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quarta-feira, 11 de março de 2026

Cora Coralina





Alguns poemas parecem simples à primeira leitura, mas carregam uma sabedoria que atravessa gerações. É o caso de “Aninha e suas pedras”, um dos textos mais conhecidos da poetisa brasileira Cora Carolina.

Nascida em 1889, na cidade histórica de Goiás, Cora Carolina  — pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas — tornou-se uma das vozes mais singulares da poesia brasileira. 

Durante grande parte da vida, escreveu discretamente enquanto trabalhava como doceira e cuidava da família.

Seu reconhecimento literário veio apenas na velhice: seu primeiro livro, Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, foi publicado quando ela tinha 76 anos. de das pessoas simples.

Dentro desse universo poético nasce “Aninha e suas pedras”, obra que se tornaria uma das mais citadas e compartilhadas da autora. 

O poema retoma a figura de “Aninha” — alter ego da própria poeta — para falar sobre a capacidade humana de transformar obstáculos em matéria de criação e de recomeço.

As “pedras” do caminho, longe de serem apenas impedimentos, tornam-se elementos de construção: com elas se levantam jardins, poemas e novas possibilidades de vida.Estátua em bronze de Cora Coralina inaugurada em 2021 em Goiás.


Ao longo das décadas, o poema ganhou grande circulação em livros didáticos, antologias e, mais recentemente, nas redes sociais, tornando-se uma espécie de síntese da mensagem que atravessa a obra de Cora Carolina : a valorização da experiência vivida, da perseverança e da beleza das coisas simples.

Mais do que um conselho, o poema é um convite. Um convite a olhar para as dificuldades não como fim, mas como matéria de transformação. É com esse espírito que apresentamos, a seguir, “Aninha e suas pedras”…

Aninha e suas pedras

Não te deixes destruir…

Ajuntando novas pedras

e construindo novos poemas.

Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doces. 

Recomeça.

Faz de tua vida mesquinha  um poema.

E viverás no coração dos jovens

e na memória das gerações que hão de vir.

Esta fonte é para uso de todos os sedentos.

Toma a tua parte.

Vem a estas páginas

e não entraves seu uso

aos que têm sede.

Cora Coralina em Melhores poemas seleção e apresentação Darcy França Denófrio. 3ed. rev. e ampliada – São Paulo: Global, 2008. pg 243

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Aprendi que Amores eternos podem acabar em uma noite.



Sandra Lucia RuizCora Carolina

Que grandes amigos podem se tornar grandes inimigos.

Que o amor sozinho não tem a força que imaginei.

Que ouvir os outros é o melhor remédio e o pior veneno.

Que a gente nunca conhece uma pessoa de verdade, afinal, gastamos uma vida inteira para conhecer a nós mesmos.

Que os poucos amigos que te apoiam na queda, são muito mais fortes do que os muitos que te empurram.

Que o "nunca mais" nunca se cumpre, que o "para sempre" sempre acaba. 

Que minha família com suas mil diferenças, está sempre aqui quando eu preciso.

Que ainda não inventaram nada melhor do que colo de Mãe desde que o mundo é mundo.

Que vou sempre me surpreender, seja com os outros ou comigo.

Que vou cair e levantar milhões de vezes, e ainda não vou ter aprendido tudo."

Estamos aqui de passagem..

William Shakespeare

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Cora Coralina

Cora Coralina

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Coisinha Simples e Deliciosas

136 anos de Cora Coralina!

Hoje (20/08) comemoramos o nascimento de Cora Coralina, pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães

Peixoto Bretas nasceu na Cidade de Goiás no dia 20 de agosto de 1889 e faleceu na capital goiana,

Goiânia, no dia 10 de abril de 1985.

Foi uma poetisa e contista brasileira.

Considerada uma das mais importantes escritoras brasileiras, ela teve seu primeiro livro publicado em

junho de 1965 (Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais), quando já tinha quase 76 anos de idade,

apesar de escrever seus versos desde a adolescência.

Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a

modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em

particular dos becos e ruas históricas de Goiás.

Cora Coralina está entre os nomes mais populares da poesia brasileira.

Sua obra vem ganhando cada vez mais destaque e admiradores,

que fazem com que os versos da poeta

goiana ganhem projeção e a atenção de estudiosos da palavra.

É comum encontrar textos de Cora Coralina compartilhados nas diversas redes sociais, fato que

comprova a atemporalidade de sua poesia.

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Coisinhas Simples e Deliciosas

Parabéns Cora Coralina !

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Brêtas, nasceu na cidade de Goiás, em 20/08/1889.

E para celebrar os 136 anos de existência dessa doceira, costureira e poeta, nada como reler um dos seus textos mais lindos:

Anihas e as Pedras

Não te deixes destruir…

Ajuntando novas pedras

e construindo novos poemas.

Recria tua vida, sempre, sempre.

Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.

Faz de tua vida mesquinha um poema.

E viverás no coração dos jovens

e na memória das gerações que hão de vir.

Esta fonte é para uso de todos os sedentos.

Toma a tua parte.

Vem a estas páginas

e não entraves seu uso

aos que têm sede.

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Você sabia?

Hoje (20/08) é o dia do vizinho?

Curiosidade e origem da data:

O Dia do Vizinho é comemorado no Brasil em duas datas:

20 de agosto e 23 de dezembro.

Para a data de 23 de dezembro não se sabe de uma justificativa para a escolha, entretanto,

o dia 20 de agosto, o que se sabe é que foi criado há mais de 30 anos,

em comemoração ao aniversário da poetisa Ana Lins de Guimarães Peixoto Bretas,

a Cora Coralina, na cidade de Goiás (GO).

A ideia surgiu quando moradores da rua de Cora quiseram dar uma festa de aniversário, que ela recusou,

e disse preferir uma comemoração entre vizinhos.

É o que conta o cineasta Lázaro Ribeiro de Lima.

"Vizinho é mais que parente, pois é o primeiro a saber das coisas que acontecem na vida da gente",

era o pensamento da poetisa, que começou a escrever aos 14 anos e fez dezenas de livros.

********************

Graciosa Página

Hoje lembramos os 136 anos da poetisa Cora Coralina

Cora Coralina é o pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto (1889-1985). Nasceu na cidade de Goiás, antiga Villa Boa de Goyaz.

Foi criada às margens do rio Vermelho, em uma casa comprada por sua família no século XIX, quando
 seu avô ainda era uma criança. 

Estima-se que essa casa fora construída em meados do século XVIII, sendo uma das primeiras

construções da região. 

Aos 15 anos de idade, Ana se tornou Cora, derivativo de coração. Coralina veio depois, como uma soma

de sonoridade e tradução literária.

Poeta e contista brasileira de prestígio, Cora se tornou um dos marcos da nossa literatura. 

Iniciou sua carreira literária aos 14 anos com o conto Tragédia na Roça, publicado no Anuário Histórico

e Geográfico do Estado de Goiás.

Casou-se com o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Brêtas e teve seis filhos. 

O casamento a afastou de Goiás por 45 anos. 

Ao voltar às suas origens, viúva, iniciou uma nova atividade, a de doceira (conheça a obra Doceira e Poeta). 

Além de fazer seus doces, Aninha, como também era chamada, escreveu a maioria de seus versos nas

horas vagas ou entre panelas e fogão.

Cora publicou o seu primeiro livro aos 76 anos e despontou como detentora de uma das maiores

expressividades da poesia moderna. 

Em 1982, mesmo tendo estudado somente até o equivalente ao segundo ano do atual Ensino

Fundamental, recebeu o título de Doutora Honoris Causa da Universidade Federal de Goiás. 

No ano seguinte, foi a vencedora do concurso Intelectual do Ano do Troféu Juca Pato, tornando-se a

primeira mulher a receber tal honraria. 

Em 1984, foi eleita Símbolo da Mulher Trabalhadora Rural pela Organização das Nações Unidas para a

 Agricultura e Alimentação (FAO).

20 de agosto- homenageando Cora Coralina:


Graciosa Página

"Faz da tua casa uma festa!

Ouve música, canta, dança...

Faz da tua casa um templo!

Reza, ora, medita, pede, agradece...

Faz da tua casa uma escola!

Lê, escreve, desenha, pinta, estuda, aprende, ensina...

Faz da tua casa uma loja!

Limpa, arruma, organiza, decora, muda de lugar, separa para doar...

Faz da tua casa um restaurante!

Cozinha, prova, cria, cultiva, planta...

Enfim...

Faz da tua casa

Um local criativo de amor."

Cora Coralina

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Faz da tua casa uma festa




Ouve música, canta, dança...

Faz da tua casa um templo!

Reza, ora, medita, pede, agradece...

Faz da tua casa uma escola!

Lê, escreve, desenha, pinta, estuda, aprende, ensina...

Faz da tua casa uma loja!

Limpa, arruma, organiza, decora, muda de lugar, separa para doar...

Faz da tua casa um restaurante!

Cozinha, prova, cria, cultiva, planta...

Enfim...

Faz da tua casa

Um local criativo de amor."

Cora Coralina


CPM - Centro de Psicologia e Mediação

segunda-feira, 14 de abril de 2025

Cora Coralina

Cora Coralina: a doceira que se tornou poeta popular após publicar primeiro livro aos 75



Crédito,Cidinha Coutinho/CortesiaLegenda da foto,Cora Coralina se dedicou a falar sobre a vida no interior de GoiásArticle informationAuthor,Edison Veiga

Role,De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil
10 abril 2025

Mulher, viúva, de fora do eixo Rio-São Paulo, doceira, de pouca escolaridade. Parece difícil entender como uma escritora como Cora Coralina, pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (1889-1985), se tornou uma das mais conhecidas poetas da literatura  nacional.

Pois a autora goiana, cuja morte faz 40 anos nesta quinta-feira (10/07), rompeu bolhas com sua escritas simples — por vezes considerada simplória — e, reconhecida na velhice, passou a ser nome presente em livros escolares e ter algumas frases bonitas de sua lavra estampada em diversos espaços, inclusive nas redes sociais.

"A literatura de Cora Coralina ocupa um lugar singular na produção brasileira por conjugar um percurso marginal ao sistema literário com uma estética ancorada na oralidade, na memória e no cotidiano do interior do país", diz à BBC News Brasil o poeta Carlos Willian Leite, presidente do Conselho Estadual de Cultura de Goiás e editor da Revista Bula.

Leite ressalta que a autora construiu sua obra a partir de uma "vivência distante dos grandes centros culturais, produzindo textos que traduzem, com linguagem acessível e sensível, o universo simbólico do Brasil interiormente ".

O sociólogo Clovis Britto, professor na Universidade de Brasília (UnB) e estudioso da obra de Cora Coralina, classifica a literatura da goiana como "de resistência".

Ela poetizou a 'vida mera das obscuras', que era o modo como designava a vida das pessoas marginalizadas na sociedade", diz ele.

Essa visão também é compartilhada pelo linguista Vicente de Paula da Silva Martins, professor na Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), no Ceará.

Para ele, ao dar voz às camadas sociais menos visíveis, especialmente na Cidade de Goiás (ou Goiás Velho), sua terra natal, Cora Coralina "desafiou e expandiu as fronteiras da literatura tradicional".

"É uma escrita carregada de memórias, sentimentos e uma forte conexão com a natureza", avalia Martins.

"Sua obra é marcada pela busca por autenticidade e pela valorização do patrimônio cultural, ao resgatar a memória histórica e os elementos da cultura popular de Goiás", continua ele.

Isso a posiciona, segundo Martins, como uma das pioneiras na literatura que dialoga com as temáticas da periferia e das camadas sociais marginalizadas.

Crédito,Marcello Casal Jr/Agência BrasilLegenda da foto,Na Cidade de Goiás, poeta é reverenciada

A estreia tardia

Uma tonelada de cocaína, três brasileiros inocentes e a busca por um suspeito inglês

Episódios

Em 1965, quando Cora Coralina tinha de 75 para 76 anos, foi publicado seu primeiro livro: Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais.

A ausência de vínculos institucionais e a condição periférica retardaram seu ingresso no circuito editorial, explica o poeta Carlos Willian Leite.

"Além disso, sua identidade como mulher e escritora fora dos cânones urbanos contribuiu para a invisibilidade de sua produção durante grande parte da vida."

"Sua estreia literária, portanto, não representa apenas uma realização pessoal tardia, mas o sintoma de um campo que impõe barreiras significativas à diversidade de vozes", completa Leite.

A obra de estreia não teve grande repercussão até que no fim dos anos 1970 um exemplar caiu nas mãos do já consagrado poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).

Ele se encantou. Escreveu uma simpática e elogiosa carta para a autora e, em 27 de dezembro de 1980, publicou um artigo sobre ela no Jornal do Brasil.

No texto, Drummond não poupou adjetivos. Classificou a poeta como "mulher extraordinária, diamante goiano cintilando na solidão e que pode ser contemplado em sua pureza no livro Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais". Disse ainda que "se há livros comovedores, este é um deles".

Crédito,Cidinha Coutinho/CortesiaLegenda da foto,Foi o aval de Carlos Drummond de Andrade que trouxe alguma visibilidade ao trabalho de Cora

O sociólogo Clóvis Britto conta que a obra chegou a Drummond porque a segunda edição, de 1978, acabou sendo encaminhada pela editora — a então gráfica da Universidade Federal de Goiás (UFG) — para diferentes críticos e escritores do país, gerando grande repercussão.

Para Britto, foi "inegável o impacto das cartas e da crônica elaboradas por Drummond para furar a bolha do sistema editorial brasileiro".

"Esses fatores, somados às estratégias poéticas e políticas da autora, contribuíram para que sua obra alcançasse uma grande visibilidade", analisa.

Doces + livros

Nascida na Cidade de Goiás, Anna Lins escrevia desde adolescente, publicando em jornais provincianos de sua região. Cursou apenas o ensino primário e frequentava tertúlias literárias no antigo Clube Literário Goiano.

Em 1911, casou-se e se mudou para o interior paulista. Seu marido era chefe de Polícia — algo equivalente ao Secretário de Segurança Pública — do governo de São Paulo. Morou primeiro em Jaboticabal, depois na capital. Ficou viúva jovem, com menos de 40 anos.

A goiana resolveu, então, voltar ao interior do Estado: viveu em Penápolis e Andradina. Para sustentar os filhos — teve seis, mas dois morreram logo após o nascimento — começou a fazer linguiças para vender.

Também se tornou livreira, comercializando os livros da editora José Olympio, e frequente colaboradora do jornal O Estado de S. Paulo e de jornais pequenos do interior paulista.
Crédito,Marcello Casal Jr/Agência BrasilLegenda da foto,Máquina de escrever usada pela poetisa faz parte do acervo da Casa de Cora Coralina, em Goiás Velho

Britto explica que Cora sempre produziu literatura, desde a adolescência em Goiás e, depois, na fase adulta no interior paulista. Mesmo sem oportunidade de publicar um livro, tinha seus textos publicados em jornais.

"Assim, sempre esteve inserida no campo literário, acompanhando as transformações estéticas e mantendo relações com escritores, jornalistas, críticos e editores", diz o sociólogo.

"Apesar disso, sua condição de uma mulher, viúva, idosa, pobre, no interior brasileiro, impôs dificuldades para seu sustento financeiro que contribuíram para que adiasse sua estreia em livros", completa.

Cora decidiu voltar à terra natal, Goiás, em 1956. Ali se estabeleceu como doceira e passou a se dedicar mais à escrita.

A primeira edição de seu livro inaugural, Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais, saiu em 1965. Em 1976, publicou Meu Livro de Cordel. Em 1983, Vintém de Cobre — Meias Confissões de Aninha, que também rendeu elogios de Drummond. Ainda em vida, ela veria lançado seu livro de contos Estórias da Casa Velha da Ponte.

"Depois que retornou para sua cidade natal, ela dedicou seu tempo para a doceria e para a literatura, sendo que a profissão de doceira era a que garantia sua renda", explica Britto.

Cora recebia em sua casa seus clientes para vender doces, enquanto conversava sobre literatura e declamava seus versos.

Depois, quando publicou seu primeiro livro, passou a vender sua obra em casa e em feiras populares de Goiânia.

"A inserção de Cora Coralina no cenário nacional ocorreu fora dos canais tradicionais de legitimação literária", diz Leite.

Postumamente, também foram publicados os livros de poemas Tesouro da Casa Velha e Vila Boa de Goiás, além dos infantis Meninos Verdes, A Moeda de Ouro que o Pato Engoliu e O Prato Azul-Pombinho.

"Ela poetizou o cotidiano do interior brasileiro, acompanhando quase um século de transformações", avalia Britto.

Literatura menor?

Mas se Cora Coralina foi alçada ao panteão da literatura nacional por sua popularidade, está longe de ser unanimidade entre os críticos, escritores e acadêmicos.

A reportagem conversou com cinco especialistas críticos à obra da goiana — quatro disseram que nem queriam comentar a obra de Cora Coralina, por julgarem-na "irrelevante" ou mesmo "fraca, ruim" enquanto literatura.

Um deles chegou a afirmar que "dizem que nem boa doceira ela era".

Laureado com dois prêmios Jabuti, o poeta e professor de literatura Frederico Barbosa afirmou à BBC News Brasil que "o que Cora Coralina escreveu não corresponde àquilo que eu considero poesia".

"Eu diria que são lugares-comuns alinhavados com uma certa graça. E que só se tornaram populares e conhecidos por causa da peculiaridade de terem sido escritos por uma senhora doceira de quase 80 anos", ressalta, definindo a produção da goiana como "verborragia vazia de experimentação linguística".

"Muita gente tem medo de externar sua opinião sobre a não poesia ou a fraca poesia de Cora Coralina porque podem acusar essa pessoa de não gostar de uma velhinha, de jogar a velhinha debaixo do bonde", comenta Barbosa.

"Mas não se trata de nada pessoal, e sim de uma avaliação literária. A pessoa de Cora Coralina parece ter sido uma pessoa muito interessante. Sua poesia, não."

BBC.Com

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

O tempo muito me ensinou:



Misturado e Juntos


ensinou a amar a vida, não desistir de lutar, renascer na derrota, renunciar às palavras e pensamentos negativos, acreditar nos valores humanos, e a ser otimista.

Aprendi que mais vale tentar do que recuar… 

Antes acreditar do que duvidar, que o que vale na vida, não é o ponto de partida e sim a nossa caminhada.

Cora Coralina

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice


Cora Carolina

Martinho Francisco

'Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice. 

E digo prá você: não pense. Nunca diga estou envelhecendo ou estou ficando velho(a).

Eu não digo.

Eu não digo que estou ouvindo pouco.

É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.

Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida.

O melhor roteiro é ler e praticar o que lê. 

O bom é produzir sempre e não dormir de dia.'

CORA CORALINA (poeta goiana que viveu até 95 anos)

segunda-feira, 22 de julho de 2024

Cora Coralina



Delicadezas Rosi

''Faz da tua casa uma festa!

Ouve música, canta, dança...

Faz da tua casa um templo!

Reza, ora, medita, pede, agradece...

Faz da tua casa uma escola!

Lê, escreve, desenha, pinta, estuda, aprende, ensina...

Faz da tua casa uma loja!

Limpa, arruma, organiza, decora, muda de lugar, separa para doar...

Faz da tua casa um restaurante!

Cozinha, prova, cria, cultiva, planta...

Enfim...

Faz da tua casa

Um local criativo de amor."

Cora Coralina

quinta-feira, 4 de julho de 2024

segunda-feira, 1 de julho de 2024

Faz da tua casa uma festa!




Girassol Flor do Sol 
Marcio Devides  🌻🌻🌻

''Faz da tua casa uma festa!

Ouve música, canta, dança...

Faz da tua casa um templo!

Reza, ora, medita, pede, agradece...

Faz da tua casa uma escola!

Lê, escreve, desenha, pinta, estuda, aprende, ensina...

Faz da tua casa uma loja!

Limpa, arruma, organiza, decora, muda de lugar, separa para doar...

Faz da tua casa um restaurante!

Cozinha, prova, cria, cultiva, planta...

Enfim...

Faz da tua casa

Um local criativo de amor."

Cora Coralina

sábado, 9 de dezembro de 2023

Cora Carolina



 Simples poesias

Cora Coralina numa entrevista:

"-Nunca digo que estou doente, digo sempre:

estou ótima.

Eu não digo nunca que estou cansada.

Nada de palavra negativa.

Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica.

Você vai se convencendo daquilo e convence os outros."

Cora Carolina

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Cora Coralina


Cora Coralina

Poemas e versos

20 de Agosto de 1889: Nasce a poetisa brasileira Cora Coralina

Cora Coralina nasceu na cidade de Goiás, no dia 20 de Agosto de 1889. 

Cora Coralina é o pseudónimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas. Era filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por D. Pedro II, e de dona Jacyntha Luiza do Couto Brandão.

Tornou-se doceira, ofício que exerceu até aos últimos dias da sua vida. Famosos eram os seus doces de abóbora e figo.

Cora Coralina já escrevia poemas em 1903 e chegou a publicá-los no jornal de poemas femininos "A Rosa", em 1908. Em 1910, foi publicado o seu conto "Tragédia na Roça" no "Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás". 

Em 1907 assumiu a vice-presidência do gabinete literário goiano. 

Em 1910 conheceu o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas e passam a viver no Estado de São Paulo. 

Casaram-se em 1925 e com ele teve seis filhos. 

Em 1934 o seu marido falece e Cora Coralina passa a vender livros na editora José Olímpio, onde lançou a sua primeira obra, em 1965, quando tinha 76 anos, "O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais". 

Em 1976 é lançado o livro "Meu Livro de Cordel" pela editora Goiana. 

Mas o interesse do grande público é despertado graças aos elogios do poeta Carlos Drummond de Andrade, em 1980.

Cora Coralina recebeu o título de Doutor Honoris Causa da UFG e foi eleita com o "Prémio Juca Pato" da União Brasileira dos Escritores, como intelectual do ano de 1983.

Faleceu em Goiânia, no dia 10 de Abril de 1985

Poeminha Amoroso

Este é um poema de amor tão meigo, tão terno, tão teu...

É uma oferenda aos teus momentos de luta e de brisa e de céu...

E eu, quero te servir a poesia numa concha azul do mar ou numa cesta de flores do campo.

Talvez tu possas entender o meu amor.

Mas se isso não acontecer, não importa.

Já está declarado e estampado nas linhas e entrelinhas deste pequeno poema, o verso;

o tão famoso e inesperado verso que te deixará pasmo, surpreso, perplexo...

Eu te amo, perdoa-me, eu te amo...

Cora Coralina

sábado, 3 de junho de 2023

Se eu pudesse de novo



Casa Rosa

"Eu teria ficado na cama quando estava doente em vez de achar que o mundo iria desabar se eu não fosse trabalhar naquele dia.

Eu teria acendido a vela cor-de-rosa esculpida em forma de flor antes que ela derretesse por estar guardada.

Eu teria falado menos e escutado mais. 

Teria convidado amigos para jantar mesmo que meu tapete estivesse manchado ou que o sofá estivesse desbotado.

Eu teria comido pipocas na sala "boa" e me preocupado bem menos com a sujeira quando alguém quisesse acender a lareira.

Eu teria escutado com mais atenção as histórias que meu Pai contava sobre a sua juventude.

Eu teria dividido mais responsabilidades com meu marido.

Eu jamais iria insistir para que as janelas do carro fossem fechadas num dia de verão porque meu cabelo estava bem penteado.

Eu teria gargalhado e chorado menos na frente da televisão e mais enquanto observava a vida.
Eu teria me sentado na grama mesmo que ficasse com a roupa manchada.

Eu jamais teria comprado algo apenas por ser prático, disfarçar a sujeira ou com garantia de duração por toda a vida.

Em vez de desejar que passassem logo os nove meses de gravidez, eu teria apreciado cada momento e compreendido que a maravilha que estava crescendo dentro de mim era minha única chance na vida de ajudar Deus a fazer um milagre.

Quando minhas crianças me beijassem impetuosamente, eu jamais iria dizer: "Depois. Agora, vá lavar as mãos para o jantar". Haveria mais "Eu te amo". Mais "Desculpe".

Porém, mais do que tudo, se eu tivesse outra chance, aproveitaria cada minuto, prestaria realmente atenção, viveria intensamente.

Pare de preocupar-se com coisas insignificantes. 

Não dê importância a quem não gosta de você, a quem tem mais, ou quem está fazendo o quê. 

Em vez disso, aprecie e valorize os relacionamentos que você tem com aqueles que lhe querem bem."

Cora Coralina

sexta-feira, 2 de junho de 2023

Não sei se a vida é curta



Sociedade Poetica

Não sei se a vida é curta

ou longa demais pra nós,

Mas sei que nada do que vivemos

Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:

Braço que envolve,

Palavra que conforta,

Silêncio que respeita,

Alegria que contagia,

E isso não é coisa de outro mundo,

É o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela

Não seja nem curta,

Nem longa demais,

Mas que seja intensa,

Verdadeira, pura... Enquanto durar

(Cora Coralina)

quinta-feira, 9 de março de 2023

Assim Eu Vejo a Vida - Cora Coralina

Ksabel Perez 
Cantinho da Poesia Romântica

"Assim Eu Vejo a Vida

A vida tem duas faces:

Positiva e negativa

O passado foi duro mas deixou o seu legado

Saber viver é a grande sabedoria

Que eu possa dignificar

Minha condição de mulher,

Aceitar suas limitações

E me fazer pedra de segurança dos valores que vão desmoronando.

Nasci em tempos rudes

Aceitei contradições lutas e pedras como lições de vida e delas me sirvo

Aprendi a viver."

(Cora Coralina)

quinta-feira, 2 de março de 2023

Nunca diga estou envelhecendo

 Valdirene Borghetti Garcia




Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha. Eu não digo.

Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida.

O melhor roteiro é ler e praticar o que lê.

O bom é produzir sempre e não dormir de dia.

Também não diga prá você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.

Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima.😍

Eu não digo nunca que estou cansada.

Nada de palavra negativa!!

Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica.

Cora Coralina ✍🏻

domingo, 27 de novembro de 2022

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Cora Coralina

Cora Coralina

O aparador de poesias, recanto de missivas e voos

7 de junho às 22:42 ·

"Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas. 

Muitas vezes basta ser colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que escorre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove. 

E isso não é coisa do outro mundo, é o que dá sentido à vida."

(Cora Coralina---)

quinta-feira, 2 de junho de 2022