sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

As Novelas De Suzy Rêgo

Suzy Rêgo

"Fui educada para usar a beleza do respeito e da simpatia. Então, sendo bela dessa forma, as portas sempre se abriram e continuam assim".

Ficha técnica

Nome: Suzy Sheila Rêgo
Data de nascimento: 11/03/1967
Local de nascimento: Recife/PE
Idade: 49 anos
Signo: Peixes
Último trabalho: Atualmente ela está no ar como a protetora Gilda, de Rock Story
Status de relacionamento: A veterana é casada há 12 anos com o ator e diretor Fernando Vieira
Curiosidade: Suzy começou sua carreira como modelo, aos 13 anos e, em 1984, foi eleita Miss Pernambuco. O início de sua trajetória como atriz veio em 1989, quando a bela participou da novela O Salvador da Pátria. Depois dessa trama, a artista não parou mais! Era Uma Vez, Morde E Assopra, Amor, Eterno Amor e Império são alguns dos vários trabalhos de Suzy Rêgo na telinha.

Publicado na revista TV Brasil n/n 878 

As Novelas De Nicolas Prattes

Nicolas Prattes

"Quando comecei no teatro ganhava R$ 160,00 por mês. Hoje, estou conseguindo juntar dinheiro e vivendo um sonho que sempre quis".

Ficha técnica

Nome: Nicolas Prates Bettencourt Pires
Data de nascimento:04/05/1997
Local de nascimento: Rio de Janeiro/RJ
Idade: 19 anos
Signo: Touro
Último trabalho: Atualmente ele está no ar como o cantor Zac da trama Rock Story
Status de relacionamento: Solteiro
Curiosidades: Considerando um dos ídolos teen do momento, Nicolas ganhou visibilidade nacional em 2015, quando deu vida a Rodrigo Alcântara, protagonista de Malhação. No entanto, engana-se quem pensa que esse foi o primeiro trabalho do ator na telinha! Sua primeira aparição foi em 2000, com apenas três anos de idade, quando participou de Terra Nostra, na pele do italianinho Francisco .

Publicado na revista TV Brasil n/n 879 

A Novela Um Só Coração

A São Paulo do início do século 20. Um Só Coração levou para a TV personagens reais de fatos que marcaram a vida cultural.
Yolanda Penteado
A série foi feita para marcar as comemorações dos 450 anos da cidade de São Paulo, em 2004. A trama se passou entre os anos de 1922 e 1954, época em que a capital paulista se transformou radicalmente e virou o grande centro econômico e cultural do Brasil. A produção teve como pano de fundo importantes acontecimentos históricos daquela época, como a Semana de Arte Moderna, a crise de 1929, as revoluções de 1924 e 1932, além de nuances do primeiro governo do estadista Getúlio Vargas.

Mulher de coragem
Herson Capri  e Ana Paula Arósio
Yolanda Penteado se casou com o primo, o malandro Fernão, mas era apaixonada por Martim.
A personagem central era Yolanda Penteado (Ana Paula Arósio) figura real da história. De uma tradicional família da sociedade paulista, era admiradora das artes, forte, corajosa, linda e sempre chamava a atenção por onde passava. A moça se encantou pelo jovem estudante de medicina Martim (Erik Marmo), adepto do movimento anarquista, para desespero de sua família, pois a mãe da jovem queria que ela se casasse com o primo Fernão (Herson Capri). Mas destemida, Yolanda iniciou um romance com Martim.

Desencontro

Erik Marmo
Martim era estudante de medicina e apoiava a causa anarquista
Ao retornar de uma viagem à Europa Fernão pediu Yolanda em casamento. Apaixonada por Martim, a moça nem queria saber desse compromisso e planejou uma fuga com o amado. Só que após um desencontro, o estudante partiu sozinho para o Rio de Janeiro, desolado e com a certeza de que a moça havia desistido do romance. Yolanda também ficou decepcionada com a atitude do amado e resolveu se casar com Fernão. Mesmo ainda amando Martim, ela fez de tudo para ser feliz ao lado do primo, mas só até descobrir que o empresário era mau caráter e a traía com sua melhor amiga, Elisa (Fernanda Paes Leme). Inconformada com a situação, Yolanda Penteado não teve dúvidas e pediu o divórcio, deixando a sociedade 'quatrocentona' da época totalmente chocada com sua grande ousadia. 

Encontro do bem


Edson Celulari e Ana Paula Arósio
Ciccillo Matarazzo era um mecenas das artes.
Yolanda, no entanto, começou a enfrentar dificuldades financeiras após a quebra da bolsa de Nova York, em 1929, e pediu ajuda a um mecenas das artes, Francisco Matarazzo Sobrinho (Edson Celulari), conhecido como Ciccillo. Culto e poderoso, o empresário pertencia à família proprietária do maior parque industrial de São Paulo e se encantou por Yolanda. Os dois se envolveram e tiveram um relacionamento baseado na lealdade, companheirismo e cumplicidade, além de inúmeros pontos em comum, inclusive o amor pelas artes. No final da trama, eles resolveram se separar (mas tudo de comum acordo) e fizeram uma grande festa para anunciar a decisão . O último capítulo mostrou a festa dos 400 anos de São Paulo e Yolanda e Ciccillo apareceram emocionados, em frente ao clássico quadro Guernica, de Pablo Picasso, que, graças às influências do casal, veio para o Brasil para uma lendária exposição.

Erik Marmo e Ana Paula Arósio
Após a festa, Yolanda finalmente saiu em busca do grande amor de sua   vida, Maritn, e aconselhou Ciccillo a procurar a bailarina espanhola por quem ele era muito apaixonado.

A trupe dos modernistas

A série rodou muito em torno da vida cultural de São Paulo no início do século passado. Os vários movimentos artísticos tiveram papel fundamental no desenvolvimento da metrópole e a produção retratou momentos importantes de artistas 'Modernistas', como Anitta Malfatti (Betty Goffman), Oswaldo de Andrade (José Rubens Chachá), Mário de Andrade (Pascoal da Conceição),Menotti Del Picchia (Ranieri Giardini). Já no primeiro capítulo, Mario e Oswaldo de Andrade apareceram planejando a marcante Semana de Arte Moderna de 22. Durante toda a trama foram mostrados aspectos e dramas pessoais desses artistas.

Outros personagens essenciais foram Santos Dumont (Cássio Scapin) e Assis Chateaubriand (Antonio Calloni), que se tornou grande amigo de Yolanda e foi um dos incentivadores da criação da Bienal de artes plásticas de São Paulo e do Masp.

Cenas de conflito foram gravadas no centro de Santos

Curiosidade

A equipe de produção de Um Só Coração teve muito trabalho para remontar a São Paulo dos anos 20 até os anos 50. A série teve sequências rodadas na capital paulista, em Santos, Campinas e no interior do Rio de Janeiro. O centro de Santos, por exemplo, ganhou anúncios daquela época e construções atuais foram 'disfarçadas' com características do século passado.

Ficha técnica

Emissora: Rede Globo
Capítulos: 55
Exibição: 06 de abril de 2004 a 08 de abril de 2004
Horário: 23h
Autor: Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira.

Texto de Flavia Serra

Pulbicado na revista TV Brasil n/n 879
Vale a Pena Ler de Novo
Fotos: Divulgação/Globo
Memória Globo/João Miguel Junior
ISTOÉ Gente-likli2.wordpress.com

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A Minissérie Dalva E Herivelto , Uma Canção De Amor

Uma história de amor, brigas e vinganças. A minissérie retratou a fase áurea do rádio no Brasil, tendo como pano de fundo o romance real entre duas estrelas da música.

Dalva de Oliveira e Herivelto Martins
No começo de 2010 a TV Globo presenteou os telespectadores com uma produção impecável que contou a história real de dois dos maiores nomes da música popular brasileira: Dalva de Oliveira e Herivelto Martins. Ela, considerada até hoje uma das grandes cantoras do Brasil. Ele, um compositor de renome com grandes sucessos que marcaram a MPB, em especial no gênero samba-canção, tão popular entre as décadas de 30 e 50. Dalva e Herivelto viveram uma conturbada história de amor que mudou o rumo da vida dos artistas e, consequentemente, da música nacional naqueles áureos tempos.
Adriana Esteves e Fábio Assunção 
A minissérie foi estrelada por Adriana Esteves (como Dalva), e Fábio Assunção (na pele de Herivelto), além de um elenco primoroso que soube contar de forma brilhante um período importante de nossa história. 

Romance musical
Nilo Chagas, Dalva e Herivelto formavam o Trio de Ouro
Interpretados por Maurício Xavier, Adriana Esteves e Fábio Assunção 
A história começou a ser contada a partir de 1925, quando a pequena Dalva ainda era uma criança apaixonada pela musica e que cantava nas ruas em troca de esmolas. Ela nasceu no interior de São Paulo, mas após a morte do pai mudou-se para a capital paulista e depois para o Rio, onde batalhou pelo sonho de trabalhar na música. A série deu um salto para 1972, época em que a cantora, ficou doente, foi internada e pediu para rever Herivelto. Eles se conheceram em 1936, no teatro Pátria, no Rio de Janeiro. O compositor viu a moça se apresentar e se encantou. Herivelto, então, a convidou para se unir a dupla Preto e Branco, formada por ele e Nilo Chagas (Maurício Xavier). O grupo passou a se chamar Trio de Ouro e foi o inicio de uma marcante carreira.

Explode o amor

A paixão entre os cantores desabrochou de forma intensa. Ao mesmo tempo, o Trio de Ouro começou a se destacar e o grupo lançou o primeiro disco, com a marchinha Ceci e Peri, enorme sucesso no Carnaval. Dalva ficou grávida de Herivelto e o nome do filho do casal foi escolhido através de uma pesquisa da badalada rádio Mayring Veiga. O bebê foi batizado como Pery, em referência à música dos pais.

Pery Ribeiro
Interpretado por Gabriel Moura/Thiago Fragoso
 Mais tarde,Pery (Gabriel Moura/Thiago Fragoso) também se tornou cantor de renome da MPB.Dalva e Herivelto se casaram em uma cerimônia na Umbanda.

Trio de Ouro faz sucesso

Maurício Xavier, Adriana Esteves e Fábio Assunção
O grupo transformou-se numa grande sensação da música e passou a se apresentar no Cassino da Urca, uma das maiores casas de shows das décadas de 40 e 50. O Trio de Ouro foi contratado pela gravadora Odeon, e Dalva e Herivelto finalmente compraram uma casa. Em pouco tempo, o casal passou a fazer parte da nata dos artistas brasileiros e estavam entre as maiores estrelas daquela época. A casa de Dalva e Herivelto era um celeiro artístico e todos se reuniam lá após os shows para se confraternizarem. A própria cantora fazia questão de ir para a cozinha fazer a refeição para os amigos. As festas e cantorias seguiam noite a dentro.

Traições de brigas


O casamento das estrelas começou a desandar devido às várias traições de Herivelto. As discussões passaram a ser constantes e o compositor humilhava a mulher em público. Cansada de ser passada para trás, Dalva cedeu às investidas do cantor mexicano Rick Valdez (Pablo Bellini). Herivelto flagrou os dois e bateu na mulher! O Trio de Ouro começou a fazer shows no exterior e em uma das viagens, Herivelto conheceu Lurdes (Maria Fernanda Cândido) e se apaixonou. Os dois engataram um romance, para desespero de Dalva, que passou a beber muito e a atacar o marido.

O fim da parceira  

Após uma excursão à Venezuela, as coisas desandaram. Herivelto abandonou Dalva para viver com Lurdes. Arrasada, a cantora iniciou carreira solo e, com ela, uma série de ataques ao ex-marido através de canções. O compositor ficou furioso ao notar que a ex fazia sucesso sem ele e também passou a atacá-la e a denegrir sua imagem. Foi declarada uma guerra musical, em que Dalva e Herivelto se acusavam publicamente. Ela tornou-se símbolo para as mulheres e seu fã-clube só aumentava.Em 1951, Dalva foi eleita a rainha do Rádio. Enquanto isso, Herivelto foi abandonado pelos parceiros da música e até Lurdes passou a criticar suas atitudes.

A decadência

Com o advento da televisão, os cantores do rádio perderam espaço. A maioria entrou numa fase de decadência. Herivelto virou funcionário público e Dalva passou a se apresentar em churrascarias.

No último capítulo da obra foi exibida a morte da cantora, ocorrida em 1972, ao lado dos filhos, esquecida pela mídia e sem rever o seu grande amor, Herivelto. Corroído de remorso, ele divulgou uma nova sobre a morte da ex-mulher: "O Brasil perdeu sua maior cantora. Jamais teremos uma intérprete como ela. Dalva era amiga e mãe dos meus meninos, lamento mais do que qualquer pessoa", disse ele.

Maria Fernanda Cândido e Adriana Esteves
No leito de morte, a cantora conversa com Lurdes, uma das amantes do marido.

Ficha técnica

Emissora: Rede Globo
Capítulos: 05
Exibição: 04 de janeiro de 2010 a 08 de janeiro de 2010
Horário: 22h
Autor:Maria Adelaide Amaral

Texto: Flavia Serra

Publicado na revista TV Brasil n/n 878
Vale a Pena Ler de Novo
Fotos:Divulgação/Globo-tiagobssb-You Tube-Rolling Stone Brasil-UolDalva e Herivelto-Uma Canção de Amor-WordPress.com. http://televisao.uol.com.brmemoriaglobo.globo.co

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Casa Arrumada -Lena Gino


Casa arrumada é assim: Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.

Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não centro cirúrgico, um cenário de novela. Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas… Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida…

Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar. Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha. Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa. E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.

Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde. Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto…

Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda. A que está sempre pronta pros amigos, filhos… Netos, pros vizinhos… E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.

Arrume a casa todos os dias… Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo para viver nela… E reconhecer nela o seu lugar.

Lena Gino
Publicado no blog Mundo Paralelo

Recebido por Cláudia Cunha através do WhatsApp.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Perguntas Curiosas



Vejam as perguntas e respostas:

1. Quanto tempo durou a Guerra dos Cem Anos?

a) 116 anos
b) 120 anos
c) 150 anos
d) 100 anos
Resposta: A Guerra dos Cem Anos durou 116 anos, de 1337 a 1453.

2. Em que país é fabricado o Chapéu Panamá?

a) Brasil
b) Chile
c) Panamá
d) Equador
Resposta: O Chapéu Panamá é fabricado no Equador.

3. Em que mês os russos comemoram a Revolução do Outubro Vermelho?

a) Janeiro
b) Setembro
c) Outubro
d) Novembro
Resposta: A Revolução do Outubro Vermelho é comemorada em Novembro.

4. Qual era o primeiro nome do rei George VI?

a) Éder
b) Albert
c) George
d) Manoel
Resposta: O primeiro nome do rei George VI era Albert. Em 1936 ele atendeu a um desejo da rainha Vitória e mudou de nome.

5. As Ilhas Canárias, no Oceano Atlântico, têm seu nome tirado de qual animal?

a) Canário
b) Urubu
c) Cachorro
d) Rato
Respostas: As Ilhas Canárias têm seu nome tirado do cachorro. O nome latino é "Insularia Canaria" que em Latim significa Ilha dos Cachorros.

6. Qual era a cor do Cavalo Branco de Napoleão?

a) Preto
b) Branco
c) Marrom
d) Branca
Resposta: A cor do cavalo era marrom. Branco era seu nome.

7. De onde vem a Groselha Chinesa?

a) Nova Zelândia
b) China
c) Índia
d) Japão
Resposta: A Groselha Chinesa vem da Nova Zelândia.

8. Qual é a cor da Caixa Preta dos aviões?

a) Preta
b) Branca
c) Vermelha
d) Laranja
Resposta: A Caixa Preta dos aviões é laranja, pra facilitar sua localização.

9. Do que é feita a Escova de Pelo de Camelo?

a) Pelo de gato
b) Pelo de cachorro
c) Pelo de camelo
d) Pelo de esquilo
Resposta: A Escova de Pelo de Camelo é feita com pelos de esquilo

10. Quanto tempo durou a Guerra dos Trinta Anos?

a) 25 anos
b) 30 anos
c) 31 anos
d) 29 anos
Resposta: A Guerra dos Trinta Anos durou 30 anos mesmo.

Enviado do tablet Samsung.

Rua Da Republica


Sob o medo e o abandono

A Rua da República, no Bairro do Varadouro, é, inegavelmente, uma das ruas mais antigas da capital paraibana. Ali, encontramos a Praça do Trabalho, hoje mais conhecida como a "Praça da Pedra", onde um monolítico de aproximadamente dois mil quilos, trazido de trem, no ano de 1932, do município de Bananeiras-PB. Foi ali colocado para homenagear o Presidente João Pessoa, sendo um patrimônio e um símbolo histórico da cidade.

Em tempos idos, quem chegava em João Pessoa, de ônibus, tinha que passar pela Rua da República, para ter acesso à antiga Estação Rodoviária, logradouro que abrigou a antiga fábrica Matarazzo e as casas onde morava boa parte de seus operários. Rua de muitas residências e incrível diversidade de lojas comerciais. Muitos costumam dizer que na República de tudo se encontra para comprar, e com bom preço.

Mas o tempo passou. Quem sai da cidade baixa para o centro de João Pessoa, sobe contemplando a fábrica fechada, abandonada, além de visualizar seus casarios antigos, muitos desgastados pelo tempo, pela inércia e/ou pela ação do homem. Se vê inúmeras lojas comerciais, que lutam contra a impiedosa crise que assola o país, agravada pelo abandono e medo.

Quem por ali vive, trabalha ou transita, fica perplexo por assistir a cenas impactantes. De segunda a sexta-feira, a região amanhece com mulheres e homens, zumbis, jogados pelas calçadas, ou cambaleando, exaustos, pelo leito da rua. A prostituição reina no local. Sob o sol, eles começam a sair de cena, mas alguns ficam por ali. Quando a tarde cai, já depois das 16, é hora dos comerciantes fecharem as lojas e dos moradores se recolherem para suas casas, pois a prostituição e droga voltam a ditar o medo. Os zumbis disputam e consomem substâncias entorpecentes, além se prostituírem em plena via pública. Nos domingos, a rua é de desventura, uma verdadeira calamidade.

Uma tragédia com cenas tristes e não menos chocantes, que se repetem diariamente. O incrível é que todo mundo sabe disso, mas ninguém toma providências para resolver a situação. Sob o abandono e o medo, a centenária Rua da República pede socorro. Clama por ações que acabem com o crime e o sofrimento ali reinantes. Não há desculpa. É preciso agir. E logo.

Recebido por e-mail do autor Onaldo Queiroga – Escritor e Juiz de Direito

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Onaldo Queiroga - Matuto, Vida E Sabedoria





 um conto - uma crônica

Para muitos desinformados, o matuto não passa de um ser bocó, abestado, analfabeto e integrante de um submundo.

Ledo engano. O matuto tem vocábulos, expressões próprias e sabedoria que os “intelectuais” das metrópoles desconhecem. Aliás, por possuir essas expressões típicas de seu mundo, o matuto, às vezes, é discriminado, recebendo, inclusive, um forte preconceito. Sua fala, seus trejeitos e vestimentas servem de personagens do humor brasileiro. Os humoristas, em cena, mostram a sabedoria do matuto. Lamentavelmente, por trás de alguns risos está uma ponta de preconceito.

Quando falo de matuto, refiro-me mesmo ao homem nordestino, embrenhado no mato, vivente do Cariri, do Brejo, do Seridó e do Sertão. Esse roceiro, beradeiro, caboclo valente, não vive “à migué”, nem muito menos é "abirobado", como pensa a turma das metrópoles. Pelo contrário, é cabra sabido, dialoga com a natureza, que lhe ensina quando o ano é de seca ou de inverno. Muitos não são de arenga, mas não pise nos pés deles, pois "dá um boi para não entrar numa briga e uma boiada para não sair".

O matuto é essência da cultura nordestina. Seu modo de viver, sua poesia, seu artesanato, sua cantoria, simplicidade, pureza e fé constituíram e ainda constituem inspiração para muitos escritores e artistas brasileiros. O mestre Jessier Quirino, por exemplo, em sua obra, mostra-nos, com humor e lirismo, a sabedoria da vida do matuto. Ninguém menospreze esse ser. Quem assim o fizer, está fadado a se surpreender com a vivacidade e autoridade do seu agir e de suas respostas.

Com a expansão tecnológica e a incursão do tráfico de drogas, presentes no mundo interiorano, começa a pairar o temor pelo desaparecimento das características intrínsecas dessa figura emblemática da cultura de um povo chamado Nordeste.

Podem falar que matuto é sinônimo de sofrimento, o que, de fato, procede. Matuto sofre, sim, mas, apesar disso, é alegria, fogão a lenha, uma varanda, uma rede a balançar em noite de lua e de céu estrelado.

Recebido por e-mail do autor Onaldo Queiroga - Escritor e Juiz de Direito


Onaldo Queiroga - Inveja




um conto - uma crônica


Segundo Uindson Sousa: "A felicidade alheia é de difícil digestão para os invejosos."

Realmente, esse sentimento de desejar o mal, o ruim, cobiçar a felicidade do semelhante, é algo que empobrece muito o ser humano. Quem carrega a inveja, pode até ser belo fisicamente, no entanto, esse detalhe termina por transformá-lo numa pessoa feia, indecorosa, vil e desprezível.

A inveja nos leva a constatação de que esse sentimento está afeto aos seres que não possuem sonhos próprios, haja vista que nutrem a existência na vida alheia. São pessoas desprovidas de sensibilidade, afastadas do amor e, com isso, se revestem do manto da inveja. Conviver com um invejoso é deveras difícil, pois como sua caminhada tem como foco a vida do vizinho, então, logo se percebe que ele não tem como prosperar. Consequentemente, por buscar sonhos que não são seus, começa a espalhar olho gordo e criar situações que embaraçam a vida de semelhantes, tornando o ambiente carregado, denso e repleto de energias negativas.

Eles, os invejosos, agem como agressores que sempre se colocam com uma postura de vítima. São raríssimos os casos em que eles confessam a inveja. Aliás, quando demonstrada, ela ataca, sem dúvida, o merecimento de alguém que sonhou e conseguiu ultrapassar os obstáculos e transformar sonho em glória. Se a inveja apresenta-se leve, obviamente sua força danosa é tênue. Contudo, se esse pecado emerge com intensidade, então, promove danos profundos. Como afirmara Miguel de Cervantes: “A inveja vê sempre tudo com lentes de aumento que transformam pequenas coisas em grandiosas, anões em gigantes, indícios em certezas”.

Olhando bem, é possível que encontremos muitos invejosos que nos circundam no caminhar da vida. Por isso, sem medo de errar, concordo com o pensamento de que: “Há poucos homens capazes de prestar homenagem ao sucesso de um amigo, sem qualquer inveja” - Ésquilo.

Se somos seres invejosos, então, é bom que comecemos a entender que: “A nossa inveja dura sempre mais tempo que a felicidade daqueles que invejamos” - François La Rochefoucauld.

Recebido por e-mail do autor Onaldo Queiroga - Escritor e Juiz de Direito

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

A Lição Da Tartaruga





Eu percebia que meu comportamento aborrecia muito os meus pais, porém pouco me importava com isso. Desde que obtivesse o que queria, dava-me por satisfeito. Mas, é claro, se eu importunava e agredia as pessoas, estas passavam a tratar-me de igual maneira.

Cresci um pouco e um dia percebi que a situação era desconfortante. Preocupei-me, mas não sabia como me modificar.

O aprendizado aconteceu num domingo em que fui, com meus pais e meus irmãos, passar o dia no campo. Corremos e brincamos muito até que, para descansar um pouco, dirigi-me à margem do riacho que corria entre um pequeno bosque e os campos. Ali encontrei uma coisa que parecia uma pedra capaz de andar. Era uma tartaruga. Examinei-a com cuidado e quando me aproximei mais, o estranho animal encolheu-se e fechou-se dentro de sua casca. Foi o que bastou. Imediatamente decidi que ela devia sair para fora e, tomando um pedaço de galho, comecei a cutucar os orifícios que haviam na carapaça. Mas os meus esforços resultavam vãos e eu estava ficando, como sempre, impaciente e irritado.

Foi quando meu pai se aproximou de mim. Olhou por um instante o que eu estava fazendo e, em seguida, pondo-se de cócoras junto a mim, disse calmamente:

- Meu filho, você está perdendo o seu tempo. Não vai conseguir nada, mesmo que fique um mês cutucando a tartaruga. Não é assim que se faz. Venha comigo e traga o bichinho.

Acompanhei-o. Ele se deteve perto da fogueira acesa e me disse:

-Coloque a tartaruga aqui, não muito perto do fogo. Escolha um lugar morno e agradável."

Eu obedeci. Dentro de alguns minutos, sob a ação do leve calor, a tartaruga colocou a cabeça de fora e caminhou tranquilamente em minha direção. Fiquei muito satisfeito e meu pai tornou a se dirigir a mim, observando:


- Filho, as pessoas podem ser comparadas às tartarugas. Ao lidar com elas, procure nunca empregar a força. O calor de um coração generoso pode, às vezes, levá-las a fazer exatamente o que queremos, sem que se aborreçam conosco e até, pelo contrário, com satisfação e espontaneidade.

Autor desconhecido

Brígida Brito
Médica e terapeuta de regressão

Publicada no jornal Correio da Paraíba
Edição de 27 e 28 de janeiro de 2016
Espaço do Ser 
Enviada por: Edeli Arnaldi

A Folha Amassada



Quando criança, por causa de meu caráter impulsivo, reagia à menor provocação.



Na maioria das vezes, depois de um desses incidentes, sentia-me envergonhado e me esforçava por consolar a quem tinha magoado.

Um dia, meu professor me viu pedindo desculpas, depois de uma explosão de raiva, e entregou-me uma folha de papel lisa e me disse:

– Amasse-a!

Com medo, obedeci e fiz com ela uma bolinha.

– Agora, deixe-a como estava antes. Voltou a dizer-me.

Óbvio que não pude deixá-la como antes. Por mais que tentasse, o papel continuava cheio de pregas.

O professor me disse, então:

– O coração das pessoas é como esse papel. A impressão que neles deixamos será tão difícil de apagar como esses amassados.

Assim, aprendi a ser mais compreensivo e mais paciente. Quando sinto vontade de estourar, lembro-me daquele papel amassado.

A impressão que deixamos nas pessoas é impossível de apagar. Quando magoamos alguém com nossas ações ou com nossas palavras, logo queremos consertar o erro, mas é tarde demais...

Alguém já disse, certa vez:

– Fale somente quando suas palavras possam ser tão suaves como o silêncio. Mas não deixe de falar, por medo da reação do outro.

Acredite! Em especial, em seus sentimentos!

Autor desconhecido

Brígida Brito
Médica e terapeuta de regressão

Publicada no jornal Correio da Paraíba
Edição de 24 de janeiro de 2016
Espaço do Ser 
Contribuição: Altair Ferreira 

A Rosa E O Sapo




Era uma vez uma rosa muito bonita, a mais linda do jardim. Mas começou a perceber que as pessoas somente a observavam de longe. Acabou se dando conta de que, ao seu lado, sempre havia um sapo e por essa razão ninguém se aproximava.



Irritada com a descoberta, ordenou ao sapo que fosse embora.

O sapo, humildemente, disse:

- Está bem, se é o que deseja.

Algum tempo depois o sapo passou por onde estava a rosa, e se surpreendeu ao vê-la acabada, sem folhas nem pétalas.

Penalizado, disse:

- Que coisa horrível, o que aconteceu com você?

A rosa respondeu:

- As formigas começaram a me atacar dia após dia, e agora nunca voltarei a ser bela como era antes.

O sapo respondeu:

- Quando eu estava por aqui, comia todas as formigas que se aproximavam de ti. Por isso é que eras a rosa mais bonita do jardim.

Muitas pessoas desvalorizam os outros por acharem que são superiores, mais bonitas ou mais ricas. Deus não fez ninguém para "sobrar" neste mundo. Ninguém deve desvalorizar ninguém. 

Na escola da vida, todos temos algo a aprender ou a ensinar.



Autor desconhecido

Brígida Brito
Médica e terapeuta de regressão

Publicada no jornal Correio da Paraíba
Edição de 22 de janeiro de 2016
Espaço do Ser

Brígida Brito - História Da Riqueza E Da Pobreza


Um dia um pai de família rica decidiu ensinar ao seu filho como é bom ser rico. Resolveu levar o garoto para viajar para o interior e mostrar como é difícil a vida de pessoas pobres.


Eles passaram um dia e uma noite num pequeno sítio de uma família muito pobre.

Quando retornaram da viagem o pai perguntou ao filho:

– Como foi a viagem?

– Muito boa, papai!

– Você entendeu a diferença entre a riqueza e a pobreza?

– Sim.

– E o que você aprendeu? Perguntou o pai.

O filho respondeu:

– Eu vi que nós temos um cachorro em casa. Eles têm quatro. Nós temos uma piscina que alcança o meio do jardim; eles têm um riacho que não tem fim.

Nós temos uma varanda coberta e iluminada; eles têm uma floresta inteira…

Ao final da resposta, o pai ficou boquiaberto, sem reação.

E o garotinho, abraçando fortemente o seu pai, completou:

– Obrigado, pai, por me mostrar o quanto nós somos pobres!

Este garotinho talvez tenha ensinado a maior lição a seu pai. Tudo depende da maneira como você olha para as coisas. As coisas que realmente importam não têm preço. Se você tem amor, amigos, família, saúde, bom humor e atitudes positivas para com a vida, você tem tudo! Se você é “pobre de espírito”, você não tem nada!

Autor desconhecido

Brígida Brito
Médica e terapeuta de regressão

Publicada no jornal Correio da Paraíba
Edição de 29 de janeiro de 2016
Espaço do Ser


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Brígida Brito - A Torrada Queimada





A torrada queimada



Quando eu ainda era um menino, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho muito duro.


Naquela noite distante, minha mãe colocou um copo com leite e um prato com torradas bastante queimadas, para o meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe, e me perguntar como tinha sido o meu dia na escola.


Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada pedaço.

Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por ter queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse:

- Amor, eu adoro torrada queimada.


Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele realmente gostava de torrada queimada. Ele me envolveu em seus braços e me disse:

- Filho, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada. Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor cozinheiro do mundo.


O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, relevando as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.


E essa lição serve para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos e amigos.

 Autor desconhecido

Brígida Brito
Médica e terapeuta de regressão

Publicada no jornal Correio da Paraíba
Edição de 25 e 26 de janeiro de 2016
Espaço do Ser

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

A Minissérie Desejo



Esta minissérie é baseada em fatos reais da vida de Euclides da Cunha, gravada em 1990.
Euclides da Cunha
Euclides da Cunha nasceu em 1866, século XX e morreu em 1909, assassinado, falecendo aos 43 anos. Ele era engenheiro, escritor e jornalista autor da sua obra prima Os Sertões, conhecida no mundo todo. O escritor tinha saúde atingida pela malária, quando descobriu a traição de sua esposa Ana Emília com o cadete Dilermando de Assis, que contava 21 anos de idade.Houve o confronte e ele foi assassinado.

A sua tragédia virou uma minissérie denominada Desejo.


GUILHERME  Fontes , Vera Fischer e Tarcísio Meira


Euclides da Cunha foi protagonizado pelo ator Tarcísio Meira na minissérie Desejo, da autora Glória Perez, que contou a história do autor de Os Sertões, Euclides da Cunha. Conhecido como A Tragédia da Piedade, narra o assassinato de Euclides da Cunha vivido por Tarcísio Meira. O assassino foi Dilermando de Assis (vivido por Guilherme Fontes), que era amante de sua esposa Ana Emília Ribeiro (vivida por Vera Fischer), ocorrido no Rio de Janeiro, em 15 de agosto de 1909 quando ele foi a casa de Dilermando de Assis na estação da Piedade,onde morava o assassino.



Caio Junqueira
Caio Junqueira interpretou Quidinho quando criança.

Também o filho de Euclides da Cunha ( Quidinho era filho de Euclides da Cunha e Emília Ribeiro), e quando adulto (vivido por Marcelo Serrado)foi assassinado também por Dilermando (Guilherme Fontes), pois queria vingar a morte do pai.





No dia 15 de agosto de 1909, Euclides da Cunha é morto pelo amante da mulher, a quem tentara matar, episódio que serviu de tema para a minissérie Desejo, da TV Globo, com Vera Fischer, Tarcísio Meira e Guilherme Fontes.

Um epílogo trágico para uma vida marcada pela glória, um enredo bem parecido com o de Os Sertões.Parte do artigo publicado na revista Kalunga

Kalunga Comércio e Indústria Gráfica Ltda



acervoraro.com.

Sangue Ruim - Com Personagens Inesquecíveis, Essas Malvadas fizeram História Na TV

As vilãs são personagens marcantes nas tramas,. Mesmo que a gente não goste das malvadezas que elas aprontam , não conseguimos esquecê-las. É por este motivo que fizemos um top 5 das vilãs que marcaram as novelas brasileiras e conquistaram o público!  

Carminha
Avenida Brasil (2012)

Adriana Esteves
O público se dividiu em uma relação de amor e ódio com a personagem Carminha (Adriana Esteves), que surpreendeu a todos com sua maravilhosa interpretação! Ela passou a novela inteira enganando o marido Tufão(Murilo Benício) e aprontando com Nina (Débora Falabella) e Jorginho (Cauã Reymond). No fim da novela, ela voltou para  o lixão.

Flora
A Favorta (2009)

Patrícia Pillar
Culpada por cometer vários assassinatos no decorrer da trama, Flora (Patrícia Pillar) tinha sido presa por matar seu amante, mas jurava que era inocente e tentou incriminar Donatela (Claudia Raia) pelo crime.

Nazaré Tedesco
Senhora do Destino (2004)

Renata Sorrah
No início da novela Nazaré (Renata Sorrah) sequestrou Lindalva (Carolina Dieckmann) dos braços de sua mãe verdadeira. Além disso, assassinou o próprio marido, o empurrando de uma escada, cena que marcou a trama.

Bárbara
Da Cor do Pecado (2004)

Giovanna Antonelli
Para ter a herança do marido, Paco (Reynaldo Gianecchini), Bárbara (Giovanna Antonelli) engravidou de outro e tentou separá-lo de sua amada, Petra (Taís Araújo), por quem ele era apaixonado.

Taís
Paraíso Tropical (2007)

Alessandra Negrini
Gêmea com Paula (Alessandra Negrini) Taís (Alessandra Negrini) só queria dinheiro! Depois de aprontar muitas malvadezas na vida de todos, acabou sendo morta pelo inescrupuloso  Olavo (Wagner Moura).

Texto: Vitória Palmejani/Colaboradora.

Publicado na revista Guia da TV 
Edição 3/11/2016 ano 10 n/n 501