Francisco Alves
Há 60 anos, o Brasil perdia um de seus maiores ídolos na música. No dia 27 de setembro de 1952, um desastre de automóvel na Via Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro calou o "Rei da Voz", Francisco Alves. Na noite anterior, o artista fez o que seria seu último show, no bairro do Brás, em São Paulo.
A morte do artista aos 54 anos de idade e com o sucesso consolidado, levou o país à comoção. Na época, Francisco Alves era tão querido quanto Roberto Carlos.
Sua morte serviu de temas musicais para grandes compositores, como Herivelto Martins e Davi Nasser, que escreveram os versos: "...Velho Chico, tu recordas/Um violão, cujas cordas/A mão de Deus rebentou/ Porque está faltando agora/A lágrima que o samba chora/ Na voz que a chama apagou".
O impacto da morte de Francisco Alves foi tão grande que a Rádio Nacional (líder de audiência na época) tirou do ar sua programação do dia em sinal de luto. Nas demais emissoras, só dava Chico Alves no ar.
Do seu repertório, as emissoras não pararam de tocar a música que dizia "Adeus, adeus, adeus/ Cinco letras que choram/ Num soluço de dor..." de Silvino Neto, uma despedida musical para o astro.
O fenômeno Francisco Alves foi tão grande no universo da música brasileira que ele precisou de duas identidades: era Chico Alves na gravadora Odeon e, na Parlophon, aparecia com o pseudônimo Chico Viola. Os ouvintes até faziam uma disputa de preferência Chico Alves ou Chico Viola?
Dos sucessos registrados na voz do saudoso Chico Alves, estão canções de autores famosos, como Noel Rosa, Cartola, Herivelto Martins, Lupicínio Rodrigues, Orestes Barbosa, Lamartine Babo, Ary Barroso, entre outros.
Sua trajetória artística o levou a aparecer como personagem no cinema e na televisão. Três anos depois de sua morte foi lançado o filme Chico Viola Não Morreu (1955), em que ele foi interpretado pro Cyll Farney, galã da Atlântida. Mario Gomes, no filme Tabu (1982) também viveu o cantor na minissérie Dalva e Heriberto - Uma Canção de Amor (9010).
Por Antônio Vicente Filho
Publicado no jornal Correio da Paraíba
Edição 27/09/2012.
Memória
Foto: Reprodução

Nenhum comentário:
Postar um comentário