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quinta-feira, 24 de abril de 2025

Tiradentes era dentista? Entenda quem foi e por que 21 de abril é feriado

Tiradentes virou símbolo da liberdade e tem sua morte homenageada com um feriado nacional no Brasil

21/04/2025 - 05:00
Redação Hora


Conheça a história do dentista amador que se tornou herói nacional e patrono da odontologia brasileira. (Fotos: Wikimedia Commons)

Tiradentes, ou melhor, Joaquim José da Silva Xavier, ficou conhecido por exercer a função de dentista amador, o que lhe rendeu o famoso apelido. Mas ele foi muito mais do que um extrator de dentes: foi militar, comerciante, tropeiro, minerador e, acima de tudo, um dos maiores símbolos da luta pela independência do Brasil.

Embora não tenha formação acadêmica na área — o que era comum na época — Tiradentes aprendeu a extrair dentes com um tio, que era cirurgião prático. O ofício servia como uma fonte de renda extra e rapidamente ficou associado à sua figura pública. Por conta disso, ganhou o apelido de “Tiradentes”, usado até hoje para se referir a ele, mesmo nas homenagens oficiais.

A importância de sua atuação na odontologia foi reconhecida formalmente: em 1965, Tiradentes foi declarado o Patrono da Odontologia Brasileira, reforçando seu legado tanto histórico quanto simbólico para a profissão.

por taboola

Quem foi Tiradentes?

Joaquim José da Silva Xavier nasceu em 1746, na então Capitania de Minas Gerais. Ele atuou como alferes (uma espécie de oficial de baixa patente) no Regimento de Dragões de Minas. Foi um dos principais líderes da Inconfidência Mineira, movimento que buscava libertar o Brasil do domínio português no final do século XVIII, inspirado pelos ideais iluministas e por outras revoluções em curso no mundo, como a americana e a francesa.

Denunciado por um dos conspiradores, Tiradentes foi preso, julgado e condenado à morte. Sua execução por enforcamento ocorreu em 21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro, e, após a morte, ele foi esquartejado como exemplo público para desmotivar outros rebeldes.

Por que 21 de abril é feriado nacional?

A data da execução de Tiradentes foi transformada em feriado nacional em 1890, durante o período da República. Ele foi elevado à condição de herói nacional e mártir da independência, sendo símbolo da luta por liberdade, justiça e soberania popular.

O feriado é regulamentado pela Lei Federal nº 10.607/2002, e é considerado obrigatório em todo o país, não sendo ponto facultativo.

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Elizabeth Alexandra Mary




Aventura na História

Nascida em 21 de abril de 1926, a inglesa viu sua vida mudar com a abdicação de seu tio rei, Edward VIII, do trono britânico. Fazendo com que seu pai, George VI, assumisse a coroa e a responsabilidade um dia fosse sua.

Quando a Segunda Guerra Mundial se iniciou, em 1939, Elizabeth Alexandra Mary tinha apenas 13 anos de idade. 

Já nos estágios finais do conflito, a futura rainha, na época com 19 anos, decidiu atuar no serviço militar britânico, como motorista e mecânica.

Coroada em 1953, após a morte de seu pai, Elizabeth II foi a monarca que por mais tempo ocupou essa posição. A rainha foi uma das principais figuras da História do século 20 e 21.

Sabe-se que 15 primeiros-ministros britânicos já acompanharam a monarca no poder da Grã-Bretanha ao longo dos anos.

Em quase um século de vida, a soberana presenciou diversos momentos históricos marcantes.

Getty Images

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

José de Alencar




Aveeturas na História

5 de setembro

Notável escritor e político brasileiro, José de Alencar foi fundador do romance de temática nacional e também patrono da cadeira fundada por Machado de Assis na Academia Brasileira de Letras. 

Mas o que poucos sabem é que sua avó, Bárbara de Alencar, tem uma grande importância política no Brasil.

Considerada heroína da Revolução Pernambucana e da Confederação do Equador, Bárbara foi matriarca de uma família de revolucionários nordestinos. 

Presidente da República do Crato, em 1817, lutou por ideais separatistas e é considerada a primeira presa política do país.

Domínio Público

#asaventurasnashistoria#historia#alencar#independencia

José Bonifácio de Andrada e Silva





Aventura na História
7 de setembro

José Bonifácio de Andrada e Silva é um dos maiores nomes da história política brasileira. Estadista ímpar e intelectual reconhecido internacionalmente, embora conservador e monarquista numa época em que o poder real começava a eclipsar, Bonifácio foi um dos principais artífices do 7 de Setembro e da unidade brasileira, ganhando o epíteto de “Patriarca da Independência”.

Santista, estudou em Coimbra e percorreu boa parte da Europa, tendo contato com personalidades ilustres da ciência da época – conheceu Alemanha, Áustria, Dinamarca, França, Itália, Noruega e Suécia. Visitou minas e jazidas, escreveu e publicou artigos em diversas línguas, em vários jornais, associações e sociedades do qual era correspondente.

Era reconhecido internacionalmente como um dos maiores geólogos do mundo. Apesar de sua grande contribuição à ciência, José Bonifácio é conhecido no Brasil quase tão somente por sua contribuição à política nacional. Intelectual e poliglota, embora muito orgulhoso e insolente, era como nenhum outro sabedor de sua capacidade e responsabilidade.

Em 1821, em meio à agitação política desencadeada pela Revolução do Porto, escreveu e expôs muitas das ideias com que planejava transformar o Brasil e retirar o país do estado de estagnação: incorporar os indígenas à sociedade, abolir a escravidão e extinguir os latifúndios.

Levantou a bandeira da criação de uma universidade de Direito e de uma capital no interior do país e defendeu o fomento à imigração, ao desenvolvimento dos meios de transportes e da exploração das minas. 

Em 1822, era o principal conselheiro político do então príncipe regente. 

Nas palavras de d. Leopoldina, um “ministro fiel” e “o maior” dos amigos.

Domínio Público
#asaventurasnashistoria#historia#josébonifacio#independencia

sexta-feira, 11 de março de 2022

Charles Chaplin




Casa Rosa

Charles Chaplin morreu aos 88 anos e deixou 4 declarações


1 - Nada é eterno neste mundo, nem mesmo nossos problemas.

2 - Gosto de andar na chuva, para que ninguém veja minhas lágrimas.

3 - O dia mais desperdiçado da vida é o dia em que não rimos.

4 - Os seis melhores médicos do mundo:

Sol, 

Descanso

 Exercício, 

Dieta, 

Autoestima,

Amigos.

Se você ver a lua, verá a beleza de Deus.

Se você ver o sol, verá o poder de Deus.

Se você se olhar no espelho, verá a melhor criação de Deus.

A vida é apenas uma jornada!

Viva o presente!

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

7 Mortes Que Mudaram O Curso Da História

Pessoas morrem todos os dias, isso é fato, mas algumas mortes são mais chocantes e impactantes que outras no curso da História.

Geralmente, os nomes envolvem grandes representantes de nações importantes. Ou grandes representantes de ideais que em sua época não eram bem vistos ou aceitos.

Confira agora algumas das mortes que mudaram o curso da história.

1 - John F. Kennedy
No ano de 1963, o então presidente dos Estados Unidos foi morto durante um desfile em carro aberto na cidade de Dallas, no Texas. A morte do presidente pegou todos de surpresa e até hoje não foi completamente esclarecida. Lee Harvey Oswald, um ex-fuzileiro naval é o principal acusado pelo crime. O homem não chegou a ser julgado, já que dois dias depois ele também foi assassinado. A morte do presidente causou um grande choque em todos e também deu início a uma série de teorias conspiratórias, que ninguém sabe dizer se são, ou não, apenas teorias.

2 - Júlio César

Júlio César também era um governante famoso e carismático. Através de guerras e jogos políticos, o homem conseguiu chegar ao topo do sistema político. Transformou a República Romana em um grande império e se declarou ditador perpétuo de Roma. No entanto, sua grandeza incomodou muitos e alguns homens começaram a conspirar contra a vida de Júlio César. Em 44 a. C., 60 homens atacaram o imperador e o mataram com 23 facadas.

Os assassinos acreditavam que estavam fazendo o bem para Roma, mas só prejudicaram sua nação. Otávio, que era sobrinho de Júlio César e seu filho adotivo, criou um exército para vingar a morte do imperador. Roma então entrou em guerra civil e houve um grande derramamento de sangue. No entanto, ao fim da guerra, Otávio foi coroado imperador e isso pôs fim a república romana que era uma das mais potentes da época.

3 - Martin Luther King Jr.

Martin Luther King era um grande defensor dos direitos civis dos negros e foi chave importante para a conquista de direitos importantes dessa população. Motivo também que o fez ser odiado pelos segregacionistas. Em 4 de abril de 1968, Luther King foi baleado na varanda de um motel. James Earl Ray confessou o assassinato, mas não explicou o porquê de sua atitude. A polícia descobriu que há meses Martin estava sendo perseguido pelo homem, que tinha um mapa com os locais aonde ele mais visitava. James foi condenado a prisão perpétua e morreu 30 anos depois do crime.

4 - Abraham Lincoln
 Abraham Lincoln prometia pôr fim a escravidão caso fosse eleito presidente dos EUA. No entanto, uma parte dos cidadãos americanos era extremamente contra essa proposta. Assim que Lincol assumiu a presidência, o país entrou em guerra civil. No entanto, apenas cinco dias após o fim da guerra o então presidente foi baleado durante uma peça teatral. John Wilkes Booth, um dos atores foi o responsável por seu assassinato.

As investigações descobriram que a conspiração era muito maior. O intuito era atacar alguns funcionários do alto governo, no entanto, Jhon não esperou e decidiu assassinar Lincoln por conta próprio. O assassino até que conseguiu fugir, no entanto, foi encontrado alguns dias depois no estado de Virgínia. Ao tentar fugir novamente, o homem foi baleado por um soldado da União e morreu. Outros 8 conspiradores estavam com ele e foram julgados e condenados.

5 - Arquiduque Franz Ferdinand

Franz Ferdinand, arquiduque da Aústria, havia acabado de sofrer um atentado contra sua vida. Uma bomba foi lançada na direção do carro em que estavam, mas eles conseguiram desviar. No entanto, o artefato atingiu um outro veículo e Ferdinand e sua esposa insistiram em visitar as vítimas que foram atingidas em seu lugar. No entanto, na ida ao hospital, o motorista se perdeu e eles acabaram entrando em uma rua, aonde havia o café. Local aonde também estava o homem que havia acabado de tentar matá-lo. Gavrilo Princip, não pensou duas vezes, sacou a arma e assassinou o arquiduque e sua esposa. A morte do arquiduque associado a outros inúmeros fatores levaram à eclosão da Primeira Guerra Mundial.

6 - Isoroku Yamamoto

Yamamoto foi um dos nomes mais importantes para o Japão durante a Segunda Guerra Mundial. O almirante foi um dos principais responsáveis pelo ataque a Pearl Harbor. O que deixou os americanos revoltados e com sede de vingança. Em 18 de abril de 1943, colocaram o plano de vingança em prática. No meio do voo em que Yamamoto estava, 16 caças americanos abateram o avião do almirante. No entanto, ele havia sido morto antes da queda. O corpo do almirante foi encontrado amarrado em seu assento. O homem foi atingido por duas balas .50 que o mataram.

7 - Yitzhak Rabin

Yitzhak Rabin tinha pensamentos pacifistas, seu principal objetivo era estabelecer a paz entre Israel e Palestina. No entanto, isso enfureceu os radicalistas que acreditavam que o homem estava desistindo da herança bíblica de Israel. Yigal Amir era um desses que não concordava com Rabin. Na noite de 4 de novembro de 1995, durante uma caminhada na Praça dos Reis de Israel, em Jerusalém, Yitzhak foi assassinado com dois tiros. Seu assassino foi preso e condenado à prisão perpétua.

fatos desconhecidos
TopBuzz.com

quinta-feira, 10 de março de 2011

Louis Pasteur



Louis Pasteur
Ele foi um cientista francês que se destacou nas áreas de química e medicina.

A técnica de pasteurização, por exemplo, fora criada por ele. Não foi aluno de destaque até se transferir para escola normal superior e, assim, passou a ter aulas com um grande químico chamado Jean Baptiste Dumas.

O cientista fez várias descobertas. Uma delas era sobre o desvio no plano de polarização da luz. Além disso, realizou diversos estudos sobre micro-organismos patogênicos.

De acordo com Pasteur, o micróbio causador de alguma doença deve ser isolado o quanto antes para se descobrir a cura e, por consequência, alguma vacina.

Foi desta forma que Louis Pasteur descobriu a vacina antirrábica.

Publicado na revista Coquetel.
Foto: Biography.com.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Euclides da Cunha - Antes De Tudo Um Forte


Euclides da Cunha
1866-1909


Euclides da Cunha, engenheiro, jornalista professor, ensaísta, historiador, sociólogo, poeta e escritor, nasceu em Cantagalo, no Rio de Janeiro, em 20 de janeiro de 1866, autor do livro "Os Sertões, um dos maiores épicos da literatura latino-americana, traduzido em 60 países, em idiomas como japonês, russo e chinês, com um gigantismo comparável ao dos Lusíadas, de Luís de Camões, e Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, também pode ser qualificado como o sertanejo que descreveu em Os Sertões. Ele nos ajudou a "redescobrir" um outro Brasil e a reinventar uma raça.

"O sertanejo é, antes de tudo, um forte.Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços do litoral. A sua aparência, entretanto, no primeiro lance de vista, revela o contrário. É desgracioso, desengonçado, torto, Hércules-Quasimodo. É o homem permanentemente fatigado. Entretanto, toda sua aparência de cansaço ilude. No revés, o homem transfigura-se e da figura vulgar do tabaréu canhestro reponta, inesperadamente, num desdobramento surpreendente de força e agilidade extraordinárias."

Além de seu imenso valor literário, Os Sertões é um documernto que revela ao Brasil o que ninguém até então conhecia: que o sertão nordestino é um só, uma pátria independente.

Canudos. no sertão da Bahia, era assunto nacional nessa época e São Paulo enviou um batalhão de soldados para participar do conflito. Euclides da Cunha foi encarregado pelo jornal A província de S.Paulo de acompanhar como observador de guerra o movimento rebelde chefiado por Antônio Conselheiro.

Parte do artigo publicado na revista Kalunga
Kalunga Comércio e Indústria Gráfica Ltda

Wikipedia

segunda-feira, 7 de março de 2011

Monteiro Lobato - Ferro e Petróleo


 Monteiro Lobato
1882-1948
Alheio à política partidária, mas militante do livro por opção, Lobato correspondia-se com o recém-empossado Washington Luís, lembrando ao presidente "que não há cultura possível sem livro e livro barato, livro que penetre nas massas e lhes erga o nível mental", e cobrando dele uma posição forte na "guerra fiscal contra a cultura".Desse contato, surgiu o convite para que fosse o adido comercial brasileiro em Nova Iorque, onde encantou-se com o progresso dos Estados Unidos, principalmente com o pioneiro Henry Ford. Não era mais um brasileiro deslumbrado com o way of life americano, mas um profundo estudioso da forma como aquele país enriquecia-se com o ferro e o petróleo.

De volta ao Brasil, convicto de que "a riqueza da América é proveniente do aumento da eficiência do homem por meio da máquina" e de que "máquinas se fazem com ferro e é com petróleo que elas se movimentam", iniciou sua campanha "O petróleo é nosso".

Foram mais de cem cartas a Getúlio Vargas, chamando-o à responsabilidade sobre a questão do petróleo, sem sucesso.

Provando que era um homem de ação, fundou a sua Cia.Petróleo do Brasil, em 1931, e publicou em 1936 o livro O escândalo do petróleo - à parte escrevia livros infantis, como Geografia da Dona Benta, Histórias das Invenções e Memória de Emília.

O golpe militar de 1937 tira de circulação seus livros políticos, mas não impede que Lobato festeje uma vitória: conseguira provar à opinião pública que tínhamos petróleo, só precisávamos extraí-lo.

Passa um ano em Buenos Aires, onde é recebido como "Embaixador das crianças brasileiras", e funda a Editora Acteon.

Volta ao Brasil em 1948, e diz na sua última entrevista:" Meu cavalo está cansado e o cavaleiro tem muita curiosidade em verificar, pessoalmente, se a morte é vírgula ou ponto final".

Morre dois dias depois, na madrugada de 4 de julho, no mesmo dia da festa de independência dos Estados Unidos, país que aprendeu a admirar, deixando uma legião de órfãos.

O homem que previu o futuro

Idolatrado por uns contestado por outros , Monteiro Lobato ainda hoje chega a ser confundido com muitos de seus inúmeros personagens.






"Ele foi um profeta, que 30 anos antes, previu a fórmula do desenvolvimento sustentável a necessidade de preservar a Amazônia, a importância da educação e da literatura para o futuro do País, fundando a primeira editora de livros didáticos no Brasil, em 1921", revela Inez de Oliveira, que fundamentou sua pesquisa na biografia Vida e Obra de Monteiro Lobato, de Edgar Cavalheiro, amigo e herdeiro do arquivo pessoa do escritor.




José Bento Monteiro Lobato, o escritor de deliciosas histórias infantis, como A Menina do Narizinho Arrebitado, O Saci e O Marquês de Rabicó, não foi um homem fácil. Até hoje, há quem conteste ou não entenda as múltiplas facetas do fazendeiro de café, escritor, desenhista, pintor, pesquisador do babaçu, adido comercial do Brasil nos EUA, industrial e editor, segundo os críticos, a única atividade em que se deu bem.




A editora Monteiro Lobato & Cia, nasceu em 1919, fruto da ousadia e do espírito de busca de Lobato. Tudo começou com o célebre Urupês, que revelou ao País a figura do Jeca-Tatu.




"O país se faz com homens e com livros", dizia o homem que fazia o Brasil produzir livros, despachá-los aos quatro cantos e o mais importante: lê-los.




Parte do artigo publicado na revista Kalunga
Kalunga Comércio e Indústria Gráfica Ltda

Oswaldo Cruz -Um Homem Obstinado

Oswaldo Cruz
1872-1917

Oswaldo Cruz nasceu em 5 de agosto de 1872, na pequena cidade de São Luiz do Paraitinga, no Vale do Paraíba, Estado de São Paulo. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde formou-se em medicina. Aos 26 anos, partiu para a França a fim de especializar-se em bacteriologia.

De volta ao País, em 1899, já encarou de frente o seu primeiro desafio: foi trabalhar na cidade de Santos, também em São Paulo, onde proliferava a peste bubônica, que já havia matado milhares de pessoas.

Como primeira providência contra a varíola e outros males que afetavam o povo brasileiro, Oswaldo Cruz sugeriu a instalação de um instituto soroterápico no Rio de Janeiro, no que foi prontamente atendido pelo governo. Ignorando, porém, a competência do jovem médico, as autoridades da época escreveram ao Intituto Pasteur, de Paris, pedindo a indicação urgente de um cientista para dirigir e treinar técnicos. Em resposta, Emílio Roux, então diretor da entidade francesa, mandou uma carta,, apenas sugerindo:" Ninguém possui maior competência que o doutor Oswaldo Cruz."

Em 1902, foi convocado para assumir o departamento de Saúde Pública do Rio de Janeiro, pois o governo entendia que só ele poderia acabar com a epidemia de febre amarela que assolava a cidade.
Com base nos estudos dos doutores Emílio Ribas eAdolfo Lutz, concluiu-se que a febre amarela era transmitida por um mosquito, cuja reprodução se dava em águas paradas. O sanitarista não teve dúvida, montou uma equipe batizada por mata-mosquito e saiu pelos mais variados pontos da cidade, indo de casa em casa e pulverizando os locais que poderiam ser um habitat para a reprodução do agente transmissor. Aliás, prática comum ainda hoje, no caso da dengue.

A obstinação de Oswaldo Cruz em acabar com o mosquito acabou irritando a população. Em vez de agradecer o seu empenho, os cariocas indignaram-se com a invasão de suas residências e o médico ganhou a antipatia generalizada. Sem esmorecer, porém, Oswaldo Cruz continuou sua luta e venceu.

Voltou à carga um ano depois, quando mais uma vez teve que enfrentar a ira popular na luta contra a varíola.

Desta vez, não invadiu residências, mas foi o responsável pela vacinação de toda a população. Por essas ações nem sempre bem compreendidas pelos moradores e pela própria imprensa, ganhou o apelido "O Rato". Mas, graças à sua persistência e também à sua tenacidade, em 1908, não foi registrado na capital federal nenhum caso de febre amarela , além de ter coibido de vez as epidemias de peste bubônica e varíola.

Diante dos resultados, a população e a opinião pública em geral foram obrigados a reconhecer a competência do doutor Oswaldo Cruz, o que foi ratificado pela comunidade científica internacional no Congresso de Higiêne e Demografia, realizado na Alemanha, em 1907. Por seu trabalho, ele ganhou na ocasião a medalha de ouro. Fora do circuito científico, Oswaldo Cruz foi a primeira pessoa a conseguir uma vaga na Academia Brasileira de Letras, mesmo sem pertencer ao círculo literário.

Em 1916, quando já não gozava de boa saúde, foi nomeado prefeito de Petrópoles, cidade serrana do Rio de Janeiro.

Faleceu em 1917, ao 44 anos, cumprindo seu importante papel para a ciência brasileira e internacional.


Parte do artigo publicado na revista Kalunga
Kalunga Comércio e Indústria Gráfica Ltda
Editada pela Spiral do Brasil Ltda.
Ano XXVI nº 91
Julho 98

Foto: Wikipedia