quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Quando O Horário Permite...

Relembre as novelas ousadas das onze que fizeram sucesso e abriram espaço para inovações na dramaturgia

O Astro (2011)

Rodrigo Lombardi

Depois de sofrer um golpe e ficar preso por oito anos, Herculano (Rodrigo Lombardi) aprendeu a arte do ilusionismo e desenvolveu o dom da vidência. Dando a volta por cima, ele ficou famoso e se apaixonou por Amanda (Carolina Ferraz), porém, mesmo com a nova fase de sua vida, ele teve que lidar com os fantasmas de seu passado. A primeira versão da novela foi escrita por Janete Clair, em 1977.

Gabriela (2012)

Juliana Paes

Esbanjando sensualidade, Gabriela (Juliana Paes) deixou o sertão e foi morar na cidade de Ilhéus onde se apaixonou por Nacib (Humberto Martins). Porém ninguém conseguiu domar sua personalidade selvagem e ela causou muitas confusões na cidade. Na primeira versão da novela, exibida em 1975, Gabriela foi vivida pela inesquecível Sônia Braga.

Verdades Secretas (2015)

Rodrigo Lombardi e Camila Queiroz

Contou a história de Arlete (Camila Queiroz), uma jovem de 16 anos, que depois da separação dos pais, se mudou para São Paulo e começou a trabalhar como modelo. Tentando realizar seu sonho de brilhar nas passarelas e ajudar a situação financeira da avó, ela começou a fazer o book rosa, uma espécie de prostituição de luxo só com modelos. Manipulada por Fany (Marieta Severo), a garota mudou seu nome para Angel e se apaixonou pelo milionário Alexandre (Rodrigo Lombardi), um homem controlador que passou a tratá-la como objeto de desejo. A novela mostrou a decadência física e moral das pessoas em nome do dinheiro.

O Rebu (2014)

Patrícia Pillar, Daniel de Oliveira, Shophie Charlotte e Michel Noher

Baseado em uma novela de 1974, a trama policial contou a história de um crime: o corpo de Bruno (Daniel de Oliveira) foi encontrado em uma piscina durante uma festa na mansão de Ângela (Patrícia Pillar). Os convidados da festa eram todos suspeitos e possuíam interesses e conspirações, deixando o clima de suspense até o final da novela!

Texto: Lucia Ferreira/Colaboradora

Publicado na revista Guia da TV n/n 544

As Vilãs De Walcyr Carrasco

Relembre as maldosas que tocaram o terror nas novelas do autor

Priscila Fantin
Olga
Novela: Chocolate com Pimenta (2003)

Mimada, Olga era apaixonada por Danilo (Murilo Benício), e transformou a vida de Ana Francisca (Mariana Ximenes) em um inferno. No fim, ela desceu do salto e viveu um amor com Peixoto (Ângelo Paes Leme).

Flávia Alessandra
Cristina 
Novela: Alma Gêmea (2005)

Ambiciosa, Cristina tentou a todo custo conquistar Rafael (Eduardo Moscovis). A vilã tinha muita inveja de Serena (Priscila Fantin), por ser uma pessoa de coração bom.Cristina queria dinheiro e poder a todo custo.

Vanessa Giácomo
Aline
Novela: Amor à Vida (2013)

Vingativa, Aline se tornou secretária de César Khoury (Antonio Fagundes) para se vingar dele. Ela acreditava que o empresário havia acabado com sua família no passado, por isso decidiu destruir os Khoury de uma vez por todas.

Marieta Severo
Fany
Novela: Verdades Secretas (2015)

Ela comandava uma agência de modelos que fazia o book rosa (uma forma de prostituição de luxo só com modelos).Manipuladora, ela enganava meninas menores de idade, como Arlete (Camila Queiroz) e ganhava muito dinheiro com elas.


Grazi Massafera
Lívia
Novela: Outro Lado do Paraíso (2017)

Com estreia prevista para o final de outubro, a nova trama das nove vai falar sobre a lei do retorno, explorando como pagamos por aquilo que fazemos. Ao lado de Sophia (Marieta Severo), Lívia promete aprontar muito!

Texto: Lucia Ferreira/Colaboradora

Publicado na revista Guia da TV-n/n 544


Comentários Edificantes





Nane disse:

Excelente texto e explicação das duas versões.


Em 22 de fevereiro de 2017

Em Personagens da Novela Escrava Isaura
Em 04 de  maio de 2016

Acervo: As Novelas e Seus Personagens. 

Onaldo Queiroga - Saudade


O que é saudade? Como sabemos esse vocábulo não possui tradução literal em diversas línguas. Mas é a palavra mais utilizada pelos poetas da língua portuguesa, principalmente, quando escrevem sobre o amor, sobre momentos felizes e inesquecíveis, os quais ficam tatuados na alma, fazendo com que o nosso âmago perenemente sinta vontade de revivê-los.

Contam que a saudade emergiu no Brasil nos instantes de solidão dos portugueses que para aqui vieram, mas que jamais esqueceram de sua terra e seus familiares. A distância e a melancolia criaram a saudade. Ela nos remete as lembranças de momentos felizes já vividos, contudo, deixa em nós, estranhamente, a sensação de tristeza.

Para Mário Quintana, a saudade "é o que faz as coisas pararem no tempo". Certeza e acrescento que só acredito em saudade de coisas boas e, por isso, temos que ter cuidado,haja vista que devemos nos alimentar da saudade para relembrar instantes que nos trouxeram felicidade, porém, não podemos deixar que a saudade nos domine, pois há o risco dela nos paralisar nas lembranças desses momentos e aí nos levar a acreditar que não mais somos capazes de viver outros instantes de regozijo. E aí a saudade que inicialmente se vestiu de ledice, abruptamente nos conduz para o antagônico mundo da desolação.

Na vida tudo tem que ter equilíbrio. Viver a saudade também exige dosagem de autocontrole. Mas o importante é que a saudade é fonte inesgotável de inspiração para os poetas, e, como diz Peninha: "Saudade é melhor do que caminhar vazio".

Devemos sempre matar a saudade, ou seja, tornar as lembranças em momentos de alegria, mas nunca permitir que a saudade mate a gente.

Onaldo Queiroga
Juiz de Direito

Publicado no jornal Correio da Paraíba
Edição de 16 de setembro de 2017
Opinião.

Calçadas Ocupadas

Está cada vez mais impossível caminhar pelo Centro de João Pessoa. Os ambulantes dominam as calçadas, principalmente na subida do Viaduto Terceirão, no Anel Externo da Lagoa. E, para piorar, muitos comerciantes incomodados com a concorrência dos camelôs, também decidiram ocupar calçadas com manequins e bancas das lojas. Desrespeito total com o cidadão.

Rita de S.Ferreira, aposentada
De João Pessoa.

Publicado no jornal Correio da Paraíba
Edição de 17 de setembro de 2017
Espaço do Leitor.
Opinião 

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Dan Stulbach

Ator versátil e exigente

Dan Stulbach
Dan Stulbach gosta de escolher bem os personagens que faz na TV e adora se aventurar também na apresentação de programas.
Com 20 anos de carreira,ele voltou às novelas após um hiato de cinco anos e incursões como apresentador de televisão no Encontro com Fátima Bernardes (cobrindo férias da apresentadora) e no último ano do CQC, na Bandeirantes.

Teatro na escola


Dan Stulbach comemora 20 anos do teatro Tangerina
Como boa parte dos atores, ele iniciou a carreira no teatro, nos tempos em que estudava no renomado Colégio Rio Branco,em São Paulo. Depois, na época da faculdade de Comunicação Social na ESPM, fundou o grupo teatral Tangerina, que existe até hoje! Com fárias peças no currículo e prêmios de melhor ator, Dan estreou na televisão em 1997.

E na telinha

1997A Amor Está no Ar

Bazilio Calazans Renato Rabello, Gilles Gwizdek e Dan Stulbach 
Dan Stulbach como Horácio na novela O Amor Está no Ar
O seu primeiro papel foi pequeno, em O Amor Está no Ar, como o personagem Horácio.

2003 - Mulheres Apaixonadas

Helena Ranaldi e Dan Stulbach 
Dan Stulbach como Marcos em Mulheres Apaixonadas
Mas o grande destaque mesmo veio em 2003, quando deu vida ao violento Marcos, de Mulheres Apaixonadas, em que batia na mulher ( Helena Ranaldi) com a raquete de tênis.  

2004 - Senhora do Destino

Dan Stulbach como Edgar na novela Senhora do Destino 
O chef Edgar, vivido por Dan Stulbach, que se apaixonou por Isabel (Carolina Dieckmann). 

2006 - JK 

Dan Stulbach como Zinque na minissérie JK
Personagem fictício, filho de Licurgo(Luis Melo) e Maria( Cássia Kis). Sofre com a violência do pai. Casa-se com Madalena(Ana Cecília Costa).Depois de viúvo, volta a se casar com a prima Salomé(Deborah Evelyn), com quem mantém uma relação de irmão. Quando ela engravida, assume a paternidade de seu filho. Seu grande sonho é seguir a vida religiosa, mas é impedido pelo pai.

2008 - Queridos Amigos

Dan Stulbach como Léo na minissérie Queridos Amigos
Léo (Dan Stulbach) é um homem inteligente, generoso e melancólico. Apesar do sucesso que conquistou profissionalmente, nunca se sentiu satisfeito. Rico e sofisticado, ele mora há anos na Serra da Cantareira (SP), onde vive isolado ao lado da jovem Karina (Mayana Neiva).Ao descobrir que está doente e que tem pouco tempo de vida, Léo fica obcecado em reviver seus antigos ideais e reúne, em uma festa, um grupo de amigos afastados há tempos. Todos, direta ou indiretamente, se envolveram com política nos anos 70, durante o regime militar.

2011 -  Fina Estampa

Dan Stulbach como Paulo, na novela Fina Estampa
Ele interpreta Paulo Buarque que é irmão de Tereza Cristina (Christiane Torloni) e empresário da grife Fio Carioca, é casado com a estilista Esther (Júlia Lemmertz), com quem tem uma relação apaixonada. Estéril, não apoia a mulher quando ela procura a médica Danielle (Renata Sorrah) para tentar realizar o sonho de ser mãe. Conta com os conselhos do cunhado e amigo Renê (Dalton Vigh) para enfrentar a crise em seu casamento. 

2015 -  Os Experientes

Dan Stulbach e Juca de Oliveira
Dan Stulbach como Luiz na minissérie Os Experientes 
No terceiro episódio (O Primeiro Dia), de Os Experientes, Juca e Oliveira e Dan Stulbach dão corpo e alma a uma emocionante relação entre pai e filho,Seu filho Luiz (Dan Stulbach), 50 anos, durante o enterro do pai, se lembrará de cada minuto do último dia com o pai, que também terá sido o primeiro que passaram realmente juntos.

Horário Nobre

Agora, na pele do bom moço Eugênio Garcia, na trama A Força do Querer, Dan só tem recebido elogios."É o cara mais honesto que já fiz. É importante nesse momento do País fazer um personagem integro", afirmou o ator, em entrevista recente ao site UOL.

2017 -  A Força do Querer

Fiuk, Maria Fernanda Cândida,  Dan Stulbach e Carol Duarte
Dan Stulbach como Eugênio na novela A Força do Querer
Ele interpreta o advogado da diretoria da empresa familiar junto com o irmão Eurico. Sério, bonitão, cavalheiro, aquele tipo de homem que costuma ser apontado como marido modelo.Casado com a fútil Joyce (Maria Fernanda Cândida), são pais dedicados de Ruy (Fiuk) e Ivana (Carol Duarte), que se revelará trans homem e causará um conflito familiar.

Você sabia?

Dan é de uma família de judeus poloneses e cresceu ouvindo a língua polonesa e as histórias do avô.

"Fiz poucas novelas e fiquei um tempo longe porque as oportunidades que pintaram não tinham nada a ver comigo. O fato de A Força do Querer ser da Gloria me influenciou, sim", Dan Stulbach sobre sua volta às novelas, ao site UOL.mundo novelas-

Texto: Flavia Serra

Publicado na revista TV Brasil n/n 910
Trajetória
Fotos: Globo/Divulgação-Gshow - Globo.com-Viva-Reprodução/TV Globo-Famosos - Cultura Mix-Memória Global

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Aventura E Romance



Armação Ilimitada inaugurou uma nova linguagem na televisão e marcou uma geração de jovens que buscava liberdade de expressão.

André de Biase e Kadu Moliterno
A ditadura militar ainda imperava no Brasil, mas a esperança de uma volta de democracia e a expectativa da liberdade contagiavam o povo em 1985. Foi neste cenário que surgiu o seriado Armação Ilimitada.

Liberou geral

André de Biase, Andréa Beltrão e Kadu Moliterno
A atração é considerada uma das mais influentes e inovadoras da telinha e tocou em temas que até então, não eram mostrados. Um bom exemplo era o triângulo amoroso entre os protagonistas, uma revolução para a época.

Profissão perigo

Kadu Moliterno e André de Biase
A trama grava em torno das aventuras dos jovens surfistas Juba (Kadu Moliterno) e Lula (André de Biase), sócios na empresa Armação Ilimitada, que prestava todo tipo de serviço, principalmente, na área de esportes radicais e como dublês em cenas perigosas. Amigos de infância, os rapazes viviam em um transado estúdio de TV abandonado. Só que eles se apaixonaram pela antenada jornalista Zelda Scott ( Andréa Beltrão).

Trio da pesada

André de Biase,Andréa Beltrão e Kadu Moliterno
A moça também se encantou por Juba e Lula ao mesmo tempo e, após algumas disputas, ela decidiu que ficaria com os dois. Assim, o trio passou a viver junto num relacionamento amoroso bem resolvido e cheio de grandes aventuras.

Super Bacana
 
Kadu Moliterno,Andréa Beltrão, Jonas Torres e André de Biase
Juba e Lula adotaram o esperto Bacana (Jonas Torres), garotinho que ficou órfão e entrou na onda da família moderninha. Assim como os papais adotivos, ele também curtia uma aventura radical.

André de Biase, Catarina Abdalla e Kadu Moliterno
Catarina Abdalla era a fogosa e moderninha Ronalda Cristina

Francisco Millani e Andréa Beltrão
Francisco Millani era o chefe carrasco de Zelda, editor do Correio do Crepúsculo, que sempre discutia com a moça.

Curiosidades

Armação Ilimitada era gravada com apenas uma câmera, assim como os videoclipes, que estavam se popularizando naqueles anos. Vários elementos da cultura pop também eram usados, como das histórias em quadrinhos. Zelda aparecia nua em algumas cenas, apenas coberta com tarjas pretas escondendo as partes íntimas, outro recurso inovador adotado.

E em breve vai dar para matar um pouco da saudade. Kadu e André estão preparando um longa, inspirado no seriado "Vem aí A Última Aventura". Juba e Lula se reencontram após 30 anos para a saga mais louca de suas vidas", explica Biase, ao UOL. Ele ainda relembrou o sucesso da série. "Éramos quase como a Xuxa, Fazíamos shows pelo Brasil e gravamos disco. A gente recebia cada proposta louca. Tinha até mãe querendo 'vender' a filha. Foi uma época maravilhosa e de muito trabalho", disse ele.

O título do seriado veio a partir da combinação das palavras 'ar', 'mar' e 'ação' que foram associadas à gíria 'armação', popularizada naquela época. 

Ficha técnica

Emissora: Rede Globo
Exibição: 15/05/1985 à 08/12/1988
Autor: Vários
Horário: sextas às 21h20
Episódios: 40.

Texto: Flavia Serra

Publicado na revista TV Brasil n/n 910
Memória
Fotos:Globo/Divulgação-Patricia Kogut-Astros em Revista-brogger-TV Foco-Gente - iG-Juliana Coutinho/Divulgação.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Laura Cardoso - A Sociedade Não Me Via Com Dignidade

Ás véspera de completar 90 anos, Laura Cardoso relembra preconceitos, reafirma seu entusiasmo pelo trabalho e confessa suas paixões: o bisneto, o chocolate e um amor proibido.
Laura Cardoso
"Por favor, me chame de você. Se não vou me sentir muito velha..."brinca Laura Cardoso, do outro lado da linha.Prestes a completar 90 anos, na próxima quarta-feira, dia 13, e já com 75 de carreira, a veterana não gosta de ser tratada por "dona" nem "senhora". Esbanjando vitalidade, é uma das atrizes mais produtivas de sua geração - em março, despediu-se do horário das seis como a vilã Dona Sinhá, de "Sol Nascente", e já volta ao ar em outubro nas pele de Caetana, dona de um bordel em "O outro lado do Paraíso", próxima novela das nove. Nesta entrevista, a paulistana Laurinda de Jesus Cardoso Baleroni repassa sua história pessoal e sua trajetória artística com orgulho, mas sem saudosismos: "Estou sempre de olho no futuro".

Vai haver uma grande festa pelos seus 90 anos?
(Risos). Só um jantarzinho em família... Não sou tão festeira, mas gosto de celebrar. Um bolinho não pode faltar! É interessante chegar aos 90 cercada de quem eu gosto, com saúde e ativa. Amo muito e respeito o meu ofício. Nunca sinto cansaço para trabalhar! É claro que não tenho a força muscular dos 30, 40, 50 anos. Mas ainda me sinto bem. E muito, muito contente por estar trabalhando.

Tens cuidados especiais com a alimentação? Costuma se exercitar?
Eu sou indisciplinada, viu? Gosto muito de andar, conhecer os lugares a pé. Mas não sigo dieta alguma. Como o que eu gosto, quando eu quero. Graças a Deus, não tenho diabetes nem pressão alta, minha genética portuguesa é muito boa!Agora, sou louca por doces, chocolate!Como muito e depois passo mal. E nunca fui de beber, meu corpo não aceita bem. Só de vez em quando é que eu tomo meia taça de vinho branco.  

Você é uma das poucas atrizes de sua geração que não passaram por cirurgias plásticas, certo?
Tinha uma colega que dizia que minha autoestima era grande, porque eu sempre confiei na minha cara do jeito que estava (riso). Não tenho problema algum com minhas rugas. Meu rosto reflete a minha vida, a minha alma, o que amei, o que sofri...Eu me gosto assim.

Considera-se uma mulher bonita?
Olha, gosto mais de ser chamada de inteligente que de bonitinha. Eu diria que sou charmosa...Prefiro que enxerguem minha beleza interior.

Dona Sinhá, de "Sol Nascente", subvertem a ideia de que os velhinhos são fofinhos. Era uma pilantra!
Ah, eu adorei fazer, e o público adorou assistir, né? Ela era bem vibrante, foi uma desconstrução mesmo. Tem muito idoso mau-caráter por aí, como a Sinhá.

Gosta do termo "melhor idade" para definir a velhice?
As pessoas tratam o idoso como se ele fosse um robozinho. É um tal de "senta aí", "come isso", "faz aquilo"... Nunca fui vítima de grosserias, as pessoas se dirigem a mim com carinho e respeito. Mas não tem essa de "melhor idade", não! De melhor, a essa altura do campeonato, só a experiência adquirida. Eu amo a juventude, a mocidade! Hoje, não tenho mais a força muscular e a pele bonita de anos atrás. É muito diferente!Acho que é o jeito com que você leva a vida que faz a idade ser melhor ou pior, seja na velhice ou na mocidade.

Seu afastamento da novela, por conta de uma infecção urinária, preocupou...
Pois é, foram dois meses, ou mais, longe. O diretor e o autor me esperaram ficar boa. Isso para mim foi um presentão! Fiquei aflita para voltar a gravar.

Costuma contar quantas novelas, peças e filmes fez?
Não, nunca conto. Soube que sou a segunda no ranking de atrizes que mais fizeram novelas, só fico atrás de Ana Rosa.

Desses 75 anos de carreira, o que foi mais emocionante?
O que eu mais amo é ser reconhecida pelo público, receber aplausos. Sinto que esse carinho é sincero.Acho que sou uma das atrizes mais premiadas do Brasil.

Teve alguma decepção?
É incrível, mas na minha carreira não houve tristezas. Só ficava cabisbaixa quando não era escalada. Sempre trabalhei continuamente. Quando estou descansando, quero logo voltar.

Aposentadoria, então, nem pensar?
Ah,não sou muito de férias nem de aposentadoria. Acho que, se você parar, morre alguma coisa por dentro. Trabalho é vida, faz a cabeça e o corpo funcionarem, o coração pulsar forte.

O que gosta de fazer quando não está trabalhando?
Gosto muito de ler, desde pequeninha. É um hábito que cultivei com meu pai. Leio dois, três livros ao mesmo tempo. Também adoro cinema. Mas tenho viajado bastante, ultimamente, para uma casa de campo que tenho aqui em São Paulo, entre Sorocaba e Itu.

Na capital, você mora sozinha?
Agora, moro com uma filha, a Fernanda, de 55 anos. A outra, Fátima, de 60, mora no meu prédio. Fiquei viúva muito cedo (Laura foi casada com o ator, roteirista, diretor e produtor de TV Fernando Baleroni por 34 anos, ele morreu em 1980).

Você teme a solidão?
Ah, não acho nem um pouco bom, não. A gente tem que ter gente por perto para olhar, conversar, discutir, amar... O ser humano, definitivamente, não nasceu para ficar sozinho. Por um tempinho, pode até ser.

Você tem duas filhas, duas netas (Adriana, de 39 anos e Cláudia, de 40) e um bisneto (Fernando, de 17). Ele é o único homem da família, certo?
Laura com o bisneto Fernando e uma colherada de chocolate
É, e sou muito apaixonada por ele!Digo que Fernando é o meu último caso de amor. Paparico mesmo!Esse menino é o rei para mim. Quando ele nasceu, fiquei muito contente. É que eu já estava meio cheia daquela mulherada toda (riso)...Entre Fátima e Fernanda, cheguei a ter um menino, mas ele morreu bebê, logo depois que veio ao mundo, por um problema sanguíneo.

Chegou a renunciar muito da convivência com suas filhas pelo trabalho? E se culpou por isso?
Eu e uma porção de colegas atrizes que tiveram filhos. Mas eu não me arrependo de ter me dedicado demais ao trabalho, à carreira. Tive sorte por ter uma mãe maravilhosa, santa, que ficou ao meu lado, me ajudando com as meninas. Elas reclamavam da minha falta. Hoje, vivemos grudadinhas. Minha família sempre teve orgulho de mm. Ficam muito felizes quando recebo um prêmio.

Antigamente, atrizes eram vistas como prostitutas. Você chegou a sofrer preconceito?
Passei por isso, sim. A sociedade não me via com dignidade, mas eu não dava a mínima. Hoje, a profissão se cerca de um glamour até exagerado. As pessoas acham que todo ator é milionário e tem uma vida perfeita. Não somos intocáveis. Também vamos para o hospital, casamos, descasamos, ficamos desempregados...Nunca me deslumbrei. Nasci pobre, filha de pais comerciantes. Sempre sonhei, mas nunca tirei os pés do chão.

Sempre teve personalidade forte?
Digo que sou feminista desde garotinha. Sempre fui à frente do meu tempo. Sou arrojada, corajosa, lutadora. Eu lutei pela minha carreira. Nem minha mãe queria que eu fosse atriz, e eu segui meu caminho como escolhi. Comecei com 15 para 16 anos, no rádio.

Já presenciou ou sofreu assédio?
Nunca sofri nada, mas já vi muita coisa que me deixava indignada. Quem assedia é doente.

Você viu o rádio perder espaço para a TV; agora, a TV vem sendo engolida pela internet. É o fim de mais uma era?
O rádio não morreu, tem programas fantásticos! A televisão também tem seu espaço garantido.Assim como a internet. Eu, na realidade, não sei nada de internet, não entra na minha cabeça. Não entendo de rede social e nem quero aprender. E, nesse negócio de celular, só sei falar "alô" e "até logo".Uso pouco.
Laura Cardoso e Lima Duarte
"O outro lado do Paraíso" é seu reencontro com o autor Walcy Carrasco depois do sucesso em "Gabriela (2012).Já está se preparando para o novo papel?
Tenho estudado o texto, pesquisado de onde veio Caetana. Vai ser só uma participação especial, mas, antes de toda estreia, sempre dá aquele friozinho na barriga. Fico insegura até hoje. Estou na maior expectativa porque vai ser um grande encontro: eu, Fernanda Montenegro, (a Mercedes) e Lima Duarte ( o Josafá). Somos muito amigos, há muitos anos, e nunca trabalhamos os três juntos.

Caetana começou a novela muito doente e acabou morrendo. Você tem medo de morte?
A ciência diz:"morreu, acabou". As religiões afirma que a vida continua em outra dimensão. Eu estou acreditando em tudo e não tenho medo de nada. É bobagem porque, quando a morte vem, não tem para onde correr.

Você já viveu algum triângulo amoroso, como acontecerá com Caetana, Josafá e Mercedes na trama?
Ah, a gente passa por essas coisas na vida, sim (risos). Fernando foi o meu primeiro amor, mas não o único, não posso mentir. Isso é coisa de novela e cinema. Depois que ele se foi, não me envolvi com ninguém. Aquele que eu queria já era comprometido. Aí ficou só no pensamento...Mas nunca traía meu marido.

A questão do desejo,do prazer, também cessou?
Eu preenchi minha vida com outras alegrias, me realizo de outras maneiras.

Falta interpretar algum tipo de personagem que ainda não teve oportunidade?
Ah, deve faltar (risos). Eu faria um papel homossexual com a maior boa vontade e profissionalismo.Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg não foram bem aceitas em "Babilônia" (na novela, as duas atrizes viviam m casal lésbico).Eu não via o porquê disso, elas só estavam interpretando o que acontece na vida real. Eu não tenho preconceito, comigo não tem essa besteira. Acho que cada um vive a sua vida do jeito que quer e gosta. Qual o problema em dar um beijo numa colega em cena?

Você é saudosista? Gostaria de voltar no tempo para reviver alguma coisa que ficou para trás?
Minha vida foi boa, cheia de experiencias...Teve altos e baixos, amores, desamores. Lembro de muita coisa com alegria, foi tudo muito bom na minha época. Mas estou sempre de olho no futuro.

A atriz na pele de Dona Sinhá em "Sol Nascente"

Em cena com Maitê Proença na novela "Gabriela"

Na mesa com as filhas Fátima e Fernanda

Com o marido Fernando Baleroni

Por Naiara Andrade

Publicada na revista da TV
Jornal Correio da Paraíba
Edição de 10/09/2017
Fotos: Noticiasdetv.com

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Germano Romero - Flores E Espinhos

Se as flores sorriem exalando poesia e esperança, sugerindo gratidão pelas bênçãos deste Universo fantástico, regido por leis perfeitas e imutáveis, por que nós também não aprendemos a sorrir para a vida, para as pessoas ao nosso redor? É tão agradável receber um cumprimento de alguém que passa, um aceno, um olhar de afeto, ouvir um suave "bom dia".

Da mesma forma que vislumbramos os encantos da existência na chuva que cai, no amanhecer radioso, na lua que cintila, na brisa que afaga, há nas pessoas o brilho do ser, da intuição amorosa e vibrações de afeto. É só cultivá-las,buscá-las em si e nos outros, desarmando-se, desabrochando-se. Isso! É preciso aprender a desabrochar.

Mas, há tantos que isso ignoram. Que preferem a rudeza, a distância, a redoma do orgulho e do individualismo.

Ao entrar na reitoria, acompanhado de papel, onde íamos resolver assuntos de cadastro, nos deparamos no lobby com uma voz bem humorada que logo nos recebeu com um "bom dia", meu bem!".Era uma funcionária da recepção. À qual respondemos no mesmo tom que brilhava lá fora, na primavera. Mais adiante, no corredor, comentei: "Como é bom receber um bom dia assim...!

Ao voltar, depois de resolvidas as burocracias, encontramos a moça que nos cumprimentara, na porta de entrada. Aproveitamos para elogiar a forma bem humorada de seu "bom dia, meu bem"!

Então ela disse: "Mas, vocês sabiam que tem gente que não gosta?"Como assim, Edna?" -  (esse era o seu nome). "Pois é, um dia desses, cumprimentei uma senhora que entrou aqui, dizendo "bom dia", querida", e ela veio a mim, bem perto, e perguntou: "Você me conhece de onde? Eu não gosto desse tipo de intimidade".

Pois é, Edna, a natureza é assim... Há rosas, orquídeas, petúnias e dálias. Mas também há os cactos e muitos espinhos. Cabe a cada um perfumar sua manhã com amor, ou manchá-la com a dor.

Germano Romeo é arquiteto e bacharel e Música.

Publicado no jornal Correio da Paraíba
Edição de 08 de setembro de 2017
Opinião

Estevam Fernandes - Vida De Pescador


É interessante como podemos estabelecer uma analogia pedagógica entre o mar e a vida, entre um pescador no seu barco e o nosso esforço pela sobrevivência.No mar, o pescador luta contra as ondas. A habilidade dele está não apenas em saber pescar, mas também em lidar com os ventos contrários e as águas revoltas. Nisto está a sua sobrevivência. Em terra, também nos deparamos com os ventos contrários e as ondas revoltas.

O pescador aprende desde cedo que o mar é cheio de surpresas. Às vezes, ele está calmo e sereno. De repente, sobrevém uma tempestade.A vida também é cheia de surpresas.Quando tudo parece calmo e tranquilo, somos surpreendidos por uma tempestade. São as ondas furiosas que vêm trazendo enfermidades, desemprego, separação, angústia e tanto outros males.

Além do barco e da rede para pescar, o pescador precisa de duas outras virtudes: a paciência e a experiência. Também precisamos ter paciência. Toda crise é passageira. O desespero é próprio dos imaturos, e a pressa é o suicídio existencial dos que não sabem esperar.

Finalmente, aprendemos com o pescador que há momentos em que os recursos pessoais e os equipamentos do barco não são suficientes para enfrentar as ondas violentas. Quando o mar está muito bravio, somente uma força maior do que os ventos e o rebuliço das águas poderá acalma-lo. Então, o pescador clama ao céu.

Há momentos em que descobrimos, diante de algumas circunstâncias com as quais nos deparamos, que a nossa experiência, nosso dinheiro, nossos títulos e nossas forças são insuficientes. São as ondas turbulentas que agitam as águas da vida e vêm sobre nós com fúria destruidora. Temos, então, de recorrer Àquele que é maior do que todas as ondas, pois é o Senhor da criação. Só Ele acalma os ventos e quebra o furor das ondas. Precisamos urgentemente de Deus!

Estevam Fernandes é pastor da 1ª Igreja Batista.

Publicada no jornal Correio da Paraíba
Edição de 10 de setembro de 2017
Opinião

Brígida Brito - O Cavaleiro Com Compaixão Nos Olhos

Era uma tarde de tempo feio e frio no norte da Virgínia, há muitos anos. A barba do velho estava coberta de gelo e ele esperava alguém para ajudá-lo a atravessar o rio. A espera parecia não ter fim. O vento cortante tornava seu corpo dormente e enrijecido.


Ele ouviu o ritmo fraco e ritmado dos cascos de cavalos a galope sobre o chão congelado. Ansioso, observou quando vários cavaleiros apareceram na curva. Ele deixou o primeiro passar, sem procurar chamar sua atenção. Então veio outro e mais outro. Finalmente, o último cavaleiro se aproximou do lugar onde o velho estava parado como uma estátua de gelo. Depois de observá-lo rapidamente, o velho lhe acenou, perguntando: "O senhor poderia levar este velho para o outro lado? Parece não haver uma trilha para eu seguir a pé."

O cavaleiro parou o cavalo e respondeu: "É claro. Pode montar." Vendo que o velho não conseguia levantar o corpo semicongelado do chão, ajudou-o a montar e não só atravessou o rio com o velho, mas o levou ao seu destino, algumas milhas adiante.

Quando se aproximavam da casa pequena, mas aconchegante, curioso, o cavaleiro perguntou: "Eu percebi que o senhor deixou vários outros cavaleiros passarem sem fazer qualquer gesto para pedir ajuda na travessia. Então eu apareci e o senhor imediatamente me pediu para levá-lo. Eu gostaria de saber por que, numa noite fria de inverno, o senhor pediu o favor ao último a passar. E se eu tivesse me recusado e o deixado na beira do rio?"

O velho apeou do cavalo devagar. Olhou o cavaleiro bem nos olhos e respondeu: "Eu já vivi muito e acho que conheço as pessoas muito bem." Parou um instante e continuou: "Olhei nos olhos dos outros que passaram e vi que eles não se condoeram da minha situação. Seria inútil pedir-lhes ajuda. Mas, quando olhei nos seus olhos, ficaram claras sua bondade e compaixão. A vida me ensinou a reconhecer os espíritos bondosos e dispostos a ajudar os outros na hora da necessidade."

Essas palavras tocaram profundamente o coração do cavaleiro: "Fico agradecido pelo que o senhor falou", disse ao velho. "Espero nunca ficar tão ocupado com meus próprios problemas que deixe de corresponder às necessidades dos outros com bondade e compaixão."

Falando isso, Thomas Jefferson virou seu cavalo e voltou para a Casa Branca.

Autor desconhecido 
Histórias para Aquecer o Coração 2
Jack Canfield e Mark Victor Hansen
Editora Sextante

Brígida Brito
Médica e terapeuta de regressão

Publicada na no jornal Correio da Paraíba
Edição de 10 e 12 de setembro de 2017
Espaço do Ser
Lazer

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

A Indomada


Ninguém segura essa mulher! Com uma mistura de Nordeste com Europa, A Indomada laçou o coração do Brasil!Oxente, my god! - ousou ao misturar o nordeste brasileiro com costumes ingleses e conseguiu uma boa mistura de drama e comédia.


Claudio Marzo e Eva Wilma
Há 20 anos, A Indomada agitava o horário nobre da Rede Globo com uma inusitada trama cheia de elementos do realismo fantástico. A história de Aguinaldo Silva se passava na fictícia cidade de Greenville, no litoral do nordeste brasileiro, região que havia sido invadida pelos ingleses no século 19 e, por isso, seus moradores tinham fortes e curiosas influências estrangeiras. Greenville entrou em declínio com a partida dos ingleses e a explosão da usina, que produzia açúcar e aquecia a economia do local. A fictícia cidade de Greenville, localizada no nordeste do Brasil, misturava costumes ingleses e nordestinos. No passado, havia sido uma cidade rica e ainda mantinha o poder nas mãos da poderosa família Mendonça e Albuquerque, proprietárias da usina Monguaba. Por ser uma família tradicional, eles não tinham nenhum tipo de relação com pessoas de poucas posses.

Paixão Proibida

Carlos Alberto Riccelli e Adriana Esteves
Apesar da decadência, os moradores nunca perderam 'a pose', principalmente a família Mendonça e Albuquerque, que mandava na região. A trama girava em torno de interesses e de um amor proibido.Eulália de Mendonça e Albuquerque (Adriana Esteves) se apaixonou por Zé Leandro (Carlos Alberto Riccelli), cortador de cana da usina.  Sua família conservadora tratou de acabar com esse amor e nunca deixou que eles ficassem juntos. Ameaçado, Zé foi embora  de Greenville, deixando a amada grávida,mas prometeu voltar para fugir com Eulália e cuidar da filha que ela ela estava esperando.

Quinze anos depois

Leandra Leal e Adriana Esteves
Com uma pequena fortuna que conseguiu garimpando, Zé voltou para fugir com Eulália que, nessa época, cuidava sozinha de sua filha, Lúcia Helena (Leandra Leal).Mas a fuga foi descoberta por Pedro Afonso (Cláudio Marzo), irmão de Eulália, que boicotou o bote em que a família estava ,fazendo com que o barco afundasse e, dessa tragédia, só Helena (Leandra Leal) sobreviveu.

Pedro perde sua fortuna

Cláudio Marzo e Eva Wilma
Helena (Leandra Leal) foi morar com Pedro e a esposa dele, Altiva (Eva Wilma), mas era maltratada por eles. Algum tempo depois, o forasteiro Teobaldo (José Mayer), que era apaixonado por Eulália, ganhou a fortuna de Pedro em uma aposta e prometeu devolver o dinheiro a Helena se a mesma se casasse com ele quando atingisse a maioridade.

Leandra Leal e Adriana Esteves
Ela acabou aceitando. Helena, então, foi estudar na Europa e voltou amadurecida, anos depois (na pele de Adriana Esteves) para cumprir o acordo. Corajosa, ela retornou cheia de planos para Greenville,e se apaixonou de verdade por Teobaldo (José Mayer). Os dois enfrentaram tudo e todos para ficarem juntos, venceram os poderosos.

Amor verdadeiro
José Mayey e Adriana Esteves 
Por acaso do destino, Helena (interpretada por Adriana Esteves nessa segunda fase), e Teobaldo (José Mayer) acabaram se apaixonando de verdade. Cheia de ideais,a moça decidiu reabrir a usina Monguaba , que anteriormente havia sido fechada por seu tio. 
 
Eva Wilma
Altiva (Eva Wilma), que estava tramando a morte da sobrinha, tentou matá-la, mas acabou provando do próprio veneno e morreu.

Adriana Esteves e José Mayer
Os dois enfrentaram tudo e todos para ficarem juntos, venceram os poderosos e terminaram felizes e com um casal de filhos gêmeos.

Luiza Tomé
A fogosa Scarlet Mackenzie Pitiguary, a primeira dama da cidade;
Adriana Esteves
Lúcia Helena, a grande 'indomada' da trama, mocinha decidida e guerreira:
Eva Wilma
Eva Wilma foi um dos destaques da história na pele da malvada Altiva; 
Seltton Mello
Emanuel era um garoto especial, que no final virou anjo e voou pela cidade;

Maria Fernanda Cândido
Maria Fernanda Cândido, ainda desconhecida, aparecia na abertura da trama.

Você sabia?

Os personagens misturavam o sotaque nordestino com hilárias expressões em inglês, que viraram moda. Altiva, uma das maiores vilãs da telinha, usava muito Well, Oxente, my God! e Tudo all right. E mais: quem aparecia na abertura da novela correndo era Maria Fernanda Cândido que fez assim sua estreia na TV. Depois anos depois, ela se consagrou em Terra Nostra e, em 2000, foi considerada a mulher mais bonita do século em uma votação feita pelo Fantástico.

Ficha Técnica

Emissora: Globo
Capítulos: 203
Autor:Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares
Exibição: 17/02/1997 a 20/10/1997 às 20h

Texto: Vitória Palmejani/Colaboradora
Flávia Serra

Publicado na revista TV Brasil n/n 909
Memória
Fotos: Reprodução/Conta MaisLucas Novelas/Memória da Globo/Cenapop - Uol - Terra-Nilson Xavier-Gshow - Globo.Bol Noticias - Uol