quinta-feira, 17 de julho de 2025

São Bento, vida de oração e meditação




Angelina Mulato Kamiguchi
Santa Dulce dos pobres
São Judas Tadeu

Recebemos da tradição cristã o relato de que Bento viveu entre os anos de 480 e 547. 

Nasceu na cidade de Núrsia, na Itália. Pertencia à influente e nobre família Anícia e tinha uma irmã gêmea chamada Escolástica, também fundadora e Santa da Igreja.

Era ainda muito jovem quando foi enviado a Roma para aprender retórica e filosofia. 

No entanto, decepcionado com a vida mundana e superficial da cidade eterna, retirou-se para uma vida ascética e reclusa, passou a se dedicar ao estudo da Bíblia e do cristianismo.

Ainda não satisfeito, isolou-se numa gruta do Monte Subiaco. 

Assim viveu por três anos, na oração e na penitência, estudando muito. 

Depois, se agregou aos monges de Vicovaro, que logo o elegeram seu prior. 

Mas a disciplina exigida por Bento era tão rígida, que estes monges indolentes tentaram envenená-lo.

Bento abandonou então o convento e no sopé do Monte Cassino construiu o seu primeiro mosteiro. 

O símbolo e emblema que escolheu foram “ora e labora” (reza e trabalha) e a cruz e o arado passaram a ser o exemplo da vida católica dali em diante.

Deste modo, se estabelecia o ritmo da vida monástica: o justo equilíbrio do corpo, da alma e do espírito, para manter o homem em comunhão com Deus. Ainda registrou que o monge deve ser: "não soberbo, não violento, não comilão, não dorminhoco, não preguiçoso, não detrator, não murmurador".

Este monge propôs um novo modelo de homem: aquele que vive em completa união com Deus, através do seu próprio trabalho, fabricando os próprios instrumentos para lavrar a terra. 

Celebrado pela Igreja no dia 11 de julho, São Bento foi declarado patrono principal de toda a Europa, pelo Papa Paulo VI em 1964.

Bento, modelo de santo, foge da tentação para levar uma vida de atenção à presença de Deus. 

Através de um esquema equilibrado de vida e oração, chegou ao ponto de se aproximar da glória de Deus. 

Seu lema "ora et labora" ("reza e trabalha") não perdeu, ainda hoje, a sua importância e eficácia como desafio e modelo de santidade perfeita.

Pe Evaldo César

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