um conto - uma crônica
Livre-arbítrio é a vontade livre de escolha, a capacidade que o homem tem de se determinar por si mesmo, de agir ou não agir, sem ser constrangido a isso por força alguma.
Paras os cristãos, o livre-arbítrio passa pela condição que Deus dá ao homem para agir e ser livre, com autonomia de realizar e definir suas próprias escolhas, incluindo-se aí aquelas que não estão de acordo com a vontade divina. É aquela história, Deus tem o poder de impedir que o homem faça o bem e o mal, porém, permite que o homem decida o caminho a ser seguido, ele é o responsável pelos seus próprios atos. Já o espiritísmo, explica que toda causa provoca um efeito e que todo efeito advém de uma causa. Com isso, Deus aparece como a causa primária de todas as coisas. Enfoca, ainda, que o livre-arbítrio ganha proporções maiores à medida que o grau de evolução moral e intelectual do espírito se desenvolve. Nesse contexto, o livre-arbítrio é a liberdade de escolha que temos dentro das limitações que nos impomos por falta de evolução moral e intelectual, enfim, falta de conhecimento.
É privilégio fundamental da essência humana. É algo difícil de ser exercitado. Muitas vezes o livre-arbítrio encontra pela frente a dúvida de agir pela razão ou pelo coração. Àqueles com espírito evoluído, terão a prudência de sopesar o seu agir ou não agir, pois é inegável que ele precisa observar os bons costumes, aspectos religiosos, passando ainda por fatores morais e éticos, pois só assim, terá condições de manifestar seu livre-arbítrio. Essa maturidade é como se a vontade transparecesse buscar o bem. Mas, quantos bens existem no mundo? São inúmeros, alguns imperfeitos, outros tão distintos, mas mesmo assim, com equílibrio espiritual e sob a égide do livre-arbítrio é possível decidir o caminho a ser trilhado.
Pode até parecer que essa observância transpareça um sistema de pressão em relação ao livre-arbítrio, porém, na nossa visão pode até ser, mas é preciso para que ocorra equilíbrio no instante da escolha a ser adotada. Esse equilíbrio decorre justamente do aperfeiçoamento espiritual, que viabiliza a maturidade de avaliação do contexto vivido, a fim de encaminhar o homem para uma decisão que fique entre os impulsos dos desejos e a própria razão.
O homem necessita ser livre, mas, precisa observar todos esses aspectos acima enumerados, pois terá assim o principal instrumento para utilizar no aplanar da denominada Pedra Bruta. Deve buscar sempre decidir sob a influência do equilíbrio e conversando com Deus, pois assim, conseguirá o aperfeiçoamento tão desejado no campo espiritual.
Onaldo Queiroga é juiz de Direito
Recebido por e-mail
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