Talvez o mais triste não seja a poça ser pequena, mas você ter se acostumado com ela.
Ter confundido o conhecido com o seguro, o confortável com o certo, o pouco com o suficiente.
A gente se acostuma tanto com determinados lugares, pessoas e versões de nós mesmos que começa a acreditar que aquilo é tudo o que a vida tem para oferecer.
Mas existe um mundo além daquilo que você já conhece.
Existe uma vida que ainda não aconteceu.
Pessoas que você ainda não encontrou.
Lugares onde sua alma ainda não respirou.
Há caminhos que só aparecem quando você finalmente decide abandonar a estrada que já conhece de cor.
O medo, muitas vezes, não está dizendo “não vá”.
Ele está apenas tentando proteger a versão de você que aprendeu a sobreviver naquele pequeno espaço.
Só que sobreviver não é o mesmo que viver.
É preciso coragem para admitir que aquilo que um dia foi suficiente já não cabe mais em você.
Que algumas relações se tornaram pequenas demais.
Que certos sonhos perderam o sentido.
Que permanecer, às vezes, exige muito mais esforço do que partir.
E então você olha para o horizonte e percebe: o oceano sempre esteve ali.
Você é que estava ocupado demais tentando convencer a si mesmo de que a poça bastava.
Não tenha medo do tamanho daquilo que te espera. O desconhecido pode assustar, mas também pode ser exatamente onde a sua vida começa a fazer sentido.
Há momentos em que crescer é simplesmente parar de se contentar com aquilo que não consegue mais tocar a profundidade da sua alma.
Então, se a vida estiver te chamando para águas maiores, vá.
Você não nasceu para passar a existência inteira aprendendo a caber onde nunca houve espaço suficiente para você.
Às vezes, é preciso sair da poça para descobrir que você sempre soube nadar no oceano.
@julianavitalp, Universo Hippie.
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