Mistura Fina
"Ah, a maravilhosa maturidade!"
...que nos presenteia com a "preguiça suprema" de reagir a cada bobagem que a vida joga no nosso colo.
Sim, queridos, chega um momento em que você olha para o drama alheio e pensa: "Humm… não. Hoje não. Vou economizar minha energia para coisas úteis, como respirar ou decidir qual série abandonar na metade."
Ignorar? "Uma arte."
Silêncio? "Ouro."
Deixar passar? "Luxo."
Porque, convenhamos, nem toda batalha merece sua presença gloriosa. Às vezes, o maior poder está em "não" dar o espetáculo que o outro espera.
"Oh, quer me machucar? Que pena, minha agenda de sofrimento está lotada. Tente novamente em 2050."
E sim, o silêncio também é "autocuidado" – porque nada diz "não valho esse esforço" como um belo vácuo estratégico.
Chega uma hora em que você percebe: "Por que gastar saliva com quem só ouve a voz da própria ignorância?"
Melhor ficar na sua, poupar os neurônios e deixar a vida levar… ou melhor, "deixar a vida passar", porque carregar peso morto é coisa de quem ainda acredita em conto de fadas.
Ah, e a melhor parte?
"Você se torna insuportavelmente seletiva." Paciência para tolices? "Estoque esgotado." Tolerância para bizarrices? "Fora de linha." E aí vem aquele questionamento pós-maturidade: "O que diabos eu estava pensando quando fiz/falei/aceitei aquilo?"
Mas relaxa, é só o seu eu do passado sendo "ridiculamente humano".
E no fim, a grande lição é:
tem gente que nem deveria ter ganhado ingresso para o palco da sua vida."
Mas, ei, pelo menos agora você sabe "quando simplesmente sair de cena e deixar o palco vazio.
" "Slow clap para a sabedoria adulta."
Ah! Agora, sou especialista em "não tô com saco pra isso."
- Aurora Zanco

Nenhum comentário:
Postar um comentário