Cléo Pires
A atriz Cléo Pires já teve meningite e precisou ficar "de molho" por alguns dias.
Carolina Mesquita
1 - O que é meningite?
É uma inflamação da membrana que envolve todo o sistema nervoso central, atingindo o cérebro e a coluna vertebral. A meningite bacteriana é causada por algumas bactérias como meningococo e pneumococo ou hemófilos. Geralmente, essa é a forma mais grave da doença. A meningite viral costuma ser branda e há vários vírus que causam a doença, inclusive o do herpes, que a torna mais séria. Também há meningite causada por fungos, porém pouco comum.
2 - Como a doença é contraída?
Pelo ar direto com secreções da garganta ou do nariz de pessoas infectadas.
3 - Quais os sintomas?
Dor de cabeça forte, principalmente na nuca, vômitos em jatos, fotofobia (não consegue olhar para a luz), febre e em alguns casos, manchas pelo corpo, tornando o quadro mais grave. Por isso, ao primeiro sintoma, é muito importante procurar um médico.
4 - Como é feito o diagnóstico?
O exame de liquor (retira-se uma quantidade de líquido da espinha) é o principal e mais eficaz.Entretanto, outros exames podem ser solicitados para avaliar alguma complicação.
5 - E o tratamento?
Ambas devem ser tratadas imediatamente:
- Meningite bacteriana: precisa de internação, antibiótico, de preferência na veia, de 10 a 14 dias.
- Meningite viral: se não for causada pelo vírus do herpes, que possui medicamento específico, prescreve-se medicamento para dor, para febre, ou seja, se combate os sintomas.
6 - Geralmente a doença deixa sequelas?
Não. A maioria dos casos não deixa sequelas, isso só acontece se a doença não for tratada a tempo. Mas vale ressaltar que a bacteriana e a causada pelo vírus do herpes são as mais graves e podem deixar sequelas. E há alguns casos que podem levar à morte.
7 - Dá para prevenir?
A meningite causada pelas bactérias hemófilos, meningococo e pneumococo pode ser evitada por meio de vacinas já existentes. Algumas dessas doses já são obrigatórias pelo Ministério da Saúde. Quando há algum diagnóstico, a saúde pública vai à casa da pessoa e até mesmo em escolas ou creches para fazer um trabalho de prevenção, prescrevendo antibiótico, por exemplo.
Por Carolina Mesquita
Publicado na revista 7 Dias

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