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segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Globo Repórter Especial Vai Contar A História Dos 70 Anos De Televisão No Brasil


Glória Maria e Sandra Annenberg

Com 40 anos de jornalismo, Glória Maria ficou conhecida, sobretudo, pelas reportagens que faz ao redor do mundo e pelas entrevistas com personalidades nacionais e internacionais. Agora, Glória vai ajudar a contar a história dos 70 anos da televisão no País - da qual ela própria faz parte - no Globo Repórter que vai ao ar nos dias 18 e 25 de setembro.Os dois programas serão apresentados por ela e Sandra Annenberg, que se unem a Edney Silvestre, Renato Machado e Isabela Assumpção para entrevistar atores, personalidades e apresentadores.

"A gente pretende contar um pouco da história da televisão desde que ela surgiu. Vamos passar pela dramaturgia, pelo esporte, pelo jornalismo, pela música. É óbvio que não temos condições de mostrar tudo, primeiro, por causa do tempo e também muita coisa se perdeu", diz Glória, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, por telefone, do Rio.

O primeiro programa desse especial será exibido na próxima sexta-feira, 18, exatamente 70 anos após a primeira transmissão de TV no Brasil, que ocorreu em 18 de setembro de 1950, com a inauguração da TV Tupi. E essa linha do tempo, segundo ela, passará por todas as emissoras. "Neste momento de modernização da televisão, resgatarmos um pouco do passado vai ser fundamental para podermos entender o que está acontecendo hoje. Quando você pensa que a TV começou ao vivo e agora está praticamente tudo ao vivo de novo, é uma coisa intrigante."

Glória conta que um dos entrevistados, o "Rei" Roberto Carlos, que apresentou o programa Jovem Guarda, exibido ao vivo, nos anos 1960, lembra que foi um dos momentos mais emocionantes quando se viu pela primeira vez num programa gravado.

A apresentação desse especial marca o retorno de Glória ao Globo Repórter, onde está há dez anos. Ela estava afastada havia nove meses do programa, após passar por uma cirurgia no cérebro.

Ela descobriu um tumor depois de desmaiar em casa. "Eu não tinha nenhum sintoma, nenhuma dor de cabeça. Caí em casa; tive um corte na cabeça. Fui ao hospital para costurar, e, no exame para descobrir por que eu tinha desmaiado, descobriram o tumor", conta. "A cirurgia foi em novembro; quase em março eu estava recuperada. Não estava totalmente, mas já daria para trabalhar com muito cuidado. Não daria para viajar, porque eu ainda estava em tratamento. Aí veio a pandemia. Quando tive de parar de ir para o mundo, o mundo também parou."

Com passagens pelo Jornal Nacional, pelo Jornal Hoje, entre outros, Glória lembra que foi para o Globo Repórter para concentrar as viagens pelo Brasil e poder cuidar mais das filhas, já que, no Fantástico, ela estava sempre em algum lugar do mundo. "De repente, mudou tudo: estou muito mais no mundo (risos). Mudou de uma maneira natural, mas consegui administrar minha vida como mãe, e as viagens foram surgindo cada vez mais porque deram super certo no programa."

Mick Jagger

Aliás, por causa dessas viagens pelo mundo, Glória se tornou uma espécie de rainha dos memes. "Eu adoro. Acho que é oficial: até bati a Gretchen no recorde de memes. Fazer trabalho jornalístico, que realmente me faz bem, me dá orgulho, orgulha as minhas filhas e ainda tem um lado de humor que as pessoas conseguem tirar disso, desse mundo tão triste, tão desigual, tão amargo. Você quer coisa melhor do que isso?", diz. "Tudo é tirado do meu trabalho e não da minha vida pessoal; isso é o que me dá o maior orgulho."

Ela relembra a reportagem na Jamaica, onde fumou ganja, e a cena virou meme. "Foi um país que me marcou, porque fiz uma coisa que nunca tinha sido feita na TV brasileira e talvez na TV mundial, que foi ter fumado aquele negócio dos rastafáris. Então, se isso vira meme, que honra."

Agora, um antigo vídeo de Glória entrevistando Mick Jagger para o Jornal Nacional viralizou nas redes sociais. Em 1984, o líder dos Rolling Stones veio ao Brasil para gravar o clipe de Lucky in Love, de seu primeiro disco solo, She's the Boss, e falou com exclusividade com a então novata jornalista.

Chamaram atenção dos internautas, em especial, os olhares que Jagger lançava para Glória e o beijo que ele deu em seu rosto.

E, realmente, houve um flerte dele? "Quando estou trabalhando, não presto atenção em nada. Eu estava preocupada com meu inglês, que era péssimo na época, estava em pânico de estar com aquele ídolo que é o Mick Jagger. Nem prestei atenção se ele me olhou ou não. Aliás, hoje até lamento ter perdido essa chance, porque eu estava tão preocupada em fazer o trabalho direito", diverte-se. "Fui prestar atenção agora. O que achei é que ele me olhou de um jeito carinhoso, de quem queria me dar uma força, uma pessoa totalmente sem preconceito. Estou lá com meu cabelinho black power. Eu era uma mulher negra, jovem, começando a fazer um trabalho, e ele estava lá encantado, tentando me ajudar naquele trabalho. Essa foi a leitura que fiz daquele vídeo. Vi que ele estava ali para me ajudar e não para me paquerar."

Primeira repórter negra da TV brasileira, Glória conta que, quando começou a carreira, não tinha em quem se inspirar. "Porque não tinha outra repórter negra, eu tinha um caminho aberto para percorrer. Tive o privilégio, a sorte de entrar na TV Globo numa época em que tudo estava começando. Não tive obstáculo porque eu era negra. O fato de eu ser negra acho que até me ajudou", afirma ela. "Eu tinha barreiras comigo mesma, de insegurança, de estar começando, de não saber direito o que fazer, porque eu não tinha em quem me espelhar. Eu tinha que correr atrás, tinha que aprender. Iniciei muito jovem. Então, as minhas dificuldades eram comigo mesma. E tive todo um caminho a percorrer." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

BEMPARANA.COM.BR

sábado, 26 de setembro de 2020

#EU QUEROVETERANOSNATV




Lúcia Freire

Repost Circo Eletrônico

A televisão Brasileira está prestes a completar 70 anos, vemos tantos atores e atrizes, que ajudaram a construir a dramaturgia nesse país serem dispensados da Tv Globo sem qualquer cerimônia, além daqueles que estão desempregados. Parece que hoje o talento, a história, a memória... na importa mais! A dramatugia não pode ser feita apenas por "desinibidos" que estão no trend topics do Twitter, ser jovem, influenciador digital ou ter "zilhões" de seguidores. Mas e o talento? E o respeito por aqueles que foram pioneiros, que construíram a televisão?! Esses 'gigantes' precisam ser respeitados e lembrados pelos autoren, diretores, produtores de elenco e pelas emissoras de tv! Mais respeito, empatia, conhecimento pela história da televisão e pela cultura desse país! Sim, EU QUERO VETERANOS NA TV, mas não fazendo "figuração de luxo, num papel meia boca!". Gostaria de vê-los em personagens dignos de seu talento!

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Nos 70 Anos Da TV Veja 10 Curiosidade De Novelas Clássicas Que Estão De Vota




Cardápio vasto de tramas está disponível para celebrar a data, nesta sexta. Para entrar no clima, leia fatos surpreendentes sobre 'Vale tudo', 'Explode coração', 'Laços de família' e outras.

Um cardápio vasto de novelas clássicas está disponível na Globo, canal Viva e Globoplay para celebrar os 70 anos na TV brasileira, nesta sexta-feira (18). Para entrar no clima, leia abaixo 10 curiosidades sobre as tramas antigas que estão de volta, com dados de pesquisa do Memória Globo.

1. Doações de medula

Só de ouvir "Love by grace", de Lara Fabian, já dá vontade de chorar. A música embala a cena de Camila (Carolina Dieckmann) raspando os cabelos em"Laços de Família"  durante o tratamento da leucemia. É uma das sequências mais lembradas da história das novelas.

Carolina Dieckmann em 'Laços de família' — Foto: Roberto Steinberger/TV Globo.

Mas ela também teve impacto na luta de pacientes reais contra a doença. Na época do novela, o "efeito Camila" aumentou significativamente o número de doadores de sangue, órgãos e medula óssea no Brasil.

A cena foi usada numa campanha da Globo pela doação de medula. Nas semanas depois do último capítulo da trama, o Instituto Nacional do Câncer teve quase 150 novos cadastramentos. Antes, o índice era de 10 por mês.

2. Estreias

Os mais novinhos talvez não saibam que "Laços de família" marcou a estreia de Reynaldo Gianecchini na TV.

Ele vive o médico Edu, que engata um namoro com Helena (Vera Fischer), mas depois acaba se apaixonando pela filha dela, Camila.


Reynaldo Gianecchini e Vera Fischer em 'Laços de família' — Foto: Jorge Baumann/TV Globo.

Não foi só ele: Juliana Paes também estreou nas novelas durante a trama, após uma participação em "Malhação".

3. Superprodução

Mulheres Apaixonadas "Mulheres Apaixonadas" mais uma obra do autor Manoel Carlos, incluiu outra cena inesquecível.


Tony Ramos e Vanessa Gerbelli em 'Mulheres apaixonadas' — Foto: João Miguel Junior/TV Globo

A sequência em que os personagens Téo (Tony Ramos) e Fernanda (Vanessa Gerbelli) são baleados numa rua do Leblon foi uma das mais trabalhosas de toda a novela.

Ela envolveu 400 profissionais e mais de 120 carros. A equipe de efeitos especiais preparou mais de 500 tiros de festim pra usar durante a gravação.

4. Denúncias de violência

Um dos temas que são discutidos em "Mulheres apaixonadas" é a violência contra a mulher. O personagem Marcos (Dan Stulbach) usa uma raquete pra espancar a mulher, Raquel (Helena Ranaldi).

Helena Ranaldi e Dan Stulbach em 'Mulheres apaixonadas' — Foto: TV Globo/Renato Rocha Miranda

Depois da cena em que a personagem decide denunciar o marido na ficção, a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher, no Rio, teve um aumento de mais de 40% no número de denúncias de violência doméstica.

5. Troca de papel

Sabia que Adriana Esteves quase não ficou com o papel principal de "A Indomada" Ela tinha sido escalada para fazer outro personagem, Grampola, uma mulher mais jovem.


Carlos Alberto Riccelli e Adriana Esteves em 'A Indomada' — Foto: Jorge Baumann/Globo

Adriana conta que conversou com o diretor Paulo Ubiratan e disse que se sentia madura demais para esse papel. Depois disso, acabou sendo convidada pra fazer a protagonista, Helena.

6. Amor virtual

Em pleno ano de 1995, o casal protagonista de "Explode Coração" se conhece e se apaixona… pela internet.


Edson Celulari em 'Explode coração' — Foto: Jorge Baumann/Globo

A trama de Gloria Perez retratou o início da popularização dos computadores no Brasil.

7. Menino ou menina?

Um dos destaques de "Chocolate com Pimenta" é o figurino. Uma bordadeira e uma chapeleira ficavam de plantão pra ajudar na caracterização de época dos personagens.

Um dos que usavam muito esses adereços era o ator Kayky Brito. Ele passou boa parte da novela com lindos vestidos, laços e chapéus porque seu personagem, a Bernadete, era criado pela família como menina.


Kayky Brito em Chocolate com Pimenta — Foto: Gianne Carvalho/TV Globo

Kayky tinha até que alongar os cabelos antes de entrar em cena. A equipe de caracterização aplicava uma técnica com cabelo natural. Quase 300 mechas eram usadas no ator.

8. Jantar com Jorge Amado

Foi a própria Betty Faria, protagonista de "Tieta", quem negociou com o escritor Jorge Amado a compra dos direitos para adaptação do livro para TV.


Betty Faria em 'Tieta' — Foto: Bazilio Calazans/Globo

A atriz conta que, antes disso, nos anos 70, foi a um jantar com o autor. Na ocasião, a mulher dele, Zélia Gattai, falou que Amado estava escrevendo um livro com uma história feita sob medida pra Betty.

9. Críticos não entenderam

O autor de tieta, Aguinaldo Silva, diz que a novela é uma metáfora sobre a volta da liberdade de expressão na TV, depois de anos de censura imposta pela ditadura militar no Brasil.


Arlete Salles, Betty Faria, Cássio Gabus Mendes e Paulo Nigri em 'Tieta', 1989. — Foto: Bazilio Calazans/Globo

Há até uma cena em que Tieta arranca de um calendário a data em que foi promulgado o AI-5, um dos atos mais repressivos desse período. Mas Aguinaldo conta que, na época, pouquíssimos críticos perceberam essa referência.

10. Quem matou Odete Roitman?

E que, em 1989, o Brasil parou para saber quem matou Odete Roitman (Beatriz Segall), todo mundo sabe.


Beatriz Segall como Odete Roitman em 'Vale tudo' — Foto: Acervo TV Globo

O que talvez muita gente não saiba é que teve até um concurso na época, patrocinado por uma marca de alimentos, para premiar quem acertasse o nome do assassino.

Para aumentar o suspense, os autores de "Vale Tudo" escreveram cinco versões pro final da novela. Os atores só tiveram acesso ao roteiro na hora de gravar as cenas.

G1.Globo.Com

Televisão Completa 70 Anos No Brasil: Relembre As Primeiras Vezes Que A TV Inovou No Ar



A televisão completa 70 anos no Brasil nesta sexta (18). Para celebrar o aniversário, o G1 preparou
uma lista com algumas vezes que a TV inovou em estilo, tecnologia e programação: da primeira novela ao primeiro reality show, da primeira vez que a imagem chegou colorida na casa dos brasileiros ao primeiro beijo entre dois homens no horário nobre.

Chateaubriand, fundador da Tupi, foi também o primeiro difusor dos aparelhos em um país que já tinha a tecnologia, mas carecia de famílias com recursos para comprá-los.

Montes de pessoas se aglomeravam em padarias e outros lugares de São Paulo para assistir ao primeiro programa ao vivo, “TV na Taba”, na noite daquele 18 de setembro. O programa reuniu artistas que vinham do cinema e do rádio, mas se tornariam grandes símbolos da televisão, como Lima Duarte, Hebe Camargo, Lolita Rodrigues e Mazzaropi, e foi comandado por Homero Silva.

Nos bastidores, a emoção tomou conta de todos, dos atores aos técnicos. A atriz Vida Alves (1928-2017) disse ao G1, em 2010, que o dia pode ser resumido na frase simpática do câmera Élio Tozzi: "se houvesse uma mosca ali, ela estaria em silêncio e emocionada".

Mazzaropi foi o primeiro humorista a se apresentar na televisão brasileira 
— Foto: Reprodução/TV TEM

A TV brasileira já começou com muita variedade de programação porque importava os sucessos do rádio. O primeiro humorístico estreou em 20 de setembro de 1950: “Rancho Alegre”, que levava Mazzaroppi para a telinha. Paulista e descendente de italiano, Amácio Mazzaropi foi o grande nome do humor na TV na década de 1950 e só deixou seu programa para se dedicar ao cinema, em 1954.

Outras emissoras

A TV Tupi só ganhou concorrência dois anos depois, quando a TV Paulista estreou em 1952. A partir de então, o negócio deslanchou: em 1953,estreou a TV Record; em 1955, a TV Rio; Em 1959, a Excelsior; e em 1965, a TV Globo.

Notícias da TV
'Imagens do dia', primeiro telejornal brasileiro — Foto: Reprodução

No dia seguinte à inauguração da televisão, entrou no ar o primeiro telejornal brasileiro: “Imagens do dia”. Com uma logomarca e narrações como off para imagens, ele narrava os acontecimentos do dia.

Mas o gênero só ganhou o público e muitos pontos de audiência com a estreia do “Repórter Esso”, já famoso no Rádio. Ele foi ao ar na Tupi de 1952 até 1970, apresentado pelos fenômenos do rádio: Kalil Filho e Gontijo Teodoro. Sem tecnologia que permitisse integrar o sinal entre os estados, os jornais eram regionais e cada cidade tinha sua própria edição do “Repórter Esso”.

A hora e a vez das novelas

O ator Walter Forster e a atriz Vida Alves em cena de 'Sua Vida me Pertence', novela de 1951 — Foto: Divulgação

Famosas e amadas no rádio, as novelas não demoraram para chegar também à TV. Em 21 de dezembro de 1951, “Sua vida me pertence” inaugurou o gênero que se tornou o principal produto da televisão e paixão nacional.

A trama tinha só 15 capítulos e foi exibida ao vivo, já que ainda não havia recursos de gravação, o famoso videoteipe. Ela ia ao ar duas vezes por semana, às terças e quintas. Escrita, dirigida e protagonizada por Walter Forster, teve no elenco Vida Alves, Lima Duarte e Lia de Aguiar.

Os brasileiros só ganharam um novela diária em 1963, quando estreou “2-5499 ocupado” na TV Excelsior, adaptação de uma história argentina. Tarcísio Meira e Glória Menezes eram o casal apaixonado: ela era uma presidiária que, apenas pelo telefone, fazia o galã se apaixonar.

O elenco enxuto, formado por nove atores, e a história simples já foram suficientes para ganhar o Brasil: graças ao videoteipe, a novela foi gravada e enviada para todos os estados com afiliadas da Excelsior. E graças à novela, Tarcísio e Glória se tornaram o casal mais celebrado da televisão.

Beijinhos e beijões

Vida Alves e Walter Forster na novela 'Sua vida me pertence', de 1951; eles protagonizaram o primeiro beijo da TV brasileira — Foto: Divulgação

A atriz Vida Alves é detentora de duas marcas na história: deu o primeiro beijo da TV brasileira, na década de 50, e também o primeiro beijo gay, nos anos 60.

O primeiríssimo selinho foi exibido no último capítulo de “Sua vida me pertence”, em 8 de fevereiro de 1952. Quem se beijava na telinha eram Forster e Alves, o mocinho e a mocinha da trama.

“Foi um beijo marcadinho, sem ensaio e 
profundamente técnico. Eu e Walter combinamos a postura, ele pediu autorização para a direção e, eu, para meu marido. Foi um verdadeiro escândalo para a época”, contou a atriz ao G1, em 2010.

O pudor era tão grande que o fotógrafo da Tupi não registrou o momento, porque achava que não seria publicado em lugar algum.

Vida também foi pioneira do beijo entre duas mulheres. No teleteatro "A calúnia", a atriz beijou a personagem de Georgia Gomide, em 1964.

"Era a história de uma menina malvadinha que, por uma nota baixa, inventa que duas jovens eram amantes. Isso fez com que os pais tirassem as filhas da escola. Foram saindo todos os alunos. A escola teve que ser fechada. As duas moças, eu e a Geórgia Gomide, ficaram muito tristes, sentaram-se uma perto da outra. Deram as mãos e disseram que se amavam. Deram um beijo, também de uma forma mais romântica que erótica", detalhou a atriz em outra entrevista ao G1 em 2014.
O fato repercutiu na sociedade, mas não chegou a gerar revolta. As pessoas diziam que a TV "estava ficando mais extravagante", contou Alves, mas a vida seguiu.

Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) se beijam em 'Amor à vida' — Foto: Reprodução/TV Globo

Em 2014, grande parte do país comemorou mais uma virada de capítulo na dramaturgia: o primeiro beijo entre dois homens na Rede Globo , no horário nobre. No capítulo final de “Amor à vida”, Niko (Thiago Fragoso) beijou Félix (Mateus Solano) e houve quem comemorasse a cena em mesas de bar, com final de copa o mundo.

Os atores também vibraram. "Estou extasiado por saber que as pessoas estão tendo essa reação. Ainda estou meio anestesiado", disse Fragoso, na época. "Eu acho que o Walcyr pegou todo mundo pelo amor. Acredito que a maioria se rendeu ao casal", completou Solano.

Sitcom chega ao país 

'Alô, doçura!' — Foto: Reprodução/IMDB

O Brasil ganhou sua primeira sitcom em 1953. Cassiano Gabus Mendes criou, roteirizou e dirigiu a história sobre as desventuras de um casal. “Alô, doçura!” teve outros nomes e outros protagonistas até virar sucesso com Eva Wilma e John Herbert.

Inspirada no seriado norte-americano "I Love Lucy", a comédia romântica foi ao ar até 1964 e formou o primeiro casal de atores da TV: Wilma e Herbert, apelidados de "casal doçura", se casaram e tiveram dois filhos juntos.

A televisão é das mulheres

O governador do estado da Guanabara, Carlos Lacerda é o convidado no programa de auditório 'O Mundo é das Mulheres', da TV Paulista, em São Paulo. Da esquerda para a direita: Wilma Bentivegna, Branca Ribeiro, Carlos Lacerda, Hebe Camargo, e de costas, Vida Alves, em foto de março de 1964 — Foto: Estadão Conteúdo/Arquivo

Nos primeiros cinco anos, a TV ainda era dominada pelos homens. Coube a Hebe Camargo a função de deixar as coisas mais equilibradas. Foi ela quem comandou, ao lado de Vida Alves e Wilma Bentivegna, a primeira atração voltada especialmente para o público feminino, o programa "O mundo é das mulheres", na TV Paulista.

Na atração, as apresentadoras entrevistavam personalidades em evidência, de políticos a artistas, e eram livres para falar sobre o que quisessem.

Foi o programa que consagrou Hebe como apresentadora. Presente na TV desde seus primeiros dias, ela fazia participações musicais em várias atrações. Foi só em 1966 que ela ganhou um programa próprio, aos domingos, na TV Record e se tornou líder de audiência.

É TETRA!

Copa de 70 foi primeiro evento transmitido ao vivo na televisão — Foto: Reprodução/Memória Globo

Quando Galvão Bueno narrou emocionadamente a final da Copa de 1994 ao lado de Pelé, a televisão já fazia transmissões de jogos de futebol há quase 40 anos. Os relatos sobre a primeira transmissão de futebol divergem entre 1954 e 1955, mas desde que passou a ser televisionado, ele acompanhou importantes avanços tecnológicos.

O maior marco foi com a Copa de 70, quando os espectadores puderam assistir a jogos ao vivo pela primeira vez. Na tela da Globo, ela marcou gols de audiência: o jogo entre Brasil e Inglaterra de 7 de junho teve índices mais altos do que a transmissão da chegada do homem à Lua, no ano anterior. Para assistir ao mundial, as pessoas correram para as lojas atrás de televisores.

Nasce a TV Globo

“Testando… testando… testando… No ar a ZYD-81, TV Globo, canal 4, Rio de Janeiro”.

Assim tinha início a TV Globo, no Rio de Janeiro, em 26 de abril de 1965. Localizada no Jardim Botânico, foi a primeira a construir um prédio próprio para uma emissora. A nova TV já estreou com uma grade diversificada: jornalismo, entretenimento, programas infantis, mesa redonda de futebol, programas de música e foco em novela. No mês seguinte, Roberto Marinho comprou a TV Paulista, que passou a se chamar TV Globo São Paulo.

A partir de então, a emissora não parou de crescer em audiência e relevância e aumentar sua presença pelo Brasil: Minas Gerais, Brasília e Pernambuco, além de um número crescente de afiliadas. Ela também liderou mudanças na televisão, como a primeira transmissão em rede nacional e as primeiras transmissões em cores.

Boa noite


Cid Moreira e Hilton Gomes — Foto: Memória Globo

“O Jornal Nacional da Rede Globo, um serviço de notícias integrando o Brasil novo, inaugura-se neste momento: imagem e som de todo o Brasil”.

Assim, a voz de Hilton Gomes apresentava, às 19h45 de 1º de setembro de 1969, a primeira edição do “Jornal Nacional”. O âncora dividia a bancada com Cid Moreira, que eternizou o "Boa noite" do jornalismo.

Criado pelo então diretor de jornalismo da Globo, Armando Nogueira, o “Jornal Nacional” tinha a missão de competir com o Repórter Esso e transformar a Globo em líder de audiência. Naquela primeira edição, noticiou o afastamento de Costa e Silva por problemas de saúde, o alargamento da Praia de Copacabana e a morte do campeão mundial dos pesos pesados, Rocky Marciano.

O clima nos bastidores da noite de estreia era de nervosismo. “Eu cheguei para apresentar o 'JN', vi aquele nervosismo, todo mundo preocupado. Fiz meu trabalho normal, porque eu ainda tinha na cabeça a ideia de locutor de rádio. No dia seguinte, saiu na capa de 'O Globo'. Tive a dimensão do significado", contou Cid Moreira ao Memória Globo.

O "JN" foi pioneiro em várias tecnologias que impactaram diretamente o conteúdo: foi o primeiro telejornal a ter alcance nacional, graças à rede de micro-ondas da Embratel e o primeiro com reportagens em cores.

E haja cor!

Cenas da novela, dos anos 1970: Paulo Gracindo e Lima Duarte nos mesmos papéis. — Foto: Divulgação

Foram necessários 20 anos até que a televisão finalmente pudesse ser transmitida ao vivo e a cores na casa dos brasileiros.

A virada para a década de 1970 marcou também os primeiros testes para transmitir imagens coloridas. A primeira tentativa bem-sucedida ocorreu em 19 de fevereiro de 1972, quando os espectadores assistiram a cobertura da Festa da Uva em Caxias do Sul. A escolha da uva não foi fruto do acaso: a festa era um evento importante no calendário turístico brasileiro e recebia os presidentes em sua abertura.

A corrida pela cor na televisão brasileira era resultado da modernização tecnológica, mas também da pressão dos militares no governo. Após passar no teste, a TV a cores foi inaugurada oficialmente em 31 de março daquele ano, com um pronunciamento do Ministro das Comunicações.

Mas o que mais fez sucesso a cores foi mesmo a primeira telenovela colorida a ir ao ar: “O bem-amado”, em 1973, pela Globo. A novidade gerou um rebuliço entre a equipe técnica, que ainda se adaptava aos novos equipamentos e à nova linguagem. Segundo dados do “Memória Globo”, algumas cenas precisaram ser repetidas muitas vezes porque as cores saturavam e as luzes estouravam.

Em pouquíssimo tempo, equipe e elenco aprenderam e deram a volta por cima: a novela foi premiada nacional e internacionalmente e se tornou a primeira a ser exportada. Estrelada por Paulo Gracindo, com texto de Dias Gomes e supervisão de Daniel Filho, tinha no elenco Lima Duarte, Emiliano Queiroz, Ida Gomes, Dirce Migliaccio e Milton Gonçalves.

São tantas emoções

Roberto Carlos em seu primeiro especial na Globo, em 1974 — Foto: Reprodução/Globo

O especial do Roberto Carlos, que coroa os finais de ano na Globo, são tradição antiga. A primeira edição ocorreu em 1974, na noite de Natal.

Naquele primeiro programa, ele recebeu Erasmo Carlos, Antônio Marcos, Paulo Gracindo e os personagens do programa infantil "Vila Sésamo".

Viva o jovem


'Malhação' estreou em 1995 — Foto: Christina Bocayuva/Globo

Em abril de 1995, estreou "Malhação", com a missão de falar sobre e para os jovens. Ela acompanhava a história de um menino do interior que chegava no Rio de Janeiro e precisa desbravar a cidade grande, enquanto morava em uma academia.

Com Danton Mello, Claudio Heinrich, Juliana Martins e Fernanda Rodrigues, a novela jovem falava sobre preconceito social e racial, separação de casais, ciúmes dos filhos, intrigas, relacionamentos amorosos e vários outros temas sem tabu.

Você na TV


Pipa, Andréia, Juliana e Elaine, semifinalistas do programa 'No Limite', em 2000 — Foto: Roberto Steinberger/Memória Globo

Em 2000, o público descobria um novo tipo de programa: o reality show. Em 23 de julho de 2000, Zeca Camargo apresentava "No Limite", que mostrava pessoas comuns confinadas, vivendo situações que exigiam resistência física e psicológica, disputando por um prêmio.

Os 12 participantes passavam por provas e desafios em uma praia de Fortaleza, no Ceará. Idealizado pelo diretor J.B. de Oliveira, o Boninho, ia ao ar aos domingos e teve quatro temporadas.

Mas o formato estourou mesmo dois anos depois, com a estreia do "Big Brother Brasil". Com direção geral de Boninho e Carlos Magalhães e apresentado por Pedro Bial e Marisa Orth, o programa confinava desconhecidos em uma casa com mais de 30 câmeras e um prêmio de R$ 500 mil.

A primeira edição registrou altos índices de audiência e o programa virou assunto nacional. A partir de então se tornou um franquia de sucesso e arrecadação crescente e abriu espaço para outros realities na televisão.
Primeiro Emmy



Fernanda Montenegro recebe o prêmio de melhor atriz no 41º Emmy Internacional. Cerimônia aconteceu nesta segunda (25) em NY, nos EUA. — Foto: Neilson Barnard/Getty Images/AFP

Em 2014, Fernanda Montenegro venceu o 41º Emmy Internacional, considerado o Oscar da televisão mundial, e foi a primeira brasileira a vencer na premiação.

Ela foi premiada por sua atuação no especial de fim de ano "Doce de mãe", da TV Globo. A vitória surpreendeu a atriz. "Achava-me fora do páreo. Eu vim tranquila porque achava que não iria acontecer nada. Agora eu estou nervosa (...) Estou feliz", ela disse após a cerimônia.

G1.Globno.Com 

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Silvio Santos É Eleito A Maior Personalidade Da Televisão

 


Silvio Santos é a maior personalidade da TV brasileira, segundo jornalistas 
- Foto: Roberto Nemanis/SBT

Apresentador e dono do SBT foi eleito por 20 jornalistas especializados em TV

Publicado em 18/09/2020 às 04:46

Silvio Santos é a maior personalidade da televisão brasileira em seus 70 anos, completados nesta sexta-feira (18), segundo enquete realizada pelo NaTelinha com os 20 principais jornalistas especializados no segmento.

Fizeram parte da votação os editores-chefes do site, Fabrício Falcheti e Diego Falcão, o diretor de jornalismo e conteúdo Sandro Nascimento e também os jornalistas convidados: Carla Bittencourt (Jornal Extra), Chico Barney (UOL), Cristina Padiglione (Folha/Telepadi), Daniel Castro (Notícias da TV), Esther Rocha (O Fuxico), Fábia Oliveira (Jornal O Dia), Fabíola Reipert (Record), Fefito (UOL), Flávio Ricco (R7), Gabriel Perline (Notícias da TV), Keila Jimenez (R7), Márcia Piovesan (Revista Ti-Ti-Ti e portal Márcia Piovesan), Maurício Stycer (UOL), Nelson Rubens (RedeTV!), Nilson Xavier (Teledramaturgia e TV História), Patrícia Kogut (Jornal O Globo) e Sônia Abrão (RedeTV!).

Esses 20 profissionais fizeram suas escolhas em uma lista de 35 nomes previamente selecionados pelo NaTelinha com base em estudos, conversas e trocas de informações com professores, jornalistas, diretores e executivos de TV. Foram eles: Ana Maria Braga, Bibi Ferreira, Carlos Alberto De Nóbrega, Chacrinha, Chico Anysio, Cid Moreira, Clodovil, Dercy Gonçalves, Fausto Silva, Fernanda Montenegro, Flávio Cavalcanti, Francisco Cuoco, Galvão Bueno, Glória Menezes, Glória Pires, Gugu Liberato, Hebe Camargo, Jô Soares, José Wilker, Laura Cardoso, Lima Duarte, Luciano do Valle, Marília Pera, Milton Gonçalves, Raul Gil, Regina Duarte, Renato Aragão, Ronald Golias, Ruth de Souza, Sérgio Chapelin, Silvio Santos, Tarcísio Meira, Tony Ramos, William Bonner e Xuxa Meneghel.

Silvio Santos foi o nome mais votado entre os jornalistas, recebendo oito votos. Em segundo lugar apareceu Hebe Camargo (três votos) e em terceiro Chacrinha (dois votos). Carlos Alberto de Nóbrega, Glória Pires, Gugu Liberato, Jô Soares, Renato Aragão, Tony Ramos e Xuxa Meneghel também foram mencionados.

Nascido na Lapa, bairro do Rio de Janeiro, Silvio Santos começou a trabalhar como camelô com seu irmão, Leon, pelas ruas da cidade carioca. Senor Abravanel (seu nome de batismo) vendia produtos de diversos tipos, como caneta, capa protetora e títulos eleitorais. Ali já mostrava ter o dom da comunicação.

Sua vida mudou quando um fiscal da prefeitura apreendeu sua mercadoria e lhe entregou um cartão de uma rádio. Após fazer o teste na Rádio Guanabara, ficou lá por pouco tempo e investiu em um sistema de alto-falantes nas barcas que levavam trabalhadores do Rio a Niterói. O projeto deu certo e ele partiu para São Paulo, fazendo seu primeiro programa na TV Paulista.

Na nova cidade, se aproximou de Manoel de Nóbrega, adquiriu o Baú da Felicidade e foi se consolidando como apresentador. Na década de 1970, trabalhou na Globo e alcançava altos índices de audiência, mas não foi o suficiente para mantê-lo no canal e se transferiu para TV Tupi.

Em 1981, Silvio conseguiu a licença do canal 4 de São Paulo e transformou a TVS em SBT (Sistema Brasileiro de Televisão). Em duas décadas, fez com que a empresa se tornasse a segunda maior emissora do país e chegou a incomodar a Globo diversas vezes.

Ao longo da carreira, fez sucesso com o Programa Silvio Santos, Topa Tudo por Dinheiro, Vamos Brincar de Forca, Show do Milhão, Casa dos Artistas, Topa ou Não Topa, Roda a Roda, Tentação, entre muitos outros. Pai de seis mulheres, o apresentador é casado com Iris Abravanel e já foi eleito o homem mais admirado do Brasil. No próximo dia 12 de dezembro, completa 90 anos de vida.

















M.NATELINHA.UOL.COM.BR

As Contratações Mais Bombásticas Em 70 Ano Da Televisão

 

Chico Anysio, Regina Duarte e Gugu Liberato: contratações causaram na TV

 - Reprodução/Montagem

 NaTelinha

A televisão  brasileira completa 70 anos de existência nesta sexta-feira (18), e ao longo dessas sete décadas, o que não faltaram foram contratações bombásticas e que surpreenderam o público.

Desde que a TV Tupi chegou ao Brasil em 1950, muita coisa mudou, é claro. A profissionalização do segmento aumentou, a responsabilidade também. Afinal, esse veículo de comunicação de massa cobre quase 100% dos lares brasileiros.

O NaTelinha relembra as contratações mais bombásticas desses últimos 70 anos. 

Confira:

Chico Anysio


Limpa na TV Rio pela Excelsior

Chico Anysio (1931-2012) e o diretor Carlos Manga (1928-2015).

No início da década de 1960, a TV Excelsior gozava de um dinheiro oriundo do Grupo Simonsen e não hesitava em investimentos na programação, o que fez com que ela, posteriormente, se afundasse em dívidas.

Mas antes disso acontecer, ela conseguiu contratar praticamente todo o casting da TV Rio do dia para a noite, como Chico Anysio (1931-2012) e o diretor Carlos Manga (1928-2015).

De acordo com a imprensa da época, a TV Excelsior chegou a pagar até seis vezes mais aos funcionários em relação a TV Rio.

Regina Duarte

Depois de ter feito nove novelas entre 1965 e 1969 na TV Excelsior, Regina Duarte chegava com muita pompa na Globo no final dos anos 60. À convite de Boni, ela aceitou protagonizar Véu de Noiva (1969) e caiu nas graças do público.

Dois anos mais tarde, protagonizou Minha Doce Namorada, que fez com que ela ganhasse o título de namoradinha do Brasil.

Os Trapalhões


Zacarias ,Mussum, Renato Aragão, e Dedé Santana,

Globo também faria, anos mais tarde, outra contratação que mudaria substancialmente sua programação: Os Trapalhões, que obtinha enorme sucesso na TV Tupi entre 1974 e 1977. O canal carioca quis minar a concorrente, que incomodava o Fantástico aos domingos, e colocou a trupe justamente antecedendo o Show da Vida, turbinando a audiência do jornalístico.

O quarteto formado por Renato Aragão, Dedé Santana, Mussum e Zacarias ficou no ar até até 1995, sem Zacarias e ,Mussum que faleceram.

O humorístico foi um grande sucesso nos domingos da Globo.

Rainha dos Baixinhos: Xuxa na Globo

A apresentadora Xuxa Meneghel ganhou notoriedade na extinta TV Manchete, e sua contratação pela Globo fez com que ela mudasse de patamar em 1986. O desempenho de Xuxa chamou a atenção da emissora, que lhe ofereceu um salário cerca de três vezes maior para mudar de casa. Ela aceitou.

Com a alta dos infantis do SBT, que surfava na onda do palhaço Bozo, Xuxa conseguiu marcar toda uma geração de crianças nas décadas de 80 e 90, expandindo seu sucesso também para outros países.
Quase 30 anos depois, Xuxa daria adeus (ou até logo) à emissora que lhe colocou no cenário internacional. Sem oportunidades na Globo, aceitou o convite da Record em 2015.

Os últimos cinco anos, Xuxa apresentou um programa com seu nome nas noites de segunda-feira e apresentou realities como o Dancing Brasil e The Four Brasil. O Programa Xuxa Meneghel estreou com toda a pompa nos estúdios do RecNov no Rio de Janeiro e ao vivo, exatamente como Xuxa queria, do seu jeito.

Devido a baixa audiência, no entanto, saiu do ar poucos meses depois. Posteriormente, a Record lhe ofereceu somente formatos, seguindo a mesma linha para outras estrelas da casa. Embora a rede do bispo Edir Macedo tenha investido alto na sua contratação, Xuxa está sem projetos e pode deixar a emissora no final do ano.

Gugu Liberato

Essa história muitos conhecem: fazendo enorme sucesso no SBT com o Viva Noite, Gugu Liberato (1959-2019) foi convidado pela Globo para comandar um programa aos domingos. E aceitou.

O fato ocorreu em 1988 e contou com uma inesquecível reviravolta. Depois de Silvio Santos ter descoberto um problema em suas cordas vocais naquele ano, convenceu não só Gugu a ficar, mas também a Globo a desistir. Ele foi até o Rio de Janeiro falar com Roberto Marinho para manter seu pupilo no canal.

A Globo se interessou no passe do então jovem Gugu porque viu nele a possibilidade de vencer Silvio Santos aos domingos. Esse era o único dia que a Globo não conseguia reinar em absoluto. 

Gugu na Record

Em 2009, no entanto, Gugu acabou se mudando de emissora, mas não para a Globo. Ele aceitou uma oferta da Record. E não foi por pouco. Estima-se que Gugu recebia R$ 3 milhões mensais em um contrato de oito anos.

No entanto, a falta de investimentos em seu programa e até suas derrotas para o SBT fizeram com que o loiro tivesse seu contrato rescindido em 2013. Ele voltaria ainda em 2015 e ficou até o ano passado apresentando realities como o Power Couple Brasil e o Canta Comigo, quando faleceu.

Ratinho

Depois de ser revelado pela CNT no início dos anos 1990, Carlos Massa, o Ratinho, se mudou para a Record onde começou a fazer grande sucesso no horário nobre. O "roedor" não raramente batia a Globo no Ibope pelo canal de Edir Macedo, principalmente às quintas-feiras.

Sua alta popularidade chamou a atenção de Silvio Santos, que lhe ofereceu um programa nos mesmos moldes da Record e diário. Prontamente, Carlos Massa aceitou e está no ar até nos dias de hoje.

Há 22 anos, ele fazia sua estreia na emissora e Silvio Santos negociou pessoalmente sua multa contratual. De R$ 44 milhões, pagou R$ 14 milhões à vista.

Jô Soares

Há 33 anos, Jô Soares era o artista mais bem pago da TV brasileira depois de assinar com o SBT. Ele estava na Globo desde os anos 70, mas vinha insatisfeito por não conseguir emplacar um programa de entrevistas.

Além de ganhar um talk-show, gênero que acabou sendo difundido no país desde então, Jô também ganhou um humorístico, o Veja o Gordo.

No SBT, Jô Soares ficou até o final de 1999 e retornou para a Globo em 2000, assumindo o Programa do Jô, que perdurou até 2016.

Faustão

O grande nome para tirar a hegemonia do SBT aos domingos foi Fausto Silva. Ele, que apresentava o Perdidos na Noite e Safenados e Safadinhos na Band, era a aposta da Globo para reerguer sua audiência contra Silvio Santos.

Em 1989, a Globo estreava o Domingão do Faustão. E conseguiu o que queria: o primeiro lugar.

Apesar de alguns percalços no meio do caminho, como as grandes batalhas por audiência contra Gugu Liberato, o Domingão do Faustão é líder de audiência até hoje. E sem sustos.

Faustão se firmou como um dos grandes nomes do canal e tem o programa de auditório mais assistido da televisão brasileira.

M.NATLINHA.UOL.COM.BR