiência para os desassistidos da África, onde a sede, as pandemias e a fome matam aos milhares, sem pena e sem dó.
Esperamos que em 2015 vejamos menos violência nos noticiários. Aliás, também menos notícias sobre corrupção, sobre tragédias homíneas e naturais. Sou daqueles que acredita que a esperança nunca morre, mesmo diante do cenário nefasto que o mundo de hoje nos apresenta. Sempre acreditarei na solidariedade e na paz, por isso, sonho com dias mais alvissareiros em 2015, e, com ele, o redirecionamento do nosso existir, com homens voltados para o amor. Em 2015 talvez americanos e cubanos demonstrem ao mundo que é possível conviverem sem embargos, sem bloqueios e sem ódio. Talvez palestinos e israelenses sentem novamente para conversarem sobre paz, sobre um mundo sem bombas, onde canhões sejam substituídos por flores.
Jamais podemos perder a esperança. O verde dos pastos substituirá a cinzenta cor da estiagem. É preciso ter fé, continuar sonhando, vencer a escuridão através da perseverança, da solidariedade e do amor. Feliz 2015!
Onaldo Queiroga é juiz de Direito
Recebido por e-mail
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