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segunda-feira, 20 de abril de 2026

Oscar Schmidt














O Globo

Luto 

A lenda do basquete, Oscar Schmidt, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. O Mão Santa, como era conhecido, teve um mal-estar e foi internado no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em São Paulo, mas faleceu nesta tarde. O ex-jogador lutava contra um câncer no cérebro desde 2011.
Oscar Schmidt é o recordista brasileiro em participações olímpicas, com cinco edições seguidas, e se tornou o único atleta a ultrapassar a marca de 1.000 pontos na história da competição.

Foto: Michel Filho

gshow


#Homenagem 

Morreu aos 68 anos Oscar Schmidt, lenda que fez história nas quadras de basquete e conquistou gerações de fãs. Oscar sempre esteve presente na telinha da Globo, inclusive nos programas de entretenimento como o Estrelas, Altas Horas e Minha Mãe Cozinha Melhor que a Sua. Nossos sentimentos aos familiares, amigos e admiradores desse eterno ídolo brasileiro.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Isabella de Oliveira Nardoni

Carlos, Me Explica Isso 

Isabella de Oliveira Nardoni, nascida em São Paulo, em 18 de abril de 2002, era filha de Ana Carolina Cunha de Oliveira e de Alexandre Alves Nardoni. 

Ana Carolina engravidou de Isabella aos dezessete anos. A notícia da gravidez não foi bem recebida por Alexandre, pois na época ele tentava ingressar na faculdade de direito.

Alexandre Nardoni separou-se de Ana Carolina quando Isabella tinha apenas onze meses.

Em acordo jurídico, foi definida pensão alimentícia mensal de R$ 250 e o direito a duas visitas por mês, quinzenalmente. 


Na época da morte, Alexandre Nardoni vivia com a madrasta da menina, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá.

Isabella de Oliveira Nardoni, de cinco anos de idade, foi jogada do sexto andar do Edifício London, situado à Rua Santa Leocádia, nº 138, no distrito da Vila Guilherme, em São Paulo, na noite de 29 de março de 2008.

terça-feira, 24 de março de 2026

Patrick Swayze.



Feliz com a vida·

“O casamento deles durou trinta e quatro anos. Durante quinze desses anos, ele bebeu como se estivesse a caminho da própria morte.

Em 1970, em Houston, Texas, Lisa Niemi tinha catorze anos quando entrou no estúdio de dança da mãe e viu um bailarino de dezoito anos que se movia como se a gravidade não se aplicasse a ele. O nome dele era Patrick Swayze.

Eles eram jovens. Inacabados. Sem certezas — exceto uma: um ao outro.

Casaram-se em 12 de junho de 1975. Ela tinha dezenove anos. Ele, vinte e dois. Estavam sem dinheiro, partilhando sonhos, um carro velho e a convicção de que, de alguma forma, iriam conseguir. Durante anos, mal conseguiram. Audições fracassavam. O dinheiro acabava. Lisa dava aulas de dança e sustentava a casa enquanto Patrick aceitava qualquer trabalho que aparecesse. Era uma luta dura e comum — nada glamourosa.

Então, em 1987, Dirty Dancing mudou tudo, A fama disparou ainda mais quando em 1990 Foi lançado dia 23 de julho nos EUA e no Brasil foi lançado dia 1 de novembro do mesmo ano, O filme, Ghost, Do outro lado da vida, que ganhou 2 Oscar e foi número 1 sucesso de bilheterias, A fama, O poder, O dinheiro e o álcool...

Patrick tornou-se um fenómeno mundial da noite para o dia. A fama não criou os seus demónios — apenas os ampliou. A bebida aumentou. A distância cresceu. O casamento começou a rachar sob pressões que poucas relações sobrevivem.

Lisa ficou mais tempo do que a maioria ficaria. Não porque fosse fácil. Não porque o amor apagasse a dependência. Não apagava. Houve separações. Longos silêncios. Anos em que ficar doía tanto quanto partir.

O que os salvou não foi romance. Foi esforço.

Patrick escolheu a recuperação repetidas vezes. Tratamento. Terapia. Recaídas e novos compromissos. O trabalho lento e nada glamouroso da sobriedade. Lisa não o salvou. Observou para ver se ele se salvaria a si próprio. Quando o viu tentar, ficou.

Em 2003, fizeram juntos o filme One Last Dance, sobre dois bailarinos a reconstruir uma relação depois de anos de fratura. Não era simbólico. Era a vida deles traduzida em movimento.

Então veio janeiro de 2008. Câncer no pâncreas em estado terminal.

Lisa tornou-se sua cuidadora. Não terceirizou o amor. Alimentou-o. Deu-lhe banho. Leu para ele. Segurou-lhe a mão quando a dor apagava as palavras. Ficou até ao fim.

Patrick Swayze morreu em 14 de setembro de 2009, em casa, com Lisa ao seu lado.

Quando lhe perguntaram como o casamento deles sobreviveu ao que destrói tantos outros, Lisa respondeu em voz baixa:

— “Nunca deixámos de nos escolher.”
Não quando a fama os testou.
Não quando a dependência quase os destruiu.
Não quando a doença tornou ficar quase insuportável.

Patrick é lembrado como Johnny Castle, como Bodhi, como Sam Wheat.

Lisa lembra-se do rapaz de dezoito anos no estúdio de dança. Do homem que lutou contra si mesmo porque o amor importava mais do que o ego.

Isto não é um conto de fadas. Contos de fadas são simples.

Isto é uma história de amor real. Construída com paciência, falhas, perdão e presença.

Trinta e quatro anos a escolherem-se mutuamente.

Não perfeita.

Apenas fiel.

E isso é mais raro do que qualquer final de Hollywood."

Chuck Norris,

Chuck Norris
Brega retrô

Com tristeza, recebo a notícia do falecimento de Chuck Norris, um nome que marcou gerações com sua presença forte, seu carisma e seus personagens inesquecíveis. 

Mais do que um ator, ele foi um símbolo de coragem, disciplina e personalidade, conquistando fãs no mundo inteiro.

Chuck Norris deixa um legado enorme no cinema e na cultura popular. 

Seu nome virou referência de força, respeito e admiração. 

Hoje fica a saudade de um artista que atravessou o tempo e continuou sendo lembrado com carinho por milhões de pessoas, família, aos amigos e a todos os fãs. 

Que ele descanse em paz.

Gerson Brenner


Gerson Brenner
 
Longe da TV desde que ficou com sequelas de um tiro na cabeça, o ator Gerson Brenner faleceu nesta segunda-feira, 23

Morre Gerson Brenner, ator de Rainha da Sucata, aos 66 anos

Longe da TV desde que ficou com sequelas de um tiro na cabeça, o ator Gerson Brenner faleceu nesta segunda-feira, 23
Por Priscilla Comoti Publicado em 23/03/2026, às 22h35 - Atualizado em 23/03/2026, às 23h06

O ator Gerson Brenner morreu aos 66 anos de idade nesta segunda-feira, 23. De acordo com o Portal Leo Dias, a morte dele foi confirmada pela esposa, Marta Brenner. No entanto, a causa do falecimento ainda não foi revelada.

Atualmente, Brenner pode ser visto na reprise da novela Rainha da Sucata no Vale a Pena Ver de Novo, da Globo. O astro foi um dos galãs da TV brasileira entre as décadas de 1980 e 1990. No entanto, ele se afastou da telinha em 1998, quando ficou com sequelas ao levar um tiro na cabeça.

O ator deixou a esposa, Marta, e duas filhas, Vitória Brenner, de 25 anos, e Anna Luisa, de 31 anos.

O afastamento de Gerson Brenner da TV

Em 17 de agosto de 1998, Gerson Brenner estava dirigindo seu carro rumo ao Rio de Janeiro quando caiu em uma emboscada criminosa. O pneu do carro dele furou por causa de pedras colocadas na pista e ele foi encontrado caído ao lado do carro. Os detalhes do que aconteceu nunca foram confirmados, mas a suspeita é que ele foi trocar o pneu do carro e pode ter reagido a uma abordagem de algum criminoso, já que ele levou um tiro na cabeça.

O artista foi levado ao hospital e foi diagnosticado com perda de massa encefálica. Ele ficou em coma por 16 dias e teve sequelas do ferimento. Ao longo dos últimos anos, ele fez reabilitação.

Nas últimas décadas, Gerson Brenner viveu sob os cuidados atentos de sua esposa, a psicóloga Marta Mendonça. O relacionamento começou durante o processo de reabilitação do ator, e Marta tornou-se sua principal companheira e protetora ao longo de mais de 20 anos.

O auge do galã que conquistou o Brasil

Gerson Brenner iniciou sua trajetória na TV no final dos anos 1980, mas foi em 1990 que ele se tornou um fenômeno nacional. Ao interpretar o “filhinho” Gérson em Rainha da Sucata, ao lado da icônica Dona Armênia (Aracy Balabanian), ele garantiu seu lugar no primeiro escalão da teledramaturgia. O sucesso foi tão estrondoso que ele repetiu o papel anos depois na novela Deus Nos Acuda.

Antes de brilhar nas telas, Gerson teve uma vida multifacetada. Ele chegou a cursar faculdades de Economia e Comunicação Social, trabalhou como modelo e morou na Europa. No teatro, participou de montagens marcantes como Querelle e 1789, o Ano da Revolução, consolidando sua base artística antes de se tornar o rosto preferido dos diretores de elenco da Rede Globo e da extinta TV Manchete.
Relembre os principais papéis de Gerson Brenner

A filmografia do ator é repleta de sucessos que marcaram a época de ouro das novelas brasileiras:

Kananga do Japão (1989): Sua estreia na TV Manchete como o personagem Marcelo.

Top Model (1989): Primeira atuação na Globo como Cordeiro de Deus.

Rainha da Sucata (1990): O inesquecível Gérson, um dos filhos de Dona Armênia.

Deus Nos Acuda (1992): Retorno do personagem Gérson a pedido do autor Silvio de Abreu.

Corpo Dourado (1998): Seu último trabalho como o carismático Jorginho.

Priscilla Comoti é editora de conteúdo do site CARAS. Ela é formada em jornalismo e em audiovisual, já passou pelos sites Contigo!, Minha Novela, TiTiTi, Mais Novela e Portal Márcia Piovesan. Escreve sobre celebridades, notícias sobre a família real britânica, TV, reality show e novelas.
Gerson Brenner, famoso galã dos anos 1990 morre aos 66 anos

Morreu o ator Gerson Brenner, famoso galã dos anos 1990, aos 66 anos

Por: Tom Henrique - 23/03/2026 - Updated 23/03/2026Gerson Brenner, famoso galã dos anos 1990 morre aos 66 anos


A televisão brasileira se despediu de um de seus nomes mais conhecidos com a morte de Gerson Brenner, ocorrida na noite desta segunda-feira (23), aos 66 anos, em São Paulo. O falecimento foi confirmado por volta das 19h no Hospital São Luiz, no bairro do Itaim. A informação foi divulgada oficialmente por sua esposa, Marta Brenner, provocando grande comoção entre fãs, colegas de profissão e admiradores nas redes sociais.
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Ao longo de sua carreira, Gerson Brenner construiu uma trajetória sólida e se destacou como um dos rostos mais populares da teledramaturgia brasileira, especialmente entre as décadas de 1980 e 1990. O ator participou de produções marcantes da TV Globo, como Rainha da Sucata, Top Model, Olho no Olho e Corpo Dourado, além de participações no programa Você Decide. Seu talento e carisma o transformaram em um artista querido pelo público.
Tragédia que marcou sua vida

A trajetória de Gerson Brenner sofreu uma mudança drástica em 1998, quando ele foi vítima de uma emboscada criminosa na Rodovia Ayrton Senna. Na ocasião, o ator havia parado o carro após suspeitar de um problema no pneu, sem saber que a situação poderia ter sido provocada por criminosos. Durante a abordagem, acabou sendo atingido por um disparo na cabeça, o que resultou em graves consequências para sua saúde.

Juca de Oliveira


Juca de Oliveira

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Hoje, 21 de março de 2026, o Brasil se despede de Juca de Oliveira, ator e dramaturgo que marcou gerações. Aos 91 anos, ele faleceu em São Paulo, deixando um legado imenso na televisão, no teatro e no cinema.
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Trajetória de Vida

- Nome completo: José Juca de Oliveira Santos
- Nascimento: 16 de março de 1935, em São Roque (SP)
- Falecimento: 21 de março de 2026, em São Paulo, aos 91 anos
- Formação inicial: Ingressou em Direito na USP, mas abandonou o curso para seguir carreira artística.
- Início da carreira: Década de 1950, no teatro, após estudar na Escola de Arte Dramática.
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Carreira Artística

- Participou de mais de 30 novelas e minisséries, além de 10 filmes e cerca de 60 peças teatrais.

- Um de seus papéis mais marcantes foi o Dr. Albieri em “O Clone” (2001), o médico responsável pela criação de um clone humano.

- Atuou em produções memoráveis como “Torre de Babel”, “Fera Ferida”, “O Rei do Gado” e tantas outras que marcaram a dramaturgia brasileira.

- Como dramaturgo, escreveu peças que se tornaram referência, mostrando sua versatilidade e talento também como autor.

Últimos Dias

- Juca estava internado desde 13 de março de 2026 no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
- O motivo da internação foi um quadro de pneumonia associado a problemas cardíacos.
- Sua morte foi confirmada pela família na madrugada deste sábado.
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Legado

Juca de Oliveira foi mais do que um ator: foi um contador de histórias, um homem que acreditava na força da arte para transformar vidas. Sua presença nos palcos e nas telas ajudou a moldar a cultura brasileira, e sua voz continuará ecoando em cada personagem que interpretou e em cada texto que escreveu.

Rolling Stone Brasil

O ator e dramaturgo Juca de Oliveira morreu na madrugada deste sábado (21), aos 91 anos, em São Paulo. Ele estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde o dia 13 de março, tratando um quadro de pneumonia associado a uma condição cardiológica.

Com mais de seis décadas dedicadas às artes, Juca construiu uma das carreiras mais sólidas da dramaturgia brasileira, transitando entre teatro, televisão e cinema.

Na televisão, ficou marcado por personagens complexos e memoráveis. Entre eles, o cientista Dr. Albieri, da novela O Clone, que levantou discussões sobre ética e clonagem humana.

Renato Rocha Miranda/TV Globo


Fafá de Bém

A partida de Juca de Oliveira deixa um vazio imenso desses que ecoam nos palcos, nas telas e dentro da gente. Um vazio que não se preenche, porque nasce da ausência de quem foi grande em tudo o que fez.
Hoje, a arte brasileira perde um de seus pilares. E nós, ficamos com a saudade e com a gratidão por tudo o que ele nos deixou: personagens, reflexões, encontros… vida transformada em arte.
Descanse em paz.
E obrigada por tanto.

Zezé Motta

Hoje me despeço de um grande colega de cena e de vida. Juca de Oliveira foi um ator imenso, desses que engrandecem qualquer palco, qualquer set, qualquer história.
Tive a alegria de cruzar com ele na televisão e de testemunhar de perto seu talento, sua inteligência e sua elegância como artista e como homem.
O Brasil perde um grande ator.
Eu guardo a memória de um colega generoso e brilhante.
Obrigada por tudo, Juca.
Descanse em paz.

Amaury Jr

Nosso último abraço. Juca de Oliveira vai embora e deixa uma tristeza imensa. Com seu talento ímpar

Lúcia Veríssimo
Imenso, gigantesco, brilhante, generoso, muito obrigada por tanto @jucadeoliveirareal

Marcelo Médici

Desde que comecei na profissão, o nome de Juca de Oliveira esteve nos imensos cartazes dos melhores teatros de São Paulo, muitas vezes em mais de um teatro ao mesmo tempo, como ator em um e autor no outro, e obviamente sei que isso acontecia muito antes de eu nascer. e foi assim até os dias de hoje. sempre olhei com muita admiração para a mais pura definição de um homem de teatro. o respeito dele ao público foi correspondido em sua trajetória de plateias sempre cheias. foi um grande realizador e acredito que tenha se sentido realizado. Bravo

quinta-feira, 5 de março de 2026

Denni Carvalho

Dennis Carvalho

Memória Teledramatúrgica por Eduardo Conceição
adicionou uma foto ao álbum: ESTRELAS QUE E FORAM

LUTO: morreu aos 78 anos, o grande diretor Dennis Carvalho, na manhã deste sábado (28) no Rio de Janeiro.


Ele estava internado no hospital Copa Star, em Copacabana.


A instituição de saúde comunicou o falecimento para a imprensa, e não deu maiores detalhes por escolha da família.


Ele começou na TV Tupi, transformou a direção de TV no Brasil com Dancing Days e Anos Rebeldes.


Comandou a primeira versão de Vale Tudo, de Gilberto Braga, de 1988, e colaborou com o humor sagaz de Sai de Baixo.


Foi casado com grandes estrelas:


Christiane Torloni, Deborah Evelyn e Tássia Camargo.


Deixa quatro filhos. Descanse em paz.


Morre Dennis Carvalho: como o diretor revolucionou as novelas e filmou o 1° beijo entre mulheres idosas na Globo




Crédito,João Cotta/TV Globo/DivulgaçãoLegenda da foto,O diretor Dennis CarvalhoArticle InformationAuthor,Pedro Martins
Role,Da BBC News Brasil em Londres
28 fevereiro 2026


Morreu na manhã deste sábado (28/2), no Rio de Janeiro , o ator e diretor Dennis Carvalho. Ele tinha 78 anos e estava internado no hospital Copa Star, em Copacabana, que emitiu uma nota à imprensa, mas não divulgou a causa nem detalhes da morte a pedido da família.


Carvalho nasceu em 1947 e começou a carreira aos 11 anos, ao fazer um teste para Oliver Twist, novela da extinta TV Paulista inspirada no romance de Charles Dickens .


Seu trabalho como ator se estendeu até a década passada, em participações especiais, mas se concentrou do fim dos anos 1960 até os anos 1980, quando atuou em clássicos como Pecado Capital, de Janete Clair e Roque Santeiro , de Dias Gomes e Aguinaldo Silva.


Seu trabalho mais prolífico, no entanto, foi como diretor. Carvalho estreou em Sem Lenço, Sem Documento, em 1977, e trabalhou por alguns anos como assistente, principalmente de Daniel Filho — nome central da televisão e do cinema —, até se estabelecer no cargo em Malu Mulher, obra de Manoel Carlos, em 1979.


Na década seguinte, sedimentou sua parceria com Gilberto Braga, que lhe rendeu, na visão da crítica especializada, os maiores frutos de toda a carreira. A dupla criou, por exemplo, a versão original de Vale Tudo, de 1988, uma das maiores novelas já feitas no Brasil, além de Anos Rebeldes e Pátria Minha.


Novela com 'cara de cinema'


Ao lado de nomes como Luiz Fernando Carvalho, Dennis Carvalho ajudou a revolucionar as novelas nos anos 1980. À época, os folhetins tinham uma linguagem mais estática, próxima do teatro, mas sob sua supervisão passaram a incorporar a gramática cinematográfica.
Isso se traduziu em uma fotografia com planos e movimentos de câmera mais fluidos, que adicionavam camadas à performance dos atores e substituíam, por exemplo, o pingue-pongue de closes durante os diálogos que costumavam enquadrar o elenco apenas da cintura para cima.

Ele também adotou uma iluminação mais sofisticada, adicionando contraste entre atores, objetos de cena e cenários, e priorizou montagens dinâmicas, com cenas mais curtas e alternância rápida entre núcleos de personagens.

Esse, aliás, é um dos elementos que distinguiram a dramaturgia de seu principal parceiro, Gilberto Braga, conhecido por escrever diálogos afiados, em detrimento das longas declamações comuns às radionovelas e às peças teatrais, o que tornava suas histórias, retratos dos conflitos sociais, mais empolgantes para o público.

Com essa nova linguagem visual, os atores também tiveram de se transformar. Ao explorar enquadramentos fechados em determinadas partes do corpo, por exemplo, não cabiam mais gestos amplos, que poderiam facilmente parecer exagerados. Foi nesse contexto que as novelas passaram a ter atuações mais naturalistas, com expressões mais curtas e contidas.

Investir em uma produção mais sofisticada era um desafio sobretudo pela dinâmica da teledramaturgia, mais industrial do que a do cinema. É como gravar um filme por dia, dizem os profissionais dessa indústria — até hoje, são gravadas cerca de 20 cenas por dia para cada folhetim da Globo, com três frentes de filmagens simultâneas, algo que amplia o desafio do diretor.

José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, diz à BBC News Brasil que uma das características mais marcantes de Carvalho era saber dosar o quanto uma história, em termos visuais, podia ser escapista e realista. Ele chefiou o diretor quando foi diretor-geral da TV Globo, do fim dos anos 1960 até os anos 1990.

"A dramaturgia na TV precisa ter um pé na realidade e outro na ficção. É isso o que faz o espectador ser fiel às novelas, e Dennis Carvalho soube manter esse equilírio. Era um mestre nisso. Foi uma pessoa de uma sensibilidade enorme. A TV brasileira deve muito a ele."

Primeiro beijo entre mulheres idosas na TV brasileira

A parceria entre Carvalho e Braga foi frutífera até quando os índices de audiência caíram, na visão da crítica. Isso aconteceu em Babilônia, a última novela do autor.

A razão? Um beijo entre duas das maiores atrizes do país, Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg. Não foi o primeiro beijo lésbico da televisão brasileira, mas foi pioneiro entre duas mulheres idosas, logo no primeiro capítulo do folhetim.

O roteiro orientava as atrizes a dar um selinho, mas Fernanda quis ir além, com um beijo de língua.

Timberg aceitou a ideia, e Carvalho, que chefiava o set, deu autorização à dupla. O episódio é contado no livro Gilberto Braga - O Balzac da Globo, biografia do autor escrita pelos jornalistas Mauricio Stycer e Artur Xexéo.

A direção da emissora aprovou a ideia. O que poderia dar errado, afinal? Um ano antes, Mateus Solano e Thiago Fragoso, nos papéis de Félix e Niko, haviam dado um beijo no fim de Amor à Vida, de Walcyr Carrasco, aplaudidos pela maior parte do público.

Mas desta vez os espectadores rejeitaram a ideia, e os índices de audiência no Kantar Ibope despencaram de 33 para 20 pontos em uma semana, impulsionados pela bancada evangélica na Câmara, com dezenas de deputados incitando boicote à produção.

A direção da Globo, à época encabeçada pelo autor Silvio de Abreu na chefia de dramaturgia, fez mudanças profundas no roteiro — as personagens, por exemplo, não voltaram a se tocar até o fim da trama, que acabou encurtada.

Mas a coragem de Carvalho, ao lado de Braga, de enfrentar o conservadorismo que regia a pauta dos costumes, sobretudo no que diz respeito à sexualidade e a questões de gênero, foi celebrada pela crítica especializada e pela indústria.


Babilônia foi a antepenúltima novela de Carvalho. Sua despedida do ofício aconteceu no ano passado, no Show 60 Anos, que ele dirigiu a pedido da TV Globo para celebrar os 60 anos do canal, resgatando obras e personagens que formaram a emissora.

Sua trajetória poderá ser revista neste domingo (01/03), nas telas da Globo, que vai exibir por volta da 1h o especial Tributo, produzido no ano retrasado a partir de depoimentos de seus colegas de trabalho.



Memória da Globo

O ator e diretor Dennis Carvalho, um dos nomes mais influentes da televisão brasileira, morreu na manhã deste sábado, no Rio de Janeiro, aos 78 anos.

Dennis Carvalho estreou na Globo em 1975, na primeira versão de 'Roque Santeiro', de Dias Gomes, que acabou censurada na véspera da estreia.

No lugar, a emissora colocou uma reprise de 'Selva de Pedra', enquanto preparava a toque de caixa 'Pecado Capital', escrita por Janete Clair, com o mesmo elenco.

Com 'Malu Mulher', no final dos anos 1970, firmou seu papel como diretor. No primeiro episódio, uma cena foi marcante.

Dennis participou da criação e também atuou.

“Era uma cena forte, uma briga violenta entre a Regina Duarte, a protagonista Malu, e eu, o ex-marido.

O episódio ganhou sete prêmios internacionais, nos deu muito orgulho”, contou.

Dennis atuou e dirigiu várias obras, como 'Vale Tudo' (1988), 'O Dono do Mundo' (1991), 'Celebridade' (2003), 'Lado a Lado' (2012) e 'Babilônia' (2015).

Em depoimento ao Memória Globo, Dennis refletiu sobre seu trabalho:

“Ser diretor, além de ser uma profissão gratificante que eu sempre sonhei, tem a missão de contribuir para o próximo, de lançar novos talentos, formar diretores e atores.”

Vai fazer falta, Dennis!

Foto: Dennis Carvalho, 2009. Zé Paulo Cardeal/Globo.


Thiago Fragoso
está com Carvalho 5028 em Brasil

Eu tenho uma dívida de gratidão imensa com o Dennis.Quando eu sofri um acidente em 2012 e fiquei meses precisando de cuidados intensivos eu estava escalado pra novela Lado a Lado.
Na minha cabeça eu tinha acabado de perder o personagem… Que produção iria arriscar manter um ator ainda em recuperação de um evento tão sério?
Nessas horas as pessoas mostram o tamanho de sua generosidade, a fortaleza do seu caráter.
O nosso querido Dennis ligava todos os dias pra Mariana, perguntava como eu estava e dizia: “avisa que vamos esperar por ele”…
Essa confiança tão grande me deu força suficiente pra atravessar os momentos difíceis e me recuperar a ponto de poder voltar a trabalhar, mesmo com dores e alguns cuidados necessários.
Nunca vou esquecer disso.
Vai com Deus, meu amigo.
Fica a saudade gigante.

Mais Novela está com jorgeluizbrasio

Christiane Torloni faz homenagem para o ex-marido, Dennis Carvalho; eles viveram uma tragédia
Eles foram casados e tiveram os gêmeos Leonardo e Guilherme, que faleceu aos 12 anos em
1991

Orlando Morais


Meu querido amigo…
Como rimos um do outro, foram tantas gargalhadas,tantas festas, tantos conselhosVc me compreendia e sem saber meu protegeu com seu olhar de menino.
Senti imensamente sua perda, me doeu em um lugar profundo da amizade, lembrei da sua gargalhada alta cheia de acolhimento.
Que artista grande, generoso, bonito.
Meu amigo querido do coração, vai em paz, seu sorriso te abriu todos os caminhos por aqui, quando vc chegar, um céu estrelado vai te receber, assim como vc abraçou tudo que chegou até vc.
Até breve……



Hugo Gloss

Um dos maiores diretores da história da TV, Dennis Carvalho morreu, neste sábado (28), aos 78 anos, no Rio de Janeiro. 

Ele estava internado no Hospital Copa Star, que confirmou o falecimento. 

A pedido da família, a unidade de saúde não divulgou mais detalhes.
 
Nascido em São Paulo, Dennis iniciou a carreira aos 11 anos. 

Ele estreou na TV Tupi aos 18 e ingressou na Globo nos anos 1970. 

Antes de sua estreia como diretor, em 1977, atuou em em grandes novelas, como “Pecado Capital”, “Locomotivas” e “O Casarão”. 

A primeira direção veio com a trama “Sem Lenço, Sem Documento”.
 
Ao lado de Gilberto Braga, Dennis se destacou nos folhetins, especialmente na direção de “Dancyn’ Days”. 

Ele também brilhou como diretor em “Selva de Pedra”, “Vale Tudo”, “Fera Ferida”, “Explode Coração”, “O Cravo e a Rosa” e “Babilônia”.

Na vida pessoal, ele foi casado com Christiane Torloni, Tássia Camargo e Deborah Evelyn. 

Dennis deixa três filhos. Nossos sentimentos aos amigos e familiares. (: TV Globo/Alex Carvalho; Marcio de Souza)


Coisinha Simples & Delicadas

Hoje a televisão perde um de seus maiores mestres.

DENIS CARVALHO (1947 - 2026)

O diretor de televisão e ator Dennis Carvalho morreu aos 78 anos, na manhã deste sábado (28/02/2026).

Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, na zona Sul do Rio de Janeiro.

O ator e diretor estava internado para tratamento de saúde. A causa da morte não foi divulgada.

Dennis Carvalho nasceu em São Paulo, em 27 de setembro de 1947.

 Estreou na TV Globo atuando, em 1975, na primeira versão da novela 'Roque Santeiro'. 

Na emissora, dirigiu mais de 40 trabalhos, entre novelas, minisséries e especiais.

Ele foi diretor de sucessos como Vale Tudo (1988) e Celebridade (2003).

O artista deixa três filhos e uma trajetória marcante na TV Globo.

Nossos sentimentos ã todos familiares e amigos!


Edu Ciaramicoli - TV Tupi Difusora
O ator e diretor Dennis Carvalho faleceu na manhã deste sábado, 28 de fevereiro de 2026, aos 78 anos, no Rio de Janeiro.

Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, que confirmou o óbito em nota oficial, expressando pesar e solidariedade à família.

A pedido dos familiares, a causa exata da morte não foi divulgada.

Na TV Tupi, Carvalho se destacou como galã jovem em produções como Os Rebeldes, Antônio Maria e Ídolo de Pano — nesta última, interpretou o marcante psicopata Jean de Clermont.

Além de inúmeros teleteatros, teve uma fase prolífica como dublador, sendo a voz brasileira do Capitão Kirk em Star Trek (Jornada nas Estrelas) e de personagens como Race Bannon em Jonny Quest.

Como diretor na TV Globo, comandou sucessos históricos da teledramaturgia, incluindo Dancin' Days (1978), Vale Tudo (1988), Celebridade (2003) e Babilônia (2015).

Caçador de famosos

Em uma publicação emocionante no Instagram, Christiane Torloni relembrou a trajetória de Dennis Carvalho, pai de seus filhos e companheiro em um dos períodos mais delicados de sua vida pessoal.

O Brasil se despediu neste sábado, 28 de fevereiro, do ator e diretor Dennis Carvalho, que morreu aos 78 anos. 

Com uma carreira marcada por novelas de grande sucesso na TV Globo, onde trabalhou por décadas, ele estava afastado da emissora havia alguns anos. 

Dennis faleceu no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada, a pedido da família.

Ao longo da vida, Dennis viveu momentos de grande reconhecimento profissional e também episódios difíceis no âmbito pessoal. 

Um dos capítulos mais marcantes foi o casamento com Christiane Torloni, com quem se relacionou entre 1977 e 1980. Juntos, tiveram dois filhos gêmeos, e a família enfrentou uma tragédia com a perda de um deles ainda jovem.

Nas redes sociais, a atriz — que recentemente voltou a circular em comentários e memes sobre uma suposta participação no Big Brother Brasil 26 — prestou uma homenagem tocante ao ex-marido. 

Em um carrossel de fotos antigas ao lado de Dennis, ela destacou a importância do artista e do homem por trás da carreira consagrada.

“Hoje nos despedimos amorosamente de Dennis Carvalho. 

Ator, diretor, pai, avô. 

Uma jornada brilhante, de enormes contribuições à cultura brasileira. 

Missão cumprida”, escreveu Christiane, emocionando fãs e colegas.

Nos comentários da publicação, seguidores deixaram inúmeras mensagens de carinho e apoio.

 “Ele deixou uma marca eterna na nossa teledramaturgia”, escreveu um internauta.

“Missão cumprida com dignidade e talento”, comentou outro. 

Também não faltaram palavras de conforto à família:

“Que Deus conforte o coração de todos vocês” e “Um grande artista, que será sempre lembrado”, disseram fãs.


Walcyr Carrasco  está em Brasil.

Fevereiro se vai deixando mais uma dor imensa.
😢 Hoje nos despedimos de Dennis Carvalho, um mestre da televisão e peça fundamental da nossa dramaturgia.
Seu talento e sua dedicação ajudaram a construir capítulos inesquecíveis da nossa história. Deixo aqui meu carinho e solidariedade à família, aos amigos e a todos que admiravam seu trabalho.
🖤


Contigo 

A televisão brasileira se despediu neste sábado (28) de um de seus nomes mais emblemáticos.

Dennis Carvalho morreu aos 78 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense. A própria unidade confirmou a informação por meio de nota oficial.

No comunicado, o hospital declarou: 

“O Hospital Copa Star confirma com pesar o falecimento de Dennis de Carvalho neste sábado e se solidariza com a família, amigos e fãs por essa irreparável perda. 

O hospital também informa que não tem autorização da família para divulgar mais detalhes”. 

A morte encerra uma trajetória de mais de cinco décadas dedicadas à dramaturgia, tanto como ator quanto como diretor.

Reprodução/ Globo

Perdemos Dennis Carvalho, aos 78 anos, um dos maiores nomes da história da nossa TV
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Ator e diretor brilhante, Dennis esteve por trás de clássicos inesquecíveis como ‘Vale Tudo’, ‘Celebridade’, ‘Dancin’ Days’ e ‘Anos Rebeldes’.
Com seu talento único e o icônico grito de “Silêncio!” nos estúdios, ele moldou a forma de fazer novela no Brasil. Nossos sentimentos aos familiares, amigos e aos milhares de fãs. Descanse em paz, Dennis

Saudade FM
O Brasil se despede de Dennis Carvalho, um dos grandes nomes da teledramaturgia nacional.

Ator, diretor e responsável por sucessos marcantes da TV, ele ajudou a construir capítulos inesquecíveis da história da televisão brasileira, especialmente na TV Globo, onde deixou sua assinatura em produções que atravessaram gerações.
Descanse em paz!