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quinta-feira, 10 de abril de 2025

2 Filhos de Francisco

Crítica | 2 Filhos de Francisco – A História de Zezé di Camargo & Luciano
A emocionante jornada até o sucesso de uma dupla sertaneja.
por Arthur Barbosa 3 de abril de 2025 57934 views



“No dia em que eu saí de casa

minha mãe me disse: Filho, vem cá!

Passou a mão em meus cabelos

olhou em meus olhos e começou falar

‘Por onde você for eu sigo

com meu pensamento sempre onde estiver

Em minhas orações eu vou pedir a Deus que ilumine os passos seus’…” –

Estrofe da música ‘No Dia em que eu saí de casa’, da dupla Zezé di Camargo e Luciano.

Contando a história de uma das duplas sertanejas de maior sucesso do Brasil, o filme 2 Filhos de Francisco – 

A História de Zezé di Camargo & Luciano foi um sucesso de bilheteria quando estreou, em 2005, arrancando lágrimas e emoção do público brasileiro, seja você fã ou não da dupla sertaneja citada. Além dos dois, a trama – baseada em fatos reais – conta a história de vida de Francisco Camargo, vivido pelo ator Ângelo Antônio , um trabalhador rural apaixonado por música e que sonhava com a carreira musical dos filhos. 

Sem dinheiro, sem instrução e, ainda, sem comida, o homem é um típico brasileiro como tantos pelo país afora, mas, ao mesmo tempo, tão poucos, afinal o talento é de muitos, ao passo que o sucesso se restringe a um número ínfimo de artistas. É brilhante e emocionante o tanto que o pai acreditou nos filhos apesar de todos os percalços da vida, em meio a uma ingenuidade e uma humildade, as quais se tornaram o maior trunfo dele: a luta em não desistir de um sonho.

No longa, embora haja poetização, como em qualquer obra cinematográfica – caso contrário, estaríamos debatendo a respeito de um documentário -, os elementos mais importantes estavam retratados da maneira mais realista e honesta possível, como a fome, o frio, os deslumbramentos da chegada à cidade grande, das decepções e, até mesmo, a presença de uma paralisia infantil, a qual acometeu um dos irmãos da dupla sertaneja. 

Tudo flui perfeitamente embora houve alguns pequenos deslizes no roteiro, como os excessivos e os intrusivos merchandisings (propagandas), a citar, por exemplo, a famosa logomarca do banco Bradesco, criada em 1997, perdida em uma cena ambientada no começo dos anos de 1990. Outro ponto negativo é a atuação um tanto engessada de Márcio Kieling, que, apesar da assustadora semelhança física com Zezé di Camargo, trouxe um quebra no ritmo da fase adulta dos personagens.

Já a direção de 2 Filhos de Francisco consegue agradar a todos quase de uma maneira unânime, pois não há apelo para pieguices ou a necessidade de passar imagens com o intuito de promover a carreira da dupla sertaneja, até mesmo porque antes do longa ser lançado eles já eram um estouro de sucesso pelo território nacional. 

É um filme cativante por si só, ou seja, sem precisar de apelações, a emoção é colossal nas duas horas de duração. Com a direção do então estreante Breno Silveira , temos um clima dinâmico, em que nenhuma cena é desperdiçada ou sem sentido, criando um longa exemplarmente encaixado. Ele, o Breno, conseguiu transmitir diversos sentimentos aos telespectadores, como a tristeza, na cena em que a família recebe o corpo do irmão falecido, o Emival (Marcos Henrique), após um gravíssimo acidente na estrada; a emoção, na parte em que uma das irmãs da dupla fala que está com fome, mas a mãe, a Dona Helena, interpretada pela atriz Dira  Paes , pede a pequena que ela se deitasse para que, assim, a vontade passasse; e a comédia, na cena em que Emival e Mirosmar/Zezé di Camargo (Dablio Moreira) comem ovo cru dado por Francisco, todos eles no momento certo, em uma linda e delicada harmonia.

Acredito que a primeira metade do filme é a mais interessante, principalmente pelas excelentes interpretações dos atores mirins da época: Dablio Moreira e Marcos Henrique, os quais interpretaram a primeira dupla com muita verdade na primeira fase. No caso, a trajetória dos garotos é a verdadeira imagem de milhões de brasileiros que passam por dificuldades e buscam – por meio da conquista de um sonho – mudar de vida, seja na música, seja no futebol, por exemplo. 

Contudo, o grande trunfo é o elenco de veteranos: Dira Paes confere uma Dona Helena firme, uma mãe protetora, que faz de tudo para cuidar dos 09 filhos, seja na alimentação, seja na educação. Aliado a isso, temos o grande destaque que é a atuação de Ângelo Antônio: um homem ímpar, dando vida a um personagem rude, carinhoso, atencioso e, principalmente, lutador, para que os seus filhos pudessem ter uma mudança drástica de vida e, com isso, não vivenciassem mais as mesmas dificuldades que ele teve que enfrentar sendo um trabalhador comum. 

Nessa luta, ele vende diversos objetos, como queijo, porco e, até mesmo, uma arma para alavancar a carreira musical dos filhos e, ainda, vende centenas de fichas telefônicas para que a canção pudesse, dessa maneira, ser tocada nas rádios.

Outros personagens também são importantes, mas não têm grande destaque, a saber: Zilú, esposa de Zezé, interpretada por Palomma Duarte; Jackson Antunes  e Lima Duarte , na pele de Zé do Fole e de Benedito, respectivamente, também aparecem de forma tímida, todavia garantem um charme à produção, a qual conta a trajetória singular de um simples agricultor brasileiro. 

É uma odisséia única e, completamente, especial. Destaque, inclusive, para a bela e tocante fotografia, mostrando o interior do estado de Goiás, mais especificamente na Fazenda Sítio Novo, no município de Pirenópolis, e a movimentada vida agitada da cidade de São Paulo, locações que serviram de cenário para grande parte das cenas da trama.

Portanto, em um trabalho primoroso, 2 Filhos de Francisco – A História de Zezé di Camargo & Luciano é um excelente filme, que emociona em todas as cenas, assim como Central do Brasil , sendo guardado na memória de todos nós, brasileiros. Dos conhecidos contos de fadas, ele só tem mesmo a concretização do “final feliz”, com os verdadeiros pais da dupla subindo ao palco em um show no interior de São Paulo ao som de “É o Amor”. A trajetória de ambos é fantástica e digna, é claro, de muitos aplausos. 

Quando o filme foi divulgado, muitas pessoas conceberam pré- ideias errôneas a respeito dele: a primeira, de que só os fãs do gênero sertanejo iriam ao cinema prestigiar o trabalho, e a segunda, de que produções baseadas em ídolos musicais nacionais seriam feitas em demasia; muito em virtude de no ano anterior, em 2004, ter sido lançado o filme Cazuza: O Tempo Não Para. Felizmente, então, quem apostou nessas pré-concepções estava inteiramente errado, porque 2 Filhos de Francisco é indubitavelmente um dos melhores filmes nacionais dos últimos tempos. Quem aí também não soltou uma lágrima sequer em alguma cena, hein?!

2 Filhos de Francisco: A História de Zezé di Camargo & Luciano | Brasil, 2005

Diretores: Breno Silveira

Roteiristas: Carolina Kotscho, Patrícia Andrade

Elenco: 
Ângelo Antônio, Dira Paes, Márcio Kieling, Thiago Mendonça, Palomma Duarte, Dablio Moreira, Marcos Henrique, Natália Lage, Wigor Lima, Zezé di Camargo, Luciano Camargo, Jackson Antunes, José Dumont, Lima Duarte, Cid Moreira

Duração: 2h12 (132 minutos)

Arthur Babosa
Fissurado em Séries desde 2010, não consigo ficar sem escrever a respeito de histórias e personagens cativantes assim que eu conheci a belíssima trilha sonora de 'The O.C.', a melhor série teen de todos os tempos. Não sei por qual convite eu estou mais ansioso: Dean e Sam Winchester, a família de 'Supernatural', abrindo a porta do Impala 1967 m convocando para auxiliá-los na caça de seres sobrenaturais ou, quem sabe um dia, o Dr. Evandro e a Dra. Carolina de 'Sob Pressão' me convidem para compor a equipe de algum hospital público brasileiro. Enquanto isso, na realidade eu acompanho principalmente o conteúdo nacional, o qual ainda é preterido por muitos, mas amado por poucos, incluindo, é claro, o 'Boyhood' (2014) sonhador chamado Arthur Barbosa.

Planocritico.com

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

'Central do Brasil': os bastidores do filme brasileiro que fez história no Oscar antes de 'Ainda Estou Aqui'



Crédito,DivulgaçãoArticle informationAuthor,Rute Pina
Role,Da BBC News Brasil, em São Paulo
13 fevereiro 2025

No dia 21 de março de 1999, Aline Scátola lembra de ter lutado contra o sono para acompanhar a cerimônia do Oscar. Ela era uma menina de 11 anos em Tupã, cidade de 60 mil habitantes no interior de São Paulo, e estava ansiosa com a possibilidade de o filme Central do Brasil levar uma estatueta.

O longa metragem  brasileiro concorria em duas categorias, Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Atriz, com Fernanda Montenegro. "Lembro que o filme era o tema das conversas em todo lugar, no jornal, na televisão, na escola", diz hoje a tradutora, aos 37 anos. "Foi um acontecimento."

Distante de Tupã, em Los Angeles, outra criança também lutava contra o sono. Vinícius de Oliveira, com 13 anos na época, era o protagonista do filme e acompanhou uma série de eventos para a campanha de divulgação de Central do Brasil, além da cerimônia de premiação.

"Fizemos viagens nos Estados Unidos para mostrar o filme em alguns estados, eu participava de alguns jantares. Mas eu jantava e dormia na mesa. Era sempre bastante tarde, e as pessoas estavam falando em inglês e de assuntos que eu não entendia", relembra.

"Eu não tinha percepção ainda de que o Oscar era uma coisa muito grande para o Brasil. Que era algo que a gente almejava e, que se ganhasse, seria como se fosse final de Copa do Mundo. Não tinha essa noção ainda."

Naquele momento, Central do Brasil havia percorrido um caminho de ineditismos, com sucesso de público e de crítica.

A obra levou milhões de brasileiros ao cinema e venceu, algo inédito para o cinema brasileiro, o Urso de Ouro na 48ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim e o Globo de Ouro, como Melhor Filme de Língua Estrangeira.


Crédito,Getty ImagesLegenda da foto,Fernanda Montenegro, Vinicius de Oliveira e Walter Salles viajaram pelos Estados Unidos na temporada de premiação em 1999 para divulgar Central do Brasil

Dirigido por Walter Salles, o filme ainda ressoa entre espectadores e críticos mais de 25 anos depois de seu lançamento mais emblemáticas do país.

Por trás das telas, os bastidores da produção foram cheios de desafios em um momento que marcava a retomada do cinema brasileiro, após o governo de Fernando Collor (1990-1992) —que estancou a produção de filmes brasileiros com o fechamento da Embrafilme, a Fundação do Cinema Brasileiro e o Concine, principais órgãos de fomento e fiscalização do setor.

Em entrevista à BBC News Brasil, Walter Salles afirma que, passados 25 anos de Central do Brasil, mantém o mesmo desejo de narrar uma história em que a trajetória dos personagens se confunde a trajetória coletiva do país.

"O que muda com a maturidade é uma certa percepção de que é possível dizer mais com menos. Com atuações mais contidas, com uma direção que não deseja ser percebida. De alguma forma, isso talvez permita que a distância entre o espectador e os personagens diminua, ou mesmo deixe de existir."

O início do projeto

Central do Brasil foi o terceiro longa-metragem de Salles, após reconhecimento por Terra Estrangeira.

"Acordei um dia com a ideia do filme e a arquitetura básica. Única vez que isso aconteceu comigo, aliás. Escrevi umas vinte páginas aquele dia com uma arquitetura de início, meio e fim", relatou o diretor durante uma aula magna a estudantes da Universidade de São Paulo (USP) em 2013.

O enredo acompanha a história de Dora, uma ex-professora amargurada que escreve cartas para analfabetos na famosa estação de trem no Rio de Janeiro.

Um dia, Josué, de 9 anos, fica sozinho quando sua mãe morre em um acidente de ônibus. Dora reluta em cuidar do menino, mas viaja com ele pelo interior do Nordeste em busca de seu pai, que ele nunca conheceu.

O filme foi visto como uma metáfora para aquele período político do país. "Central do Brasil é o filme que melhor exprimiu o desejo de regeneração do país, surgido com o Plano Real e o fim da inflação. A história é a de uma corrupta que se regenera à medida que visita o país, ainda que a contragosto", escreveu o crítico de cinema Inácio Araújo na Folha de S. Paulo.

Antes mesmo de finalizado, o roteiro ganhou o prêmio Sundance, uma premiação de fomento.


Crédito,ReproduçãoLegenda da foto,Filme foi visto como uma metáfora política do país

Busca por um protagonista real

De um casting improvável a uma logística complexa de filmagens, a equipe enfrentou dificuldades para transformar a jornada de Dora e Josué em um retrato realista do Brasil.

Um dos maiores desafios da produção foi encontrar o ator que daria vida a Josué. Durante meses, a equipe percorreu o Brasil em busca de um garoto que trouxesse autenticidade ao papel.

"Foi quase um ano só para o casting se consolidar, sobretudo por causa da criança que iria interpretar o Josué. Foram mais de mil testes para conseguir achar o Vinícius, que daria vida ao personagem", contou Salles aos estudantes da USP.

A produtora executiva Elisa Tolomelli trabalhou na produção de Central do Brasil.

"Eu era diretora comercial da RioFilme e lancei Terra Estrangeira. Foi aí que conheci o Walter. Depois, ele me mostrou o roteiro e pediu para eu produzir. Foi o meu primeiro filme como produtora executiva. Já tinha dirigido, distribuído, produzido, mas essa foi uma experiência muito especial", relembrou à BBC News Brasil.

Ela conta que foram mais de 1,5 mil testes com diversos atores em todo o Brasil até encontrar Vinícius de Oliveira que, na época, engraxava sapatos no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

"Passamos seis meses procurando. No final, tínhamos quatro meninos pré-selecionados, mas o Walter não estava convencido. Ele ia filmar com um deles porque o tempo estava acabando. Mas, no aeroporto, encontrou o Vinícius e perguntou se ele queria fazer um teste", diz Tolomelli.

O encontro com Salles mudou a vida do menino.

"Ele me fez um primeiro convite para o teste e, a partir daí, começou um processo de preparação, faltava mais ou menos um mês para o início das filmagens. Como ninguém se conhecia, tudo aquilo era novo para mim", conta o ator, hoje com 39 anos.

"Eu não tinha a menor noção de nada. Para falar a verdade, eu nem sabia direito o que era cinema. Nunca tinha ido a uma sala de cinema, nunca tinha vivido aquela experiência de estar num lugar escuro assistindo a um filme na tela grande. Aliás, mesmo nós, que estávamos fazendo o filme, não tínhamos noção do impacto que ele teria."

O impacto da escolha foi imediato. Em entrevista à Folha de S. Paulo em junho de 1998, Salles afirmou que o encontro talvez tenha sido "sorte ou intuição". "Se tivéssemos parado no meio do caminho, não teríamos encontrado Vinícius - e vice-versa", afirmou.

"Estava à procura de um menino que soubesse o que era a luta pela sobrevivência, mas que não tivesse perdido a inocência neste processo."

Filmagens e desafios logísticos

Rodado em diversas locações pelo Brasil, Central do Brasil exigiu uma logística complexa. As filmagens, envolvendo um set de filmagem com cerca de 80 profissionais, aconteceram em três estados: Rio de Janeiro, no interior da Bahia e no sertão de Pernambuco.

"Fazer um filme é um processo. Central do Brasil foi difícil em termos de estrutura. Viajei quase mil quilômetros com o Walter e a diretora de arte, Carla Caffé, procurando locações", conta Tolomelli.

Wellington Pinto, que trabalhou na coordenação de produção do filme, conta que o processo de filmagem foi repleto de desafios, inclusive a captação de imagens em locações movimentadas, como a própria estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro.

"Filmar em um local tão caótico exigiu um planejamento meticuloso. Tínhamos que trabalhar com horários estratégicos e manter a segurança da equipe e dos atores", relembra o produtor.

A cena inicial do filme, na movimentada estação de trem, também demandou um esforço coletivo, lembra Tolomelli.

"Sentamos eu e o Walter lá na Central várias vezes, em horários diferentes, para entender como funcionava. Não podíamos filmar no dia a dia, porque uma hora o trem vinha cheio, outra vazio. Então, organizamos toda a movimentação. Aquela multidão na cena? Tudo figurantes nossos, 450 pessoas", explica a produtora.

Vinicius de Oliveira lembra que ficava impressionado com a estrutura do set de filmagem. "Toda aquela movimentação me fascinava. Eu gostava de observar o andamento das pessoas, ver o que estava acontecendo", conta.

Ele revela que, ao contrário de muitos atores, não ficava no camarim estudando o texto ou concentrado para as cenas. "Na verdade, eu nem tinha roteiro. Me davam as falas na hora, e eu falava", explica.

Sua primeira experiência com a atuação, com a veterana Fernanda Montenegro, acabou acontecendo naturalmente.

"Às vezes, eu não conseguia entregar o que precisava, e o Walter tinha que improvisar para me ajudar", admite.

Uma das cenas mais marcantes para ele foi logo no início do filme, quando seu personagem volta à Central do Brasil após a morte da mãe para pedir que Dora escreva uma carta para o pai. "A gente sentou para fazer essa cena perto da hora do almoço, mas eu não conseguia me emocionar. Não estava saindo", lembra.

Percebendo a dificuldade, Walter Salles interviu. "Ele olhou para mim e perguntou: 'Você tá com fome, cara?'. E eu falei: 'Tô'", conta Vinicius. A solução foi simples: o diretor decidiu interromper as gravações para o almoço. "O problema era esse. Eu tava morrendo de fome e nem percebia que era isso que estava me atrapalhando", diz, rindo.

"O Walter tem um rigor impressionante, uma cobrança muito grande consigo mesmo. Ele só sai para filmar quando sente que tudo está pronto", analisa. "Foram aprendizados que levo até hoje para o meu trabalho."

Repercussão e sucesso internacional

Antes de estrear no Brasil no dia 3 de abril de 1998, o filme foi exibido em festivais da Europa e Estados Unidos, colecionando elogios que serviram de porta de entrada para as premiações mundiais.

Após sua estreia no Festival de Sundance, em janeiro de 1998, Central do Brasil começou a ganhar reconhecimento internacional.

O grande momento veio no Festival de Berlim, onde o filme recebeu o Urso de Ouro de Melhor Filme e Fernanda Montenegro foi consagrada com o Urso de Prata de Melhor Atriz. A partir daí, a corrida ao Oscar começou a se desenhar.

"Quando o filme foi exibido em Sundance, teve 10 minutos de aplausos. E depois veio Berlim, onde a Fernanda ganhou o Urso de Prata. Foi uma avalanche. Mas, naquela época, não havia internet, redes sociais, campanhas massivas. O filme foi crescendo no boca a boca", relembra Tolomelli.

Já chamado de hit de Sundance e do Festival de Berlim, o filme chamou a atenção de críticos em todo o mundo.

Em fevereiro de 1998, Todd McCarthy escreveu na Variety que o filme, "um sensível filme de arte à moda antiga", tinha potencial para "atrair um público seleto e exigente internacionalmente".

Para ele, a obra transmite uma mensagem "cautelosamente otimista" sobre as possibilidades para o futuro do Brasil, sugerindo que as profundas cicatrizes deixadas pelos problemas sociais do passado recente poderiam ser superadas por uma união criativa entre o Brasil antigo e o novo.

Ele fez críticas ao "estilo rigoroso" de Salles, que, na sua visão, "não permite que nenhuma espontaneidade se infiltre em seus quadros primorosamente compostos e em suas cenas dramaticamente concentradas", mas rasgou elogios à performance de Fernanda Montenegro.

"Uma das principais atrizes do teatro e do cinema brasileiro há décadas, carrega o filme de forma extraordinária, retratando uma força bruta que aos poucos se desgasta até um estado de vulnerabilidade exposta."

Janet Maslin, crítica do The New York Times, também elogiou a atuação de Montegro, a que ela chamou de "brilhante". "Sua atuação aqui é incrivelmente bem dosada, à medida que Dora começa a se redescobrir de maneiras que jamais imaginaria."

A jornalista americana diz que o verdadeiro encanto do filme de Salles está na forma como a história é contada.

"A experiência de Salles como documentarista também confere ao filme uma forte conexão com a paisagem rural empobrecida do Brasil, à medida que os protagonistas embarcam na estrada", escreveu em novembro de 1998.

"É a elegante contenção do cineasta que faz com que esses sentimentos sejam tão profundamente sentidos. Salles dirige de forma simples e atenta, com um olhar que parece penetrar todos os personagens que Dora e Josué encontram pelo caminho."

Rita Kempley, do The Washington Post, chamou Central do Brasil de "um road movie brasileiro profundamente comovente",

Já a atuação de Fernanda Montenegro foi chamada de "imensamente expressiva" e "ternamente emocionante". "Ela pode ter passado 50 anos nos palcos, mas é uma atriz que encara a câmera com nuances e sutileza."

No Brasil, a produção conquistou público semana a semana. Quando foi lançado, metade dessas salas estava com Titanic em cartaz. Na semana seguinte, mais 250 começaram a exibir O Homem da Máscara de Ferro. Ou seja, 80% das salas brasileiras estavam ocupadas por dois filmes americanos.

Mas em seu primeiro fim de semana em cartaz, o filme Central do Brasil foi visto por cerca de 67 mil espectadores em todo o país. Ao entrar na 11ª semana de exibição, alcançou 1 milhão de ingressos vendidos.

Na entrevista à Folha em 1998, Salles disse que não esperava o sucesso de bilheteria do filme, que bateu 1 milhão de espectadores em dois meses.

"Antes de Central do Brasil ser filmado, cansei de ouvir que o público brasileiro não queria ver sua própria imagem no cinema, como se aquela refletida pela televisão fosse suficiente, representativa ou plural. Bem, foi exatamente o oposto que acabou acontecendo."

Injustiça no Oscar?


Crédito,Getty ImagesLegenda da foto,Fernanda Montenegro foi elogiada internacionalmente por sua performance no Oscar

O Brasil já havia sido indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro algumas vezes, mas Central do Brasil foi a primeira produção nacional que teve uma campanha efetiva para a premiação. No entanto, o favoritismo de A Vida é Bela, de Roberto Benigni, acabou frustrando as chances brasileiras.

A presença de Fernanda Montenegro como candidata ao prêmio de Melhor Atriz trouxe ainda mais visibilidade ao longa. Mas ela perdeu a estatueta para a americana Gwyneth Paltrow, de Shakespeare Apaixonado.

"Tinha uma torcida pra Fernanda tremenda ali. Até hoje não vejo um filme com Gwyneth Paltrow. Ela passa assim na minha timeline, eu passo. São mais de 25 anos e eu nunca perdoei ela", brinca Tolomelli, produtora executiva de Central do Brasil.

"Para chegar ao Oscar, não basta o filme ser bom. Existe toda uma campanha, uma estratégia para atingir os membros da Academia. Hoje, o Walter tem mais experiência nisso. Ainda Estou Aqui tem muito mais chances do que Central teve na época", avalia, referindo-se ao novo longa de Salles, protagonizado por Fernanda Torres, filha de Montenegro.

Mais de duas décadas depois, ela avalia que Central do Brasil ainda é um marco. O filme, diz a produtora, ajudou a abrir portas para o cinema brasileiro no exterior e pavimentou o caminho para sucessos posteriores, como Cidade de Deus (2002).

"Depois dele, tivemos um período muito bom. Produzi Cidade de Deus, que também foi indicado ao Oscar. São filmes que marcaram a história do cinema brasileiro e ainda repercutem", conta Tolomelli.
periência foi transformadora. Para ele e para o cinema.

"Esse filme mudou minha vida. Foi um aprendizado, uma experiência incrível. E mais do que isso, mostrou para o mundo o Brasil de verdade, com suas dificuldades, mas também com a beleza das relações humanas."

Para ele, a produção representa a consolidação da retomada do cinema nacional. O país já vinha em um processo de reconstrução da indústria cinematográfica, e filmes anteriores haviam pavimentado esse caminho. Um ano antes, O Que É Isso, Companheiro?, estrelado por Fernanda Torres, já havia sido indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

BBCNew Brasil..

domingo, 5 de janeiro de 2025

Roberto Carlos tieta Fernanda Torres e Fernanda Montenegro: “Muito talento”






Nicoly Bastos da CNN27/12/2024 às 17:54 | Atualizado 27/12/2024 às 19:57
 
Roberto Carlos com as atrizes Fernanda Torres e Fernanda Montenegro • Instagram/ Roberto Carlos

Cantor usou redes sociais nesta sexta-feira (27) para publicar uma foto ao lado das artistas

Nicoly Bastos da CNN27/12/2024 às 17:54 | Atualizado 27/12/2024 às 19:57

O cantor Roberto Carlos, 83, usou as redes sociais para tietar as atrizes Fernanda Torres, 59, e Fernanda Montenegro, 95, nesta sexta-feira (27).

“Em ótima companhia! É muito talento para uma foto só”, escreveu o artista em uma publicação feita em seu perfil no Instagram (confira abaixo).

Mãe e filha, as atrizes dividiram o mesmo papel recentemente no filme “Ainda Estou Aqui”, do diretor Walter Salles. Tanto a produção, quanto a atuação de Fernanda Torres são cotadas ao Oscar 2025.

“Ainda Estou Aqui” trata-se da adaptação dolivro homônimo escrito por Marcelo Rubens Paiva , conhecido pelo livro “Feliz Ano Velho” — um grande sucesso de vendas nos anos 1980.

A história se passa na década de 1970, no período mais intenso da ditadura militar no Brasil, e acompanha a trajetória da família Paiva, composta por Rubens (interpretado por Selton Mello ), Eunice (vivida por Fernanda Torres e Fernanda Montenegro ) e seus filhos. A vida da família se transforma completamente quando, em um dia fatídico, Rubens Paiva é levado por militares à paisana e some sem deixar rastros.

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

O filme Ainda Estou Aqui

Com pré-estreia lotada em Salvador, produção representante do Brasil no Oscar chegará nos cinema nesta quinta (7)

Elis Freire
Publicado em 6 de novembro de 2024 às 19:15

Caetano Veloso se emociona com o filme Ainda Estou Aqui: ‘Não parei de chorar’

Caetano Veloso, Marieta Severo e Walter Crédito: Reprodução / Redes Sociais

O cantor e compositor Caetano Veloso assistiu e se encantou ao ver o novo longa brasileiro “Ainda Estou Aqui”, escolhido para representar o Brasil na premiação do Oscar. O medalhão da MPB teve a oportunidade de assistir à produção previamente ao lado da atriz Marieta Severo e de amigos. O filme chegará aos cinemas de todo o país nesta quinta-feira (7).

Em suas redes sociais, o artista baiano contou nesta quarta (06) que ficou bastante comovido com a obra, que tem direção de Walter Salles. “Ri quando o pai tira da areia o dente de leite da filha mais nova e quase não parei mais de chorar. Via e vivia os tempos do começo dos anos 70 como se estivesse lá. Tudo é feito com intimidade e calma (…) Ainda estou emocionalmente abalado pelo filme que mostra o fundo do coração do Brasil”, elogiou Caetano.

O cantor exaltou o elenco da obra, que conta com nomes como Fernanda Torres, Selton Mello, Fernanda Montenegro e Humberto Carrão. Nas redes sociais, os internautas cotam Fernanda Torres como uma possível vencedora na categoria de Melhor Atriz.

“Selton Mello é aquele pai do começo ao sumiço. Nanda Torres é uma genialidade que se move ricamente na precisa faixa da personalidade da mãe dos meninos. Fernandona faz uma homenagem à grandeza da filha no silêncio do fim da vida da personagem, quando seu rosto diz tudo sobre estar ausente e presente”, declarou publicamente.

Ainda Estou Aqui

Cena do filme Ainda Estou Aqui Crédito: Divulgação

Indicado pela Academia Brasileira de Cinema para representar o Brasil na disputa pelo Oscar na categoria de melhor filme internacional, “Ainda Estou Aqui” teve sua pré-estreia nacional em Salvador, com 14 sessões lotadas no Cine Glauber Rocha. A obra é baseada no livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva sobre a história de sua família, ambientada na época da ditadura militar.

A trama acompanha a história de uma mãe de cinco filhos que é obrigada a se reinventar como ativista quando seu marido é sequestrado pela Polícia Militar e desaparece sob sua custódia.

Aclamado pela crítica internacional, a produção também está cotada para outras indicações no Oscar, nas categorias de melhor direção, melhor ator coadjuvante (Selton Mello) e melhor roteiro adaptado.

“Ainda Estou Aqui” venceu na categoria de melhor roteiro no Festival de Veneza, na Itália, foi eleito o favorito do público no Festival de Vancouver, no Canadá, além de ter premiado Fernanda Torres com a estatueta de melhor atriz internacional durante o evento do Critics Choice Awards deste ano.

Caetano Veloso 

Correio 24horas.com

Oscar 2025: ‘Ainda Estou Aqui’, de Walter Salles, estreia no Brasil

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

A maratona imperdível de mistérios o novo Poirot para o fim de semana


Data de Publicação: 1 de novembro de 2023 22:06:00

Assassinato no Expresso do Oriente;

Morte no Nilo;

A Noite das Bruxas;

Kenneth Branagh;

Hercule Poirot; Agatha Christie

Poucos detetives de ficção capturam a imaginação como Hercule Poirot, o astuto investigador belga criado por Agatha Christie. Ao longo dos anos, inúmeras adaptações foram feitas para a televisão e o cinema, mas as mais recentes versões com Kenneth Branagh no papel principal são especialmente notáveis. São filmes ideais para uma maratona de fim de semana, com a garantia de suspense, mistério e atuações impecáveis.

Kenneth Branagh não apenas interpreta Hercule Poirot em todos os três filmes, mas também dirigiu os dois primeiros. Branagh trouxe uma nova vitalidade ao personagem, misturando a inteligência de Poirot com uma complexidade emocional raramente vista nas adaptações anteriores. Seu desempenho foi amplamente elogiado, assim como sua direção e produção.

Os três filmes, você pode assistir na Star Plus.

"Assassinato no Expresso do Oriente" (2017)


Baseado no icônico romance de Agatha Christie, o filme nos leva a um expresso luxuoso onde um assassinato ocorre. Poirot, que por acaso está a bordo, se vê encarregado de resolver o mistério antes que o trem chegue ao próximo destino. Com um elenco estelar, o filme foi um sucesso tanto de crítica quanto de bilheteria.

"Morte no Nilo" (2022)



Em sua próxima aventura, Poirot encontra-se em um cruzeiro pelo rio Nilo. Quando um dos passageiros é assassinado, ele deve usar toda a sua perspicácia para desvendar quem entre os viajantes é o culpado. O cenário egípcio adiciona uma nova dimensão ao mistério, tornando o filme uma experiência única.
"A Noite das Bruxas" (2023)


Embora ainda recente, este filme baseado em um conto de Agatha Christie promete ser outra vitória para Branagh. Desta vez, Poirot está em Veneza, investigando um assassinato que ocorreu sob circunstâncias misteriosas e sombrias. O cenário veneziano é mais uma razão para não perder essa adição à série.

Juntos, esses filmes arrecadaram mais de US$ 1,2 bilhão em todo o mundo e foram recebidos com críticas positivas. Branagh já anunciou que planeja continuar essa jornada cinematográfica, adaptando mais obras de Agatha Christie.

Com intrigantes enredos e uma atuação de primeira linha de Kenneth Branagh, esses filmes são a escolha perfeita para quem busca entretenimento de qualidade. E com Branagh planejando mais adaptações, a legião de fãs de Hercule Poirot tem muitos mistérios para aguardar.


Jornaldafronteira.com

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Os Amigos


Téo é um arquiteto solitário que passa por uma fase difícil após o falecimento de um amigo de infância.

Em meio às lembranças saudosistas do passado, quando ambos dividiam as brincadeiras e as aflições decorrentes dos problemas de família, surge também a culpa pelo afastamento na fase adulta e os questionamentos sobre a natureza da solidão. 

Em uma prova de companheirismo, a amiga Majú promete ajudar Téo a reverter a situação e fazer com que ele volte a ter esperanças na vida.

Data de lançamento: 2013 (mundial)
Diretora:Lina Chamie

Elenco

Dira Paes
Majú
Gregorio Musatti
Marco Ricca
Teo
Alice Braga
Julia
Maria Manoela

Data de Estreia: 27/11/2014
Estreia DVD: 11/03/2015
Gênero: Drama


Duração: 89 min.
Origem: Brasil
Direção: Lina Chamie
Roteiro:Lima Chamie
Distribuidor: Imovision
Classificação: 14 anos
Ano: 2013

Curiosidades

A produção tem como referências o poema Fábula de um Arquiteto, de João Cabral de Melo Neto e o romance Ulysses, de James Joyce.

O título do longa foi inspirado no conto Os Amigos dos Amigos, de Henry James.

O filme foi exibido no Festival de Gramado 2013.

terça-feira, 8 de novembro de 2022

Dia do Cinema Brasileiro: Relembre 5 filmes que concorreram ao Oscar

Duplamente comemorado no Brasil, o Dia do Cinema Brasileiro é celebrado tanto em 19 de junho quanto em 5 de novembro. A razão é simples: foi na data de hoje, em 1896, que aconteceu a primeira exibição pública de filmes no Brasil. Porém, dois anos depois, em 19 de junho, foram registradas as primeiras imagens em movimento no país.

Por isso, o cinema nacional merece festa em dobro! Para lembrar a data, a Tangerina separou uma lista com cinco filmes brasileiros  que foram reconhecidos na maior premiação do cinema internacional, o Oscar. 

O Pagador de Promessas (1962)

Cena do filme O Pagador de Promessas (1962), que também conquistou Cannes

Leonardo Villar
Primeiro filme brasileiro no Oscar, O Pagador de Promessas é até hoje o único filme brasileiro a conquistar a Palma de Ouro, prêmio máximo do Festival de Cannes, na França. Na trama, Zé do Burro (Leonardo Villar), um homem humilde, enfrenta a igreja ao tentar cumprir a promessa feita em um terreiro de candomblé, de carregar uma pesada cruz de madeira por um longo percurso.

O filme é dirigido por Anselmo Duarte (1920-2009) e tem no elenco nomes como Glória Menezes e Dionízio Azevedo (1922-1994). No Oscar, foi derrotado pelo francês Sempre aos Domingos (1962).
O Beijo da Mulher Aranha (1985)

O Beijo da Mulher Aranha (1985)

Dois prisioneiros fazem uma amizade improvável no longa de Héctor Babenco


Raúl Juliá e William Hurt
Dirigido por Héctor Babenco (1946-2010), o filme gira em torno de dois prisioneiros que dividem a cela numa cadeia do Brasil no período da Ditadura Militar (1964-1985), Valentin Arregui (Raúl Juliá) e Luís Molina (William Hurt). Um deles é homossexual e está preso por comportamento imoral, enquanto o outro está encarcerado por motivos políticos.

Para escapar mentalmente daquela rotina excruciante, o primeiro inventa filmes repletos de mistério e romance, evocando o poder da imaginação e do cinema. Aos poucos, os prisioneiros se abrem um para o outro e, apesar das discussões políticas, nasce uma improvável amizade. Por ser uma produção Brasil-Estados Unidos, o longa pôde concorrer a melhor filme, diretor, roteiro adaptado e ator. Hurt levou a estatueta da última categoria.

O Quatrilho (1996)

Os casais do filme O Quatrilho

Alexandre Patemost, Patrícia Pillar ,Gloria Pires,  e  Bruno Campos
Filme estrelado por Gloria Pires, Patrícia Pillar e Burno Campos, O Quatrilho mostra uma comunidade rural de imigrantes italianos no Rio Grande do Sul, na qual dois casais dividem a mesma casa. Com o passar do tempo, uma das mulheres acaba se interessando pelo marido da outra, e ambos decidem fugir. Os parceiros deixados para trás são obrigados a viver uma tragédia que, na verdade, também será repleta de romance.

No Oscar, a produção dirigida por Fábio Barreto (1957-2019) concorreu a melhor filme estrangeiro, mas acabou superada pela holandesa A Excêntrica Família de Antônia (1995).


Central do Brasil (1999)

Dora (Fernanda Montenegro) e Josué (Vinícius de Oliveira), em cena de Central do Brasil

Vinícius de Oliveira e Fernanda Montenegro
Além de receber uma nomeação ao Oscar, na categoria de melhor filme estrangeiro, a produção concorreu ao Independent Spirit Award e ao César. Ainda venceu o Bafta, o Globo de Ouro, o National Board of Review e o Satellite Awards –todos na mesma categoria. Além disso, Central do Brasil deu a Fernanda Montenegro uma indicação na categoria de melhor atriz. Quem acabou levando foi Gwyneth Paltrow, por Shakespeare Apaixonado (1999). Já entre os longas, a vitória ficou com o italiano A Vida É Bela (1997), de Roberto Benigni –também premiado como melhor ator.

Ambientado no Brasil, o enredo gira em torno de Dora (Fernanda Montenegro), uma professora aposentada que trabalha como escritora de cartas para pessoas analfabetas na estação Central do Brasil. Ela acaba embarcando na missão de ajudar Josué (Vinícius de Oliveira), um garoto cuja mãe morreu atropelada por um ônibus, a encontrar seu pai no Nordeste.

Democracia em Vertigem (2019)

Democracia em Vertigem (2019) concorreu ao Oscar de melhor documentário longa-metragem

Congresso Nacional
A última vez que o Brasil deu as caras no Oscar foi com o documentário Democracia em Vertigem, da diretora Petra Costa. A cineasta teve acesso privilegiado a alguns dos mais importantes políticos do país, como o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, a ex-presidente Dilma Rousseff e o atual mandatário, Jair Bolsonaro, entre outros.

O longa entrelaça o lado pessoal e político para narrar um momento decisivo da história recente do Brasil, demonstrando a clara polarização que foi se criando no país e que levou à ascensão e à queda de grupos políticos. Uma verdadeira aula de história contemporânea em forma de longa-metragem.

Publicado por 
Giulianna Muneratto

Tangerina Uol.com.br

sábado, 8 de agosto de 2020

Lampião E Maria Bonita



Escrita por Aguinaldo Silva e Doc Comparatos, Lampião e Maria Bonita foi a primeira minissérie
produzida pela Globo, na faixa batizada como Séries Brasileiras . Em oito capítulos a trama mostrava os últimos seis meses da vida de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. O pernambucano virou símbolo do cangaço brasileiro, entre os anos de 1920 e 1930, pelos crimes que cometeu pelo sertão  nordestino,e pelos quais era  considerado herói por por parte da população local.
Michael Menaugh
As duas face (/Bandido/herói) foram retratadas na trama que iniciava com o rapto do geólogo inglês Steve (Michael Menaugh) pelo bandido de Lampião (Nelson Xavier) . 

(Regina Dourado)

(Regina Dourado)Este usava Joana (Regina Dourado) como intermediária para negociar o resgate com o governo da Bahia. 
Roberto Bomfim

O bilhete pedindo 40 mil contos de réis, caía nas mãos  do sargento Libório ( Roberto Bomfim) , que o repassava ao governador.A partir daí começava a derrogada do implacável Rei do Cangaço.

O governador entrava em contato com a embaixada de Inglaterra, que se negava a pagar o resgate pelo geólogo. Eram, então, enviadas tropas, comandadas pelo tenente Zé Rufino (José Dumont obcecado por pegar Lampião. A informação vazava e o jornalista  Lindolfo (Helber Rangel) fazia a festa, notificando os detalhes da operação.

Cláudio Corrêa e Castro no personagem secretário do Interior da Bahia, que estava ao lado da legalidade.

Antônio Pompeo deu vida ao cangaceiro Sabonete, membro do famoso bando.

Amor no sertão

A caçada a Lampião resultava em vários confrontos entre seu bando e a polícia, mas, entre as balas trocadas , havia espaço para romance . O amor entre o protagonista e a companheira , Maria Bonita (Tânia Alves)
. a primeira mulher a entrar no Cangaço, rederam belas cenas na minissérie. Assim como as visitas que faziam à filha, Expedita  (Adriana Barbosa), criada por uma família na região.

Em determinado momento teve até triângulo amoroso. É que Maria Bonita 
,se afastava  do bando, para fazer um aborto sem contar a Lampião.. Quando reaparecia com dores no corpo e febre alta era cuidada por Chandler E a aproximação fazia com que o geólogo se apaixonasse por ela. Mas o moço não  conseguia separá-la do marido.

Casal foi massacrado
Nelson Xavier e Tânia Alves 

As tropas de Zé Rufino se esforçavam para pegar  Lampião, mas,por muito tempo , seu bando conseguiam escapar. Cansados dos fracassos das operações ,  o governo baiano e a Embaixada da Inglaterra decidiam oferecer recompensas para quem fornecesse pistas do paradeiro dos cangaceiros. N o último capítulo , soldados, liderados pelo tenente José Batista (Gilson Moura), descobriram o esconderijo da gangue, na grota de Angico, em Sergipe. Pego de surpresas, Lampião  e Maria Bonita eram metralhados , sem nenhuma possibilidade de reação.       

Trilha sonora
Um clássico


   
Amelinha
Lampião e Maria Bonita não teve disco, mas o produtor musical Roberto Nascimento criou uma espécie de roteiro, sem se deter aos sons da região, e foi certeiro com tema de abertura., Mulher Nova, Bonita e Carinhosa  de Zé Ramalho e Otacílio. Gravada por Amelinha com os versos: "Virgulino Ferreira, o Lampião/Bandoleiro das selvas nordestina/Sem temer a perigo nem ruínas/Foi o rei do cangaço, no sertão/Mas um dia sentiu no coração /O feitiço atrativo do amor.."

Curiosidades

Tânia Alves foi eleita a melhor atriz de 1982 pela Associação de Críticos de Artes ((APCA) juntamente com Irene Ravache  (Sol de Verão),Cleyde Yáconis ((Ninho de Serpente) e Marilia Pêra (Quem Ama não Mata)

AAPCA elegeu Aguinaldo Silva e Doc Comparato como revelações masculinas na TV.

A caracterização  de Nelson Xavier ficou tão perfeita que uma figurante , bem idosa, falava com o ator como se ele fosse Lampião.

Dirigida por Paulo Afonso Grisolli e Luís Antônio Pia, a produção foi ar ar na Globo às 22h15,de 26 de abril a 05 de maio de 1982.Foi reapresentada em março de 1984: em 1990.em versão compacta, no Festival 25 Anos da Globo, e em 2015, no Luz, Câmara ,50 anos. Além de ter sido  reexibida em 1988, apenas no Distrito Federal.

Publicada na revista Minha Novela
X-TUDO Memória
Por Heloísa Gomes.

domingo, 9 de junho de 2019

Sônia Braga, Fernanda Montenegro e Grandes Brasileiros Que Já Foram Premiados!



Fernanda Montenegro é uma das atrizes brasileiras mais premiadas! A atriz ganhou o Urso de Prata de melhor atriz e o prêmio especial de melhor filme do júri do Festival de Berlim, em 1998, pelo longa Central do Brasil, drama de 1998, do diretor Walter Salles. No ano seguinte, ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro nos Estados Unidos; o BAFTA, no Reino Unido; o Sapo de Ouro, na Polônia; os prêmios Audiência e Júri Jovem, no Festival de San Sebastian, na Espanha, entre outros, pelo mesmo longa-metragem. E a consagração na carreira de Fernanda não para por aí! Ela ganhou o prêmio de melhor atriz por Doce de Mãe no Emmy Internacional. Agora só falta levar o Oscar, hein? Ela apenas foi indicada ao grande prêmio do cinema pelo melhor filme estrangeiro, por sua atuação em Central do Brasil. Quer ver mais brasileiros que já ganharam grandes prêmios? Siga nesta galeria!

Por sua atuação em Aquarius, filme que quase representou o Brasil no Oscar, Sônia Braga, nascida em 8 de junho de 1950, arrancou elogios da crítica e ainda foi premiada em alguns festivais em 2016, como o Platino Award, o Havana Film Festival, o Mar del Plata International Film Festival, San Diego Film Critics Society Awards e também o Fénix Film Award.

Walcyr Carrasco venceu o Emmy Internacional pela novela Verdades Secretas e se consagrou como um dos maiores autores da teledramaturgia brasileira.

Falando em Verdades Secretas, quem também levou um prêmio no Emmy Internacional foi Grazi Massafera, por sua elogiadíssima atuação como Larissa, uma modelo que tinha o vício em drogas.

Getty ImagesJosé Padilha acumula inúmeros prêmios em sua carreira. Por Tropa de Elite, o diretor foi premiado em dois festivais internacionais como Melhor Filme. Primeiro, no Festival de Berlim com o Urso de Ouro e, depois, no Festival Hola Lisboa. Em 2005, seu documentário Ônibus 174 levou o Emmy Awards como melhor documentário. Chique, hein?

Aguinaldo Silva também é um dos grande autores premiados no exterior. No Emmy Internacional, sua novela Império levou o prêmio de melhor novela.

Xuxa também está na lista de brasileiros que nos orgulham no exterior! Ela ganhou duas vezes o Grammy Latino por melhor álbum infantil.

Anitta também se tornou uma cantora bastante conhecida nesse mundão! A funkeira conquistou seu espaço e já viu seu nome inúmeras vezes em premiações internacionais. Em 2014, recebeu sua primeira indicação ao Grammy Latino e tornou-se a cantora brasileira mais jovem a apresentar-se no Grammy. Também recebeu sua primeira indicação ao MTV - Europe Music Awards na categoria Best Brazilian Act, mas o prêmio foi para a cantora Dulce María na terceira fase da premiação. No ano de 2015, Anitta conquistou dois troféus na MTV - Europe Music Awards na categoria Best Brazilian Act e Worldwide Act: Artista América Latina, se tornando a primeira cantora brasileira a conquistar os prêmios. Já em 2016, foi indicada pela terceira vez ao EMA, vencendo na categoria de Melhor Artista Brasileiro. Ela concorreu com os cantores Tiago Iorc, Ludmilla, Karol Conka e Projota. Ela também ganhou o prêmio iHeart Music Awards na categoria Social Star.

Divulgação/Rede Globo
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quarta-feira, 15 de maio de 2019

O Mecanismo: Segunda Temporada Traz Personagem Inspirado Em Jair Bolsonaro


Todo mundo já sabe que O Mecanismo traz uma série de analogias com a política brasileira e a 2ª temporada não foi diferente. A série de José Padilha traz o ator/dubladorGarcia Júnior assumindo um personagem inspirado no presidente Jair Bolsonaro.

Atenção: o texto a seguir contém Spoilers sobre a série (e a vida real?) Leia por sua conta e risco! 

No último episódio da 2ª temporada, surge a votação do impeachment de Janete Ruscov (Sura Berditchevsky), numa referência ao processo contra a ex-presidente Dilma Rousseff. Dentre os políticos que chegam ao microfone, aparece um personagem sem nome — porém seu discurso parece muito com a declaração de Bolsonaro, em tal processo ocorrido em 2016.

"Nesse dia de glória para o povo brasileiro, tem um nome que entrará para a história nessa data pela forma como conduziu os trabalhos nessa casa: parabéns, presidente Carlos Penha. Perderam em 1964 e perderam agora. Pela inocência das crianças em sala de aula. Contra o comunismo. Pela nossa liberdade. Pela memória do coronel que apavora a presidente Janete. Pelo Brasil acima de tudo e por Deus acima de todos, meu voto é sim!", fala o personagem sem nome.


Faça a comparação com o discurso real de Bolsonaro, na época ainda deputado federal, e tire suas próprias conclusões: "É um dia de glória para o povo brasileiro. Tem um nome que entrará para a história nessa data, pela forma como conduziu os trabalhos nessa casa: parabéns, presidente Eduardo Cunha. Perderam em 64, perderam agora em 2016. Pela família e pela inocência das crianças em sala de aula que o PT nunca teve. Contra o comunismo. Pela nossa liberdade. Contra o Foro de São Paulo. Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff. Pelo exército de Caxias, pelas nossas Forças Armadas. Por um Brasil acima de tudo e por Deus acima de todos, o meu voto é sim."

2ª temporada de O Mecanismo já está disponível na Netflix.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Se Eu Fechar Os Olhos Agora

Conheça os personagens da nova minissérie


Estevam Avellar/ Rede Globo

Com estreia prevista para 15 de abril, a produção conta com Murilo Benício, Débora Falabella e Antônio Fagundes no elenco
Por Gshow — Rio de Janeiro

Dois adolescentes, um crime misterioso e uma cidade inteira contra a verdade. Assim é a história de Se Eu Fechar Os Olhos Agoras nova produção da Globo que estreia segunda-feira, 15/4. Na minissérie, Eduardo (Xande Vallois) e Paulo (João Gabriel D'Aleluia) começam uma perigosa investigação do assassinato da jovem Anita (Thainá Duarte) e descobrem que a pacata São Miguel esconde muito mais segredos do que eles podiam imaginar.

Carlos Manga Jr., diretor da série, em ação com Thainá Duarte — Foto: Globo / Maurício Fidalgo

A minissérie é um thriller psicológico com roteiro de Ricardo Linhares, inspirado na obra homônima de Edney Silvestre, e direção artística de Carlos Manga Jr. Antes da estreia, o Gshow te mostra quem são os personagens dessa enigmática história!

João Gabriel D'Aleluia é Paulo em 'Se Eu Fechar Os Olhos Agora' — Foto: Globo / Divulgação

Paulo (João Gabriel D'Aleluia/Milton Gonçalves): melhor amigo de Eduardo. Sua mãe morreu ao dar à luz e o menino vive com o pai, Joel (Paulo Rocha), e com o meio-irmão, Antônio (Eike Duarte), ambos de pele e olhos claros. Negro como sua mãe, o menino sofre agressões físicas e verbais por parte do pai, e não entende o motivo de tanto ódio. Vai investigar a morte de Anita junto com Paulo.

Xande Valois é Eduardo em 'Se Eu Fechar Os Olhos Agora' — Foto: Globo / Divulgação

Eduardo (Xande Valois): melhor amigo de Paulo e filho da costureira Rosângela (Martha Nowill) e do mecânico Rodolfo (Leonardo Machado). Estudioso e responsável, é apaixonado por Vera Lúcia (Julia Svacinna), a filha mais nova do prefeito da cidade. Mesmo sabendo que ela é inatingível para um garoto da sua condição social, fará de tudo para conquistá-la.

Antônio Fagundes é Ubiratan em 'Se Eu Fechar Os Olhos Agora' — Foto: Globo / Divulgação

Ubiratan Duarte (Antonio Fagundes): um homem misterioso, que não abre para ninguém o verdadeiro motivo pelo qual foi para a cidade morar no asilo São Simão. Seu caminho se cruza com o de Paulo e Eduardo, e os três acabam se unindo para investigar a morte de Anita.
Thainá Duarte será Anita em 'Se Eu Fechar os Olhos Agora' — Foto: Globo/Maurício Fidalgo

Anita (Thainá Duarte): esposa do dentista Francisco (Renato Borghi), é assassinada logo no início da história, o que desencadeia a investigação de Paulo, Eduardo e Ubiratan, que terminará por trazer à tona segredos das figuras mais importantes de São Miguel.

Murilo Benício é Adriano, o prefeito da cidade, em 'Se Eu Fechar Os Olhos Agora' — Foto: Globo / Divulgação

Adriano Marques Torres (Murilo Benício): prefeito de São Miguel, é marido de Isabel (Débora Falabella) e pai de Cecília (Marcela Fetter) e Vera Lúcia. Controlador, Adriano vem de uma família de políticos que sempre esteve no poder e é capaz de tudo para preservar seu posto e manter as aparências. Orgulha-se da sua bela e exemplar família.

Débora Falabella é Isabel em 'Se Eu Fechar Os Olhos Agora' — Foto: Globo / Divulgação

Isabel Marques Torres (Débora Falabella): primeira-dama de São Miguel, casada com Adriano e mãe de Cecília e Vera Lúcia. É a responsável por manter a ordem dentro de casa e cuidar para que as filhas não saiam da linha. Respeita o marido, mas está cansada da posição de esposa eficiente e dona de casa perfeita, por isso vive em um conflito entre seus desejos pessoais e sua família.

Cecília (Marcela Fetter) e Vera Lúcia (Júlia Svacinna) são as filhas do prefeito em 'Se Eu Fechar os Olhos Agora' — Foto: Estevam Avellar/ Rede Globo

Cecília (Marcela Fetter): filha mais velha de Adriano( Murilo Benício) e Isabel(Débora Falabella) e irmã de Vera Lúcia. Namora Edson (Gabriel Falcão) por pressão do pai, mas na verdade é apaixonada por Renato (Enzo Romani), com quem se encontra às escondidas, pois sabe que a família nunca aceitaria o relacionamento. Sonha fazer faculdade – o que era raro para as mulheres da época – e se tornar uma mulher independente, trilhando um caminho diferente de sua mãe.

Vera Lúcia (Júlia Svacinna): filha caçula de Adriano e Isabel, e irmã de Cecília. Esperta, sabe como amolecer o coração do pai para conseguir o que quer. Se encanta por Eduardo.

Gabriel Braga Nunes em 'Se eu Fechar os Olhos Agora' — Foto: Mauricio Fidalgo/TV Globo

Geraldo Bastos (Gabriel Braga Nunes): casado com a ex-Miss Distrito Federal Adalgisa (Mariana Ximenes) e pai de Edson (Gabriel Falcão), é um grande empresário da região. É aliado de Adriano na política, mas se considera mais moderno, com ideias avançadas. Orgulha-se de seu casamento com Adalgisa, que para ele é um troféu.

Mariana Ximenes interpreta Adalgisa em 'Se Eu Fechar Os Olhos Agora' — Foto: Gshow

Adalgisa Bastos (Mariana Ximenes): esposa de Geraldo e mãe de Edson. Mulher à frente de seu tempo, Adalgisa é exuberante e carismática. Foi Miss Distrito Federal em 1939 e era a franca favorita para o Miss Brasil, mas abdicou do concurso para se casar com Geraldo. Elegante e ousada, usa calças compridas, algo incomum para mulheres, e tem sempre uma taça de dry martini na mão.

Edson (Gabriel Galvão) é namorado de Cecília em 'Se Eu Fechar os Olhos Agora' — Foto: Globo / Divulgação

Edson (Gabriel Falcão): filho de Geraldo e Adalgisa. Sensível e educado, tem muito carinho por Cecília, sua namorada, mas não gostaria de se casar com ela apenas pela pressão das duas famílias. Sente que no fundo há algo de estranho no casamento dos pais, mas não entende o que é.
Enzo Romani é Renato em 'Se Eu Fechar os Olhos Agora' — Foto: Globo / Divulgação

Renato (Enzo Romani): irmão de Anita, se envolve com Cecília. Também tem um caso com Shirlei (Marjorie Gerardi). Ambicioso, treina no time de futebol do Country Club de São Miguel e sonha em estourar como seu ídolo Pelé.

O elenco ainda conta com Paulo Rocha (Joel), Eike Duarte (Antônio), Jonas Bloch (Dom Tadeu), Vitor Thiré (Danilo), Lidi Lisboa (Irmã Por

Gshow — Rio de Janeiro