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quarta-feira, 2 de julho de 2025

Saint-Exupéry

Saint-Exupéry
Saint-Exupéry: Autor de 'O Pequeno Príncipe' desapareceu em voo na Segunda Guerra

Mundialmente famoso pelo clássico 'O Pequeno Príncipe', Antoine de Saint-Exupéry, que faria 125 anos neste 29 de junho, desapareceu em voo na 2ª Guerra

Por Fabio Previdelli

Publicado em 29/06/2025, às 11h00 - Atualizado em 02/07/2025, às 07h01

Montagem de Antoine de Saint-Exupéry e seu mais famoso personagem - Domínio Público

"É só com o coração que conseguimos ver de verdade, o que é essencial é invisível aos olhos". É por frases como essa que o escritor francês Antoine de Saint-Exupéry ficou mundialmente conhecido com seu clássico literário 'O Pequeno Principe"

Um dos maiores nomes da história da literatura, o francês foi um pioneiro da aviação que perdeu a vida em circunstâncias misteriosas durante a Segunda Guerra Mundial ! Relembre a trajetória do pai de 'O Pequeno Príncipe', que completaria 125 anos neste 29 de junho.

Antoine, o piloto

Antoine-Marie-Roger de Saint-Exupéry nasceu em Lyon, na França, em 29 de junho de 1900 — há exatos 125 anos. Descendente de uma família aristocrática, Saint-Exupéry cresceu com relativo conforto, embora tenha se acostumado à tristeza, pois seu amado irmão mais novo, François, morreu de febre reumática com apenas 15 anos.


Antoine Saint-Exupéry - Getty Images


Quando a Primeira Guerra Mundial eclodiu , ele era apenas um estudante. Mas Saint-Exupéry ingressou no exército francês em 1921 — ou seja, três anos após o fim do conflito.

Em um primeiro momento, Antoine fez parte da cavalaria do Exército francês, apesar de já ter certa experiência em voar de avião, visto que ele voo pela primeira vez em 1912. O pai de 'O Pequeno Príncipe' sempre teve o sonho de ser piloto.

Tempos depois, o desejo passou a se tornar cada vez mais realidade ao garantir sua transferência para a Força Aérea Francesa. Foi lá que Saint-Exupéry voou solo pela primeira vez em um triplano Sopwith e, assim, conquistou suas asas de piloto. Começava seu maior caso de amor que logo se transformaria em obsessão que ele carregaria até o fim de sua vida.

O Museu Nacional da Segunda Guerra Mundial registra que ele passou um breve período no Marrocos, no Norte da África, antes de deixar a Força Aérea, mas não de parar de voar. No começo de 1923, Antoine de Saint-Exupéry sofreu uma fratura no crânio após um acidente de avião, o que não o impossibilitou de iniciar sua carreira de piloto de correio, voando por toda a Europa Ocidental e Norte da África.

A paixão pelo deserto e pelas pessoas que ali viviam levou Saint-Exupéry a se tornar diretor de um aeródromo no Saara Ocidental. Do local, ele partia em viagens por toda a região, principalmente em resgate de pilotos cujas aeronaves haviam caído naquela região árida e ameaçadora.


As habilidades que adquiriu nesse trabalho seriam úteis mais tarde.
Saint-Exupéry, o escritor


Saint-Exupéry se mudou para a Argentina em 1929, onde se tornou diretor de uma linha de correio aéreo. Foi nesse mesmo período, inclusive, que ele começou a escrever, publicando seus dois primeiros romances: 'Correio ao Sul' (1929) e 'Voo Noturno' (1931); obras baseadas em suas próprias aventuras.


Uma das maiores aventuras de sua vida ocorreu em 1935, quando ele tentou realizar um voo de Paris para Saigon, na Indochina governada pela França, na tentativa de bater o recorde de velocidade para aquela distância.


Pilotando um monoplano de turismo Caudron Simoun, ele caiu no Saara após 20 horas de voo. Saint-Exupéry e seu navegador não tinham nada além de um pouco de vinho, uma garrafa térmica de café, algumas laranjas, uvas e um pouco de chocolate com alguns biscoitos.


Antoine Saint-Exupéry - Getty Images


A trajetória da dupla no meio do deserto durou quatro dias que quase lhes custaram a vida, mas Antoine e seu navegador acabaram resgatados por um membro da tribo do deserto os resgatou. A experiência se tornaria o evento central nas memórias de Saint-Exupéry em 'Vento, Areia e Estrelas' (1939).


O último voo do Pequeno Príncipe


Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, em 1939, Antoine Saint-Exupéry se candidatou e foi aceito como piloto de reconhecimento na Força Aérea Francesa. Um detalhe curioso o que ele ainda se recuperava de ferimentos graves que havia sofrido em outro acidente aéreo na Guatemala no ano anterior.


O Museu Nacional da Segunda Guerra aponta que após o colapso da França, ele fugiu para os Estados Unidos, passando os próximos dois anos lá e no Canadá defendendo a libertação de seu país da ocupação alemã e também denunciando o estado remanescente francês de Vichy que colaborava com os nazistas.


Foi no período em que esteve nos Estados Unidos, aliás, que Saint-Exupéry escreveu 'O Pequeno Príncipe', sua obra mais conhecida, que foi publicada em 1943.


Em paralelo ao lançamento, Antoine estava desesperado não apenas para retornar ao ar, mas para se juntar à luta por sua terra natal. Mas apesar do desejo e de ter apenas 43 anos, uma série de ferimentos o impediam de virar a cabeça para a esquerda ou mesmo de se vestir sem ajuda.


Aquela altura, Saint-Exupéry já era uma figura de renome internacional, principalmente por suas participações nos esforços militares da França Livre; o que contribuiu para seu crescimento como personagem — o que lhe ajudou a ser atendido em seus repetidos pedidos para defender seu país.


Assim, retornou ao serviço no Norte da África como piloto de reconhecimento em abril de 1943, pilotando uma variante F-5B do P-38 Lightning. Um acidente em seu segundo voo foi um mau presságio para o futuro de Saint-Exupéry, mas ele foi, mesmo assim, reconduzido ao serviço após se recuperar.


No dia 31 de julho de 1944, Saint-Exupéry se preparava para a chamada Operação Dragão — a invasão aliada do sul da França. Neste dia, o piloto decolou de um campo na Ilha de Córsega para tirar fotos e fazer reconhecimento na região de Grenoble, França. Mas ele nunca retornou.


Depois de oito dias, Antoine Saint-Exupéry foi oficialmente declarado desaparecido em combate, presumivelmente abatido pelo inimigo. O que exatamente aconteceu permanece um mistério.


Vestígios de Antoine?


Mais de 40 anos depois, em 1998, um pescador francês encontrou a pulseira de identidade de Saint-Exupéry no oceano próximo à cidade de Marselha. Dois anos depois, mergulhadores localizaram os restos de sua aeronave na região.


Os achados, curiosamente, levaram ao passado, visto que, em agosto de 1944, um corpo que não pôde ser identificado foi encontrado vestindo uniforme francês. Vale ressaltar, porém, que o local ficava bem distante da rota de voo de Saint-Exupéry.


Apesar dos relatos, o destino do corpo do Antoine Saint-Exupéry jamais foi confirmado. Uma das possibilidades de seu desaparecimento é que um piloto alemão havia abatido uma aeronave semelhante a um P-38 na área em 31 de julho, mas arqueólogos subaquáticos não conseguiram encontrar nenhuma evidência de danos causados ​​por ação inimiga nos restos da aeronave do escritor.

Jornalista de formação

Perfil Brasil


Historias.com.br




Antena 2

“Eu voo porque isso me liberta da tirania das coisas mesquinhas”.


A frase é atribuída a Antoine de Saint-Exupéry, escritor, ilustrador, jornalista e aviador francês, mundialmente conhecido pela fábula “O Principezinho” e cujo fascínio pela aventura e pela escrita se revelou desde muito cedo.


Nascido em Lyon, a 29 de Junho de 1900, no seio de uma família católica e aristocrática, escreveu poemas na adolescência e ambicionou ser oficial da Marinha, decidindo, porém, enveredar pela aviação após chumbar no exame de admissão.


A primeira experiência de voo acontecerá aos 12 anos, obtendo a licença de piloto aos 21, durante o serviço militar. Começava assim uma carreira que o levaria a sobrevoar os céus de França e do Norte de África, atravessar o Atlântico até à América do Sul, onde estabelece novas rotas para a Argentina e Brasil, participar no resgate de um piloto na cordilheira andina em pleno inverno austral, trabalhar como voluntário na Força Aérea Americana ou sobreviver miraculosamente a uma queda no deserto líbio, acabando por falecer em 1944, durante um voo de reconhecimento sobre o Mediterrâneo, na Segunda Guerra Mundial.


Mais do que uma profissão, voar foi para ele uma forma de vida, de autoconhecimento, de transcendência e de descoberta de verdades universais sobre si mesmo e sobre os outros, servindo-lhe, também, de inspiração para as suas obras literárias (O aviador, Correio do Sul, Terra dos homens, Voo noturno, Piloto de guerra).


Em 1943, publica a sua obra-prima, “O Principezinho”, um dos livros mais traduzidos em todo o mundo, em que aborda numa linguagem simples, mas plena de simbolismos, temas como a amizade, o amor, a solidão e a perda.




Coisinhas Simples & Delicadas

No dia 29 de junho de 1900, nascia Antoine de Saint-Exupéry, o grande escritor, ilustrador e piloto de avião, criador do clássico "O Pequeno Príncipe"!
.
Uma curiosidade: Até hoje livro é um dos mais vendidos da história, com mais de 200 milhões de exemplares em todo o mundo.
Porém, o autor não chegou a saber do sucesso do livro: ele morreu em 1944, um ano depois da publicação do livro, e não testemunhou o seu sucesso.
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Viva Exupery!

segunda-feira, 16 de junho de 2025

A gente corre o risco de chorar


 "A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixa cativar."

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

"É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros."

"É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar."

"Quando a gente anda sempre em frente, não pode ir muito longe…"

"É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas."

"A gente só conhece bem as coisas que cativou."

"Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos."

"Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz."

"Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante."

Esperamos que alguma frase tenha melhorado o seu dia. Que tal ler 'O Pequeno Príncipe' para celebrar hoje?


Terra.com

sábado, 24 de maio de 2025

Energias do coração-Pequeno Príncipe






Penha Gonçalves Pequeno Príncipe Mensagens

Existe uma história que aconteceu de fato com o criador do Pequeno Príncipe, o escritor francês Antoine de St. Exupéry.

Poucas pessoas sabem que ele lutou na Guerra Civil Espanhola, quando foi capturado pelo inimigo e levado ao cárcere para ser executado no dia seguinte.

Nervoso, procurou em sua bolsa um cigarro... e achou um, mas suas mãos estavam tremendo tanto que ele não podia nem mesmo levá-lo à boca. Procurou fósforos, mas não tinha, porque os soldados haviam tirado-lhe todos. Ele olhou então para o carcereiro e arriscou:

- "Por favor, usted tiene fosforo?"

O carcereiro olhou para ele e chegou perto para acender seu cigarro. 

Naquela fração de segundo, seus olhos se encontraram, e St. Exupéry sorriu - depois ele disse que não sabia por que sorriu, mas pode ser que quando se chega perto de outro ser humano seja difícil não sorrir.

Naquele instante, uma chama pulou no espaço entre o coração dos dois homens e então gerou um sorriso no rosto do carcereiro também. Ele acendeu o cigarro de St. Exupéry e ficou perto, olhando diretamente em seus olhos, continuando a sorrir.

St. Exupéry também continuou sorrindo para ele, vendo-o agora como pessoa, e não como carcereiro. Parece que o carcereiro também começou a olhar St. Exupéry como pessoa, porque lhe perguntou:

- "Você tem filhos?"

- "Sim", St. Exupéry respondeu, e tirou da bolsa fotos de seus filhos. O carcereiro mostrou fotos de seus filhos também, e contou todos os seus planos e esperanças para o futuro deles.

Os olhos de St. Exupéry se encheram de lágrimas quando disse que não tinha mais planos, porque ele jamais os veria de novo. Os olhos do carcereiro se encheram de lágrimas também.

E de repente, sem nenhuma palavra, ele abriu a cela e guiou St. Exupéry para fora do cárcere, através das sinuosas ruas, para fora da cidade, e enfim o libertou. 

Sem nenhuma palavra, o carcereiro deu meia-volta e retornou por onde veio.

St. Exupéry

sexta-feira, 4 de abril de 2025

Se eu demorar, me espera.



Rosangela da SilvaAmor ao Pequeno Principe


Se eu demorar, me espera.

Se eu te enrolar, me empurra.

Se eu te entregar, aceita.

Se eu sussurrar, escuta.

Se eu balançar, segura.

Se eu gaguejar, me entende.

Se eu duvidar, me jura.

Se eu for só tua, me tenha.

Se eu me mostrar, me veja.

Se eu te amar, me sente.

Se eu te tocar, se assanha.

Se eu te olhar, sorria.

Se eu te perder, me ganha.

Se eu te pedi, me dá.
Se eu chorar, me anima

mas se eu sorrir.. é por você. ♪
(Projota)


terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Feliz com a Vida

 

Feliz com a Vida

Em uma dessas estrelas, eu estarei vivendo. Em uma delas, estarei rindo. E assim, quando olhares para o céu à noite, será como se todas as estrelas estivessem a rir contigo. E um dia, quando tua tristeza finalmente se acalmar (porque o tempo suaviza todas as dores), tu ficarás feliz por teres me conhecido. Eu estarei sempre contigo, como um amigo que jamais te deixará. Não importa a distância, eu não te abandonarei.

Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Aqueles que passam por nós


Guarda de mim  

"Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós."

Antoine de Saint- Exupéry

Sempre pensei isto. Desta forma. Simples e direta.

Acredito que aqueles que se cruzam connosco, modificam-nos, transformam-nos.

E, nós, do nosso jeito, da mesma forma, deixámos um pouco de nós e do nosso ser, naqueles que se cruzaram connosco!

Eu sou, portanto, uma soma de todos aqueles que passaram por mim e deixaram em mim, a sua marca!

O seu ser.

A sua alma.

Marisa Sousa

Imagem: WEB

quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Sempre haverá



Pérolas de sabedoria


"É uma loucura odiar todas as rosas

porque você foi arranhado com um espinho,

desistir de todos os sonhos

porque um deles não se tornou realidade,

desistir de todas as tentativas

porque uma deles falhou.

É tolice condenar todos os seus amigos

porque alguém te traiu,

não acreditar mais no amor

só porque alguém foi infiel

ou não te amou de volta,

jogar fora todas as suas chances de ser feliz

porque algo deu errado.

Sempre haverá outra oportunidade,

outro amigo,

outro amor,

uma nova força.

Para cada fim,

há sempre um novo começo ...

E agora aqui está o meu segredo,

um segredo muito simples:

É só com o coração

que se pode ver corretamente;

O que é essencial é invisível aos olhos. "

Antoine de Saint-Exupéry,

O Príncipezinho

Que Quer Dizer Cativar?




Pérolas de Sabedoria


- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços".

- Criar laços?

- Exatamente, disse a raposa. 

Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. 

E eu não tenho necessidade de ti. 

E tu não tens também necessidade de mim. 

Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. 

Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. 

Serás para mim único no mundo.

E eu serei para ti única no mundo..."

Antoine Saint Exupéry

Aprendi, disse o Pequeno Príncipe



Pérolas de sabedoria


"Aprendi, disse o Pequeno Príncipe, que o mundo é o espelho da minha alma.

Quando ela está alegre, o mundo parece alegre para ela. 

Quando está abatida, o mundo parece triste.

Mas o mundo não é nem triste nem feliz. Ele simplesmente está lá.

Não era o mundo que me incomodava, mas a ideia que eu tinha dele...

Aprendi a aceitá-lo sem julgá-lo, totalmente, incondicionalmente...".

_*Antoine de Saint-Exupéry*