Associação Cultural Poeta Patativa do Assaré
Debaixo da sombra larga do juazeiro, o tempo passa devagar como quem respeita o silêncio do sertão.
A casinha antiga ali no fundo, de barro marcado de histórias, parece guardar na parede cada riso e cada luta de quem nunca desistiu de viver.
O chão seco estala ao sol, mas debaixo da árvore sempre existe um frescor que abraça quem chega cansado.
Ali já teve conversa boa, café quente no fim da tarde, e rede armada balançando com o vento manso do interior.
Essa árvore é mais que sombra, é testemunha de gerações, de menino que virou homem, de avó que virou lembrança, de fé que nunca se acabou.
O céu azul se abre inteiro como quem abençoa a terra, e mesmo na seca mais dura o sertanejo planta esperança dentro do próprio coração.
Porque a riqueza desse lugar não mora em luxo nem dinheiro: mora na casa simples de porta aberta, no terreiro cheio de memória e na coragem de recomeçar todo dia.

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