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terça-feira, 31 de março de 2026

Você sabe qual o plural de “arroz”?“Arroz” tem plural? Saiba como a palavra realmente se escreve


Por Paulo Sena




No uso cotidiano, o singular arroz é o mais comum por se referir ao alimento de forma genérica

Entre as dúvidas mais recorrentes sobre a lingua portuguesa , o plural de arroz costuma aparecer com frequência. Em situações informais ou até em ambientes profissionais, muitas pessoas se perguntam se a forma arrozes está correta ou se se trata de um exagero de linguagem, o que torna importante compreender a regra gramatical e o uso cotidiano.

Como se forma o plural de arroz na gramática portuguesa

De acordo com a norma padrão, a forma correta do plural de arroz é arrozes. A explicação está na regra geral dos substantivos terminados em -z: para colocar essas palavras no plural , acrescenta-se o sufixo -es, como em “luz” (luzes), “cruz” (cruzes) e “vez” (vezes).

Essa formação é prevista explicitamente por gramáticas e dicionários atuais. Assim, em contextos técnicos, formais ou em que a distinção entre uma unidade e várias unidades é relevante, o uso de “arrozes” é adequado e alinhado à norma culta, sem ser exagero de linguagem.

Por que o plural arrozes quase não aparece na fala

Embora o plural de arroz seja “arrozes”, no uso corrente da língua o substantivo costuma permanecer no singular mesmo quando a ideia é de quantidade elevada. Em frases como “foram comprados dez quilos de arroz” ou “o mercado está com promoção de arroz”, o contexto já deixa claro que há mais de um grão ou embalagem.

Esse comportamento é comum com vários alimentos contáveis em grãos ou porções, como “feijão” e “milho”. Nesses casos, o foco recai na medida (“quilos”, “sacos”, “pacotes”) e não na palavra “arroz” em si, o que reforça o uso da forma singular mesmo diante de grandes quantidades.
Quando usar corretamente o plural arrozes no dia a dia

O emprego do plural arrozes torna-se mais frequente quando se fala de tipos diferentes de arroz, e não apenas de quantidade. Nesses contextos, o plural destaca a variedade, a origem ou o modo de preparo, algo muito comum em textos de gastronomia, nutrição ou comércio de alimentos.

Algumas situações em que o plural de “arroz” é especialmente adequado incluem cardápios com mais de uma preparação do grão, listas de produtos em supermercados, textos técnicos sobre variedades de arrozes e comparações entre origens, formatos do grão ou métodos de cozimento.
Quais são exemplos práticos de frases com o plural de arroz

Para visualizar como o plural de “arroz” funciona na prática, observe alguns usos frequentes em contextos profissionais ou informativos. Em um cardápio, por exemplo, pode aparecer: “O buffet oferece diferentes arrozes, como risoto, arroz integral e arroz de forno”.

Em um texto de nutrição, pode-se ler: “Os arrozes integrais costumam apresentar maior teor de fibras em comparação aos arrozes brancos”. Já em um material de comércio exterior: “Os arrozes asiáticos têm grande participação nas exportações da região”.

Por que entender o plural de arroz ajuda na comunicação

Compreender o uso correto do plural de arroz facilita a produção de textos claros, sobretudo em áreas que lidam com cardápios, rótulos, pesquisas alimentares e materiais educativos. Quando a intenção é destacar tipos diferentes de grãos ou preparações, empregar “arrozes” evita ambiguidades.

Além disso, conhecer a regra aplicada a “arroz” permite estender o mesmo raciocínio a outros substantivos terminados em -z. Esse domínio favorece a escrita formal em relatórios, anúncios, materiais escolares e conteúdos digitais, em que a correção gramatical é frequentemente exigida.
Resumo das regras do plural de arroz

O quadro a seguir organiza as principais informações sobre o plural de “arroz”, apresentando formas, regras e exemplos de uso. Observe também palavras análogas que seguem a mesma lógica de formação do plural.

FormaClassificaçãoRegra aplicadaExemplo de uso
arroz Singular Substantivo comum terminado em “z” “Foi comprado um pacote de arroz.”
arrozes Plural Acréscimo de “-es” a palavras terminadas em “z” “O restaurante oferece vários arrozes no cardápio.”

luz → luzes Exemplo análogo Mesma regra de pluralização “As luzes da cidade foram acesas.”
vez → vezes Exemplo análogo Mesma regra de pluralização “Algumas vezes o plural causa dúvida.”


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Coletivo de galinha



Coletivo de galinha, mas no Brasil quase ninguém sabe

Por Elis Souza 

Entender qual é o coletivo de galinha vai muito além de uma simples curiosidade da língua portuguesa. Quando analisamos termos como galinhada, galinhame e galinhaço, mergulhamos na lógica da gramática normativa, na formação de palavras e nos mecanismos linguísticos que estruturam o vocabulário. O ponto central é compreender como os coletivos são construídos e reconhecidos oficialmente, diferenciando usos populares de registros formais.

Qual é o coletivo de galinha segundo a gramática normativa?

A A gramática normativa  registra como coletivo mais adequado para galinha o termo galinhada. Trata-se de uma palavra formada por derivação sufixal, processo comum na formação de substantivos coletivos na língua portuguesa.

Embora o uso popular muitas vezes associe galinhada ao prato típico brasileiro, do ponto de vista linguístico o termo designa um conjunto de galinhas. Esse fenômeno demonstra como o contexto semântico pode ampliar ou deslocar sentidos ao longo do tempo.

Para compreender melhor como os coletivos são estruturados, é importante observar alguns princípios presentes na formação dessas palavras:Uso de sufixos como -ada, que indicam ideia de conjunto ou grande quantidade

Além de galinhada, existem registros de termos como galinhame e galinhaço. Essas formas aparecem em dicionários, mas são menos usuais e possuem marcação de uso mais restrita ou regional.

Galinhame carrega o sufixo -ame, que também pode indicar coletividade, enquanto galinhaço utiliza o sufixo -aço, frequentemente associado a intensidade ou abundância. Ainda assim, na norma padrão, galinhada permanece como a forma mais reconhecida.

Para diferenciar essas variações, vale considerar os seguintes aspectos linguísticos:

Galinhada, forma mais aceita e difundida na norma culta

Galinhame, uso raro e com valor coletivo registrado

Galinhaço, sentido de grande quantidade, com nuance expressiva

Variação lexical influenciada por regionalismos e tradição oralConhecer coletivos amplia o repertório vocabular do falante

Sufixos como -ada, -ame e -aria transformam substantivos simples em substantivos coletivos. Esse processo mantém o radical e acrescenta uma terminação que altera o valor semântico, conferindo a ideia de conjunto.

Assim, o coletivo de galinha mais aceito é galinhada, enquanto galinhame e galinhaço aparecem como variações registradas. Mais do que decorar termos, compreender sua formação e aplicação é o que consolida o domínio efetivo da língua portuguesa.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

“Hesitar” e “exitar”

“Hesitar” e “exitar” existem, mas tem aplicações completamente diferentes na língua portuguesa
Por Larissa Carvalho




Na língua portuguesa, alguns verbos geram dúvidas frequentes, especialmente quando possuem grafia parecida, como ocorre com hesitar e exitar. Embora sejam palavras semelhantes, cada uma apresenta sentido próprio e se aplica a situações distintas do dia a dia, o que impacta diretamente a clareza da comunicação em textos formais, conversas profissionais e avaliações escolares.

O que significa o verbo hesitar

O verbo hesitar está diretamente associado à ideia de dúvida, indecisão ou receio. Ele indica que alguém não age de forma imediata porque está em processo de avaliação, insegurança ou ponderação, atrasando uma resposta ou atitude por falta de certeza.

Esse verbo é comum em situações de escolha difícil, tomada de decisões financeiras, respostas a convites ou qualquer cenário em que exista conflito interno. Em geral, hesitar aparece ligado a “pensar melhor”, “avaliar as consequências” ou “não ter confiança plena”.

Exemplo 1: Ela costuma hesitar antes de assinar contratos importantes.
Exemplo 2: O candidato não deve hesitar ao responder perguntas diretas.
Exemplo 3: Diante da proposta, ele hesitou por alguns minutos.

O que significa o verbo exitar

Já o verbo exitar tem origem na palavra êxito, que remete a sucesso, bom resultado ou desfecho favorável. Nesse caso, exitar significa “ter êxito”, “obter sucesso” ou “sair-se bem” em determinada atividade, mantendo um sentido ligado a resultado positivo.

Trata-se de um verbo menos comum na linguagem do dia a dia, mas dicionarizado e reconhecido na norma culta. Em contextos específicos e mais formais, pode surgir como alternativa a “ter êxito” ou “ser bem-sucedido”, embora muitas vezes essas expressões sejam preferidas por soarem mais naturais.

Exemplo 1: O projeto conseguiu exitar em um mercado altamente competitivo.
Exemplo 2: A equipe não conseguiu exitar na campanha deste ano.
Exemplo 3: Para exitar nesse tipo de empreendimento, é necessário planejamento.

Como não confundir hesitar e exitar no dia a dia

Para evitar confusão entre hesitar e exitar, é essencial observar o contexto da frase. Quando a ideia central estiver ligada à dúvida, insegurança ou demora na decisão, a forma adequada será sempre hesitar, pois ela expressa incerteza e cautela.

Quando o foco estiver em resultado positivo, sucesso ou bom desfecho, o uso correto será exitar, embora em muitos textos formais se prefira “ter êxito”. Uma associação prática ajuda: hesitar lembra “hesitação” (incerteza) e exitar lembra “êxito” (sucesso).
.
Se a frase falar de sucesso, vitória ou bom resultado, usar exitar.
Na dúvida em textos formais, é comum substituir exitar por “ter êxito”.

Para aprofundarmos no tema, trouxemos o vídeo da professora de redação Viviane Faria, publicado em seu próprio perfil que conta com quase 100 mil seguidores:

Quando o erro entre hesitar e exitar passa despercebido

Como ambas as formas existem na língua portuguesa e estão registradas em dicionários, muitos erros não são detectados por corretores automáticos. O sistema reconhece a palavra como válida, sem avaliar o sentido da frase, o que pode gerar deslizes em textos aparentemente corretos.

Assim, construções como “ele não quis exitar na resposta” podem passar sem marcação de erro, embora o contexto indique claramente que o esperado seria “hesitar”. Por isso, a revisão atenta continua sendo fundamental em relatórios, e-mails formais, petições, artigos acadêmicos e documentos profissionais.Leitura em voz alta pode ajudar a perceber estranhezas de sentido.
Consultas rápidas a dicionários atualizados esclarecem dúvidas pontuais.
Comparar o verbo com sua palavra de origem (hesitação ou êxito) facilita a tomada de decisão.
“Hesitar” significa duvidar ou vacilar; “exitar” é erro comum por “exitar” (estimular sexualmente), use certo para clareza em textos formais diários.

Por que é importante diferenciar hesitar e exitar

A distinção entre hesitar e exitar tem impacto direto na clareza da mensagem. Em contextos profissionais, jurídicos, acadêmicos ou jornalísticos, uma escolha inadequada pode alterar a interpretação de um trecho, gerar ambiguidade e ser interpretada como falta de domínio da norma padrão.

Dominar essa diferença não é apenas uma questão gramatical, mas uma forma de transmitir informações com precisão. Ao reconhecer que hesitar indica indecisão e exitar indica êxito, o falante amplia seus recursos linguísticos e passa a escrever com maior segurança em 2025, em um cenário em que a comunicação escrita continua ganhando espaço em ambientes digitais e profissionais.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

o coletivo de “lápis


Você conhece qual o coletivo de “lápis”?A curiosidade sobre o coletivo de lápis revela a flexibilidade do português

Publicado

em 20/01/26 22:47

Por Paulo Sena

No vasto universo da lingua portuguesa , muitas palavras despertam curiosidade devido às suas peculiaridades, e uma questão intrigante é sobre a existência de um coletivo específico para a palavra “lápis”, pois nos principais dicionários não há registro formalmente aceito desse termo.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

Coletivo de lápis: existe um termo oficial?

A palavra-chave nesse tema é justamente coletivo de lápis. Diferentemente de vocábulos como “cardume” (peixes) ou “alcateia” (lobos), não há um substantivo coletivo tradicional consagrado para designar vários lápis de uma só vez. Os dicionários de referência não registram uma forma exclusiva com esse sentido.

Na prática, a língua resolve essa lacuna com construções descritivas, como “uma caixa de lápis”, “um conjunto de lápis”, “um maço de lápis” ou até “um estojo de lápis”. Todas essas opções são aceitas, bastando que o contexto indique a ideia de agrupamento. Assim, a expressão coletiva não depende de uma única palavra fixa, mas de combinações que funcionam como unidade de sentido.

Esse comportamento não é isolado. Muitos substantivos concretos, especialmente objetos do cotidiano, não contam com coletivos próprios e se apoiam em termos genéricos, como “grupo”, “coleção” ou “conjunto”. Dessa forma, falar em conjunto de lápis é gramaticalmente adequado e preserva a objetividade da comunicação.

Por que não existe coletivo exclusivo para “lápis”

A inexistência de coletivo específico para “lápis” não se caracteriza como um erro ou uma falha linguística. Na verdade, isso reflete uma característica natural do idioma e a própria natureza invariável da palavra.

Esse fenômeno é comum em português, e a palavra pertence ao grupo de palavras invariáveis que não sofrem alteração entre singular e plural.
O que são palavras invariáveis no português

No campo da gramática, palavras invariáveis mantêm a mesma forma tanto no singular quanto no plural, gerando, às vezes, dúvidas entre os estudantes do idioma.

Para entender melhor este conceito, veja alguns exemplos de palavras invariáveis:lápis
ônibus
tórax
vírus

Como expressar coletivo da palavra de forma prática

A ausência de coletivo exclusivo não limita a comunicação, pois o falante pode recorrer a expressões contextuais. Em situações cotidianas, especialmente na escola ou em papelarias, diferentes expressões são naturalmente utilizadas.

Você pode optar por termos variados conforme o contexto, como “caixa de lápis” para itens escolares ou “maço de lápis” em lojas especializadas, adaptando a comunicação à situação.


O plural de lápis causa dúvida – Créditos: depositphotos.com / VadimVasenin

Por que conhecer esses detalhes sobre a palavra lápis é útil?

O estudo de termos como lápis permite observar como o português lida com a variedade de objetos e situações do cotidiano. A ausência de um coletivo específico não gera lacuna na comunicação, pois o idioma dispõe de recursos para indicar quantidade, agrupamento e função de maneira clara.

Ao entender que lápis é um substantivo invariável e que seu “coletivo” é expresso por locuções como “caixa de lápis” ou “conjunto de lápis”, leitores e estudantes ganham segurança no uso da língua, tanto em textos informais quanto em contextos acadêmicos e profissionais. Esse tipo de detalhe gramatical contribui para um domínio mais preciso do português e favorece uma expressão escrita mais cuidadosa e coerente.

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Qual é o plural de gravidez, segundo a língua portuguesa

por Larissa Carvalho

]A gravidez vem do latim e está relacionada ao termo gravis ,significa pesado ou carregado 

Você sabia que o plural correto de gravidez é gravidezes? Muitas pessoas acreditam que a palavra gravidez não possui plural, mas a língua portuguesa possui regras específicas para esse caso.

Como é feito o plural de gravidez?

O plural de gravidez é gravidezes. 

Essa forma segue uma regra gramatical para palavras terminadas em “-ez”, que recebem a terminação “-es” no plural. Entender essa lógica evita o uso errado da palavra no cotidiano.

Este mesmo padrão se aplica a outras palavras semelhantes, tornando o português mais previsível nesse aspecto. 

Curiosamente, esse processo regular é um exemplo da regularidade que alguns sufixos proporcionam ao aprendizado do idioma.

A professora Raissa Loth, em seu perfil @profraissa no TikTok, detalhou o plural de gravidez e de outras palavras pouco convencionais:

Exemplo: Já tive duas gravidezes. 

Você já ouviu falar nesses plurais? 

Chafariz – chafarizes

 Mel – meles ou méis

 Pires – pires 

Quais outras palavras seguem o mesmo padrão de plural?

Para compreender melhor a regra, é interessante verificar exemplos de palavras que adotam a mesma estrutura ao serem pluralizadas.

Veja como essa transformação acontece em casos do dia a dia: 

Timidez passa a timidezes

Sefardez passa a sefadezes

Altivez passa a altivezes

Além destas, outras palavras como 

lucidez (lucidezes) e braveza (bravezas — para femininos em “-eza”) também seguem padrões específicos conforme a terminação, o que reforça a importância da análise do final das palavras ao fazer o plural.

Como evitar os principais erros ao pluralizar gravidez?

Muitos falantes cometem o erro de adicionar um simples “s” ao final, como ocorre em “crise/crises”.

No entanto, palavras terminadas em “-ez”, como gravidez, exigem a adição de “-es” no final. Manter isso em mente é fundamental para evitar erros em textos e falas.

Lembre-se de que aplicar corretamente a regra de pluralização demonstra domínio da língua portuguesa e favorece uma comunicação mais clara. Uma dica extra é sempre consultar um dicionário caso haja dúvida sobre a formação do plural.

Apesar de parecer incomum, o plural gravidezes está correto e é amplamente aceito pelos gramáticos. 
Créditos: depositphotos.com / VitalikRadko e Créditos: depositphotos.com / Nattakorn

O que torna interessante o padrão das palavras terminadas em “-ez”?

Palavras terminadas em “-ez” geralmente são substantivos abstratos derivados de adjetivos, como “timidez” de “tímido”. Elas compartilham não só uma construção, mas também regras gramaticais semelhantes.

Dominar essas normas amplia seu vocabulário e torna sua comunicação escrita mais precisa, refletindo conhecimento das sutilezas do idioma. 

Além disso, entender padrões de pluralização contribui para desenvolver o senso crítico em relação à estrutura da língua e aprimora a produção textual em diferentes contextos.

Correiobrasiliense.com.br

sábado, 1 de novembro de 2025

“De nada” ou “por nada”?


Normalmente, o uso varia conforme o contexto e a região do país

Gabriel Yuri Souto
 27 de outubro de 2025(Foto: Reprodução/Marcos Santos/USP Imagens)

Nas interações cotidianas, responder a um “obrigado” parece algo simples. No entanto, expressões como “de nada” e “por nada” despertam curiosidade sobre qual delas é, de fato, a mais adequada na língua portuguesa. Ambas são aceitas, mas seu uso revela diferenças sutis de contexto, formalidade e origem regional.

A expressão “de nada” é a mais comum em todo o Brasil e tem raízes no latim, significando literalmente “não há dívida” — ou seja, o favor foi feito sem causar incômodo ou gerar obrigação. Já “por nada” é mais usada em algumas regiões do Nordeste, representando uma variação linguística legítima e igualmente educada, ainda que mais informal.

Origem e significado das expressões

O uso de “de nada” se consolidou na língua portuguesa como uma forma cortês de demonstrar desinteresse em qualquer retorno. A ideia por trás da expressão é simples: quem a utiliza está dizendo que o favor ou gesto foi feito de bom grado, sem esperar recompensa.

Por outro lado, “por nada” pode ser interpretada como uma justificativa ou resposta que sugere o motivo da ação — “foi por nada”, isto é, “não há razão para agradecer”. Apesar da diferença sutil, as duas formas cumprem a mesma função comunicativa: retribuir o agradecimento com gentileza.

Essas nuances mostram como o idioma reflete aspectos culturais e regionais, formando um verdadeiro mosaico linguístico dentro do Brasil.

Quando usar cada uma

Especialistas em linguagem destacam que “de nada” é a forma mais apropriada em contextos formais, como no ambiente de trabalho, atendimento ao público ou situações que exigem certa etiqueta. 

Já “por nada” soa mais espontânea e coloquial, sendo mais comum em conversas informais, entre amigos ou familiares.

Além delas, há outras expressões usadas para responder a agradecimentos, como “imagina”, “não há de quê” e “foi um prazer”, que ampliam as possibilidades de interação educada no português.

A diversidade que enriquece o idioma

Mais do que uma questão de correção, a escolha entre “de nada” e “por nada” reflete a diversidade linguística e cultural do Brasil. Cada expressão carrega a identidade de quem a utiliza, mostrando que a língua está viva e se adapta às diferentes formas de falar e conviver.

No fim das contas, o mais importante não é qual das duas se deve usar, mas sim o gesto de reconhecer e retribuir a gentileza — algo que continua sendo o verdadeiro significado da boa educação.

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Gabriel Yuri Souto
Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO. Colabora com Portal 6 desde 2023.


sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Qual o plural de pôr do sol de acordo com professores

Por Larissa Carvalho


A formação do plural em locuções com preposição obedece a regras próprias do português. O importante é lembrar que a preposição não se flexiona, mantendo-se invariável, enquanto os substantivos recebem a marca do plural conforme as normas gramaticais.

Você sabe por que “pores do sol” está correto?

A grafia plural “pores do sol” segue o padrão de concordância: apenas o substantivo é flexionado, e a preposição “do” permanece no singular. Essa estrutura garante a coesão e mantém o uso correto em todo o território nacional, mesmo com pequenas variações regionais.

Quais são exemplos análogos de locuções substantivas no plural?

Para fixar o entendimento, confira exemplos em que a pluralização ocorre de modo semelhante ao caso de pores do sol. Essas construções ajudam a visualizar o padrão nas locuções substantivas.

Cavalos de Troia: 
ambos os termos principais aparecem no plural.

Boas-vindas: 
o plural atinge todas as palavras que compõem a locução.Esse é sempre um tema constante para professores, dada a alta quantidade de dúvidas e erros. Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy

Como praticar a regra e formar outros plurais corretamente?

Depois de aprender a regra, é útil praticar a pluralização em outras locuções do cotidiano. O processo consiste em identificar os elementos principais e aplicar a flexão somente onde necessário.

Por exemplo, veja como pluralizar corretamente as seguintes locuções: 

“bater de frente” se torna “bateres de frente” e “tempo de espera” vira “tempos de espera”. A aplicação regular dessas regras contribui para a clareza e rigor na comunicação oral e escrita.
Locução Substantiva no SingularForma no PluralPôr do sol Pores do sol

Cavalo de Troia
Cavalos de Troia

Bater de frente 
Bateres de frente

Tempo de espera 
Tempos de espera

Guarda-chuva 
Guarda-chuvas

Boa-vinda 
Boas-vindas

Ponto de vista 
Pontos de vista

Palavra-chave 
Palavras-chave

Sala de aula 
Salas de aula

sábado, 25 de outubro de 2025

“Relampejando” ou “Relampeando”: qual é a forma correta?


Aprenda qual é o jeito correto de escrever o verbo relacionado à queda de relâmpagos e nunca mais erre quando for se comunicar.

Por Cecilia Fernandes em 20/10/2025 às 13h33

A Língua Portuguesa é cheia de truques que confundem os falantes a todo o momento, principalmente por conta da semelhança entre as palavras. Neste contexto, umas das dúvidas mais comuns é se o jeito certo de escrever a queda de relâmpagos no céu é “relampejando” ou “relampeando”.

Como o idioma sofre influência de diversas questões os , como sotaques e regionalismos, algumas pessoas se acostumam com expressões distintas. Porém, não sabem se estão cometendo um erro de linguagem ou não.

Por isso, é importante aprender com base nas regras da língua. Entenda mais a seguir.
Leia também

Qual é o jeito certo de escrever: relampejando ou relampeando?

Diferente do que se imagina, tanto a expressão relampejar quanto relampear estão certas e possuem utilização na Língua Portuguesa. Dessa forma, são termos das categorias de formas variantes ou formas gráficas variantes.

Esse fenômeno linguístico refere-se às palavras que são escritas de jeitos distintos, mas continuam tendo uma grafia correta de acordo com a norma culta da Língua Portuguesa. Além de terem a grafia correta, essas expressões distintas não perdem o significado original.

No geral, as formas variantes são resultados dos processos naturais de formação da língua, bem como da maneira que é utilizada socialmente.

Comumente, o que acontece é que uma das grafias se torna mais comum entre os falantes, mas isso não invalida o uso e ortografia de suas variantes.

De acordo com o Vocabulário Oficial da Língua Portuguesa, criado pela Academia Brasileira de Letras, tanto relampejar quanto relampear estão corretos. A partir desse registro oficial, se legitima o uso de ambas grafias no território brasileiro.

Portanto, é possível dizer:

Tome cuidado na rua, está relampejando hoje;

Tome cuidado na rua, está relampeando hoje.

Quais são as outras variações?

Também segundo o Vocabulário Oficial da Língua Portuguesa, outras formas aceitas desse verbo são relampaguear, relampadear, relampar ou relampadar.

Em todas essas variações existe um padrão de formação, pois coloca-se a palavra relâmpago com algum tipo de derivação sufixal. Sendo assim, ao adicionar relâmpago aos sufixos há a transformação desse substantivo em verbos. 

Funciona assim:

Substantivo relâmpago somado ao sufixo -ear = verbo relampear;

Substantivo relâmpago somado ao sufixo -ajar = verbo relampejar;

Substantivo relâmpago somado ao sufixo -aguear = verbo relampaguear.

Curiosamente, escrever relâmpago ou relampo está correto, porque também é aceito na Língua Portuguesa. Outras palavras registradas no idioma para descrever essa emissão de carga são corisco ou lôstrego, mas são bem menos utilizados.

Afinal, o que significa relampejar?

Segundo o dicionário, relampejar pode ser usado como verbo intransitivo ou verbo transitivo direto. Por um lado, refere-se ao aparecimento rápido de um relâmpago no céu, de forma singular ou contínua.

Contudo, também pode referir-se ao aparecimento rápido de um pensamento ou sentimento, utilizando o relâmpago como metáfora . 

Veja alguns exemplos de frases com esses sentidos:

Não vou sair de casa, está relampejando muito;

A dúvida relampejava em seu coração depois de ouvir aquela palestra.

Quais são os outros tipos de formas variantes?

Como citado anteriormente, as formas variantes são formações duplas ou até múltiplas de escritas que não afetam o significado das palavras. Apesar disso, modificam a grafia sem ferir as regras da norma culta.

Mas é sempre preferível utilizar a estrutura mais comum para evitar confusões. Isso porque, em alguns casos, é possível que a pessoa não reconheça as formas gráficas variantes e identifique a escrita como incorreta.

Por exemplo, na banca corretora da sua redação em comcursos, essa confusão pode acontecer e prejudicar a sua avaliação final. 

Outros tipos de formas variantes que você precisa ficar atento são:

Abdome 
e abdômen;

Afeminado
 ou efeminado;

Cota 
e quota;

Cociente 
e quociente;

Assoprar
e soprar;

Cãibra 
e câimbra;

Catorze 
e quatorze;

Enumerar
e numerar;

Louro
e loiro;

Taberna
e taverna.


sexta-feira, 24 de outubro de 2025

A palavra simples que é escrita com H e muita gente ainda erra


Imagem de arquivo - Pixabay

Publicado em 17/10/2025, às 14h10

Por Folhapress

O H é uma letra que, em muitos casos, não é pronunciada, principalmente no início das palavras. Por isso, é muito comum surgirem dúvidas sobre quando ela deve ou não ser usada.

Viver +

Haja ou Aja?

Com H no começo, haja possui significado e função gramatical diferentes de aja, com A.
As duas palavras existem na língua portuguesa e são homófonas, ou seja, têm o mesmo som, mas se escrevem de forma diferente e pertencem a verbos distintos.

Haja é uma forma do verbo haver, usada no presente do subjuntivo ou no imperativo afirmativo. Segundo o Dicionário Michaelis, haver indica existência, possibilidade ou necessidade.

Exemplos:

"Espero que haja amor no mundo."

"Haja paciência com ele."

Aja, sem o H, vem do verbo agir, também usado no presente do subjuntivo e no imperativo afirmativo, mas se refere à ação ou comportamento de alguém. 

Exemplos:

"Aja de acordo com os seus princípios."

"É fundamental que ela aja com responsabilidade."

Vale destacar que hajar não existe. A forma do verbo haver usada no futuro do subjuntivo ou no pretérito perfeito composto é houver. Por exemplo

:"Haja o que houver." (correto)

"Haja o que hajar." (incorreto)

Exemplos do uso de haja

Existência ou ocorrência: 
"Espero que haja soluções para todos os problemas."

Intensidade ou quantidade: "Haja coragem para enfrentar esse desafio!"

Exemplo do uso de aja 

Presente do subjuntivo
"Espero que você aja com sabedoria diante da situação."

Imperativo afirmativo: 
"Aja sempre com honestidade."

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

As palavras mais bonitas da língua portuguesa

TUPIO.FM

As palavras mais bonitas da língua portuguesa e seus significadosUma seleção que desperta emoção, nostalgia e orgulho do idioma.

Publicado em 20/10/25 11:37

Por José Gustavo

 - Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy

A língua portuguesa é rica em sons, significados e emoções. Algumas palavras se destacam não apenas pela forma como soam, mas também pelo que representam — sentimentos profundos, ideias poéticas e expressões únicas que refletem a beleza e a complexidade do nosso idioma.

O que torna uma palavra bonita no português?

A beleza de uma palavra pode estar em seu som, ritmo ou significado. Termos suaves, com vogais abertas e musicalidade, costumam soar agradáveis ao ouvido.

Mas o encanto vai além da estética: palavras que despertam sentimentos positivos, nostalgia ou conexão emocional também são consideradas belas.

Quais palavras da língua portuguesa mais encantam pelo significado?

Algumas palavras são tão poéticas que parecem carregar histórias dentro delas. Elas expressam emoções ou conceitos difíceis de traduzir em outros idiomas.

Veja exemplos que cativam pela profundidade:

Saudade: s
Sentimento de falta de algo ou alguém querido.

Esperança: 
confiança no futuro e na possibilidade de dias melhores.

Amor: 
afeição intensa e sincera entre pessoas.

Liberdade: 
estado de quem age conforme a própria vontade.

Serenidade:
tranquilidade e equilíbrio interior.

Existem palavras pouco conhecidas, mas muito belas?

Sim, 
o português possui termos raros que encantam pela sonoridade e pelo simbolismo. Essas palavras, embora pouco usadas, revelam a riqueza do nosso vocabulário.

Entre elas, destacam-se:

Aurora: 
nascer do dia, símbolo de recomeço.

Efêmero: 
de uma nova fase, cheia de luz.

Âmago: 
o interior mais profundo de algo ou de alguém.

Infinito: 
que não tem fim, o eterno.

Por que essas palavras emocionam quem as lê ou ouve?

Elas despertam sensações universais — amor, saudade, paz, esperança — que tocam a alma humana.

Além disso, a harmonia dos sons e o peso emocional tornam essas expressões inesquecíveis.

Muitas são usadas na poesia e na música, reforçando sua capacidade de emocionar e de transmitir sentimentos profundos.

Quais outras palavras da língua portuguesa merecem ser lembradas pela beleza?

O português está repleto de termos que combinam forma e significado de maneira encantadora.

Cada um deles guarda um pedacinho da nossa cultura e sensibilidade.

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

10 palavras em português que não têm plural e muita gente fala sem saber

Muita gente acaba usando expressões de forma incorreta sem perceber, justamente porque certos termos simplesmente não possuem variação

 
(Foto: Reprodução/USP Imagens)

Pedro Ribeiro

Algumas palavras em português são bastante curiosas, e uma dessas curiosidades é que nem todas podem ser colocadas no plural.

Muita gente acaba usando expressões de forma incorreta sem perceber, justamente porque certas palavras simplesmente não admitem variação.

Conhecer esses casos é essencial não só para evitar erros de linguagem, mas também para entender melhor como funciona a riqueza do nosso idioma.

10 palavras em português que não têm plural e muita gente fala sem saber

O português é cheio de regras, mas também de exceções. Existem termos que, por sua natureza ou significado, são usados apenas no singular.

Isso ocorre porque eles já transmitem uma ideia completa, sem necessidade de multiplicação.

Em outras palavras, é uma questão de lógica e de uso consolidado pela gramática.
Exemplos clássicos de palavras sem plural

Entre as palavras que não variam, algumas são bastante comuns no dia a dia:

Lápis

Ônibus

Fênix

Lousa

Vírus

Tórax

Pires

Clímax

Atlas

Arroz

Muitas vezes, o hábito leva as pessoas a tentar colocar essas palavras em plural, mas, na prática, a forma correta é sempre mantê-las como estão.

Erros mais comuns no dia a dia

Um dos enganos mais frequentes está no uso de termos como “lápises” ou “víruses”, formas inexistentes na língua portuguesa.

Isso acontece porque, naturalmente, associamos a regra geral de plural a todas as palavras em português, sem lembrar das exceções.

A melhor forma de evitar esses deslizes é conhecer os principais exemplos e, claro, praticar.

O que a gramática explica sobre isso

Segundo especialistas em linguística, a ausência de plural nessas palavras tem relação com sua origem, estrutura fonética e até etimologia.

Algumas vieram de outros idiomas já sem variação, como “vírus”, herdada do latim.

Outras, como “tórax”, se mantêm invariáveis por questões fonéticas e históricas.
Por que é importante conhecer essas palavras em português

Dominar essas particularidades ajuda não só em provas e concursos, mas também na comunicação do dia a dia.

Falar e escrever corretamente passa uma imagem mais profissional e cuidadosa.

Além disso, entender as exceções mostra o quanto as palavras em português são fascinantes e cheias de histórias curiosas.

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Pedro Ribeiro
Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Colabora com o Portal 6 desde 2022, atuando principalmente nas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com o cotidiano da população.

À medida que


Dicas de português: dúvidas frequentes

Escrito por Cibele Aguiar | Publicado: Quarta, 01 Outubro 2025 11:25 | Última Atualização: Quarta, 01 Outubro 2025 11:49

À medida que Na medida em que

“À medida que” 
significa “à proporção que”, “ao passo que”, “conforme”.

“Na medida em que” 
corresponde a “tendo em vista que”.

À medida que o tempo passava, sentia-se melhor.

Na medida em que não havia provas, saímos da escola.

Em função de

Não confunda
“em função de” com “em razão de”, “por causa de”.

só deve ser usada com a ideia de finalidade ou de dependência.

Escreva: 
Vivia em função da família.

Preparei o relatório em função das características do mercado.

Qualquer

É impróprio o uso de “qualquer” em frases negativas, no lugar de “nenhum”.

Escreva: O time não tem nenhuma possibilidade de vitória.

Não escreva: O time não tinha qualquer possibilidade de vitória.

Ao invés de  X em função de  vez de

“Ao invés de” 
significa “ao contrário de”; e só é usado para eventos ou situações opostas.


“Em vez de” 
significa “em lugar de”; e é usado para indicar substituição.

Escreva: Ao invés de virar à direita, virou à esquerda.

Em vez de seguir a carreira do pai, preferiu estudar astrologia.

Não escreva: 
Ao invés de terminar a pesquisa, ela foi dormir.

Junto a

Use a locução “junto a” apenas quando equivaler a “perto de” ou a “adido a”.

Escreva:
Minha mãe sentou-se junto ao irmão e chorou. O programa atualiza os arquivos no servidor.

Não escreva:
O programa atualiza os arquivos junto ao servidor.

Ele fez uma pesquisa junto aos representantes sindicais

Paulo Roberto Ribeiro - DCOM

UFLA.Com.

domingo, 21 de setembro de 2025

Qual é o plural correto de porta agulha e pano de prato?



Porta-agulha, pano de prato e outros compostos seguem regras próprias no plural.
Por Douglas Hugo

Entender o plural de compostos como porta-agulha e pano de prato pode ser desafiador em português, especialmente porque nem sempre a lógica é intuitiva. Saber aplicar corretamente essas regras faz toda a diferença na comunicação escrita e oral. Neste artigo, você encontrará as principais diretrizes, além de exemplos práticos que ajudam a evitar erros comuns no dia a dia.

Conhecer as regras para o plural dos compostos é essencial para quem deseja escrever bem e com clareza. 

A seguir, apresentamos orientações detalhadas e dicas para fixar o aprendizado, além de abordar casos em que o uso popular pode confundir ainda mais.

Regras de pluralização em compostos nominais

Exemplos práticos para aplicação correta

Quais são as regras de pluralização para compostos nominais do porta agulha?

Os compostos nominais do porta agulha geralmente seguem a regra de pluralizar apenas o núcleo, isto é, o substantivo principal do termo composto. Isso significa que artigos, preposições e outros elementos geralmente permanecem invariáveis, o que simplifica o uso.

Por exemplo, o plural de porta retrato é porta-retratos, pois apenas retrato é levado ao plural. Fique atento, pois algumas exceções podem ocorrer em termos consagrados pelo uso ou em expressões técnicas. O plural de compostos como porta-agulha e pano de prato – Créditos: depositphotos.com / undrey

Como aplicar os exemplos de pluralização corretamente?

Para pluralizar corretamente, observe sempre qual é o núcleo do composto nominal. Em expressões como pano de prato, apenas “pano” flexiona, tornando-se panos de prato. Essas regras também se aplicam a compostos como guarda-chuva, formando guarda-chuvas no plural.

Em situações do cotidiano, pratique identificar o núcleo para evitar dúvidas. Vale lembrar que existem compostos cujo uso popular ou regional pode apresentar formas variantes, mas o mais seguro é seguir a norma culta da gramática.

Um deslize frequente é tentar pluralizar o porta agulha e todos os elementos do composto, por exemplo, transformando guarda-chuvas em guardas chuvas, o que está incorreto segundo as normas gramaticais. Apenas o substantivo principal deve ser pluralizado para manter a correção.

Evite também pluralizar preposições e artigos presentes no termo, como em saias de roda, e não saias de rodas. A atenção a essas pequenas partes da estrutura composta é fundamental para garantir a clareza e a norma padrão.

Aprendizados essenciais sobre pluralização Pluralize apenas o núcleo do composto nominal.

Evite pluralizar preposições e artigos dentro do composto.


TUPLEM

Plural de cuscuz como se fala?

Entenda a forma correta O plural de cuscuz gera dúvidas em muita gente e a forma correta pode te surpreender.
Por Douglas Hugo

Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy

Cuscuz é um prato tradicional e apreciado em várias regiões do Brasil, famoso por sua versatilidade e por se adaptar a diferentes acompanhamentos e ingredientes. Além de seu sabor característico, o termo “cuscuz” costuma gerar dúvidas quanto ao seu plural e à maneira mais adequada de usá-lo, especialmente em contextos formais e informais.

Entender a forma correta do plural é importante não apenas para enriquecer o vocabulário, mas também para valorizar a cultura regional e a riqueza da língua portuguesa. Seja na preparação do prato ou no uso do termo, a atenção aos detalhes faz toda a diferença.

Entenda as variações linguísticas e culturais do termo.

Confira exemplos do uso correto na prática.

Qual é a forma correta do plural de cuscuz?

O plural de cuscuz é “cuscuzes”. 

Essa forma, embora menos comum no dia a dia, é a aceita pela gramática normativa da língua portuguesa. 

Vale lembrar que certos termos culinários guardam particularidades regionais, por isso é possível encontrar variações no uso entre diferentes partes do Brasil. 

Curiosamente, em Portugal, o termo é utilizado no singular na maior parte das vezes, já que o prato tem diferentes composições e significados, dependendo do país.

No cotidiano, é frequente o uso de “cuscuz” tanto para singular quanto para plural, principalmente em conversas informais. No entanto, em ambientes formais, como redações, textos acadêmicos ou documentos oficiais, o recomendado é optar por “cuscuzes”, garantindo precisão linguística.

Cuscuz é um prato tradicional – Créditos: depositphotos.com / monticello

Quando e como usar ‘cuscuzes’?

Prefira utilizar “cuscuzes” em situações que exigem um padrão formal de escrita, como em livros, reportagens ou apresentações acadêmicas. A escolha da forma correta demonstra domínio da língua e respeito ao leitor, evitando ambiguidades no texto.

Em contextos mais descontraídos e durante conversas entre amigos ou familiares, a forma “cuscuz” pode ser utilizada para indicar mais de uma unidade, adaptando-se ao uso regional e coloquial. O importante é sempre considerar o contexto e a clareza da mensagem ao empregar a palavra.

Exemplos de uso correto

Confira alguns exemplos práticos para entender o uso de “cuscuzes” em diferentes frases. Essas situações mostram como a forma plural é empregada corretamente, em conformidade com as regras gramaticais. A receita pede para servir vários cuscuzes em pratos individuais.

Os cuscuzes estão prontos para o café da manhã.

Dicas para preparar um cuscuz perfeito

O preparo do cuscuz envolve passos simples, mas é fundamental prestar atenção à hidratação da massa e ao tempo de cozimento. Esses cuidados fazem toda a diferença para garantir um resultado macio e saboroso, preservando o sabor autêntico do prato.

Dica rápida: 
Hidrate bem a massa antes de levar ao fogo. Prefira usar água morna e misturar delicadamente para não perder a textura. Assim, o cuscuz fica soltinho e pronto para ser servido de diversas maneiras.

Principais conceitos sobre plural de cuscuz

A forma correta do plural de cuscuz é “cuscuzes”.

O uso pode variar dependendo do contexto e da região.

Como se escreve ‘pires’ no plural?


Gabriel Tavares

Foto: Reprodução/ND

Existem palavras que parecem simples no dia a dia, mas que podem causar dúvidas quando chega a hora de formar o plural. Um exemplo curioso é a palavra “pires”, tão comum na rotina das casas brasileiras, mas que esconde uma peculiaridade gramatical  que surpreende muita gente. Afinal, como se escreve “pires” no plural?

Como se escreve ‘pires’ no plural?

A resposta é mais simples do que parece: o plural de “pires” é “pires”. Isso mesmo, a palavra não sofre alteração. Tanto para um único objeto quanto para vários, a forma escrita continua exatamente a mesma.

Veja exemplos

Singular:
"A criança derrubou o pires da mesa" 

Plural:
"A criança derrubou todos os pires da mesa"

Portanto, não há necessidade de acrescentar “s” ou mudar a terminação. Essa invariabilidade pode parecer estranha, mas faz parte da lógica da língua portuguesa.

Por que a palavra “pires” não muda no plural?

A palavra “pires” não muda no plural porque pertence ao grupo dos substantivos invariáveis, que mantêm a mesma forma no singular e no plural.

O significado da palavra “pires” – Foto: Dicio/Reprodução/ND

Esse fenômeno é relativamente raro no português e costuma ocorrer em palavras que terminam em “-is” ou “-us”, já transmitindo a ideia de pluralidade.

No caso de “pires”, a terminação “-es” faz parecer que a palavra já está no plural. Por isso, ao longo da evolução da língua, não se sentiu necessidade de adaptá-la, e ela acabou sendo usada da mesma forma em ambas as situações.

Qual é a origem da palavra “pires”?

A palavra “pires” vem do francês “pierrier”, que significava uma pequena pedra ou objeto de pedra. Com o tempo, o sentido foi se transformando e, no português, passou a designar o pequeno prato que acompanha xícaras de café ou chá.

Quais outras palavras também são invariáveis?

Confira alguns exemplos de palavras que, assim como “pires”, permanecem iguais no plural:

Lápis: 
“Eu comprei um lápis.” / “Eu comprei dois lápis”;

Ônibus: 
“O ônibus está atrasado.” / “Os ônibus estão atrasados”;

Tórax: 
“O tórax do paciente está saudável.” / “Os tórax dos pacientes foram examinados”.

sábado, 2 de agosto de 2025

Por que existe a letra H se ela não tem som algum?




A letra H é muito complexa e ainda existe porque ao longo da história reuniu uma série de funções em diferentes idiomas.

Por Adelina Lima 

A presença da letra “H” no nosso alfabeto é curiosa, especialmente porque ela não tem som algum quando pronunciada sozinha.

No entanto, existem razões históricas e etimológicas para a sua existência. Na verdade, o “H” tinha som no latim clássico.

Era similar ao som da letra “r” em palavras como “rato”, “rico” ou “roda”. Continue lendo e entenda sua origem e funções a seguir.

Por que a letra “H” existe se ela não tem som?

A letra H nem sempre foi muda. 

Originalmente, os fenícios a pronunciavam como um “j”, enquanto os gregos a emitiam como um sopro leve.

Com a evolução para o latim, seu som suavizou ainda mais. Além disso, existiu uma época em que, no espanhol, por exemplo, o “H” era dito como um “f”.

Até aproximadamente a metade do século XVI, os falantes expeliam um pouco de ar ao pronunciá-lo, um detalhe fonético chamado “aspiração”. No entanto, essa aspiração caiu em desuso ao longo do tempo.

Na língua inglesa, o fenômeno foi inverso: muitas palavras latinas que tinham o “h” silencioso no século XIX passaram a ter a pronúncia do “h” restabelecida no século XX.

Já em alguns sotaques lusófonos, o “r” de “rato” ainda é parecido com o som do “h” latino, e alguns falantes brasileiros também fazem um som que lembra esta letra.

Portanto, apesar de não ter valor fonético, o H permaneceu como um vestígio etimológico em palavras descendentes do latim.

Qual é a função do “H”?

A letra “h” é utilizada na língua portuguesa de acordo com regras etimológicas e ortográficas específicas.

Inicialmente, ela aparece no começo de palavras que têm origem, histórica histórica ou por questões etimológicas, como “hoje”, “homem” e “herói”.

Além disso, é empregada em dígrafos como “ch”, “lh” e “nh”, formando palavras como “chave”, “cachorro”, “malha”, “ninho” e “amanhã”.

A presença do “h” também é vista em interjeições, tanto no início quanto no fim da palavra, como em “Ah!” e “Hum!”.

Por fim, o “h” é mantido em palavras compostas que são conectadas por hífen e cujo segundo elemento inicia com “h”, a exemplo de “pré-histórico” e “super-homem”.

Por que Bahia se escreve com h?

A palavra “Bahia” tem origens antigas ligadas à “Baía de Todos os Santos”. 

Inicialmente, o uso do “h” tinha o objetivo de indicar a presença de um hiato, evitando confusões na pronúncia.

Com a evolução da língua, muitas palavras substituíram o “h” por acento para indicar a sílaba tônica, mas o estado da Bahia  optou por manter esta letra em sua grafia original.

A manutenção do “h” em “Bahia” é valorizada pelos moradores, pois representa sua identidade e cultura, conforme estabelecido pelo Formulário Ortográfico de 1943, que preconizava a preservação de topônimos históricos consolidados pelo uso.

Por outro lado, o gentílico “baiano”, referente aos habitantes da Bahia, não possui o “h” em sua grafia, seguindo uma decisão anterior ao acordo ortográfico atual estabelecida pela Academia Brasileira de Letras.

Assim, enquanto “Bahia” mantém sua forma original, seus derivados, como “baiano”, seguem as normas ortográficas vigentes, demonstrando a riqueza e complexidade da língua portuguesa em sua evolução e adaptação ao longo do tempo.

quinta-feira, 31 de julho de 2025

“Tachado” ou “Taxado”: qual é a forma correta no português?





Por Rodrigo Souza

Afinal, a forma correta é “tachado” ou “taxado”?

Quando usamos “tachado”, estamos falando de algo ou alguém que recebeu uma qualidade negativa atribuída por outras pessoas.

Por exemplo,

se alguém te chama de antipático só porque não concordou com a maioria, você foi “tachado” de antipático. 

Veja os exemplos abaixo para ficar mais claro. 

O documento foi tachado com comentários críticos pelos revisores;

Ele se sentiu tachado de incompetente após o incidente no trabalho;

O político foi tachado de desonesto pelos opositores;

A proposta foi tachada como impraticável pelos especialistas;

O artigo foi tachado de sensacionalista pelos leitores;

Ela se sentiu tachada de insensível após o mal-entendido com seu amigo.

Agora, quando falamos de “taxado”, estamos nos referindo a impostos, taxas, tarifas ou preços estabelecidos. 

Por exemplo, 

se o governo decide cobrar mais impostos dos proprietários de residências de alto padrão, eles foram taxados.

Ou se os ingressos para um evento custam R$ 30, eles foram taxados nesse valor.

Exemplos: 

O produto foi taxado na alfândega devido ao seu alto valor;

A nova legislação tributária resultou em alimentos básicos sendo taxados em até 20%;

Os veículos importados foram taxados em uma tarifa adicional de 15% este ano;

Itens de luxo, como joias e relógios, foram taxados com uma alíquota mais alta para aumentar a receita do governo brasileiro;

A importação de eletrônicos foi taxada com uma tarifa de 25% para proteger a indústria nacional;

Produtos químicos nocivos à saúde humana foram taxados em mais de 45% a partir do mês passado;

A exportação de matérias-primas foi taxada para promover o desenvolvimento da indústria local.

São dois verbos diferentes

É importante que o concurseiro compreenda que “tachado” vem do verbo “tachar” e “taxado” vem do verbo “taxar”. Isso significa que todas as palavras relacionadas a “tachar” são escritas com “ch” e as relacionadas a “taxar” são escritas com “x”. Exemplos:

tachar, tachado, tachador, tachável;
taxar, taxado, taxador, taxável.

Uma curiosidade interessante é que, mesmo que “tachado” e “taxado” sejam pronunciadas da mesma forma, elas têm significados e escritas diferentes. Isso é chamado de palavras homófonas, e existem várias na Língua

Observe os exemplos abaixo:

tachado/taxado;

tachar/taxar;

acessório/assessório;

acento/assento;

conserto/concerto;

cela/sela;

sinto/cinto;

cozer/coser;

sessão/seção
;
comprimento/ suprimento;

cauda/calda;

serrar/cerrar.

Então, agora que você entendeu a diferença entre “tachado” e “taxado”, pode usar essas palavras com mais confiança e precisão na hora da escrita.